21 de setembro de 2026

Como nos tornamos humanos

Linha evolucionária humana

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Mudanças genéticas em ancestrais humanos determinaram “vantagens” na vida moderna.

Do blog de Edson Marcon

Mudanças fundamentais ocorreram para que nos tornássemos humanos.

da BBC Brasil

Quinze mudanças que nos fizeram humanos

Os humanos são provavelmente a espécie mais curiosa que já existiu.

Temos cérebros muito maiores que os de outros animais e que nos permitem construir utensílios, entender conceitos abstratos e usar a linguagem.

Mas também temos poucos pelos, mandíbulas fracas e demoramos para dar à luz.

Como a evolução explica essa criatura extravagante?

1. Viver em grupo

Macacos abraçados

Há 30-60 milhões de anos

Os primeiros primatas, grupo que inclui macacos e humanos, surgiram pouco depois do desaparecimento dos dinossauros. Muitos começaram rapidamente a viver em grupos para melhor se defenderem de predadores, e isso exigiu de cada animal “negociar” uma rede de amizades, hierarquias e inimizades.

Sendo assim, viver em grupo pode ter impulsionado um aumento da capacidade intelectual.

2. Mais sangue no cérebro

Detalhe da veia carótida

Há 10-15 milhões de anos

Humanos, chimpanzés e gorilas descendem todos de uma espécie desconhecida e extinta de hominídeo.

Neste ancestral, um gene chamado RNF213 evoluiu rapidamente e pode ter estimulado o fluxo de sangue para o cérebro ao ampliar a artéria carótida.

Nos humanos, as mutações do RNF213 causam a doença de Moyamoya – um estreitamento da carótida que leva ao deterioramento da capacidade cerebral por conta da pouca irrigação do cérebro.

3. A divisão dos primatas

Chimpanzé

Há 7-13 milhões de anos

 

Nossos ancestrais se separaram de seus parentes parecidos com os chimpanzés há cerca de 7 milhões de anos. No início, tinham uma aparência bem similar, mas por dentro suas células estavam em marcha.

Os genes ASPM e ARHGAP11B entraram em mutação, assim como um segmento do genoma humano chamado HAR1.

Ainda não está claro o que provocou essas modificações, mas o ARHGAP11B e o HAR1 estão associados ao crescimento do córtex cerebral

4. ‘Picos’ de açúcar

Depois que a linha evolutiva humana se separou da linha dos chimpanzés, dois genes sofreram mutações.

Cérebro humano

Há menos de sete milhões de anos

 

 

O SLC2A1 e o SLC2A4 formam proteínas que transportam glicose para dentro e para fora das células.

Essas modificações podem ter desviado glicose dos músculos para o cérebro de hominídeos primitivos e é possível que tenha estimulado o crescimento do órgão.

5. Mãos mais hábeis

Nossas mãos são incrivelmente hábeis e nos permitem construir ferramentas ou escrever, entre outras atividades.

Anatomia da mão humana

Há menos de 7 milhões de anos

 

 

Isso pode se dever em parte a um fragmento de DNA chamando HACNS1, que evoluiu rapidamente desde que nossos ancestrais e os ancestrais dos chimpanzés se dividiram.

Não se sabe o que o HACNS1 faz exatamente, mas ele contribuiu para o desenvolvimento de nossos braços e mãos.

6. Mandíbulas fracas: mais espaço para o cérebro

Em comparação com outros primatas, os humanos não podem morder com muita força porque têm músculos mais fracos em volta da mandíbula, bem como mandíbulas menores.

Mandibula humana

Há 2,4 – 5,3 milhões de anos

 

Isso parece se dever a uma mutação do gene MYH16, que controla a produção de tecido muscular.

7. Dieta variada

Nossos ancestrais primatas mais antigos comiam principalmente frutas, mas espécies posteriores como o Australopithecus ampliaram seu cardápio.

Carne

Há 1,8 – 3,5 milhões de anos

 

 

Além de se alimentar com uma variedade maior de plantas, como ervas, comiam mais carne e inclusive a cortavam com ferramentas de pedra.

Mais carne levou ao consumo de mais calorias e menos tempo de mastigação.

8. Pelado, nu com a mão no bolso

Os humanos são quase pelados. Não se sabe a razão, mas isso ocorreu entre 3 e 4 milhões de anos atrás.

Pele humana

Há 3,3 milhões de anos

 

 

Suspeita-se que a perda de pelos tenha ocorrido em resposta à evolução de parasitas como carrapatos.

Exposta ao sol, a pele humana escureceu e a partir de então todos nossos ancestrais foram negros até que alguns humanos modernos deixaram os trópicos.

9. Um gene de inteligência

Neurônios humanos

Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.

10. Cérebros maiores: primatas pensantes

Os humanos pertencem a um grupo ou gênero de animais conhecido como Homo. O fóssil mais antigo de Homo foi escavado na Etiópia e tem 2,8 milhões de anos.

Homo habilis

Há 2,8 milhões de anos

 

A primeira espécie foi possivelmente o Homo habilis, embora cientistas discordem deste argumento.

Em comparação com seus ancestrais, esses novos hominídeos tinham cérebros muito mais grandes.

11. Parto complicado: uma cabeça muito grande

Para os humanos, o parto é mais difícil e perigoso.

Ultrassom de bebê humano

Há pelo menos 200 mil anos

 

 

Diferentemente de outros primatas, as mães quase sempre precisa de ajuda.

Caminhar sobre duas pernas fez com que as fêmeas humanas tenham um canal pélvico mais estreito e passagem de um bebê humano com a cabeça maior de seus ancestrais ficou dificultada.

Para compensar esse “problema logístico”, bebês humanos nascem pequenos e indefesos.

12. Controle do fogo

Ninguém sabe quando os humanos aprenderam a controlar o fogo.

Fogo

Há 1 milhão de anos

 

 

A evidência mais antiga do uso do fogo está na Caverna de Wonderwerk, na África do Sul, que contém cinzas fossilizadas e ossos queimados datando de um milhão de anos.

Mas alguns especialistas afirmam que o fato de homem já ser capaz de processar alimentos há mais tempo do que isso poderia incluir o ato de cozinhar.

13. O dom da fala

Todos os grandes hominídeos têm sacos de ar em seus tractos vocais, o que lhes permite emitir fortes gritos.

Boca humana

Há 600 mil – 1,6 milhão de anos

 

Mas não os humanos, porque essas bolsas fazem impossível produzir diferentes sons.

Nossos ancestrais aparentemente perderam os sacos de ar antes de se separar em termos evolucionários da espécie Neanderthal, o que sugere que eles também podiam falar.

