Aposentadoria e pensão atinge nível mais baixo de série do IBGE

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
[email protected]

Inflação é uma das justificativas para perda do valor; índice de Gini aumentou e voltou ao patamar registrado em 2019

Agência Brasil

Dois tipos de rendimento pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) chegaram ao seu menor valor médio mensal dentro da série histórica iniciada em 2012: Aposentadoria e Pensão (R$1.959) e Outros rendimentos (R$ 512).

Com isso, a categoria “outras fontes” – que também engloba aluguel e arrendamento (R$ 1.814) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (R$ 667) – chegou a um valor médio de R$ 1.348, também o valor mais baixo da série histórica.

Segundo o IBGE, tais quedas explicam a queda do índice global, que apura a renda média mensal da população com rendimento considerando todas as fontes.

A pesquisa ressalta que os valores pagos para os aposentados acompanham o reajuste do salário mínimo, e os reajustes não estão acompanhando a perda de valor.

Alta do índice de Gini confirma maior desigualdade

Depois de atingir relativamente estabilidade em 2019 (0,544) e queda em 2020 (0,524), o índice de Gini do rendimento médio mensal domiciliar por pessoa aumentou em 2021, voltando ao patamar de dois anos antes (0,544). Quanto maior o Gini, maior a desigualdade.

Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente.

Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Entre 2020 e 2021, a desigualdade aumentou em todas as regiões, sobretudo no Norte e no Nordeste. De acordo com o IBGE, a Região Nordeste se manteve com o maior índice de Gini em 2021 (0,556), enquanto a Região Sul apresentou o menor (0,462).

A análise do rendimento médio mensal de todos os trabalhos mostra uma redução de 0,500 para 0,499, em um sinal de que o retorno de parte da população ocupada em 2021 reduziu a média de rendimento e não modificou o perfil da distribuição de renda do trabalho no país.

Em 2021, a queda do rendimento mensal por pessoa foi disseminada entre as classes, porém, foi maior entre as faixas com menor rendimento.

Entre os 5% de menor renda (R$ 39) caiu 33,9% e entre os de 5% a 10% (R$ 148) caiu 31,8%. Já entre o 1% com maior renda (R$ 15.940) caiu 6,4%.

Em outras palavras: o 1% da população brasileira com renda mais alta teve rendimento 38,4 vezes maior que a média dos 50% com as menores remunerações no ano de 2021.

Leia Também

De volta à Década Perdida, por Maria Luiza Falcão Silva

Inflação desacelera e fica em 0,47% em maio, aponta IBGE

Fome e estagflação ameaçam a vida e a economia global, por Maria Luiza Falcão Silva

33 milhões passam fome no Brasil, diz pesquisa

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Programa Guedes de Empobrecimento Geral.
    Quer ver pancada é nos rendimentos dos barnabés. O Salário Minimo teve reajustes de 29,4% em relação a 2017, justo o IPCA do período; os barnabés federais em geral (exceto os do partido do Bolsonaro) tiveram zero de reajuste. Os dos estados não estão muito diferentes.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador