Neofascismo é parceiro ideológico do neoliberalismo financeiro, por André Araújo

O atual projeto é o primeiro, desde 1822, que tem como objetivo declarado tornar o País um vagão de terceira classe puxado pelos EUA

Foto: Alan Santos/PR
Neofascismo e neoliberalismo, uma combinação explosiva

Por Andre Motta Araújo

QUAL NEOLIBERALISMO?

Estamos hoje no Brasil com o neoliberalismo financeira dominando a política econômica. Trata-se de um tipo específico de neoliberalismo, que não se confunde com a doutrina neoliberal em sentido mais amplo, aquela que propõe uma ideologia onde o mercado prevalece sobe o Estado, e isso inclui comércio e produção, aonde nestas categorias se propõe o progresso através da economia produtiva privada, gerando empregos e prosperidade.

Já o neoliberalismo financeiro não se preocupa com produção e empregos, apenas com finanças como negócio. Não está no seu radar nada além do orçamento e da dívida pública, cotações de ações na bolsa, atração do mítico investidor global, cliente principal desse tipo de neoliberalismo, desligado do País, da população mais carente, do futuro das novas gerações, é um neoliberalismo da especulação.

O neoliberalismo produtivo é parceiro do Estado, foram as grandes estatais, como Petrobras e Eletrobras, que alavancaram o capitalismo produtivo da indústria de bens de capital, tornando o Brasil grande fabricante de hidro-geradores, motores, compressores, excitatrizes navais, trocadores de calor, ventiladores, tubos de aço com e sem costura, torres de resfriamento, disjuntores e quadros de controle.

As estatais foram as primeiras e maiores compradoras da indústria nacional de bens de capital, portanto o neoliberalismo produtivo não é privatizante, ele precisa do Estado como alavanca através de encomendas, do crédito, da proteção aduaneira, armas que todos os grandes países usam para garantir sua indústria e seus empregos. A defesa de indústria e emprego é regra dos grandes Estados, em qualquer tipo de regime.

Já o neoliberalismo financeiro precisa das privatizações para gerar negócios, avaliações, comissões, emissão de ações, é o mundo que interessa a esse capitalismo, especialmente se o investidor for estrangeiro, porque ai ele precisa mais ser guiado pelos bancos de investimentos locais que conhecem o caminho das pedras, é o mundo do Ministro Paulo Guedes.

O neoliberalismo financeiro precisa de privatizações como começo, meio e fim de sua proposta de existência, não interessa para quê ou com que finalidade privatizar, onde serão investidos os recursos de privatização, o que o neoliberalismo quer é apenas controlar o processo de privatização, não como parte da economia como um todo. Não é privatizar para investir em educação, é para usar os recursos na dívida publica, é finança com finança, um relação híbrida fechada e estéril.

DEPOIS DA PRIVATIZAÇÃO

Privatizadas as estatais, é quase certo que os novos controladores serão estrangeiros. Isso  não é bom para o País, mas não incomoda minimamente o neoliberalismo financeiro. Enquanto as estatais compravam seus bens de capital no País – essa parte do projeto de país, no qual elas estavam inseridas desde os anos 50, até o começo dos anos 90 -, os novos controladores estrangeiros da Petrobras, inteira ou em pedaços, e da Eletrobras farão suas encomendas nos seus países de origem dos controladores.

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Em todos eles existem bancos de exportação, como a ECGD no Reino Unido, os EXIMBANKs dos EUA, Japão e Coreia do Sul, a COFACE francesa, o KfG alemão, o EFC do Canadá, para garantir que as compras de bens de capital de suas empresas no exterior seja feita nos países-matriz para gerar empregos, objetivo de todos os governos racionais do planeta, menos o Governo do Brasil.
O atual governo prefere comprar bilhões de dólares de navios sondas da Petrobras na China e não no Brasil, embora pudessem ser construídos no Brasil, gerando dezenas de milhares de empregos. É a preferencia pela compra lá fora, como política de governo, e a desculpa é que aqui pode haver corrupção, como se não existisse corrupção em compras feitas do exterior, uma desculpa que nenhum País inteligente usa.
Mais um agravante, há grande probabilidade de que parte das grandes estatais sejam compradas por estatais estrangeiras, o que já aconteceu com Eletropaulo e CPFL, as duas maiores distribuidoras de energia do País, a primeira pela estatal ENEL da Itália e a segunda pela estatal STATE GRID chinesa.
Quer dizer, estamos transferindo grandes sistemas nacionais de energia para o controle de governos estrangeiros dentro do Brasil, sem que isso incomode o neoliberalismo financeiro, porque este não opera com o conceito de soberania, valor para ele igual a zero, é uma ideologia sem pátria.