14. Um gene para a linguagem

Algumas pessoas têm uma mutação em um gene chamado FOXP2.

Homem primitivo

Há meio milhão de anos

 

 

Como resultado, custa a elas entender gramática e pronunciar palavras.

Isso sugere que o FOXP2 é crucial para aprender o uso da linguagem.

15. Saliva reforçada para comer carboidratos

A saliva humana contém uma enzima chamada amilasa, fabricada pelo gene AMY1, e que digere amidos.

Feixe de trigo

Humanos descendentes de agricultores têm mais cópias do gene AMY1

 

 

Os humanos modernos cujos ancestrais foram agricultores têm mais cópias do AMY1 que aqueles cujos ancestrais era caçadores, por exemplo.

Este reforço digestivo pode ter ajudado a dar início ao cultivo, aos povoados e às sociedades modernas.

 

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47 Comentários
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  1. Roberto Monteiro

    31 de março de 2015 11:53 am

    Espécie desconhecida e extinta.

    Se extinta, ainda não foi descoberta, se desconhecida, ainda não foi encontrada. E se for uma terceira opção? Por exemplo, assim como a física atual tem quebrado alguns paradigmas, quem sabe a teoria evolucionista também esteja por quebrar algum paradigma? Muitas indagações, apenas. O que sei é que neste quebra-cabeças algumas peças não encaixam ainda. Não sei se estarei vivo quando acharem as peças corretas. A etena busca pelo elo perdido.

  2. Odonir Oliveira

    31 de março de 2015 11:57 am

    Excelente

    Não sou especialista em evolução. Pelo menos na dessa natureza. E se foi assim mesmo…

    Interessantíssimo, né.

  3. Dorival

    31 de março de 2015 12:05 pm

    Porque não tem uma imagem em

    Porque não tem uma imagem em alta resolução dos fosseis que provariam que isto é verdade em vez de animações criadas a partir de ideias?

    Isso tudo não passa de conjectura , esta mais para um roteiro trash , não existe uma unica prova cientifica de que isso seja verdade , isso mais parece religião do que ciencia precisa de muita fe e imaginação pra acreditar que isso seja verdade.

    A humanidade vai melhorar muito quando a ciencia for simplesmente ciencia e não religião , propaganda e meio de autopromoção.

  4. Antonio Lemos

    31 de março de 2015 12:05 pm

    Alguns pouco evoluem…

  5. Dorival

    31 de março de 2015 12:11 pm

    Porque não existe uma imagem

    Porque não existe uma imagem em alta resolução dos fosseis que provariam que isso é verdade ao inves de animações graficas produzidas por ideias de como seriam.

    Isso tudo é conjectura , não existe uma unica prova cientifica que isso seja verdade , isso esta mais para religião do que para ciencia é preciso muita fé para acreditar nisso.

    A humanidade vai melhorar muito quando a ciencia voltar ser simplesmente ciencia e não religião , propaganda e meiot de auto promoção.

    1. Thiago thiago

      31 de março de 2015 7:30 pm

      Caro Dorival, 
      Não só existem

      Caro Dorival, 

      Não só existem fósseis de homínideos muito bem preservados e com imagens em alta resolução, como estão disponíveis para o público em geral na internet e são encontrados de maneira muito fácil utilizando o google.

      Além disso, o seu conceito de “prova científica” mostra que não entendes como funciona o método cientifíco ou a ciência. Mas mesmo para o seu modo de ver “provas”, elas existem aos montes. Aí se inclui os diversos fósseis já encontrados, bem como a analise da sequencia genômica de humanos e diversos outros animais. Essa informação também é facilmente encontrada, podes ir ao site http://www.ncbi.nlm.nih.gov, seleciona Genome e procura pelo nome científico Pan troglodytes, poderá encontrar a sequencia completa do genoma do chimpanzé. Utilizando a ferramenta Blast, poderá comparar o genoma desta espécie com outras, incluindo H. sapiens. Daí poderá tirar suas próprias conclusões baseado em alguma analise e não em suas superstições.

      Ao contrário de sua abordagem intransigente e arrogante, a ciência não se ocupa de propagar “verdades” por aí, mas sim em levantar hipóteses, testá-las e corroborá-las ou não. Nisso, podes ter certeza que qualquer cientista ficaria extasiado por ver novas idéias e informações surgindo, mesmo que venha negar a teoria anteriormente aceita, e é nisso que se baseia a ciência, refutação ou a busca dela. Enquanto que o conhecimento alternativo que pregas aqui se baseia no contrário, aceitação cega.

      Portanto, se queres negar o que as evidências insistem em apontar, o faça utilizando utilizando conhecimento legitímo e passível de ser testado. Se, com isso, conseguires demonstrar que a teoria da evolução está equivocada, nem que seja para uma única excessão, se tornará um dos cientistas mais famosos de todos os tempos.

       

      Abraço

       

       

    2. Helio J. Rocha-Pinto

      31 de março de 2015 7:34 pm

      Você tenta desqualificar

      Você tenta desqualificar provas científicas reconhecidas por toda a comunidade acadêmica, solicitando provas científicas? Risível.

      Existem imagens em alta resolução dos fósseis, sim! Você pode encontrar várias na internet, em artigos científicos ou vê-los pessoalmente em museus. Mas você, leigo, seria capaz de imaginar o organismo que viveu a partir dos restos encontrados? Te pareceriam meros amontoados de ossos velhos. Se você nunca viu um fóssil de hominídeo, é porque não procurou. Que tal começar agora?: https://www.google.com.br/search?q=hominid+fossils&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=HfYaVY_wNYOoyQTVsIHwCQ&ved=0CEQQsAQ

    3. Edsonmarcon

      31 de março de 2015 7:59 pm

      o problema

      “A humanidade vai melhorar muito quando a ciencia voltar ser simplesmente ciencia e não religião , propaganda e meiot de auto promoção.”

      Acho que o problema é esse.

      A ciência roubou boa parte do palco das religiões.

       

      Como se promover fazendo milagres, se a ciência já derrubou muitos desses “milagres”?

       

      Não havia maior auto-promoção que a religião.

      O cara saía por aí dizendo coisas, as pessoas acreditavam e os caras viravam santos.

      Um cara virou santo porque dizia para as pessoas não beberem água, mas sim cerveja, que elas não adoeceriam.

      Claro que a explicação para isso é  que para fazer cerveja, deve-se ferver a água. E isso mata as bactérias da água.

       

      As pessoas que refutam a ciência não querem conhecimento, elas querem certezas.

