Não vejam minha cara/Eu me distorço sempre
por Romério Rômulo
Nunca revelo. Não mostro a minha cara de alvaiade.
Eu não revelo sequer qual nome tenho.
Não sou recomendável. Um degredado.
Um godo do oeste. Soldado de um Khan. Mais ferro e pedra.
Saído das menções de Creta e Irlanda. Calhau aos montes.
Sem qualquer relevo.
Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.
Leia também:
Deixe um comentário