O neoliberalismo financeiro é destrutivo da economia do País, desindustrializa. Agora, a equipe econômica propõe abolir unilateralmente tarifas de importação, sem pedir reciprocidade, eles querem esvaziar as reservas internacionais, que já estão caindo, para  deixar o Brasil mais vulnerável e assim precisar privatizar mais rápido e mais barato. Abrir a importação vai atingir em cheio a maioria dos setores industriais e gerar mais desemprego.

Para esse projeto, é preciso forças de repressão do populacho, que pode se revoltar. Então, o neoliberalismo financeiro precisa de um conjunto de instrumentos neofascistas, como controle de imprensa e forças de repressão imunes a limites constitucionais, com poder de fogo ilimitado, sem o qual poderá haver revolta popular, como no Chile. Portanto, o neofascismo é parceiro ideológico do neoliberalismo financeiro, são parte de um conjunto.

O FALSO DIAGNOSTICO “NÃO TEMOS CAPITAL”

A base ideológica do neoliberalismo financeiro, comprada pela grande imprensa, pelo Congresso, por camadas da burguesia e da elite empresarial, é que o Brasil não tem capital. Isso é completamente falso. O Brasil cresceu a taxas espetaculares entre 1950 e 1980, sem reservas internacionais, com três crises cambiais de “moratória” de fato, com alta inflação, exportando só café e algodão, a explosão da soja veio depois, como então tinha capital?

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Tinha capital feito dentro País e que era muito menor que hoje, o Brasil hoje tem capital interno de sobra, é uma questão de conceito e projeto, de manejo de fundos e finanças públicas, de política monetária. Agora, o Ministro Paulo Guedes achou R$ 220 bilhões parado em Fundos Federais de destinação específica, sem uso, porque o Governo não teve projetos para usar o dinheiro. E ele propõe usar esse dinheiro para pagar a dívida pública, o que não gera um único emprego. É o neoliberalismo financeiro puro.

O capital do País é a capacidade ociosa de 30 a 40% na indústria, que pode ser mobilizada por emissão de dívida pública comprada pelo Banco Central que está explodindo de liquidez, sem uso, e liquidez adicional pode ser por ele criada até o limite da capacidade ociosa física do País. Os bancos centrais dos EUA, Europa e Japão geram liquidez todo mês para energizar a economia de seus países, trata-se de algo perfeitamente normal, só aqui não se faz.

Como o Brasil tinha capital nos governos JK, nas gestões Delfim Neto e Mario Simonsen, construí-se um imenso parque hidroelétrico, uma grande indústria de bens de capital, a quinta indústria automobilística do mundo, um sólido parque siderúrgico, a EMBRAER, a EMBRATEL, a EMBRAPA, 13 refinarias de petróleo, 11 aeroportos internacionais, seis metrôs, tudo isso foi feito com capital basicamente gerado dentro do País CAPITAL. E o capital estrangeiro veio porque o País estava crescendo, não se precisou vender o país, como se quer fazer agora, entregando a soberania a qualquer preço.

A VIABILIDADE POLÍTICA DO PROJETO NEOLIBERAL FINANCEIRO NO BRASIL

O terreno é de inteira viabilidade porque as instituições não demonstraram articulação de resistência.