       

      A ciência não dá certezas, ela pode dar a melhor explicação possível no momento com o conhecimento disponível, apenas isso.

      Se quer certezas, busque uma religião e se convença das “certezas” que ela vai lhe dar.

  6. Gilson AS

    31 de março de 2015 12:29 pm

    Mas até agora a ciência ainda

    Mas até agora a ciência ainda não encontrou ou explicou o proto homem, ou seja, o elo que liga a última evolução dos macacos, ao  homem que somos hoje.

    Como se deu essa transformação ?

    Até agora existe um vazio nas explicações.

    O que se tem são apenas suposições.

    1. Luis S

      31 de março de 2015 12:53 pm

      Falar sem saber

      Gilson, nao sei se e’ o seu caso, mas seu comentario e’ muito parecido com o que os criacionistsa dizem ha 150 anos. Cade o elo perdido? Nestes 150 anos, ja se encontram tantas formas transicionais que apergunta ja nao faz mais sentido. E’ verdade que ainda existem duvidas sobre alguns detalhes, sobre alguns dos passos tomados pela evolucao humana, mas hoje em dia e’ possivel acompnhar em detalhes praticamente todo o processo evolutivo com alto grau de confianca. 

      Os criacionistas continuam a fazer a mesma pergunta, apesar de ja ter sido respondida, apenas para continuar confundindo as pessoas. Eles sabem q a maioria nao vai tomaro tempo necessario para procurar a informacao, entao agem como seela nao existisse apenaspara perpetuar o preconceito.

       

    2. Thiago thiago

      31 de março de 2015 1:18 pm

      Caro Gilson,
       
      Existem

      Caro Gilson,

       

      Existem inúmeros fósseis de homínideos que podem são caracterizados como ancestrais do Homo sapiens, tendo inclusive um gradação ao longo do tempo de características importantes, como o tamanho do crânio. Mas, mesmo que não houvessem tais registros, a evolução a tempos é aceita como um fato cientifico e não como hipótese, tamanha a quantidade de evidências que a corroboram, e a completa ausência de evidências em contrário. Além disso, atualmente existem outras formas de determinar linhagens evolutivas, como analises da sequencia de nucleotídeos no DNA, tornando os fósseis dispensáveis para provar o ponto de que linhagem evolutiva evoluímos, apesar de eles existirem e nos ensinarem bastante.

      Na verdade, existem realmente alguns pontos a serem explicados pela ciência, e eles serão no futuro. Agora dizer que existem somente suposições é completamente inverdade. Não confunda a própria ignorância a respeito de um assunto científico com uma falta da ciência em si. Se prestares a atenção no que você leu na matéria será capaz de observar que o nível de conhecimento a respeito da evolução do H. sapiens é enorme, inclusive com a identificação de quais genes ou alelos surgiram no processo evolutivo e que possibilitaram que caracteristicas importantes para os humanos, como a fala, se desenvolvessem.

      Por fim, não existe tal coisa que se chame “protohomem”, a evolução é um processo contínuo e nenhum ser vivo é proto nada.

       

      Abraço

       

      Thiago

    3. Helio J. Rocha-Pinto

      31 de março de 2015 4:24 pm

      Desatualização

      Você está muito desatualizado no assunto. Não existiu um proto-homem ou um elo entre a última evolução dos macacos e ao homem atual. Essa impressão é um erro, dos que consideram que as espécies formam grupos coesos e estritamente delimitados. O que há é uma transformação gradativa de espécies ao longo de milhões de anos de evolução. Homens e demais símios evoluíram por mutações divergentes, cumulativas de um grupo de primatas ancestrais comum que existiu há mais de 18 milhões de anos. Há vários espécimens fósseis recuperados que contam a história dessa divergência, a qual também pode ser avaliada e datada independentemente a partir da comparação do DNA mitocondrial.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        31 de março de 2015 4:31 pm

        O DNA da mãe é a chave de tudo

        Mas como ele varia? Você sabê?

        1. Helio J. Rocha-Pinto

          31 de março de 2015 6:02 pm

          DNA mitocondrial

          O DNA mitocondrial varia por mutação, tal qual o DNA nuclear. Mas não conheço mais detalhes sobre isso, pois não é minha especialidade.

      2. Anna Dutra

        31 de março de 2015 4:52 pm

        Helio, há também alguns

        Helio, há também alguns estudos interessantes sobre o osso esfenóide (aquele que “segura” nossa cabeça) de uma pesquisadora francesa.  Não estou na minha “base”, mas vou localizar e volto com a informação no final do dia.  É interessante porque mostra que não necessariamente evoluímos para uma posição bípede simplesmente e somente porque precisávamos ver por sobre os matagais nas planícies … Vou localizar e depois posto aqui para quem tiver interesse claro!

      3. Anna Dutra

        31 de março de 2015 11:49 pm

        Anne Dambricourt Malassé
        O nome é Anne Dambricourt Malassé. Paleontóloga. Estudo de crânios fósseis de símios, hominídeos e pré-humanos e os ossos que sustentam o cérebro. Esfenóide: mais complexo osso do corpo humano e primeiro a se formar no embrião em desenvolvimento. Parece uma borboleta de asas abertas. Base onde o cérebro se assenta. Ao alinhar os fósseis de acordo com a idade percebeu que em determinadas épocas o esfenóide sofria uma inclinação ao longo da evolução dos pré-humanos e que sempre que esta inclinação ocorria a calota craniana se expandia, havendo aumento da massa cerebral e os pré-humanos se colocavam mais eretos. Esta última observação lançou por terra a “teoria das savanas”. As épocas em que houve a inclinação coincidem segundo os estudos com marcos evolutivos da espécie e em todo o mundo…

        Não sei avaliar porque não sou da área, mas é no mínimo interessante.

        1. Helio J. Rocha-Pinto

          1 de abril de 2015 12:28 am

          Legal, Anna!

          Legal, Anna!

    4. Luís Henrique Donadio

      1 de abril de 2015 12:15 pm

      “a última evolução dos

      “a última evolução dos macacos”

      Que “macacos”?

      Não estamos falando de duas espécies, mas de algumas centenas – são mais de 400 espécies diferentes de primatas.

      “proto homem”

      O que vem a ser o “proto homem”? O primeiro Homo sapiens? O último hominídeo que não era Homo sapiens, mas estava na linha de evolução direta do Homo sapiens? Você está à procura de um indivíduo, ou de uma espécies?

  7. Urariano Mota

    31 de março de 2015 1:09 pm

    Título falho

    No meu entender, o título da matéria contém um sério equívoco.

