5 de junho de 2026

A miséria do debate econômico, por André Araujo

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A miséria do debate econômico

Por André Araujo

A política monetária aplicada à economia brasileira é um mistério. Quem a inspira? Será o Ministro Levy? Ou o Banco Central, cuja direção é anterior à Era Levy e mostrou-se subordinada à Presidência e não ao Ministro da Fazenda quando praticou uma política monetária expansionista entre 2011 e 2013?

É uma política misteriosa na sua inspiração e absolutamente errada MESMO DENTRO DOS CANONES DA ORTODOXIA.

Mesmo os mais conservadores regimes econômicos sabem que não tem sentido AUMENTAR JUROS EM PLENA RECESSÃO. Não precisa ser keyneisiano, basta ser racional.  O monetarismo é tudo menos irracional.

Aumento de juros na economia clássica VISA FAZER BAIXAR A DEMANDA, mas a demanda já estava baixando antes da escalada de aumento de juros. A demanda que resta é INELÁSTICA, os preços que fizeram a inflação recente subir são PREÇOS ADMINISTRADOS, basicamente energia elétrica, combustíveis, telefonia, tarifas de ônibus e metrô, matérias primas cartelizadas como cimento, aço, alumínio, cobre. Portanto esses preços não serão contidos ou baixados pela escalada de juros. Então QUAL A FINALIDADE DOS AUMENTOS CONTINUOS DA TAXA SELIC?

Desde a reeleição da Presidente Dilma os aumentos da taxa Selic FIZERAM AUMENTAR O CUSTO DA DÍVIDA PÚBLICA em 35 BILHÕES DE REAIS/ANO, metade do que o ajuste fiscal visa obter com os cortes de gastos. Qual a lógica?

Corta-se despesas de custeio e investimentos com grande sacrifício político e social e de outro lado o que se economizou vai ser gasto em mais juros?  Tira-se empregos e salários para entregar a economia a rentistas?

O monetarismo pode ser cruel, mas não é estúpido. Essa política monetária é de uma estupidez única, do tamanho da mediocridade da diretoria do Banco Central. Tudo isso é conhecido faz tempo, mas coloca-se a questão.

Porque os economistas brasileiros não debatem intensamente a irracionalidade dessa política monetária que vai causar estragos sociais, econômico e políticos de uma dimensão telúrica, historicamente inédita?

O Brasil teve Ministros da Fazenda de todos os tipos, de um extraordinário  pela inteligência e coragem Oswaldo Aranha, ministro em décadas tão diferentes como a de 1930 e a de 1950 até um ortodoxo e também brilhante Otavio Gouveia de Bulhões, passando pelo ultraconservador Eugenio Gudin, todos tinham suas crenças e suas políticas, MAS não eram irracionais, seus atos e políticas tinham começo, meio e fim, mesmo os inflacionistas e os ortodoxos.

A atual alta da inflação veio centralmente dos tarifaços de energia, combustíveis e transportes, esses preços não vão baixar nem que a Selic vá a 50% ao ano, é INFLAÇÃO JÁ CONSOLIDADA por causa dessas reajustes, mas a política declarada é baixar para 4,5% em 2016. Isso só poderá acontecer se os preços concorrenciais baixarem muito, é isso?

Para os preços de alimentos e  bens de consumo baixarem para compensar as altas já praticadas e ainda a praticar nos preços administrados será preciso criar uma DEPRESSÃO na economia, com taxas de desemprego de 1929, é isso que se pretende? Caminhamos para essa política, o Congresso sabe que esse será o cenário? Cadê o debate?

No hospício de Franco da Rocha tem internos bem mais sãos do que essa gente louca. Caminham para o abismo dando risada, na aprovação das MP dos ajustes NÃO HOUVE NENHUM QUESTIONAMENTO DA POLÍTICA MONETÁRIA.

A propósito do titulo do post, onde estão os bons economistas brasileiros que não fazem um ruidoso debate sobre essa onda de loucura antinacional? SUBIR JUROS NUMA RECESSÃO é a nova contribuição do Brasil ao mundo.