O Plano Paulo Guedes é de uma clareza absoluta, nada está sendo encoberto, escondido ou escamoteado. A sinceridade e a clareza são completas, medidas para abrir a importação sem reciprocidade, abolir vistos sem reciprocidade, legislação para apressar as privatizações já está sendo preparadas, legislação para permitir depósitos em dólar, o que facilitará a compra de imóveis em dólar no Brasil por brasileiros, como hoje ocorre na Argentina, é um projeto completo de desmonte da ideia de um grande Brasil, operando como um Estado de grande peso geopolítico, por sua dimensão e recursos.
O projeto desse grupo é transformar o Brasil em plataforma de negócios financeiros e nada mais, ponto, essa ideologia tem profundo desprezo pelo povão do Brasil, veem o Brasil como um território onde se ganha dinheiro para gastar em Miami, cidade ideal porque eles não tem cultura para morar no Vale do Loire ou na Escócia.
A grande elite financeira já mora fora do País há tempo, a segunda camada mora aqui mas sonha em morar fora, o País está sem projeto e sem futuro, esse é o quadro de hoje, com os elementos que se pode aferir nas condições atuais.
Um grupo de aventureiros controlando os ativos físicos de um dos cinco maiores países do mundo, para dilapidar e vender no espaço de tempo mais curto possível, vender a quem quer que seja, não importa, sem qualquer projeto geopolítico para um dos cinco maiores países do mundo. Não há mais que cinco, EUA, Russia, China, Índia e Brasil, sendo o Brasil o único que não opera hoje como potência geopolítica, embora tenha os maiores recursos ecológicos do planeta.

Nas principais instituições, não se vê qualquer resistência ao Plano Paulo Guedes, ao contrário, é elogiado no Congresso, no Judiciário e especialmente na grande mídia, tendo como carro chefe a Globo, que mesmo criticando o presidente, poupa o Ministro a quem cobrem de elogios, sem se dar conta de que o Plano que ele propõe significa o fim de um grande Estado criado por eventos históricos em 1822 e mantido por grandes estadistas como Dom Pedro II, Vargas e Juscelino.

Mesmo os presidentes militares tinham um Projeto de País geopoliticamente importante, o atual projeto é o primeiro, desde 1822, que tem como objetivo declarado tornar o País um vagão de terceira classe puxado pelos EUA. Algo que nem países bananeiros dos anos 20, 30 e 40, pensaram sobre si mesmos, havia orgulho nacional neles mesmo com governos ruins.

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A situação do Brasil sob controle do neoliberalismo financeiro é um caso raro no mundo atual. Um País que optou por se desfazer de seu peso histórico, um dos grandes Estados do mundo, que foi Império, que foi um dos oito Aliados da Segunda Guerra e criador pioneiro da ONU. Hoje, propondo-se a ser um paraíso fiscal de terceira categoria, onde se entra sem visto e qualquer dinheiro é bem recebido para comprar o País.

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10 comentários

  1. O neoliberalismo dos fernandos nos levou ao neofinancismo (brasileiro) de Temer e seu Jair, chegando ao neocolonialismo do ÚNICO gigante bobão do mundo entre os países geoeconomicamente mais ricos do mundo. O bobãozão da turma!
    Até nanicos sem nenhuma riqueza (ex. Coreia do Sul) nos deixam envergonhados.
    Nos dominam e submetem sem precisar dar um tiro. Nem sequer discussão, protesto, revolta ou contestação.
    Na verdade “estamos” saindo pelo mundo pedindo, quase implorando por isso.
    O que SOBRA são cerca de 200 milhões de seres se matando por celulares, morando em prisões muradas ou gradeadas, buscando resolver a vida em sacos de igrejas, assistindo programas e shows de quinta categoria, sonhando em ser “elite” como jogadores de futebol, funkeiros e sertanejos, enquanto em empregos subalternos, “graças a Deus”, ou em “empreendimentos” de semáforo.
    Falei em pobres e miseráveis? Corruptos, grileiros, ladrões, traficantes e milicianos? Não?!
    Nem vou falar…

  2. Uma observação = quem escolheu essa caminho do cão foi não o país, mas sim sua atual elite miserável. Gente de bem e bens , como as famílias Moreira Salles, Setúbal, Amador Aguiar, apoiaram Bolsonaro desde a hora em que este anunciou Paulo Guedes como seu ministro. Nossa elite de hoje comporta-se como a elite francesa que nos anos 40 entregou de bandeja a França, terra de Napoleão, a Hitler. Lá eles tiveram a sorte de um De Gaulle, que espertamente conseguiu passar pro mundo que a França tinha sido vítima e não um reles país satélite dos nazistas . Acho que nem Teremos um De Gaulle, pois é provado que líder que pensa grande aqui acaba mal – olhem o fim de Getúlio, JK e Lula. Trabalho mais insalubre do que esse não há.

  3. A primeira edição de O Caminho Da Servidão por aqui é da segunda metade da década de 70. Era a ascensão de Tahtcher e, logo depois, Reagan. Os cursos de MBA também são dessa época. Os executivos do setor produtivo engoliram essas pastilhas, TODOS ELES. Ou seja, TODOS significa TODOS.

