A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre anterior, o indicador estava em 5,4%, enquanto, no mesmo período de 2025, alcançava 5,6%.
O número de pessoas desocupadas chegou a 5,6 milhões, uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior, quando havia 5,9 milhões de brasileiros procurando trabalho. Na comparação anual, a queda foi de 6,9%, equivalente a 417 mil pessoas a menos nessa condição.
Ao mesmo tempo, a população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O resultado representa crescimento de 0,6% no trimestre, com a entrada de 581 mil trabalhadores no mercado, e de 1,2% em relação ao mesmo período de 2025.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também alcançou recorde, chegando a 59%.
Informalidade permanece elevada
Apesar dos avanços na ocupação, a informalidade continua representando uma parcela expressiva do mercado de trabalho brasileiro. No terceiro trimestre, 37,5% da população ocupada estava na informalidade, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
O percentual ficou ligeiramente acima dos 37,4% registrados no trimestre anterior, quando havia 38,6 milhões de trabalhadores informais. No terceiro trimestre de 2025, a taxa era de 37,8%.
Na Construção, o número de pessoas ocupadas cresceu 2,8% no trimestre, com a entrada de aproximadamente 210 mil trabalhadores no setor.
Rendimento e massa salarial
O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve crescimento de 3,6%, equivalente a R$ 131 a mais.
Já a massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos ganhos dos trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador cresceu 1,5% no trimestre e 4,7% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13% no período, segundo o IBGE. O indicador considera, além dos desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estão disponíveis ou não procuraram emprego nas condições exigidas pela pesquisa.
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