    Penso que para o texto acima o título seria “Como nos torrnamos animais avançados”. Mas ainda assim impreciso. Então, digamos, algo como Descrição evolutiva do hominídeo. Descrever não é o mesmo que aprofundar as razões do processo.

    Depois do salto genial da descoberta de Darwin, Engels publicou um texto fecundante, “O papel do trabalho na transformação do macaco em homem”. Segundo ele, o trabalho foi quem criou o homem.  Vale demais a citação do argumento luminoso de Engels:

    “Vemos, pois, que a mão não é apenas o órgão do trabalho; é também produto dele. Unicamente pelo trabalho, pela adaptação a novas e novas funções, pela transmissão hereditária do aperfeiçoamento especial assim adquirido pelos músculos e ligamentos e, num período mais amplo, também pelos ossos; unicamente pela aplicação sempre renovada dessas habilidades transmitidas a funções novas e cada vez mais complexas foi que a mão do homem atingiu esse grau de perfeição que pôde dar vida, como por artes de magia, aos quadros de Rafael, às estátuas de Thorwaldsen e à música de Paganini.

    Mas a mão não era algo com existência própria e independente. Era unicamente um membro de um organismo íntegro e sumamente complexo. E o que beneficiava à mão beneficiava também a todo o corpo servido por ela” .

    Daí que, em tempos mais recentes, podemos ver o “como nos tornamos humanos” nas obras artísticas e científicas que fazem a nossa evolução como indivíduos acima dos demais primatas. Isso quer dizer, de modo um tanto ligeiro, que nos tornamos humanos quando produzimos o Dom Quixote. 

  8. Alexandre Weber - Santos -SP

    31 de março de 2015 1:10 pm

    500 mil anos atrás já existiam as condições para o dinheiro

    Interessante, como há 500 mil anos atrás já existiam as condições para os humanos operarem um acordo que lhes levaria a criar uma ferramenta do pensamento com reserva de valor, unidade de conta e meio de troca, o dinheiro.

    Se a nossa história tem de 10 mil a 15 mil anos com os Egípcios, dariam para se formar entre 33 e 50 civilizações antes da nossa. A Helena Pretovna Bavatsky com sua quinta raça raís é muito modesta ou pouco informada ao que tudo indica.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      31 de março de 2015 4:25 pm

      Onde a luta de classes perdeu o pé e a guerra

      We cannot Escape the Past Until We See The Future

       

      COMMENT: I watched the Solution Conference and your explanation of two monetary systems being barter and representative was insightful. I can see why the goldbugs hate you and how they are trapped in yesterday’s world of a barter economy. You have a lot of work ahead of you for this is truly revolutionary. You have seen the next step in our evolutionary process that we have actually moved beyond the need for taxes. You are starting to be widely known in Germany. This is where your message resonates the most for those of us who see austerity is wrong for it too is still an antiquated concept based upon a barter economy.

      Looking forward to your European tour

      WV

      REPLY: Thank you. True, this message is lost on so many fighting the last war. I agree there are those so pessimistic they cannot see beyond their cave walls. As long as they still live in this distorted vision of a barter economy, we cannot escape to freedom. They tax us to death to get back money as if it were still some commodity because that is the way it has always been done. Well, here is this new invention of an airplane and we can fly. We do not have to tax people when money is no longer a barter system. The wealth of a nation is its PEOPLE.

      marx_angelsThe Communist Manifesto was an 1848 political pamphlet by Karl Marx and Friedrich Engels. The Communist Manifesto summarizes Marx and Engels’ theories about the nature of society and politics, that in their own words, “The history of all hitherto existing society is the history of class struggles”. They did see only a piece of the puzzle of wealth. They saw that not even gold had value except for the labor involved in mining it and refining it. They wrongly saw only the labor and not the ideas that also create wealth.

      Henry Ford’s introduction of the assembly line created the manufacturing age, but they saw this as exploiting the working class and focused upon the profit of Ford without crediting it was his vision that created the opportunity for labor. They also were blind to the increased production lowering the price of automobiles for the consumer and changed the entire economy from a train based system to a far more expansive mobility. They were stuck on this one aspect that a commodity’s value was determined by the cost of labor to produce it. They ignored entrepreneurship and that the consumer demand determines price.

      You can manufacture something where the cost of production is too high and thus there is no demand. This is how the unions destroyed their own jobs. The Communist Manifesto focused on this narrow idea of value being labor and thus the capitalist society would eventually be replaced by socialism, and then finally communism.

      We are still operating by Marx-Engels’ philosophy. We attack those who create jobs and discourage entrepreneurship. We tax people progressively following Marxist philosophy and we continually reduce our economic growth with expanding the cost of government. This is the collapse of socialism that is evolving. We cannot escape this 19th century thinking until we embrace the simple fact that money is no longer a commodity barter system by the TOTAL PRODUCTIVITY of a nation, which includes all aspects from the idea like Ford who has a vision to the common worker for grooms your lawn.

      Those who cannot leave behind the 19th century hold the rest of us back and endanger our future for we cannot escape the repetitive cycle of boom and bust until we see the whole and learn like Joseph’s advice to the Pharaoh – live with the cycle. This is one of the Ten Commandments – never covet your neighbor’s goods. As long as we violate that fundamental law, we will never have a society that is fair or functions with respect of human rights.

       

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        1 de abril de 2015 12:38 am

        Como construir uma sociedade moderna e resiliente no mundo atual

        Responding to Complexity in Socio-­Economic Systems: How to Build a Smart and Resilient Society?

        Dirk Helbing 

        ETH Zürich; ETH Zürich – Department of Humanities, Social and Political Sciences (GESS)

        March 22, 2015
         

        Abstract:      

        The world is changing at an ever-increasing pace. And it has changed in a much more fundamental way than one would think, primarily because it has become more connected and interdependent than in our entire history. Every new product, every new invention can be combined with those that existed before, thereby creating an explosion of complexity: structural complexity, dynamic complexity, functional complexity, and algorithmic complexity. How to respond to this challenge?

         

        Number of Pages in PDF File: 6

        Keywords: complex dynamical systems, smart society, digital society, modularization, distributed control, self-organization, Internet of Things, externalities, multi-dimensional finance

        http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2583391

      2. Luís Henrique Donadio

        1 de abril de 2015 12:21 pm

        “We tax people progressively

        “We tax people progressively following Marxist philosophy”

        Mais um que refuta Marx sem tê-lo lido…

    2. Luís Henrique Donadio

      1 de abril de 2015 12:17 pm

      “Interessante, como há 500

      “Interessante, como há 500 mil anos atrás já existiam as condições para os humanos operarem um acordo que lhes levaria a criar uma ferramenta do pensamento com reserva de valor, unidade de conta e meio de troca, o dinheiro.”

