23 de julho de 2026

Anderson Torres é preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Brasília

Ex-ministro de Bolsonaro recebeu voz de prisão logo após desembarcar no Brasil, vindo dos Estados Unidos
O ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e Jair Bolsonaro. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, foi preso na manhã deste sábado (14) pela Polícia Federal (PF). A prisão ocorreu por volta das 7h30, após Torres desembarcar em Brasília, em um voo vindo dos Estados Unidos.

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Segundo a PF, Torres recebeu voz de prisão logo após desembarcar, no hangar. Em seguida, foi levado do aeroporto em um comboio de policiais.

Torres foi exonerado da secretaria de Segurança Pública do DF, cargo que assumiu após deixar de ser ministro de Bolsonaro, após a invasão bolsonarista aos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.

Na terça-feira (10), Torres teve ordem de prisão decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Logo depois, a decisão foi confirmada pelo plenário da Suprema Corte.

A suspeita é que como então secretário de Segurança Pública do DF, Torres teria esvaziado a secretaria para facilitar as ações criminosas dos bolsonaristas. Além disso, na quinta-feira (12), a PF apreendeu na casa do ex-ministro a minuta de um decreto golpista para instaurar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-ministro foi nomeado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que também foi afastado do cargo pela Justiça em consequência dos atos terroristas. 

Logo após a decisão de Moraes, Torres disse que se entregaria.

“Tomei a decisão de interromper minhas férias e retornar ao Brasil. Irei me apresentar à Justiça e cuidar da minha defesa. Sempre pautei minhas ações pela ética e pela legalidade. Acredito na Justiça brasileira e na força das instituições. Estou certo de que a verdade prevalecerá”, escreveu nas redes sociais. 

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Omissão na compra de passagem

O ex-ministro foi para os Estados Unidos dias depois da posse de Lula, para passar férias em Orlando, mesma cidade para onde Bolsonaro viajou para não passar a faixa presidencial para Lula.

Para retornar ao Brasil, Torres comprou sua passagem de Miami usando apenas os dois primeiros nomes: Anderson Gustavo, segundo informação do blog de Natuza Nery, no G1.

Ele teria omitido o sobrenome “Torres” no momento da compra do bilhete aéreo para que sua chegada ao Brasil “ocorresse sem alarde e sem imagens do momento da prisão”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. ROBERTO

    15 de janeiro de 2023 10:07 pm

    O crime de invasão é o menor dos crimes.
    O problema de se tornar um investigado, é que a polícia, o ministério público passa obter todo tipo de informação, mandatos de busca e apreensão são apenas algumas das ferramentas de investigação.

    Essas informações pode levar a pistas de outros crimes, sonegação é principal deles para os que tem muito dinheiro.

    Com os atuais investigados pode surgir pistas ou até mesmo prova do crime nós Tio de janeiro, o caso do dia 14 de Março de 2018.

    Muitas vezes atiram no que viram, mas acertam o que não viram

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