Temer se diz ofendido ao ser questionado sobre babá de Michelzinho

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Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN – Em entrevista para rádios regionais realizada nesta segunda-feira (15), o presidente Michel Temer considerou ofensiva uma pergunta sobre a babá seu filho mais novo, que estaria lotada em um cargo de confiança do Palácio do Planalto. “Babá do meu filho coisa nenhuma. Não vou deixar ele ficar sabendo disso, porque vai ficar ofendido”.
 
Temer disse que Michelzinho tem oito anos de idade e não precisa de babá, afirmando que há uma “senhora que cuidava que tem contrato pelo Planalto”. “Se a funcionária não puder atuar lá em casa, isso vai ser alterado”, afirmou. 
 
Reportagem do O Globo publicada nesta domingo (14) afirma que o Planalto emprega Leandra Brito, que seria babá do filho de Temer, como assessora do Gabinete de Informação em Apoio à Decisão (Gaia).

 
O Diário Oficial da União (DOU) mostra que Leandra está lotada em um cargo de confiança no gabinete pessoal de Temer, e que ela foi exonerada de um cargo anterior, também no Gabinete Pessoal do presidente de assistente no Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento, e passou de um cargo DAS nível 2 para um DAS nível 3, com salário maior. 
 
Ainda segundo o jornal, Leandra afirmou que não trabalha como babá do filho de Temer, mas também não teria explicado qual trabalho desenvolve no gabinete. 
 
“Possibilidade é zero” de se candidatar em 2018
 
Durante a entrevista, Temer também refutou a hipótese de sair candidato presidencial em 2018, afirmando, que a “possibilidade é zero” porque ele não acha a candidatura necessária. 
 
Em relação à possibilidade de cassação de sua chapa com Dilma Rousseff, Temer afirmou que espera que o processo seja julgado o quanto antes. “Quanto mais rápido julgar, melhor para a estabilidade do país”.
 
O presidente também criticam quem o chama de golpista, afirmando que é um rito normal o vice-presidente assumir após o impeachment.
 
Isenção do Imposto de Renda
 
Temer também negou a possibilidade de aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda neste momento, apesar de considerar a medida positiva.
 
“Houve uma fala sobre a possibilidade de aumentar a faixa de isenção. Não há concretamente nada [a respeito disso]. Claro que seria bom para alcançar uma maior margem de trabalhadores e para a economia, porque, em vez de pagar tributo, ele [o contribuinte] consumiria. É bom, mas é complicado”, afirmou, já que diminuiria a receita do Estado.
 
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