      Como assim, há 500 mil anos já existiam condições para o dinheiro? Quais seriam essas condições?

  9. jc.pompeu

    31 de março de 2015 1:59 pm

    …evolução e o materialismo dialético de Marx e Engels

    “A Natureza é objetiva e não projetiva; porém, a ação humana é muito mais uma atividade projetiva consciente que objetiva”. Jacques Monod, biólogo molecular e pensador francês, Nobel de 1965. 

    Quem será que está no controle?

    a Natureza objetiva de 20 bilhões de anos… na existência de rios, vales, florestas, montanhas, continentes, ilhas, nuvens, oceanos e mares, rochedos e geleiras, planícies, planaltos, ventos, chuvas, climas, desertos, pedras, estrelas e galáxias, energias e luzes, seres vivos, sociedades, inteligências, consciências e que pelo livre jogo de forças físicas e químicas universais a que não podemos atribuir, com certeza, nenhum projeto ou lei geral que seja, divino ou cósmico…

    ou

    os PACs e os projetos Fapesp de uma vida… os projetos de mercado&consumo&ganância; os projetos de governança dos impérios globais de nosso efêmero momentum de ilusão antropocêntrica frente à Natureza objetiva “sem causas finais, nem causas eficientes, senão, o jogo do acaso e da necessidade?” 

     Pela chave científico-conceitual do bioquímico e pensador francês, Prêmio Nobel de 1965, Jacques Monod, a enrascada toda em que se encontra o planeta, a biodiversidade, a espécie humana e a real condição de um cataclisma terrestre de consequências potencialmente incontroláveis, irreversíveis, imprevisíveis… tudo, começou pra valer! com os comunistas, o pensamento e o método comunista. Impressionante os tentáculos políticos-ideológicos presentes desde nosso Código Florestal, mensalão, petróleo e energias fósseis do carbono, Funai, Incra e todo ativismo e revolução de que se tem notícia, estão lá em meio à confusão e vontade de potência… mas esta em que nos meteram, apesar das boas intenções e utopias, é, sem dúvida, a mais crucial enrascada que mexe com todos os seres vivos e o universo tal qual conhecemos; malgrado, todo edifício intelectual construído a partir do século XVIII para um mundo melhor, mais justo, mais igualitário, mais idealizado para todos…

    “A ideia de reencontrar a antiga aliança animista com a natureza ou de fundar uma nova graças a uma teoria universal, segundo a qual a evolução da biosfera até o homem seria contínua, sem ruptura da própria evolução cósmica, não foi descoberta por Teilhard de Chardin. De fato, é a ideia central do progressismo cientista do século XIX. Encontramo-la no cerne do positivismo de Spencer, como no do materialismo dialético de Marx e Engels. A força desconhecida e incognoscível que, segundo Spencer, opera em todo o universo para nele criar variedade, coerência, especialização e ordem, desempenha exatamente o mesmo papel, em definitivo, que a energia “ascendente” de Teilhard: a história humana prolonga a evolução biológica que, por sua vez, faz parte da evolução cósmica. Graças a esse princípio único o homem, enfim, encontra no universo seu lugar eminente e necessário, com a certeza do progresso a que sempre esteve destinado. A força diferenciante de Spencer (como a energia ascendente de Teilhard) representa evidentemente a projeção animista. (são a escola mãe de toda ideologia projetiva antropocêntrica, enquanto a mãe natureza é objetiva e não projetiva). Para dar um sentido à natureza, para que o homem dela não fosse separado por um abismo insondável, para torná-la enfim decifrável e intelegível, era preciso proporcionar-lhe um projeto. Na falta de uma alma que nutrisse tal projeto, inseriu-se então na natureza uma “força” evolutiva, ascendente, o que de fato vem a dar no abandono do postulado de objetividade.

    Entre as ideologias cientistas do século XIX, a mais poderosa, a que em nossos dias ainda exerce uma profunda influência para além do círculo, contudo vasto, de seus adeptos, é evidentemente o marxismo. Por isso, é particularmente revelador constatar que, desejando fundar nas leis da própria natureza o edifício de suas doutrinas sociais, Marx e Engels também recorreram – muito mais clara e deliberadamente que Spencer – à projeção animista.

    .

    .

    .

    Se todos os acontecimentos, todos os fenômenos, são apenas manifestações parciais de uma ideia que se pensa a si mesma, é legítimo procurar na experiência subjetiva do movimento do pensamento a mais imediata expressão das leis universais. E se o pensamento procede dialeticamente é que, portanto, as leis da dialética governam a natureza toda. Mas conservar essas leis subjetivas tais quais são, para torná-las as de um universo puramente material, é efetuar a projeção animista em toda sua clareza, com todas as suas consequências, a começar pelo abandono do postulado de objetividade.

    Nem Marx, nem Engels analisaram em detalhe, para tentar justificá-la, a lógica dessa inversão da dialética. Mas, conforme  os numerosos exemplos de aplicação que notadamente Engels dela dá (no Anti-Durhing e na Dialética da Natureza), podemos tentar reconstruir o pensamento profundo dos fundadores do materialismo dialético. Suas articulações essenciais seriam as seguintes:

    1. O modo de existência da matéria é o movimento.

    2. O universo, definido como a totalidade da matéria, única existente, se encontra em estado de perpétua evolução.

    3. Todo conhecimento verdadeiro do universo é o que contribuí para a compreensão dessa evolução.

    4. Mas esse conhecimento só é obtido na interação, ela mesma evolutiva e causa de evolução, entre o homem e a matéria (ou mais exatamente o “resto”  da matéria). Portanto, todo conhecimento verdadeiro é “prático”.

    5. A consciência se relaciona com essa interação cognitiva. O pensamento consciente reflete, por conseguinte, o movimento do próprio universo.

    6. Já que o pensamento é parte e reflexo do movimento universal, já que seu movimento é dialético, é preciso que a lei de evolução do próprio universo seja dialética. O que explica e justifica o emprego de termos tais como contradição, afirmação, negação, a propósito de fenômenos naturais.

    7. A dialética é construtiva (graças notadamente à terceira “lei”). Portanto, a própria evolução do universo é ascendente e construtiva. Sua expressão mais alta é a sociedade humana, a consciência, o pensamento, produtos necessários dessa evolução.

