27 de julho de 2026

Ataques no Mar Vermelho ampliam tensão no mercado de energia

Ações reivindicadas por forças iemenitas contra rotas de exportação da Arábia Saudita provocaram queda nas operações do porto de Yanbu
Imagem: Pixabay

Ataques iemenitas reduziram em 40% as operações no porto de Yanbu, rota alternativa para exportação de petróleo da Arábia Saudita.
Navios no porto de Yanbu desligam sistemas de rastreamento AIS por segurança, operando quase exclusivamente com transponders desativados.
Arábia Saudita usa oleoduto SUMED e rota pelo Cabo da Boa Esperança, aumentando exportações para o Egito em meio ao conflito regional.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Ataques reivindicados por forças iemenitas contra rotas de exportação de petróleo da Arábia Saudita provocaram uma forte redução nas operações do porto de Yanbu, principal alternativa do país para escoar petróleo pelo Mar Vermelho.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo dados da empresa de monitoramento marítimo Windward, os carregamentos no terminal caíram cerca de 40%, enquanto parte dos navios passou a desligar seus sistemas de rastreamento (AIS) por questões de segurança.

O rastreamento por satélite da empresa também mostra uma mudança no comportamento dos navios-tanque no Porto Industrial Rei Fahd, em Yanbu, com as embarcações sendo forçadas a operar quase que exclusivamente com o sistema AIS desativado no cais, desligando os transponders à medida que se aproximam.

A Windward relata que uma empresa de energia coreana pagou US$ 18,5 milhões para carregar um único lote de 280.000 toneladas métricas de petróleo bruto. Isso representa um acréscimo de cerca de US$ 9 por barril, aproximadamente 8 a 9% sobre os custos normais de transporte, e nem sequer inclui o tempo extra necessário para contornar a África em vez de passar diretamente pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez.

Os ataques ocorrem em meio à escalada do conflito regional. O grupo Ansar Allah (Houthis) afirma que as ações são uma resposta às operações militares sauditas no Iêmen e fazem parte de uma campanha para bloquear a navegação ligada ao reino saudita.

O grupo iemenita forçou a Arábia Saudita a recorrer a um corredor de exportação alternativo: o oleoduto SUMED, que liga Ain Sokhna a Sidi Kerir, na costa mediterrânea do Egito, seguido por uma viagem ao redor do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, para alcançar os compradores asiáticos. Consequentemente, o fluxo de petróleo com destino ao Egito aumentou de aproximadamente 1,15 milhão para 1,60 milhão de barris por dia no mesmo período.

Com informações da Al Mayadeen

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados