Opinião do Nassif: Os últimos lamentos da quadrilha que vinha chantageando o país

Recrudescimento da violência em Brasília e SP traz como fator positivo o desgaste do grupo que gerou o golpe  
 
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A intervenção militar sobre manifestantes que pediam Diretas Já, em Brasília, foi uma atitude que aponta para o desespero de Michel Temer tentar se manter no poder, incluindo o fator militar no jogo político.
 
O pedido de intervenção das Forçar Armadas surgiu do presidente da Câmara, e membro de sua base aliada, Rodrigo Maia, com apoio direto de Temer e do Ministro da Defesa, Raul Jungmann.
 
Tentaram usar como argumento que as Forçar Armadas atuaram diversas vezes no período recente, porém o contexto no Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo foi totalmente diferente, com o crime organizado avançando. O que ocorreu em Brasília foi o uso desse poder em cima de manifestações políticas.
 
A ação brusca de Temer é seu último lamento, seu último vagido. Dá até para compreender o desespero. Ele não pode arriscar cair agora, caso contrário irá direto para a cadeia. Apesar das tentativas do Planalto de usar a força militar em seu favor, ainda bem que existem generais na ativa com bom senso, como o comandante do Exército general Eduardo da Costa Villas Bôas que esvaziou a operação. 
 
No mesmo dia, em São Paulo, o prefeito João Dória e o governador Geraldo Alckmin, seguiram com a ação de perseguição a usuários de drogas, fechando comércios convencionais no centro, mandando demolir prédios com pessoas dentro. 
 
Esses exageros tanto em Brasília, com Temer, como em são Paulo, com Dória e Alckmin tem um fator positivo que é o desgaste desse tipo de truculência trazendo um pouco de luz para a construção de um pacto político do centro, essencial para reconstruir a democracia brasileira. 
 
A esperança é que o recrudescimento da violência está levando a sociedade a reconhecer que Temer representa a pior geração política que ascendeu no período recente, podendo acelerar a retomada do processo democrático.
 
Temer consegue ser pior do que Eduardo Cunha que, pelo menos, tem inteligência política. É compreensível ser enganado por Cunha, já em Temer temos consubstanciada a mesquinharia, a mediocridade, a falta de noção mínimo sobre presidência. Meu desejo sincero é que seu grupo político, incluindo Geddel Vieira Lima, Wellington Moreira Franco e Eduardo Cunha, e que chantagearam Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, fiquem por muitos anos na prisão. É o mínimo que se espera pelo que fizeram contra o país.
 
Porém, mesmo com a queda iminente de Temer, o assalto continua no Congresso, com jogadas diárias para a aprovação de leis que estão desmontando os serviços sociais, liderada por um grupo de harpias insaciáveis. 
 
O lado positivo é que as movimentações sociais resistentes em São Paulo e Brasília mostram que o Brasil é maior do que isso.  
 
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Recrudescimento da violência em Brasília e SP traz como fator positivo o desgaste do grupo que gerou o golpe

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