    8. Pela ênfase colocada na essência evolutiva das estruturas do universo, o materialismo dialético ultrapassa radicalmente o materialismo do século XVIII que, fundado na lógica clássica, só era capaz de reconhecer interações mecânicas entre objetos supostamente invariantes, e permanecia, portanto, incapaz de pensar a evolução.

    Sem dúvida pode-se contestar essa reconstituição, negar que corresponda ao pensamento autêntico de Marx e Engels. Mas isso em suma é secundário. A influência de uma ideologia se deve à significação que dela permanece no espírito de seus adeptos e que dela fornecem seus epígonos. Vários textos provam que a reconstituição proposta é legítima, pelo menos como representante da “vulgata” do materialismo dialético. Citarei apenas um texto muito significativo, porque seu autor era um ilustre biologista moderno, J. B. S. Haldane. Em seu prefácio à tradução inglesa da Dialética da Natureza, ele escreve:

    “O Marxismo considera a ciência sob dois aspectos. Em primeiro lugar, os marxistas estudam a ciência entre as outras atividades humanas. Mostram como a atividade científica de uma sociedade depende da evolução de suas necessidades, portanto de seus métodos de produção que por sua vez a ciência modifica, como também a evolução de suas necessidades. Mas, em segundo lugar, Marx e Engels não se limitavam a analisar as modificações das sociedades. Na Dialética, descobrem as leis gerais das mudanças, não só na sociedade e no pensamento humano, mas também no mundo exterior, refletido pelo pensamento humano.  O que significa dizer que a dialética pode ser aplicada a problemas de ciência “pura” tanto quanto às relações sociais da ciência”.

    O mundo exterior “refletido pelo pensamento humano”: com efeito está tudo aí. A lógica da inversão evidentemente exige que esse reflexo seja muito mais que uma transposição mais ou menos fiel do mundo exterior. Para o materialismo dialético é indispensável que o “Ding an sich”, a coisa ou o fenômeno em si, chegue até o nível da consciência  sem alteração nem empobrecimento, sem que nenhuma seleção tenha sido operada entre suas propriedades. É preciso que o mundo exterior esteja literalmente presente à consciência na integridade total de suas estruturas e de seu movimento.

    .

    .

    .

    Para iluminar a lanterna do pobre Duhring que já os denunciava, o próprio Engels propôs numerosos exemplos de interpretação dialética dos fenômenos naturais. Lembremo-nos do célebre exemplo do grão de cevada, dado como ilustração da terceira lei:

    “Se um grão de cevada encontra as condições que lhe são normais, uma transformação específica se opera nele sob a influência do calor e da umidade, e ele germina: o grão desaparece enquanto tal, é negado, substituído pela planta nascida dele, negação do grão. Mas qual é a carreira normal dessa planta? Ela cresce, floresce, fecunda-se e produz novos grãos de cevada, e tão logo estejam maduros, a haste murcha, é negada por sua vez. Como resultado dessa negação da negação, temos novamente o grão de cevada do início, não simples, mas dez, vinte, trinta vezes maior…”

    Assim também acrescenta Engels mais adiante, na matemática: tomemos uma grandeza algébrica qualquer, por exemplo, a. Neguemo-la, teremos -a. Neguemos esta negação multiplicando -a por -a, teremos a”, isto é, a grandeza positiva primitiva, mas num grau superior….”, etc.

    Esses exemplos ilustram sobretudo a amplitude do desastre epistemológico que resulta do uso “científico” das interpretações dialéticas. Os dialéticos materialistas modernos evitam geralmente cair em semelhantes infantilidades. Mas fazer da contradição dialética a “lei fundamental” de todo movimento, de toda evolução, é tentar sistematizar uma interpretação subjetiva da natureza que permita não só descobrir nela um projeto ascendente, construtivo, criador, como também torná-la enfim decifrável e moralmente significante.  Trata-se da “projeção animista” sempre reconhecível, quaisquer que sejam seus desvios.

    .

    .

    .

    Na raiz desses erros certamente está a ilusão antropocentrista. A teoria heliocêntrica, a noção de inércia, o princípio de objetividade, não podiam bastar para dissipar essa antiga miragem. A teoria da evolução, longe de fazer desaparecer a ilusão, parecia conferir-lhe uma nova realidade tornando o homem não mais o centro, mas o herdeiro desde sempre esperado, natural, do universo todo. Deus enfim podia morrer, substituído por essa nova e grandiosa miragem. Doravante, o esforço último da Ciência será o de formular uma teoria unificada que, fundada num pequeno número de princípios, dará conta da realidade toda, inclusive da biosfera e do homem. Era nessa certeza exaltante que se alimentava o progressismo científico do século XIX. Teoria unificada que os dialéticos materialistas criam de fato já ter formulado.”

    O Acaso e a Necessidade, de Jacques Monod, 1970  (R$. 1,99 no Sebo do Messias, atrás da Catedral da Sé).

  10. gerson m

    31 de março de 2015 2:08 pm

    Porque?

    Porque a frase:

    “Um gene chamado SRGAP2 foi duplicado três vezes em nossos ancestrais e, como resultado, células cerebrais teriam desenvolvido mais conexões.”

    me parece muito estranha e não está datada? 

    1. Thiago thiago

      31 de março de 2015 7:43 pm

      Caro Gilson,
       
      Não tem data

      Caro Gilson,

       

      Não tem data por que ocorrem em três eventos separados, o primeiro a 3,4 milhões de anos, a segunda duplicação a 2,4 milhões de anos e a última a 1 milhão de anos.

      Mas devo concordar que a frase está muito mal formulada. A figura talvez ajude.

      Full-size image (32 K)

      Informação retirada do artigo abaixo, publicado em 2012 na revista Cell. Não coloquei os autores pois pode achar o artigo somente com o nome. A revista não é paga, então pode ler o quanto quiser.

      Evolution of Human-Specific Neural SRGAP2 Genes by Incomplete Segmental Duplication.

       

  11. regis mesquita

    31 de março de 2015 2:10 pm

    Andar ereto e transpiração por todo o corpo

    Faltaram duas conquistas importantíssimas para a evolução da espécie hominídeos e homos.

    Andar ereto: ente outros ganhos, andar ereto permitiu que as mãos ficassem livres para outras atividades. Por exemplo, ele podia carregar uma fruta por muitas horas sem destruí-la. Ou carregar uma carcaça por longo trajeto. Foi fundamental na segurança alimentar e no estímulo ao uso do planejamento mental.