Andre Motta Araujo

Advogado, foi dirigente do Sindicato Nacional da Indústria Elétrica, presidente da Emplasa-Empresa de Planejamento Urbano do Estado de S. Paulo

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  1. joel lima

    11 de maio de 2015 1:45 pm

    O pior dos mundos seria Dilma

    O pior dos mundos seria Dilma fazer o oposto do que permitiu a Mantega fazer. Num caso, abaixa juros e segura todos os preços públicos pra inflação não estourar;no outro, que é o atual, libera tudo e sobe os juros. Enfim, reflete muito a falta de meio-termo de Dilma tanto para conduzir a economia e a política. 

  2. Lionel Rupaud

    11 de maio de 2015 1:45 pm

    Nosso AA vem tocando no ponto central

    que ninguém ousa tocar nos meios empresarias: se é necessário uma política fiscal contracionista, para reconstruir um certo equilíbrio nas contas federais, destruídas pela dupla Mantega/Agustin, haveria de ter um contraponto monetário frouxo, já que estamos com economia parando, indo inercialmente para a contração. Ainda mais que todos as maiores economias mundiais tem juros reais nulos ou negativos.

    Mas como não existe mais uma liderança empresarial ligada á produção e á indústria, já que as famílias que controlam a indústria brasileira viraram todas aristocratas financistas, ou pelo menos é assim que se enxergam, então todos vão para o buraco da recessão achando que é o melhor dos mundos.

    Alias vejo nos últimos textos do AA um indicio do que poderia ser um embrião de partido Conservador moderno conforme anunciado no excelente texto do Ion de Andrade   incluído mais cedo hoje no blog. Alias é indicativo a defesa que AA faz do papel das Forças Armadas na definição de um projeto de nação que ainda não se estruturou.

    1. Andre Araujo

      11 de maio de 2015 2:09 pm

      Meu caro Lionel, vc matou a

      Meu caro Lionel, vc matou a charada, ajuste fiscal pesado e politica monetaria frouxa, o ajuste ficaria muito mais palatavel

      e eficiente, a politica frouxa permitira uma economia privada mais expansiva para se contrapor ao aperto no lado publico.

      Mas para fazer isso é preciso “engenho e arte”, com esses cabeça de planilha não se consegue, não conseguem processar, vai alem de economia de contador, é preciso visão politica e social que eles não tem.

      1. Calvin

        11 de maio de 2015 7:03 pm

        De forma atabalhoada, é o que ocorre….

        Juros remediam as expectativas (futuro) da inflação, cortes do ajuste equalizam a relação dívida/PIB do ano e A INFLAÇÃO abaterá o superávit para o governo….

        1. JB Costa

          11 de maio de 2015 11:21 pm

          Sr. economista,
          Favor

          Sr. economista,

          Favor esclarecer:

          1) Por que os juros remediam as expectativas da inflação? A propósito, oh mestre dos mestres, expectativas só podem ser com relação ao futuro. 

          2) Como os “cortes do ajuste”(suponho ser os cortes previstos no ajuste fiscal) por si só vão equalizar a relação dívida/PIB se pela lado dos aumento dos juros os efeitos dos cortes serão anulados(mesmo que fazer cocô e limpar as nádegas com canjica).

          Grato phd Calvin. Futuro ganhador do prêmio IgNobel de economia. 

  3. Eden SP

    11 de maio de 2015 2:09 pm

    Os interesses se sobrepõem a racionalidade

    Até na loucura há um mínimo de racionalidade. Ninguém no internato de Franco da Rocha OUSA pegar uma faca e matar o seu companheiro de quarto, a não ser que seja o seu surto de seja provocado ou induzido.

    O depto de Política Econômica do Ministério da Fazenda e o depto de Política Monetária do Bacen não mudaram desde o Plano real. Por que? Porque há consolidado, desde os anos 1990, com a introdução do plano real, a “cultura organizacional” da defesas do interesse do mercado. Par conséquence, gera-se o medo acorvadado das autoridades, uma vez que esses vieram ou foram empresagos (analistas ou economistas-chefe são os neologismos) dessas instituições financeiras. 

