Os direitos cerceados de Lula não têm comparação histórica, por Marcelo Santa Cruz

Militante diz não querer "ser cúmplice por omissão da morte anunciada do ex-presidente Lula"

Foto: Reprodução

Jornal GGN – “É o mais importante preso político da atualidade, reconhecido com vários prêmios e inúmeras homenagens internacionais pelo reconhecimento de sua bela história de vida pessoal, política e pública”, descreveu Marcelo Santa Cruz, advogado e militante dos direitos humanos, ao afirmar que não quer “ser cúmplice por omissão da morte anunciada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no cárcere da Polícia Federal em Curitiba”.

Em coluna ao Diário de Pernambuco, Santa Cruz lembra o histórico de Lula, preso sem provas e impedido de participar das eleições presidenciais de 2018. Mas nada disso impediu de praticarem negligências contra a atual situação do ex-presidente, acrescentou. “Não há registro na história deste país, que tenha sido dispensado o tratamento a qualquer pessoa pública com o perfil de Lula, no que diz respeito à folha de serviços prestados à nação brasileira.”

Lamentando que o cenário atual o faz lembrar da ditadura brasileira, compara que nem o ex-presidente João Goulart, que foi deposto, nem o governador Miguel Arraes, também deposto e preso, tiveram tantos impedimentos para poderem estar em liberdade quanto Lula.

E, ainda, recuperou outro trecho da história para se referir à atual postura do ex-juiz Sérgio Moro, que aceitou ser ministro de Jair Bolsonaro:

“No epílogo dessa reflexão, permita-me evocar um fato verdadeiro, ocorrido em 1956, protagonista desta história, o presidente Juscelino Kubistchek, conhecido como presidente JK, e o prestigiado jurista e advogado Sobral Pinto. Encontra-se registrada na memória, narrada nos livros e exibida no filme: O homem que não tinha preço. O presidente JK, com o propósito de contornar dificuldades de ordem jurídica que se colocavam em questões pertinentes à sua posse, resolve constituir seu advogado, o renomado Sobral Pinto, que obteve ganho de causa. Mitigados os ânimos beligerantes do Movimento 11 de Novembro, conhecido contragolpe ou golpe preventivo do marechal Lott, destinado a assegurar a posse do presidente Juscelino Kubistchek e do vice João Goulart, eleitos em 1955. O presidente JK, investido no mais alto cargo da nação brasileira, de imediato convida seu advogado para almoçar no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. O jurista Sobral Pinto ao adentrar no recinto, é recebido com um grande e afetuoso abraço do presidente JK, que exclamou com aquele seu peculiar sorriso largo: “Sobral, permita-me indicá-lo ministro da Suprema Corte de Justiça”. Sobral Pinto, responde na bucha: “Presidente, sinto-me honrado, mas estou declinando do convite, por dois motivos, não votei em Vossa Excelência, meu candidato foi marechal Juarez Távora”. O presidente JK interrompe o seu interlocutor, com o seguinte argumento: “É por isto mesmo que estou indicando-o para ministro”. Sobral Pinto retoma a palavra e prossegue o diálogo: “Há outro impedimento, também de ordem ética. Fui seu advogado, estava postulando o bom direito e empenhado para que não fosse cometida irreparável injustiça”. Em seguida, pediu que o presidente refletisse, caso venha recepcionar o seu distinto convite, o que irão dizer! por certo que sou um grande oportunista, aceitei ser seu advogado para obter as benesses do poder. Muito obrigado presidente, sinto-me lisonjeado pelo convite. Em seguida, o almoço foi servido, assunto não mais foi abordado pelo presidente JK, tendo em vista que o convite foi indigesto, diante do rígido conceito ético e moral do incomparável Sobral Pinto. Qualquer semelhança com o ex-juiz Sérgio Moro, são outros tempos, outros homens e a história não se repete, a não ser como farsa. Viva a ética e a hombridade, Sobral Pinto presente, agora e sempre!”

Leia a coluna completa aqui:

17 comentários

  1. É preso e preso tem ser preso em penitenciária. Se foi condenado por várias instâncias é porque tem provas suficientes. Se condecorado, foi pelos seus favorecimentos de roubos que ele permitiu. Portanto tem que permanecer na cadeia de um presídio e não em uma sala na PF.. acho muita mordomia.. CADEIA NO PRESIDIO DE SEGURANÇA MÁXIMA. OPINIÕES DE ESQUERDISTAS SEM VERGONHAS NADA VALEM

    • Acreditar que todo condenado pelo establishment é mesmo culpado, desculpe a franqueza, mas é uma completa idiotice. Basta lembrar da Inquisição, de Tiradentes, da escravidão, das ditaduras, de Mandela etc. Repetir asneiras como papagaio é fácil. Encontrar e apontar provas consistentes nos processos contra Lula, que é bom, nada.

  2. Jair Bolsonaro está exatamente na posição correta. E o Moro segue na mesma rota, assim, o País irá cumprir à risca à nossa CARTA MAGNA.

  3. Podemos dizer que salvo suas proporções o Senhor Dias Tofoli encarna melhor o papel do referido personagem Sobral, Assessor do Homem forte do PT o Dirceu,Advogado militante do partido,indicado pelo Lula o presidente e guru do PT ,passado tempo da sua indicação Lula o lembra
    que é vitalício o cargo de ministro da suprema corte, um refresco a memória do seu indicado no casa dele se sentir incorajar a votar de forma diferente da esperada

  4. Por falar em ética, e qdo a Vanda quis colocar o molusco no ministério onde estava a ética.
    E quando Evo Morales nacionalizou, tomou a Petrobras na mão grande e em seguida veio ao Brasil e foi muito bem recebido pelo molusco sem nenhuma contestação, enfim em qual ética VC está falando.

  5. Entendo que o texto escrito fala da “negligência e erros dos juízes que condenaram Lula em todas as estâncias, e na aceitação de Moro para Ministro da Justiça de Bolsonaro. Por muito mais, políticos corruptos estão soltos ( o grifo é meu) todos temos numa Democracia liberdade de expressão, mas tem-se também que respeitar a Constituição, a ética, a moral e as leis que são iguais para todos os brasileiros.

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