     

    Transpiração: um cachorro transpira pela boca. O ser humano transpira pelo corpo todo, permitindo que ele regule melhor a temperatura. Foi fundamental para a vida nômade e para planejamento de caçadas.

     

    Para quem gosta do assunto recomendo este texto sobre o Australopithecus Sediba:

    http://www.psicologiaracional.com.br/2011/09/nosso-antepassado-de-2-milhoes-de-anos.html

     

     

     

  12. Antinio A. B. Neto

    31 de março de 2015 2:22 pm

    Eis ai uma pergunta em busca

    Eis ai uma pergunta em busca de uma resposta completa e cabal.

     

    Existem algumas evidências científicas e muitas dúvidas, ja que a evolução não explica tudo, não explica a origem da vida, não explica a origem do universo, não dá conta de forma completa do “porquê” de tudo, não responde sobre a natureza das coisas, da realidade… há um mistério, do ponto de vista da ciência, sobre determinadas perguntas: o que somos de fato?, de onde viemos?, o que estamos fazendo aqui?… nossa existência tem um sentido teleológico ou somos produto de capricho randômico?… a teoria da evolução, mesmo que seja verdadeira, não reponde tudo nem sobre o mistério humano, que dirá sobre as demais questõres do cosmos.

    1. allegro82

      1 de abril de 2015 12:00 am

      Deus das lacunas?

      Deus das lacunas?

    2. Luís Henrique Donadio

      1 de abril de 2015 12:38 pm

      Mas quem disse que a teoria

      Mas quem disse que a teoria da evolução precisa ou pretende explicar tudo?

      É só uma teoria a respeito de como surgem as diferentes espécies de seres vivos, não é uma “teoria de tudo”.

      É como achar que o mecânico que te diz que o seu carro está com um problema no giclê está errado, por que  isso não explica como os carros podem transformar gasolina em movimento, como as rodas motrizes podem se mover a velocidades diferentes ao fazer uma curva, e, mistério dos mistérios, como os carros são fabricados, e para quê.

      É só um giclê entupido, ora.

  13. Antinio A. B. Neto

    31 de março de 2015 2:22 pm

    Eis ai uma pergunta em busca

    Eis ai uma pergunta em busca de uma resposta completa e cabal.

     

    Existem algumas evidências científicas e muitas dúvidas, ja que a evolução não explica tudo, não explica a origem da vida, não explica a origem do universo, não dá conta de forma completa do “porquê” de tudo, não responde sobre a natureza das coisas, da realidade… há um mistério, do ponto de vista da ciência, sobre determinadas perguntas: o que somos de fato?, de onde viemos?, o que estamos fazendo aqui?… nossa existência tem um sentido teleológico ou somos produto de capricho randômico?… a teoria da evolução, mesmo que seja verdadeira, não reponde tudo nem sobre o mistério humano, que dirá sobre as demais questõres do cosmos.

    1. Helio J. Rocha-Pinto

      1 de abril de 2015 12:27 am

      Alhos e bugalhos

      A Teoria da Evolução das Espécies foi desenvolvida única e tão somente para explicar a diversidade das espécies a partir da evolução de espécies anteriores. Ela não se aplica à origem da vida, à origem da Terra, à origem e evolução do Sol, à origem dos elementos químicos ou do próprio universo. Cada uma dessas questões é analisada com graus variados de sucesso por outras teorias. Pretender encontrar o “sentido da vida” a partir da teoria da evolução é aceitar viver sem rumo; o sentido da vida é só você quem cria.

      1. Anna Dutra

        1 de abril de 2015 2:04 am

        Perfeito Helio!
        “… o sentido da vida é só você quem cria.”

      2. Antinio A. B. Neto

        1 de abril de 2015 2:32 pm

        Não pretendo “encontrar o

        Não pretendo “encontrar o sentido da vida a partir da teoria da evolução’, porque já encontrei meu sentido da vida e estaria perdido se o fizesse, considerando as muitas interrogações não repondidas, as lacunas e as dúvidas que permeiam essa teoria, que muitos querem apontar como definitiva e completa para explicar a origem e formação do homem moderno, e tendo em vista que essa teoria é muito utilizada hoje em dia para dar sustentação ao discurso filósofico e ideológico do materialismo militante.

        Quanto a outras questões relacionadas à origem da vida, à origem da terra e do universo, várias teorias explicam os possíveis processos que deram origem a cada um desses elementos – sem que haja certeza absoluta sobre estas assertivas! – mas não dão conta do porquê, da razão, da causa primária e finalística  deses eventos tão singulares e isso não se pode negar impedindo as pessoas de questionar sem os dogmas da “religiosidade” da ciência, que é o outro extremo do dogmatismo da religião propriamente dita.

        1. Edsonmarcon

          1 de abril de 2015 3:23 pm

          vc quer conhecimento ou certezas?

           

          As pessoas que refutam a ciência não querem conhecimento, elas querem certezas.

           

          A ciência não dá certezas, ela pode dar a melhor explicação possível no momento com o conhecimento disponível, apenas isso.

          Se quer certezas, busque uma religião e se convença das “certezas” que ela vai lhe dar.

        2. Helio J. Rocha-Pinto

          1 de abril de 2015 4:58 pm

          Não há religiosidade em

          Não há religiosidade em Ciência. Isso é devaneio de religioso que não consegue admitir que a existência possa não ter qualquer propósito pré-estabelecido.

          Se as teorias atuais não te parecem adequadas, você é livre para formular uma melhor, que consiga ir além das atuais na capacidade de explicar os dados observáveis e prever consequências testáveis e reproduzíveis, seja em laboratório ou em simulações realistas.

          1. Antinio A. B. Neto

            1 de abril de 2015 6:09 pm

            “Isso é devaneio de religioso

            “Isso é devaneio de religioso que não consegue admitir que a existência possa ter qualquer popósito pré-estabeleciso”.

            Nisso te dou razão em parte, execeto pelo fato de que não precisa ser religioso para acreditar que a existência tenha um próposto pré-estrabelcido, de fato, não consigo conceber que a existência de tudo e especialmente a humana não tenha um propósito telelológico e não quero me referir necessariamente a entidade espiritual, mas a alguma coisa que, do ponto de vista da ciência, ainda não se conhece e isso não é puro devaneio religioso, é um fato que salta aos olhos se consideramos não apenas a vida humana, mas todo o universo , a matéria que o compõe e suas leis.

            Quanto à teoria da evolução não disse que ela é totalmente inconsistente, apenas disse que tem muitas lacunas e interrogações não respondidas, especialmente no que se refere ao homo sapiens e sua complexidade e não gosto de personalizar essas discussões que são abordagens no campo das ideias e não uma disputa pessoal com expressões do tipo  “voce é livre para formular uma melhor”, “você é religioso”, “você chuta o mundo”.

