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por Jeferson Miola
O Decreto do governo que determina “o emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem no Distrito Federal no período de 24 a 31 de maio de 2017” afronta o Estado de Direito e torna verossímil o risco de uma escalada ditatorial no país.
Temer é um presidente ilegítimo e corrupto. Ele e mais de 70% dos ministros são investigados por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa – cometidos tanto no atual mandato como antes.
Temer não possui, por isso, a menor possibilidade de continuar no cargo para o qual não foi eleito e a partir do qual, juntamente com os partidos que deram o golpe e o apóiam, promove o mais brutal ataque aos direitos do povo brasileiro, à economia nacional e à soberania do país.
Temer se recusa a renunciar. A renúncia poderia ser a única anotação de grandeza numa biografia irremediavelmente manchada pela trajetória de conspirador, corrupto e integrante de uma organização criminosa que faz da política um passaporte para a prática do crime.
Enquanto reluta em renunciar, ele vê o país se desmanchar na depressão econômica, no caos humanitário, na desordem institucional e no conflito que poderá evoluir para grave violência social.
No desespero para se manter a qualquer custo na presidência, o irresponsável Temer traz as Forças Armadas para o centro da crise e deixa o Brasil a um passo da ditadura.
O pretexto para a escalada ditatorial segue o manjado roteiro que a direita observa para atentar contra a democracia: [1] infiltraram provocadores, vândalos e agentes policiais secretos na manifestação pacífica de mais de 150 mil participantes coordenada pelas centrais sindicais e movimentos sociais; [2] programaram a tolerância a atos de violência ao patrimônio público e à Polícia Militar perpetrados pelos agentes por eles mesmos infiltrados, e [3] invocaram o caos e a desordem por eles mesmos provocada para convocar as Forças Armadas.
A continuidade de Michel Temer no Palácio do Planalto se tornou, com o episódio de hoje, uma séria ameaça à já avariada democracia brasileira.
É necessário uma ampla união nacional para pôr fim ao governo Temer com a máxima urgência e aprovar, no Congresso, uma emenda constitucional para a realização de eleições gerais dentro de 120/150 dias.
O Congresso Nacional, se ainda tiver o mínimo apego à democracia, deve anular o infame Decreto deste 24 de maio assinado pelos não menos infames Michel Temer, Raul Jungmann e general Sérgio Etchegoyen.
Bruno Cabral
25 de maio de 2017 11:56 amEleiçoes sim, mas gerais
Ou Dilma volta ou eleições gerais. Com esse congresso ninguém governa!
Rui Ribeiro
25 de maio de 2017 12:43 pmGoverna, sim, pois com o povo nas ruas os parlamentares amarelam
Não precisa ser eleições diretas gerais, pois com o povo nas ruas, o mandato fica vinculado, ou seja, os Parlamentares cumprem as promessas que fizeram aos seus eleitores e não as medidas que prometeram aos corruptores, em troca de propinas.
CB
25 de maio de 2017 12:01 pmEu fico me perguntando: será
Eu fico me perguntando: será que todos os militares estão se sentindo confortáveis em estar defendendo um “governo” com esta capivara?
Rui Ribeiro
25 de maio de 2017 12:02 pmQuer dizer que você acha que estamos numa democracia?
Quer dizer que uma cleptocracia, com milhões e milhões de desempregados e com o desemprego se elevando por conta dos crimes e da incompetência dessa elite cleptocrática e de seus testas de ferro nos poderes da república bananeira, com abusos de autoridades e violação da lei pelas próprias autoridades que deveriam não só aplicá-las mas também e acima de tudo cumprí-las, é uma democracia?
Se isso não for uma ditadura, o que mais poderia sê-lo?
Como pode haver democracia onde um punhado de parasitas sociais jogam no lixo a vontade da maioria da população com um golpo estúpido e covarde?
Lima Gb
25 de maio de 2017 12:06 pmGreve ampla, geral e irrestrita
A maneira mais eficaz de se retirar esse indivíduo do Palácio do Planalto é a mesma greve geral realizada, porém, dessa vez, sem prazo para terminar. O povo só retornaria ao trabalho após o EFETIVO retorno da Democracia.
WALDOMIRO PEREIRA DA SILVA
25 de maio de 2017 12:09 pmDo RAUL, do Etchegoyen e do
Do RAUL, do Etchegoyen e do Temeroso só se poderia esperar um ato insano como estes.
O histórico pessoal do Raul e do Temeroso é este mesmo, de dois covardes ENTREGUISTAS, já do caçador de “comunistas” o histórico familiar ja o demonstra.
Andre Araujo
25 de maio de 2017 12:11 pmNada a ver com ditadura, para
Nada a ver com ditadura, para dizer é preciso não ter noção do atual Comando das Forças Armadas.
O Governo Dilma tambem chamou o Exercito para proteger o Palacio do Planalto.
O Exercito foi chamada incontaveis vezes para ações civis nos ultimos anos, no Rio, nos controle de presidios, na ocupação de comunidades, na Copa do Mundo, nas Olimpiadas. ninguem falou em ditadura.
Alan Souza
25 de maio de 2017 1:35 pmAh, lógico!
Se um presidente pode fazer o que quiser, sem nunca ser responsabilizado, pois a ele não se aplica o elementar conceito de “culpa no cartório”, uma ditadura nunca parecerá uma ditadura mesmo…
Vladimir
25 de maio de 2017 12:50 pmNão estamos a nenhum passo da
Não estamos a nenhum passo da Ditadura. Já estamos na ditadura,ou será que um governo que foi colocado através de um golpe,que se impõe no congresso através de ameaças de prisão e de negociações muito pouco claras (para ser gentil),pode ser chamado de democrático?
romulus
25 de maio de 2017 1:54 pmTEMER JOGA “BOMBA NUCLEAR”… MAS NO PRÓPRIO PÉ
TEMER JOGA “BOMBA NUCLEAR”… MAS NO PRÓPRIO PÉ! 24/5: O DIA EM QUE O GOLPE FOI DERROTADO
Cadê o meteoro?
– Temer/Jungmann/Maia dão um baita tiro no próprio pé – mais para míssil nuclear (!): o “blefe” da “intervenção militar”…
– … queimou na largada!
– Isso porque ninguém na Praça dos Três Poderes teve culhão para bancar o Exército – de novo! – descendo o cacete no… próprio povo que jurou defender!
– Insólito: Meirelles, gay semi-assumido (!), delirou que podia se tornar Presidente – no Brasil da homofobia assassina?!
– Peraí… “Presidente”? Portanto “Comandante-em-chefe”? Da repressão? Tocada pelos… ~machões~ fardados?! Esquece, Meirelles! (rs)
– Veja por que Lula é um estadista: o que é “Política” com “P” maiúsculo.
– Na qualidade de Estadista, Lula não se opõe a um freio de arrumação, sob Nelson Jobim. Para ~começarmos~ o looongo caminho de volta à democracia, ao Estado de direito e à normalidade institucional.
– Agora é com a Esquerda: a bola está na marca do pênalti! Começamos a transição pós-golpe, de volta à democracia? Ou não?!
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