4 de junho de 2026

Eu tive sempre a mansidão vermelha, por Romério Rômulo

em noite renitente, espaço de centelha / de corpo e osso, sem luz, povo que agita
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Eu tive sempre a mansidão vermelha

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por Romério Rômulo

Eu tive sempre a mansidão vermelha
da noite dura que sempre me habita
em noite renitente, espaço de centelha
de corpo e osso, sem luz, povo que agita

Marcado em ser, caminho sem um corte
em tempo e carne, com alma tão irmã
do mineral que corta, do mineral que morre
por força da tormenta, em fruta temporã.

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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