    O medo racional tem a sua natural importância, na medida em que motiva do senso do alerta. Já o medo acovardado reflete o temor advindo do contrangimento de ir contra interesses maiores. Caso maior disso: durante da gestão Malan na fazenda, tirou-se os montantes advindos da CPMF da Saúde, para canalizar no Superávit Primário. Qualquer lugar do mundo, de Madagascar a Suécia, isso geriaria revoltas a jornadas de Junho/2013)

    Se a prática nefasta de nomear autoridades vindas mercado cessou-se com o governo Dilma, a cultura do MEDO ACOVARDDO não foi estirpado. Continuam vigente as mesmas posturas de sempre: conversas privées com o pessoa do mercado financeiro de SP, relatórios Focus enviesado para auscutar a “sensibilidade”do mercado. ALGO IMPENSÁVEL NO FED, no Bank of Japan ou no BCE. Onde já se viu autoridade monetária ser subserviente às vozes do mercado? Alguém já viu algum diretor de Política Monetária em conversa pé de lareira com mercado de máquinas e equipamentos, com o pessoal das pequenas e micros empresas? Ou convidado a conversar com a Comissão de Finanças do Senado e da Câmara? Óbvio que não. Porque precisam preservar a “independência”. Mas almoços com o pessoal da Paulista, da Faria Lima (a portas fechadas), sempre.  

    Loucura é aceitarmos essa subordinação.

     

     

  4. JB Costa

    11 de maio de 2015 2:50 pm

    Os vetores principais da

    Os vetores principais da inflação atual foi o brutal reajuste nos insumos básicos da economia; em especial da energia elétrica. Como entender( junto-me ao articulista nessa perplexidade) que  numa conjuntura recessiva  como essa o BACEN elevar os juros? O IPCA já declinou em abril(0,71%) frente aos 1,32% de março, já expurgado, portanto, dos efeitos dos aumentos cavalares citados. Mas SELIC continua lá em cima, lépida e fagueira, arrebentando a dívida pública, desestimulando investimentos e fazendo a festa dos “juristas”. Sem falar que se fosse o caso, ou seja, o aumento nos juros sensibilizar a demanda, esses efeitos só aparecerem(apareceriam) meses depois.

    É bom não esquecer também que os bancos são os primeiros a aumentarem seus spreads quando a SELIC sobe,  o que implica em maiores custos para tomadores de empréstimos que por sua vez vai repassá-los para os preços. Como se vê, um esforço hercúleo para tirar água do rio com uma peneira. 

    Aplicar em títulos públicos nunca foi tão prazeroso. Enquanto isso a poupança, tadinha, perde recursos que vão faltar para o crédito rural e imobiliário. 

    Implantamos no Brasil(viva!) a “política econômica do cachorro correndo atrás do rabo”. Ou, dito de forma diferente mas no mesmo sentido: um contexto no qual  o “rabo”(política monetária) é abanado pelo “cachorro”(política econômica). 

     

     

    1. Calvin

      11 de maio de 2015 3:04 pm

      Como entender?

      Imagino que nem tenha entendido ainda porque votou em uma gestão tão desastrosa como essa em outubro, exaltando falácias de torcida que desmoronaram agora, certo?

      Se não entendeu nem isso, quer entender a política de juros do BC? Ora….

      1. JB Costa

        11 de maio de 2015 11:04 pm

        Votei, sim, na Dilma. E não

        Votei, sim, na Dilma. E não me arrependo nem um pouco. Nadinha. Tu tens mesmo é uma marcação danada para cima de mim. Aliás,  como alguns  paranaenses aqui do Portal “adoram” me encher a paciência. De um já me livrei fazendo de conta que não existe. Tu vais no mesmo caminho. 

        Prezado, não sou um militante de p…..nenhuma. Se não tenho deus ou deusas para adorar ou venerar  na dimensão não material, muito os terei nesse planeta. Seja homens, mulheres ou partidos. Sou livre para elogiar, votar, criticar, mandar para pqp quem eu quiser e na hora que achar conveniente. 

