12 de junho de 2026

Tarifas de Trump sobre o aço e alumínio entram em vigor e Brasil prepara reação

Presidente Lula se reúne com ministros nesta manhã para discutir o tema. Governo brasileiro busca saída diplomática
Brasil foi o segundo maior exportador de aço para os EUA em 2024 - Foto: Instituto Aço Brasil

Um mês após serem anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, as tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio nos Estados Unidos estão em vigor, desde as 0h00, desta quarta-feira (12). O governo estadunidense garantiu que as taxas serão impostas sobre todos os países, sem exceções ou isenções.

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De acordo com suas ordens executivas anteriores, uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio, sem exceções ou isenções, entrará em vigor para o Canadá e todos os nossos outros parceiros comerciais à meia-noite de 12 de março”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, à CNN americana.

Conforme já adiantado pelo GGN, a medida atingirá diretamente grandes parceiros comerciais dos EUA, como o Brasil e o Canadá, dois dos maiores fornecedores de aço aos norte-americanos. 

Nesta manhã, o presidente Lula convocou os ministros de governo para uma reunião a fim de discutir o tema. O Planalto busca uma saída diplomática e já descartou medidas de retaliação, ao contrário da União Europeia e da China, por exemplo. 

Segundo Estadão, no entanto, uma das reações estudadas pelo governo seria o Brasil acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para fazer valer seus direitos.

Impactos ao Brasil

Dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos dão conta que o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço aos EUA, em 2024.  Ao todo, foram 4,1 milhões de toneladas em exportações para o país.

Os números mostram que o Brasil fica atrás apenas do Canadá, responsável por destinar 5,95 milhões de toneladas de aço ao mercado norte-americano no ano passado. Em terceiro lugar está o México, com o envio de 3,2 milhões de toneladas a Washington no ano passado.

Em 2018, ao assumir seu primeiro mandato na presidência dos EUA, Trump já havia imposto tarifas de 25% sobre o aço. Contudo, devido a incapacidade da indústria siderúrgica dos EUA de atender a demanda interna, o republicano recuou parcialmente à época e passou a estabelecer cotas para a importação de aço e alumínio sem tarifas. 

De acordo com o Instituto Aço Brasil, o acordo permitia ao Brasil exportar até 3,5 milhões de toneladas de placas e semiacabados e 687 mil toneladas de laminados sem a tarifa adicional. Mas, diante da nova política protecionista de Trump, que – segundo ele – visa fortalecer a indústria norte-americana, as siderúrgicas brasileiras estão em alerta, uma vez que produzem a partir da demanda de exportação. 

As consequências poderão vir na economia brasileira como um todo, incluindo a demissão de funcionários das indústrias que empregam cerca de 100 mil pessoas no Brasil e, em último caso, o fechamento de fábricas”, destacou reportagem do GGN

Reação

Horas antes das tarifas entrarem em vigor, o presidente Lula (PT) criticou Trump publicamente, durante um evento em Minas Gerais. “Não adianta o Trump ficar gritando de lá, porque eu aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito comigo, que eu aprendi a respeitar as pessoas e quero ser respeitado. É assim que a gente vai governar esse país”, afirmou o presidente. 

Ainda, na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com representantes do Departamento de Comércio dos EUA para pedir o adiamento da medida, mas a demanda não foi atendida. 

*Matéria atualizada às 13:30, de 12/03/25, para atualização de informações sobre o posicionamento do governo federal.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Escuderie Le Coq

    12 de março de 2025 11:04 am

    Atacar onde dói,no bolso do rico que apóia o presidente dos EUA.

    Quarentena de 6 meses na saída de dólar que entrou para especular no mercado.

    3 meses para os demais, das inversões do setor “produtivo” e bancário normal.

    Quem quiser sacar na hora, deságio cambial de 20%.

  2. Escuderie Le Coq

    12 de março de 2025 11:05 am

    Mas para isso é preciso ter um governo.

    Não temos.

  3. Carlos

    12 de março de 2025 12:23 pm

    Pau que dá em Chico dá em Francisco: retaliar onde for possível.
    E reforçar laços comerciais dentro dos Brics, buscando compensar perdas.
    E muita atenção aos ratos de plantão que pretendem roer a relação com a China a partir de ocupar comissões importantes na Câmara.

  4. Rui Ribeiro

    12 de março de 2025 11:18 pm

    STF julga inclusão de empresas do mesmo grupo em execução trabalhista
    Para cinco ministros, empresa não pode integrar execução se não participou de fase de conhecimento.

    O STF não tá se dando conta que, independentemente de figurar no pólo passivo da execução, empresa do mesmo grupo econômico é devedora solidária de crédito trabalhista. Pois bem. Qualquer empresa do mesmo grupo econômico é devedora do crédito trabalhista. Os bens do devedor estão sujeitos à execução, independentemente de ele ter participado da fase de cognição, pois não se tratar de promover a execução contra a empresado grupo econômico que não participou da fase de cognição, trata-se apenas da sujeitar seus bens à execução. Art. 790 do CPC. Não se trata de promover o cumprimento da sentença em face de fiador, de coobrigados ou de corresponsável que não tenha participado da fase cognitiva. Não se aplica o art. 513, ¥ 5°,do CPC.

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