    …E ainda sobrou pra classe media…

    Não é nada a toa que querem “partir pra cima” das escolas e das universidades. A economia e os negócios já estão dominados. As últimas cidadelas do esclarecimento já, já, logo, logo vão cair. Esse é o projeto colonial, predar o que estiver ao alcance, e gastar lá fora; explorar o terreno, e manter a ordem. Falam mal da politica, do governo e do Estado porque querem a política, o governo e o Estado para si.

  4. Eu sempre critiquei todos que me diziam: “ahh esse país é assim mesmo, a gente nunca vai melhorar/cada povo tem o governo que merece”. Sempre repreendi, tentando explicar o motivo para não pensarem assim.
    Depois dos acontecimentos dos últimos 10 anos no Brasil e a resposta de mais da metade da população através das urnas e dos protestos, eu desisti do Brasil. Não por conta das suas estruturas políticas e jurídicas que precisam ser mudadas. Mas conta de um povo realmente desinteressado e que prefere apontar um culpado ao invés de se inserir, como parte do problema e da solução. Uma população que tem acesso a internet para ler textos como esse do Sr. Andre Araujo e tantos outros que trazem muito mais conhecimento do que 100 horas de consulta a quase toda a imprensa corporativa no Brasil. Só que boa parte dos brasileiro, não importa a classe econômica, salário e nível de instrução, prefere usar a internet para ver e postar fotos de prato de comida ou bisbilhotar as fotos da família feliz que está prestes a passar por um divórcio litigioso. 15 anos atrás, ou antes, podíamos aceitar o pensamento manada pela falta de acesso à informação, dominada e selecionada corporativamente. Hoje não mais. Ela está disponível e todos sabem como procurar. Não vejo a hora de começar a pipocar por aí notícias de pequenos e médios empresarios, que se acham parte da elite do país, chorando as mágoas porque fecharam suas empresas devido as políticas neoliberais destrutivas desse governo. Provavelmente nem vão associar uma coisa com outra. Nossa população busca por isso. Infelizmente.