        Se não fosses tão bitolado,  fixado em me contradizer e desonesto saberia que fui sempre um crítico da política monetária não só desse, mas de todos os governos desde FHC. 

        Não tenho culpa se medes o caráter dos outros pelo teu. Meu compromisso é somente com a minha consciência e mais nada. Teu patrulhamento idiota não mudará uma vírgula no meu modo de pensar e muito menos me constrangerá.

        Pois é. Aproveita que ainda estou te dando uma colherzinha de chá ao perder meu tempo em te responder. 

        Para terminar: quais as tuas credenciais para me cobrar expertise nessa questão de juros? És economista? Aponte incônsistências técnicas no que escrevi, seu bobão. 

    2. Jossimar

      11 de maio de 2015 4:42 pm

      O governo Dilma está se

      O governo Dilma está se proprondo a tirar R$ 20 bilhões dos desempregados e das viúvas para dar R$ 35 bilhões ao rentistas.

      E nada de fala sobre criar aliquotas mais altas no IRPF, imposto sobre herança e fortunas, taxar mais os ganhos financeiros, etc etc nada….

      Isto sim é um ajuste fiscal, ou será rical?

  5. MAAR

    11 de maio de 2015 2:58 pm

    DESASTROSA POLÍTICA ECONÔMICA

    Creio que seja mesmo impossível não reconhecer a veracidade do argumento que questiona qual a lógica por trás da elevação intensa e continuada da taxa de juros numa conjuntura de queda crônica da demanda agregada. Do mesmo modo, causa espécie um governo que se pretende popular impor uma política de cortes de gastos que penaliza os programas sociais, comprime os salários e empurra a economia para uma recessão, ao mesmo tempo em que aumenta os custos financeiros da dívida pública. É o caso de se perguntar a quem serve e o que visa esta desastrada e desastrosa política econômica, pois o caminho que deve ser buscado é o da retomada do crescimento, com a indução dos investimentos em infra-estrutura e inovação tecnológica, via BRICS e UNASUL.

  6. expert

    11 de maio de 2015 3:13 pm

    bom, vamos lá.. quem seriam

    bom, vamos lá.. quem seriam mesmo os loucos? o motta araújo chamou um economista de burro porque este disse que  a taxa de desemprego alta ajuda o BC, o que é verdadeiro, pois o fator esemprego é um dos fatores que pressionam a inflação, ou seja, desemprego em alta taxa de juros menor, foi o que o Teco disse, e o André Araújo não entendeu (quem é o louco?!)

    Quer dizer então que face ao ajuste fiscal deve-se ter uma política monetária frouxa?! tanto política fiscal como monetária atuam para conter a demanda… somente alguém que nada entende de ciência econômica poderia propor tal coisa.. (quem é o louco?!)

    Comparar recessão em países com inflação controlada com recessão em países com inflação descontrolada é total desconhecimento de econoima… o BC sobe juros junto com o ajuste fiscal para trazer a inflação de volta ao controle (o André Araújo fala que os preços administrados são responsáveis pela inflação; mentira, o aumento de preço mês a mês já atinge  70% dos produtos pesquisados, e tende a aumentar). Quem é o louco?!

    Já vi o André Araújo dizer que tem um livro publicado, disponível em bibliotecas americanas.. sinto dizer André Araújo, o seu livro tem valor acadêmico nulo, pois não há nada publcado por vc em nenhum jornal econômico.. ou seja, se alguma universidade americana comprou o seu livro isso nada quer dizer..

    Por fim, sugiro ao André Araújo que procure no goggle algo como “dynamics inflation”, pra tentar entender um pouco que o descontrole inflacionário é muito pior do que a recessão causada pelo ajuste fiscal e política monetária atual. se o ajuste em questão der certo, será menos pior do que o que virá caso ela fracasse.. palpiteiros como o André Araújo, que não sabem o que significa ciência econômica e só atrapalham o debate deveriam assim ser tratados, como palpiteiros, ou loucos talvez.

