10 de junho de 2026

Cooperativas criam plataforma de financiamento da reforma agrária e agricultura familiar

Finapop intermediou 109 financiamentos, que juntos somam R$ 70,2 milhões; cerca de 25 mil famílias foram impactadas diretamente pela iniciativa
Crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil

Criado em 2020, o Financiamento Popular para Produção de Alimentos Saudáveis (Finapop) abre, pela primeira vez, a possibilidade de que pessoas físicas invistam quantias a partir de R$ 100, com remuneração pré-fixada de 11% ao ano, e ainda ajudem a financiar a agricultura familiar, a reforma agrária e a produção de alimentos saudáveis. 

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“Ao viabilizar financiamentos justos e sustentáveis, a plataforma constrói novas relações no mercado financeiro, fundamentadas na preocupação com a humanidade e com a natureza, solidificando-se como uma ferramenta essencial para a transformação da agricultura e da economia no Brasil”, destaca o diretor executivo do Finapop, Luis Costa.

Nos últimos quatro anos, a plataforma intermediou 109 financiamentos, que juntos somam R$ 70,2 milhões. O montante foi dividido entre 61 cooperativas e associações das áreas de reforma agrária e impactaram, diretamente, 25 mil famílias. 

Entre as premissas do Finapop estão os investimentos com propósito, que almejam ainda formas de enfrentar a crise climática, que já demonstra impactos ambientais, sociais e econômicos.

Outra contribuição da plataforma é facilitar o acesso ao crédito para famílias assentadas, que não têm acesso ao mercado financeiro tradicional. 

Atualmente, a plataforma oferece três tipos de financiamento. O primeiro deles voltado para as agroindústrias e financiamento de instalações e maquinários. Os assentados podem receber ainda empréstimos para capital de giro. Por fim, o Capital Semente pode ser requerido para o financiamento de novas associações e cooperativas.

A Associação de Cooperação Agrícola do Nordeste (Acanor), que reúne 20 famílias assentadas em Caruaru, em Pernambuco, cuja produção orgânica é comercializada  para o  Programa Nacional

de Alimentação Escolar (PNAE), distribuída em escolas da rede pública.

Com o investimento, a associação comprou matéria-prima das famílias assentadas e pode investir em beneficiamento do milho para comercializá-lo em forma de flocos para cuscuz. 

Gaúchos do assentamento Filhos de Sepé, que cultivam arroz agroecológico desde 2000, também recebeu empréstimos empregados como capital de giro para melhorar as técnicas e expandir a área de produção. 

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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