4 de junho de 2026

Confiança do setor de construção volta a registrar piora

Jornal GGN – Depois de sinalizar alguma melhora no trimestre fechado em agosto, o Índice de Confiança da Construção (ICST) volta a registrar piora relativa no trimestre findo em setembro de 2014, ao variar -12,3% frente ao mesmo período do ano anterior; em agosto, o recuo havia sido de 9,9%. Este é o pior resultado da série nesta base de comparação temporal, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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A queda foi mais expressiva quando se avalia a métrica interanual mensal: a variação do ICST ficou em -16,1% em setembro, ante -8,4%, em agosto. “Pela primeira vez tem-se mais empresas assinalando redução de trabalhadores do que aumento, o que deve repercutir no mercado de trabalho nos próximos meses.”, observa Ana Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, em relatório.

A piora relativa do ICST foi decorreu sobretudo das avaliações em relação ao atual estado dos negócios. Em bases trimestrais, a variação interanual do Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de -5,5%, no trimestre findo em agosto, para -9,7 %, em setembro. Em termos mensais, a queda foi mais aguda : passou de -4,3%, em agosto, para -15,1%, em setembro.

A variação interanual trimestral do Índice de Expectativas (IE-CST) seguiu a mesma tendência mas de forma mais branda, ao passar de -13,5%, em agosto, para -14,5%, em setembro. Em base interanuais mensais, a queda do IE-CST também foi mais significativa, ao passar de -11,7%, em agosto, para -16,8%, em setembro. Dos onze segmentos pesquisados, sete apresentaram piora na métrica interanual trimestral, sendo que os principais destaques negativos foram os itens Obras Viárias, cuja taxa passou de -8,9%, em agosto, para -13,2%, em setembro; Obras de Arte Especiais, de -11,5% para -14,9%; e Obras de Montagem, de 9,4% para 6,1%, respectivamente, nos mesmos períodos.

De acordo com a FGV, a piora do ISA-CST foi influenciada pelo quesito evolução recente da atividade – a  variação interanual do índice trimestral deste item passou de -6%, em agosto, para -11,3%, em setembro. Das 702 empresas consultadas, 16,2% avaliaram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em setembro de 2014, contra 21,5% no mesmo período do ano anterior; já 25,6% das empresas reportaram diminuição da atividade (contra 19,4%, em setembro de 2014).

O quesito que mede o grau de otimismo com a demanda para os próximos três meses foi o que exerceu maior influência negativa sobre o IE-CST, uma vez que a variação interanual trimestral passou de -14,4%, em agosto, para -14,9%, em setembro. A proporção de empresas prevendo aumento da demanda no trimestre findo em setembro foi de 20,5%, contra 31,6% há um ano, enquanto a parcela das que prevêem diminuição foi de 16,4%, contra 9,2% em setembro de 2013.

 

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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