     

     

     

    1. Andre Araujo

      12 de maio de 2015 1:45 am

      Eu não entendi nada e vc

      Eu não entendi nada e vc entende tudo, que genial, são os “iniciados”, uma especie de maçonaria de sabios que só eles conhecem economia. O objetivo do ajuste fiscal é aumentar o superavit primario em 1,2%, não é conter a demanda.

      O superavit primario, nessa visão, serve a melhorar os indices necessarios para manter o GRAU DE INVESTIMENTO das agencias de rating, principalmente a relação divida x PIB, divida x superavit e ao fim garantir o pagamento da divida.

      Já o aumento da taxa de juros visa a conter a demanda, não é a mesma coisa que o ajuste fiscal.

      O aumento da taxa de juros Selic aumenta o CUSTO DA DIVIDA e piora o ajuste fiscal, portanto o aumento da Taxa Selic é contraditorio com o ajuste fiscal, vai contra ele, atrapalha o ajuste fical por dois efeitos, o aumento do CUSTO DA DIVIDA e a QUEDA DA ARRECAÇÃO pela diminuição da atividade economica.

      Sua tese está portanto COMPLETAMENTE ERRADA mas não discuto que vc entende de economia e eu não.

      1. expert

        12 de maio de 2015 3:43 am

        sinto dizer motta Araújo, o
        sinto dizer motta Araújo, o grau de investimento é apenas a questão mais urgente..o verdadeiro problema com déficits fiscais é que eles geram inflação e todos os problemas trazidos no longo prazo..não existe registro de país que se desenvolveu com inflação alta… cousa feia, atacar economistas sem entender o que eles fazem, escrevem, dizem..mas apesar dos mottas araujos quem sabe o brasil volta ao rumo certo.

  7. Mogisneio

    11 de maio de 2015 3:46 pm

    Ceteris paribus, amém!

    A política monetária aplicada à economia brasileira é um mistério. 

    Quem a inspira? 

     

    Olá debatedores, bom dia.

    Selecionei estas duas partes do texto acima para comentar e sugerir uma  resposta.

    Vejamos.

    A política monetária aplicada à economia brasileira é um mistério? Não, não é.

    Ela está ai , exposta claramente, para todo mundo ver.

    Nesse sentido, se há economistas que se auto classificam como  ” monetaristas”( diga-se de passagem, baboseira , furada de meia tigela!)  , da escola XYZ  ou de “chicago boys or girls”!  isto é,  que conhecem de economia no aspecto monetarista então, necessariamente, eles saberão nos dizer, EXATAMENTE, o que vem a ser a política monetária aplicada à economia brasileira.

    Se o vento sopra, então você, mestiço, latino americano, é o “otário” que necessariamente nasceu para pagar juros.

    E não se discute! 

    Portanto, basta perguntar para apenas um , frisa-se apenas um “monetarista” para que possamos conhecer a “verdade”! Ele nos responderá, claramente, como 2+2=4 ou  assim como uma “maçã que caiu em  sua cabeça” a 9.8ms elevado a 2, o que vem a ser a política monetária brasileira. 

    A economia tem muita inveja da física não? rsrsrs

     

    Economia, como se sabe,  não passa de uma BALELA para enganar os OTÁRIOS! Sobretudo, nós aqui do continente sul americado do TRABALHO!

    Ele, o monetarista de meia tigela,  só responderá se tudo o mais permanecer constante. A maça cai assim  no vácuo mas se tiver um ventinho ai já não posso garantir fezes nenhuma.

    Noutras palavras, ele vai dizer que é isso vai ser isso, desde que o resto do UNIVERSO esteja constante. Caso contrário, PODERÁ SER AQUILO, se o restante do UNIVERSO for constante. Ou então, poderá ser AQUILOUTRO se um outro UNIVERSO for constante , e vai assim ad infinitum , evidentemente, desde que para além do infinito , coeteris paribus.