  5. Caro André Mota, parabéns por sua excelente, opotuna, informativa e instrutiva matéria. Acorda povo brasileiro, enquanto é tempo, nenhuma autoridade está nem aí para o povo e a CF. Nenhum deles demonstra conhecer o Artigo 3º da Constituição Federal da República Federativa do Brasil. Para essas pessoas quem manda é o mercado, os seus interesses ou de grupos que representam.
    Seria importante que essas autoridades a defenderem a implementação desses projetos neoliberais, elencassem pelo menos um país que os implementou e que, seu povo vive feliz, com justiça e desigualdades.
    A propósito e, como contribuição nossa ao tema e à conjuntura nacional, apresentamos para quem interesse, o que segue, em três partes:
    Parte I
    Com Deus e com a CF, pela união, salvação da Amazônia e do Brasil.
    Aos cidadãos que se dizem cristãos, sejam protestantes, evangélicos, católicos, etc, que se associam às maldades e injustiças praticadas contra a criação que é de Deus, ao povo e à nação brasileira, é bom irem meditando desde agora, sobre seus atos e atitudes anticristãs, porque elas impedem a consolidação do Reino de Deus e, vão contra o que nos ensinou, Nosso Senhor Jesus Cristo, que disse: “Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.” (São João 13,34 ).
    Sobre esse desvio de comportamento principalmente, dos cristãos e, para abrir os olhos daqueles que têm olhos mas não vêm, és alguns argumentos bíblicos que provam e que amparam, a Igreja de Cristo e todos os cristãos, a defenderem a Criação de Deus, o Meio-Ambiente e a Amazônia, o Criador e Autor de todas as coisas: “O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden, para cultivar o solo e o guardar.” (Gênesis 2,15).
    Também está dito no Salmo de Davi: “Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam, pois ele mesmo a assentou sobre as águas do mar e sobre as águas dos rios a consolidou.” (Salmos 23,1-2).
    A terra e a criação pertencem a Deus, que nos acolhe e nos abriga igualmente, sem discriminação ou privilégios, vamos cuidar dela: “A terra não se venderá para sempre, porque a terra é minha, e vós estais em minha casa como estrangeiros ou hóspedes” (Levítico 25,23 ). Ora, se somos inquilinos e hospedes, quer dizer que não somos o dono da casa (a Terra), que é de Deus. Logo, o mínimo que temos que fazer como gratidão, ao favor que recebemos Dele, enquanto moramos nessa casa (a Terra) que não é nossa, é cuidarmos bem dela (por ser nossa casa comum), mantendo-a limpa, habitável e conservada, para que quando dela (a nossa casa comum) partirmos, os outros inquilinos (as gerações futuras) que vierem, possam sentir-se bem hospedados.
    Não há como esconder os fatos. A Terra, a nossa casa comum, a Criação de Deus e a Amazônia, estão em perigo, por conta do pecado do homem. Urge, tomarmos uma atitude responsável enquanto ainda é tempo e, de encararmos unidos como cristãos de fé e, juntos, viabilizarmos soluções definitivas, para as causas dos problemas de desequilíbrios ambientais da terra, da perda de biodiversidade (extinção de espécies), desertificação e escasseis de água, que podem inviabilizar a vida no planeta, são elas, dentre outras:
    . Destruição e perda de habitats naturais: em decorrência da soberba e ganância humana e da falta de planejamento racional, etc, nas construções de cidades, de casas e de estradas, nas alterações de cursos d’água e do litoral, na substituição de florestas nativas e prados por explorações agrícolas, pastoris, florestais e minerais irracionais;
    . Introdução de espécies invasoras estranhas ao ambiente: que não tendo predadores naturais, se alastram rapidamente, provocando a redução das espécies locais;
    . Poluição diversificada: da água, do solo, do ar, radiações nocivas aos seres vivos, e proliferação autorizada de organismos geneticamente modificados;
    . Mudanças climáticas: resultantes principalmente, da deflorestação e queimadas das florestas naturais, das emissões de gases do efeito estufa à atmosfera, da queima de carvão, petróleo e gás sem controle, desertificação de ecossistemas antes produtivos, extinção de nascentes rios e mananciais de água ;
    . Exploração Irracional ou sobre-exploração dos recursos naturais: água, solo, florestas, caça, pesca, minerais, etc.
    Afim a esse assunto, digno de lembrança e de registro, a iniciativa da Igreja Católica Apostólica Romana-ICAR e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, ao laçarem a Campanha da Fraternidade – 2017, nos convidando no Objetivo Geral da CF2017 a, “Cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, com o feliz Tema “FRATERNIDADE: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida” e que tinha como lema: “Cultivar e Guardar a Criação (Gênesis 2,15), promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho”
    Cidadãos brasileiros, fiquemos vigilantes, cristãos e pessoas de outras denominações, parlamentares, administradores e juízes do povo do Brasil, pois, Deus jamais abandona os pobres, os humildes, os injustiçados que clamam por Ele e, se aproxima o grande julgamento de todos os injustos, pelo Juiz Supremo, que é Deus e, Sua justiça será do conhecimento de todos, face aos sinais que estão aí para todos verem.
    Paz e bem.
    Sebastião Farias
    Um brasileiro Nordestinamazônida

  6. 2ª Parte: Com Deus e com a CF, pela união, salvação da Amazônia e do Brasil.

