Ataques reivindicados por forças iemenitas contra rotas de exportação de petróleo da Arábia Saudita provocaram uma forte redução nas operações do porto de Yanbu, principal alternativa do país para escoar petróleo pelo Mar Vermelho.
Segundo dados da empresa de monitoramento marítimo Windward, os carregamentos no terminal caíram cerca de 40%, enquanto parte dos navios passou a desligar seus sistemas de rastreamento (AIS) por questões de segurança.
O rastreamento por satélite da empresa também mostra uma mudança no comportamento dos navios-tanque no Porto Industrial Rei Fahd, em Yanbu, com as embarcações sendo forçadas a operar quase que exclusivamente com o sistema AIS desativado no cais, desligando os transponders à medida que se aproximam.
A Windward relata que uma empresa de energia coreana pagou US$ 18,5 milhões para carregar um único lote de 280.000 toneladas métricas de petróleo bruto. Isso representa um acréscimo de cerca de US$ 9 por barril, aproximadamente 8 a 9% sobre os custos normais de transporte, e nem sequer inclui o tempo extra necessário para contornar a África em vez de passar diretamente pelo Estreito de Bab el-Mandeb e pelo Canal de Suez.
Os ataques ocorrem em meio à escalada do conflito regional. O grupo Ansar Allah (Houthis) afirma que as ações são uma resposta às operações militares sauditas no Iêmen e fazem parte de uma campanha para bloquear a navegação ligada ao reino saudita.
O grupo iemenita forçou a Arábia Saudita a recorrer a um corredor de exportação alternativo: o oleoduto SUMED, que liga Ain Sokhna a Sidi Kerir, na costa mediterrânea do Egito, seguido por uma viagem ao redor do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, para alcançar os compradores asiáticos. Consequentemente, o fluxo de petróleo com destino ao Egito aumentou de aproximadamente 1,15 milhão para 1,60 milhão de barris por dia no mesmo período.
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