    Ocorre que para quem tem um pingo de noção da vida humana  no planeta terra, logo perceberá que a explicação não passa de uma ESPECULAÇÃO FAJUTA de uma POSSÍVEL REALIDADE CONFLITUOSA que ocorre entre SERES HUMANOS, num determinado contexto histórico( presente).

    “Agente somos inúteis” mas não somos abelhas nem formigas!

    Trata-se de Seres humanos com VONTADES, não necessariamente ILIMITADAS!

    Vontades com “liberdade”.

    Indaga-se,  no entanto, se essa “liberdade” é do tipo: “cada um no seu quadrado”?

    Especula-se: se a resposta for sim,  isto é, cada um deve viver no seu quadrado,  então , caros debatedores, não se enganem, o o quadrado dos brasileiros”é” este:

    Leve 3 e pague 2, ou melhor: leve 3 e pague 2 ao cubo!

    Paguem-nos a TIR! Paguem-nos a “atratividade”!

    Jura que vai nos pagar o juros!

    Nessas condições,  vivam felizes, mesmo que sem saneamento – portanto, nas fezes! –  como um vento que sopra e o gato que mia.

    E  tudo mais permanecerá constante”!

     

    Coeteris paribus, amém!

    Em nome do pai, do filho da renda e da herança!

    Saudações 

     

     

     

     

     

     

  8. O Físico

    11 de maio de 2015 3:56 pm

    Crise da ciência econômica

    Desde o Macarthismo Norte-Americano, na década de 50, que os fatos e a lógica foram colocados de lado na ciência econômica, em benefício do discurso político e ideológico Anticomunista.  A economia se perdeu como ciência humana assim como outras ciências humanas, que também foram contaminadas por sentimentalismos ideológicos oportunamente apoiados pelo financismo e rentismo.

  9. DanielQuireza

    11 de maio de 2015 6:34 pm

    Um ponto que o artigo não

    Um ponto que o artigo não leva em conta é que no Brasil ainda temos muita inflação inercial ou de contratos.

    A situação é complicada, talvez o melhor fosse não subir os juros agora e tentar cortar gastos realmente de custeio, mas a prática é mais complicada.

    Fatores coom a reposição das tarifas de energia e derivados de petréleo não podiam mais ser segurados. Não tinha o que fazer quanto a isso.

     

    1. Calvin

      11 de maio de 2015 7:30 pm

      Tinha o que fazer sim!

      Era só não votar na incompetenta, como vc fez!

  10. Ze Guimarães

    11 de maio de 2015 10:32 pm

    Acertou na mosca

    O Ponto central de toda a crise brasileira, aliás o motivo pelo qual a nossa economia se encaminha para o abismo, é o constante aumento de juros Selic.

     

    Até 2018 com deficits constantes, nossa dívida pública chegará a 100% do PIB. FMI provavelmente será chamado de volta ao país. Exigirá arrocho e cortes de gastos públicos. De novo mais desempregados, só que no setor público. Provavelmente a primeira coisa que o FMI exigirá que seja cortado será bolsa familia e programas sociais. Os tempos dificeis da era FHC estariam retornando, agora conduzidos pelas mãos de uma “petista”.

    Por fim, resta a hipotese de que Dilma não tem a menor noção do que faz. É uma incompetente de carterinha. Eu aposto mais nesta hipótese. Um misto de flta de noção com teimosia. a pior mistura possível numa presidente.

    Com a economia do país sendo demolida por Dilma, a queda de popularidade do PT é apenas um detalhe. Aliás um detalhe bem merecido, pois Lula a escolheu, sabendo que ela nunca tinha governado nada em sua vida, a não ser uma loja de 1,99, que parece que não foi pra frente. Lula errou na inocência, mas dificilmente tem volta no que fez. Não tem volta para o PT e não tem volta para o país.

    O pior é que diante de uma crise colossal destas, com desemprego subindo, divida galopante, PIB em queda livre, as conquistas sociais provavelmente correm todo o risco de irem para o brejo, De novo o povo paga a conta pelas aventuras políticas desastradas.

     

    De mais a mais o Artigo está excelente, precisavamos de um Araújo em Brasilia.

     

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