            Não sou especialista no assunto, apenas um interessado do ponto de vista intelectual e, alinhado ao princípio antrôpico forte, penso que o universo tem um propósto final. 

             

             

  14. Ricardo CP

    31 de março de 2015 10:46 pm

    Uma pergunta

    Excelente post, muito esclarecedor e difícil de encontrar parecido por aí! Aproveito para apresentar uma pergunta, que há tempos tento obter na net e não consigo, e aqui vejo a chance, tendo em vista vários especialistas comentando. É o seguinte: algumas escolas espiritualistas (por exemplo, a teosofia) não negam a teoria das espécies, mas pregam que o homem atual e os atuais “macacos” não descenderam de ascendentes comuns mais parecidos com estes últimos, mas sim muito mais parecidos conosco, seres humanos. Neste sentido, afirmam que foram humanos (ou seres muito próximos a nós, homo sapiens sapiens) que, ao se acasalarem com alguns animais da época (que já estariam extintos), produziram o que são hoje os atuais macacos. Da mesma forma, teriam sido gerados os seres que hoje são os fósseis considerados pela ciência como antecessores do homem (ou paralelos a ele). Na realidade, pela teosofia, seria o contrário. Então, eu gostaria muito de saber se já há alguma (ou várias) prova científica (tão bem explicada como as deste post e alguns comentários) que demonstre cabalmente que tal hipótese teosófica é errada, ou se, ao contrário, a princípio a ciência ainda não teria como descartar tal hipótese, mesmo que, talvez, menos provável. Agradeceria muitíssimo a quem puder responder a isso! E peço desculpas se a pergunta é muito banal, mas é que não é minha área. Abraços.

    1. Helio J. Rocha-Pinto

      1 de abril de 2015 3:37 am

      Não há nenhum fóssil de

      Não há nenhum fóssil de hominídeo similar ao homo sapiens nos estratos geológicos mais antigos. Para essa hipótese teosófica poder começar a ser considerada digna de atenção, é preciso demonstrar que houve homo sapiens ou algo similar há dezenas de milhões de anos. Mas não há. O que existe são fósseis de linhagens mais primitivas que o homo sapiens.

      Além disso seria preciso considerar como o acasalamento de homo sapiens com animais gerava prole. E por que atualmente não mais. (A não ser que a teosofia considere que o minotauro foi o último exemplar desses híbridos…)

      Teorias espiritualistas qual essa não passam de palpites ideológicos sem qualquer base biológica.

      1. Ricardo CP

        2 de abril de 2015 12:11 am

        Muito obrigado,

        Muito obrigado, Helio!

        Concluo, pelo que vc apresenta (argumentos que eu já conhecia), que ainda resta esperança para a crença dos teosofistas, tendo em vista que não foi apresentada por vc uma prova de que o que eles pregam seja impossível. Parece-me então que podem estar certos ou errados, só o tempo dirá (ou “continuará não dizendo”). Eles continuarão provavelmente aguardando a descoberta de algum fóssil de um hominídeo mais antigo e bem parecido conosco. Quanto à prole, até onde sei, existe o fenômeno da especiação, ou seja, à medida que o tempo passa, com as mutações, o aparecimento de prole (que ainda precisa ser fértil), inicialmente possível, vai ficando cada vez menos provável. Bem, o que eu queria mesmo era uma prova baseada em evidência genética (pois sei que fóssil não há) de que a crença teosófica seja impossível. Até agora, ainda não vi tal prova, apesar de sua explicação evidentemente indicar que a ciência não precisa considerá-la por ora, devido ao fato de haver explicação mais simples (a “navalha” do método científico) com base nas evidências até agora coletadas.

  15. Anarquista Lúcida

    1 de abril de 2015 12:46 am

    Há alguns problemas no texto, mas é legal em seu todo

    Aponto 2 problemas, mais ligados à minha área. Um é o preconceito de que, porque temos um cérebro maior, pudemos ter linguagem, quando provavelmente a direçao causal predominante — predominante porque há boa dose de dialética nisso — é exatamente a contrária: porque fomos desenvolvendo gradativamente rudimentos de linguagem passamos por vários processos físicos e mentais, que propiciaram (exigiram…) o crescimento do cérebro e possibilitaram o pensamento abstrato, donde uma cogniçao mais poderosa. O segundo é o dito sobre o gene FoxP2: há rios de tinta sobre ele, mas está mais provavelmente ligado à facilidade articulatória e à possibilidade de discretizaçao do som do que à capacidade gramatical. Mas sao detalhes, o conjunto do texto é bom. 

  16. Fabio !

    1 de abril de 2015 12:57 am

    – – – –

    Tudo isso já sabemos há muito tempo. 

    O que eu queria mesmo saber é como nos tornamos DESUMANOS ?

  17. Miguel F

    1 de abril de 2015 1:09 am

    Hipóteses e chutes até a

    Hipóteses e chutes até a próxima teoria!

    1. Helio J. Rocha-Pinto

      1 de abril de 2015 3:26 am

      Hipóteses formuladas com base

      Hipóteses formuladas com base em evidências e testadas com novas e reiteradas evidências independentes, o que, dado seu comentário, você é incapaz de compreender.

      Deve viver “chutando” o mundo.

  18. Luís Henrique Donadio

    1 de abril de 2015 11:53 am

    Dessas quinze, uma – o

    Dessas quinze, uma – o controle do fogo – não tem nada a ver com genética.

    1. Anarquista Lúcida

      1 de abril de 2015 7:53 pm

      Mesmo as outras nao dependem SÓ dos genes

      O artigo é um pouco “genocêntrico”. Se tudo dependesse dos genes nao poderia haver tanta diferença entre nós e os chimpanzés, que tem cerca de 98,5% de genes em comum conosco (e o rato tem cerca de 70%…). Mas os mesmos genes podem ser usados em diferentes momentos do desenvolvimento, por mais ou menos tempo, e em diferentes tecidos. É o que chamam (entre outras coisas) de epigenética. Diferimos mais dos chimpanzés por fatores epigenéticos do que por fatores genéticos. E há os fatores culturais, e antes deles propriamente as circunstâncias de vida das espécies que os provocam (já há cultura, no sentido de comportamentos que nao sao determinados pela biologia das espécies, mas podem diferir entre diversos grupos da mesma espécie, em todos os primatas superiores). Isso tudo ocorrendo ao longo de milênios. 

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