    Não percamos, portanto, a esperança em Deus, nunca: “Os vinte e quatro Anciãos, que se assentam nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se de rosto em terra e adoraram a Deus, dizendo: “Graças te damos, Senhor, Deus Dominador, que és e que eras, porque assumiste a plenitude de teu poder real. Irritaram-se os pagãos, mas eis que sobreveio a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar a recompensa aos teus servos, aos profetas, aos santos, aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que corromperam a terra” ( Apocalipse 11,16-18 ). Como sinal dessa vontade do povo de viver feliz e em paz, que todos portanto, respeitemos o que é humano, a nossa CF, como o que é de Deus, a Sua Palavra, como o Próprio Senhor Jesus Cristo nos deixou o exemplo, quando foi inquirido pelos fariseus e doutores da lei, a responder se era licito paga impostos a César, ele disse mostrando uma moeda: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” ( Mc 12,13-17).
    Amigos, cidadãos brasileiros lembrem que, Jesus nos libertou do julgo da Lei dos judeus ao nos dizer: “O sábado foi feito para servir ao homem, e não o homem para servir ao sábado” ( Mc 2,27 ). E por isso, não esqueçam que, a CF e as Leis em vigor numa nação livre, democrática e fraterna, são legitimadas pelo povo, para servirem ao povo, ao Estado e ao país. Elas não podem desprezarem e prejudicarem o povo, o Estado e o País, em benefício do Deus-mercado que, é um ser abstrato e que, só reconhece e beneficia aos que têm dinheiro, gerando desigualdade e; Também, elas não existem, para servirem de instrumentos de opressão ao povo, o dono legítimo do Poder constitucional (§ Único do Art. 1º da CF que diz: ”Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”), que lhe é dado por Deus e, ao país, para o bem-estar, para a justiça e paz social, para a vida em fraternidade e para a felicidade de todos nós.
    Agora, à luz do acima exposto, quando um servidor público, um parlamentar, uma autoridade ou um juiz qualquer, desrespeita o povo, que é seu patrão, desrespeita a Constituição Federal, desrespeita a ética no setor público e/ou, desrespeita as boas práticas jurídicas e, desrespeita as leis estabelecidas e, a sua condição de árbitro imparcial do povo, desrespeita os direitos dos cidadãos, desrespeita a justiça imparcial e igual para todos, não promove a justiça nem a paz social, etc, esses cidadãos, por tudo isso, não merecem mais, a confiança do povo nem a dignidade da função pública que ocupam, especialmente, se forem juízes e árbitros do povo.
    Particularmente, ao juiz injusto, és o que lhe aguarda, conforme afirma a Bíblia Sagrada: ” Poderá acaso aliar-se a ti um tribunal criminoso que dita injustiças em nome da lei? Embora atentem contra a vida do justo, e condenem à morte o inocente, Javé será a minha fortaleza, Deus será a rocha onde me abrigo. Ele é quem lhes pagará pela injustiça deles, e os destruirá pela maldade que praticam. Javé nosso Deus os destruirá!” (SALMOS 94,20-21,23).
    Jesus, já advertia seus Discípulos e o povo cristão de seu tempo, sobre a injustiça: “Se a vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (São Mateus. 5,20). Que tal, daqui em diante, lermos mais a Bíblia com humildade e meditação e, buscarmos com fé e esperança, o Seu amor, a Sua verdade e a Sua justiça e, encontrando-as, que são o próprio Deus, partilharmos essa sabedoria, com nossos irmãos cristãos que, devem saber que, São Paulo já ensinava a Timóteo: “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (I Timóteo 3,15).
    Gente, vamos todos a partir de agora, para o bem do Brasil e de instrução de seu povo, levarmos aos cidadãos e nossos irmãos, em quaisquer locais públicos como: organizações sociais, nas igrejas, nos logradores e praças públicas, nos shows de quaisquer espécies, nos teatros, nos cinemas, nos eventos sociais e esportivos diversos, nas escolas, nos colégios, nas universidades, etc, estímulo a todos os cidadãos brasileiros, à leitura pública de rotina, de pelo menos, dos 07 primeiros Artigos da Constituição Federal, da Constituição Estadual e da Lei Orgânica do Município, aliados ao Inciso X do Artigo 49; aos Artigos 70 a 75 e; ao §1º do Artigo 166 da Constituição Federal, dentre outros.
    Esses conhecimentos, serão essenciais para preparar os cidadãos para votar bem e, para conscientizá-los de que, todos os cidadãos brasileiros e, principalmente, aos que nunca ouviram alguém dizer-lhes ou, foram ensinados que, sim! é o povo que detém o Poder e autoridade constitucional e não, os parlamentares e as autoridades por ele eleitas, assim como, os membros do Poder Judiciário nomeados nos termos da CF. O parâmetro de justiça imparcial para ser observado por todos, homens e mulheres públicas do Brasil, seria esse resumo de toda a Lei nos deixado por Jesus Cristo: “Tudo o que vocês desejam que os outros façam com vocês, façam vocês também a eles. Pois nisso consistem a Lei e os Profetas” ( São Mateus 7,12).
    Oportuno se faz que, dentro do possível, que professores, estudantes, pastores, padres, formadores de opiniões, sindicalistas, lideranças comunitárias e associativas, líderes políticos, etc, conscientes dessa necessidade cívica da nação brasileira, quebrem a inércia e iniciem todos já, nos meios de comunicações de massas, que aceitarem o desafio de ajudarem a instruir os cidadãos e nas redes sociais do país, uma Campanha Nacional de Conscientização Política e Cidadania.
    Essa iniciativa, fará com que os cidadãos brasileiros sejam estimulados, para seu bem e maior preparo cívico, a lê mais, consultar e dividir com os nossos patrícios menos informados, o nosso aprendizado constitucional. Oportuno lembrarmos também que, este ano, a Igreja Católica definiu para a Campanha da Fraternidade 2019, o Tema : Fraternidade e Políticas Públicas e como Lema: “Sereis libertos pelo direito e pela justiça”(Is.1,27). Por isso, como cristãos, participem, se conscientizem e tomem uma atitude pelo bem do Brasil.
    Paz e bem.
    Sebastião Farias
    Um brasileiro Nordestinamazônida

