5 de junho de 2026

Aposentadoria e pensão atinge nível mais baixo de série do IBGE

Inflação é uma das justificativas para perda do valor; índice de Gini aumentou e voltou ao patamar registrado em 2019
Agência Brasil

Dois tipos de rendimento pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chegaram ao seu menor valor médio mensal dentro da série histórica iniciada em 2012: Aposentadoria e Pensão (R$1.959) e Outros rendimentos (R$ 512).

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Com isso, a categoria “outras fontes” – que também engloba aluguel e arrendamento (R$ 1.814) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (R$ 667) – chegou a um valor médio de R$ 1.348, também o valor mais baixo da série histórica.

Segundo o IBGE, tais quedas explicam a queda do índice global, que apura a renda média mensal da população com rendimento considerando todas as fontes.

A pesquisa ressalta que os valores pagos para os aposentados acompanham o reajuste do salário mínimo, e os reajustes não estão acompanhando a perda de valor.

Alta do índice de Gini confirma maior desigualdade

Depois de atingir relativamente estabilidade em 2019 (0,544) e queda em 2020 (0,524), o índice de Gini do rendimento médio mensal domiciliar por pessoa aumentou em 2021, voltando ao patamar de dois anos antes (0,544). Quanto maior o Gini, maior a desigualdade.

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Entre 2020 e 2021, a desigualdade aumentou em todas as regiões, sobretudo no Norte e no Nordeste. De acordo com o IBGE, a Região Nordeste se manteve com o maior índice de Gini em 2021 (0,556), enquanto a Região Sul apresentou o menor (0,462).

A análise do rendimento médio mensal de todos os trabalhos mostra uma redução de 0,500 para 0,499, em um sinal de que o retorno de parte da população ocupada em 2021 reduziu a média de rendimento e não modificou o perfil da distribuição de renda do trabalho no país.

Em 2021, a queda do rendimento mensal por pessoa foi disseminada entre as classes, porém, foi maior entre as faixas com menor rendimento.

Entre os 5% de menor renda (R$ 39) caiu 33,9% e entre os de 5% a 10% (R$ 148) caiu 31,8%. Já entre o 1% com maior renda (R$ 15.940) caiu 6,4%.

Em outras palavras: o 1% da população brasileira com renda mais alta teve rendimento 38,4 vezes maior que a média dos 50% com as menores remunerações no ano de 2021.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José de Almeida Bispo

    11 de junho de 2022 9:06 am

    Programa Guedes de Empobrecimento Geral.
    Quer ver pancada é nos rendimentos dos barnabés. O Salário Minimo teve reajustes de 29,4% em relação a 2017, justo o IPCA do período; os barnabés federais em geral (exceto os do partido do Bolsonaro) tiveram zero de reajuste. Os dos estados não estão muito diferentes.

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