17 de agosto de 2026

Governo tem dificuldades para bancar fundo que paga o seguro-desemprego

carteira_de_trabalho_gabriel_jabur_agencia_brasilia_1.jpg
 
Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
 
Jornal GGN – Por meio de nota técnica, o governo admitiu que tem dificuldades em bancar os recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que são utilizados para pagar o seguro-desemprego e o abono salarial. 
 
A nota técnica foi elaborada pela equipe econômica e enviada para o deputado Betinho Gomes (PSDB-PE), relator aa Medida Provisória que pretende alterar a taxa de juros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que remunera o FAT. 
 
A nova taxa proposta pelo governo, chamada de Taxa de Longo Prazo (TLP), acompanharia os índices das NTN-Bs, títulos públicos atrelados à inflação. Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, afirmou que a taxas seria “mais nervosa” que a atual e prejudicaria a previsibilidade de quem pretende tomar empréstimos.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
Assinam a nota o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e também Rabello de Castro.
 
O documento defende a “agenda de reformas” como um fator de estabilidade que geraria “ciclo virtuoso que aumenta a previsibilidade e diminui a volatilidade potencial da TLP”. 
 
O governo defende a criação da TLP afirmando que ela protegeria os trabalhadores porque melhoraria a remuneração do FAT. “Dado o esforço de ajuste fiscal, a cada ano ficará mais difícil para que o Tesouro complemente os recursos do FAT necessários ao pagamento do Seguro Desemprego e do Abono Salarial, colocando em risco tais programas”, diz a nota. 
 
Estimativas apontam que o fundo deixa de receber R$ 15 bilhões em razão da TJLP, que está em 7% e abaixo da Selic, em 10,25%. De acordo com o Estadão, a nota não detalha os cálculos e nem especifica o período dos dados. 
 
Por outro lado, líderes da oposição, analistas e funcionários do BNDES tem criticado a proposta do governo de mudar a taxa. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou nota afirmando que equipe de Michel Temer adota “argumentos falaciosos” para defender a TLP. 
 
Ele refuta a tese de que a taxa melhoraria a remuneração do FAT, afirmando que o retorno financeiro do fundo raramente é usado para pagar o abono salarial e o seguro-desemprego. 
 
“Enfim, mesmo que se queira fazer ajustes no custo do “funding” do BNDES, a proposta da TLP é péssima para o País. Irá encarecer o crédito e a taxa será extremamente volátil e pró-cíclica. Portanto, o BNDES deixará de cumprir o seu papel anticíclico e de garantir crédito e longo prazo a custo internacionalmente competitivo”, afirmou o senador. 
 
Assine
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. MarFig

    21 de julho de 2017 9:24 pm

    Mas tem dinheiro pra pagar

    Mas tem dinheiro pra pagar salårios pornográficos para juizes, procuradores e parlamentares. E tem dinheiro saindo pelo ladrão pra socar no rabo dos piguentos.

Recomendados para você

Recomendados