  7. 3ª parte: Com Deus e com a CF, pela união, salvação da Amazônia e do Brasil.
    Ora, muitos cidadãos talvez nem saibam o que é, o Sínodo da Amazônia que a Igreja Católica Apostólica Romana, promoveu em Roma, nos dias 6 a 27 de outubro de 2019. Antes dele, foi realizado de forma preparatória para o Sínodo, o Seminário dos Bispos da Amazônia em Manaus, nos dias 7 e 8 de março.
    Terminado o Sínodo da Amazônia e, emitido o seu Documento Final, caso interesse ao governo brasileiro que, tem que ser fiel ao cumprimento do que diz o Artigo 3º da CF, em benefício do povo e do Brasil, se quiser desenvolver racional e sustentavelmente a Amazônia, aproveitará as muitas sugestões sobre a região e, às transformarão em Políticas Públicas, de interesse regional e nacional.
    À luz de tudo isso, que incentivemos nossos irmãos, a fazerem o mesmo, lendo e consultando mais a Constituição Federal, a Constituição de seu Estado e, a Lei Orgânica de seu Município, para nos conscientizarmos mais de nosso poder constitucional, de nossos direitos e responsabilidades. Pois, só assim, podermos realmente, instruídos, informados e conscientizados, mudarmos este Brasil que temos, num Brasil do povo e para o povo, verdadeiramente, mais cristão, mais justo, mais igual e fraterno e mais feliz, como dispõe e recomenda, a nossa Constituição Federal.
    Um lembrete aos homens públicos que se dizem cristãos e que, mesmo assim, fazem descaso e desrespeitam a CF, que não esqueçam que, no Preâmbulo dela, está gravado em seu final: “promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”. Isto quer dizer que falar da nossa CF e à ela, fazermos correções de textos sagrados, só é feio para os que negam a Deus, donde todo o poder, autoridade e justiça provêm e, é dado por Ele, ao povo, para garantia de seus direitos e liberdade, de sua soberania, de sua justiça e de seu bem-estar comum.
    Lembrem, muitos falam nos momentos difíceis, em anticristo, mas, ele pode ser conhecido como a Bíblia ensina e diz: “Filhinhos, esta é a última hora; e, assim como vocês ouviram que o anticristo está vindo, já agora muitos anticristos têm surgido. Por isso sabemos que esta é a última hora. Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos”. (1 João 2,18-19).
    Somente com uma educação cidadã que estimule os cidadãos a lê, conhecer e praticar desde cedo, pelo menos os termos dos 07 primeiros Artigos da CF, da CE e da Lei Orgânica do Município e, com uma conscientização política de nossa condição de cidadão brasileiro, que compõem o POVO, a Nação e o Estado brasileiro, é que realmente, mudaremos juntos, este país que é nosso, de nossos filhos, netos e das gerações futuras.
    São esses, o nosso comentário, observação e contribuição à matéria e ao nosso povo. Que cada um faça, conforme suas possibilidades, a sua parte.
    Abaixo, Links com temas afins ao assunto, para ajudar na informação dos interessados:
    https://alemdarena.blogspot.com/2019/03/links-para-historia-do-brasil-de-1894.html ; http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31572011000200004 ;
    https://www.oeco.org.br/noticias/o-que-e-o-sinodo-da-amazonia-e-porque-preocupa-o-governo-bolsonaro/ ;
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ConstituicaoCompilado.htm ;
    https://portalkairos.org/campanha-da-fraternidade-2017/
    https://portalkairos.org/campanha-da-fraternidade-2019/;
    http://sinododaamazonia.org/ ;
    http://www.sinodoamazonico.va/content/sinodoamazonico/es/documentos.html ;

    Paz e bem.
    Sebastião Farias
    Um brasileiro Nordestinamazônida

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