Jornal GGN – Após um dia de forte valorização, com o índice oficial atingindo seu maior ganho percentual desde julho, a agenda com poucos indicadores levou os investidores a realizarem lucros nesta terça-feira, levando a bolsa brasileira a fechar em queda.
O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em queda de 0,30%, aos 56.442 pontos e com um volume negociado de R$ 4,853 bilhões. Com isso, o indicador passa a acumular ganhos de 1,10% no mês, 9,58% no ano e 12,21% em 12 meses. As principais contribuições para o desempenho do dia foram Petrobras PN (-2,33%),Petrobras ON (-1,65%), Itauunibanco PN (-0,28%), Siderúrgica Nacional ON (-3,35%) e BMFBovespa ON (-0,82%).
“O Ibovespa fechou em queda, em dia de poucos indicadores, de baixo volume, e com volatilidade extra trazida pelo vencimento de futuros do índice amanhã e também acompanhando as bolsas da Europa e dos Estados Unidos. Estas repercutiram a divulgação dos indicadores de confiança dos investidores (ZEW) – considerados fracos – e também o desenrolar do conflito na Ucrânia”, diz o BB Investimentos, em relatório. Existe a expectativa de que as sanções trocadas entre países do Ocidente e a Rússia possam afetar a economia global. Também existe pessimismo com relação à situação apresentada no Iraque. Os investidores também analisaram dados dos balanços das empresas divulgados entre a véspera, após os fechamentos dos mercados, e esta terça.
Quanto aos indicadores divulgados, o índice de preços ao consumidor na cidade de São Paulo (IPC-Fipe) da semana terminada em 07 de agosto mostrou inflação de 0,21%, abaixo de consenso de 0,24% para o período. Nos Estados Unidos, o orçamento mensal de julho trouxe déficit de US$ 64,6 bilhões, ante consenso de US$ 96 bilhões. Na Alemanha, o índice de expectativas dos investidores (ZEW Centre) caiu para 8,6 em agosto, abaixo das estimativas de 17, o menor nível desde 2012, refletindo as preocupações que pairam sobre o crescimento da maior economia da zona do euro.
O dólar comercial fechou em alta de 0,18%, cotado a R$ 2,279 na venda. Apesar do impacto da crise apurada na Ucrânia sobre a moeda, as atuações do Banco Central brasileiro acabaram por amenizar a valorização da divisa no país.
A autoridade monetária brasileira aumentou a rolagem dos contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado para 1º de setembro. Foram rolados 10 mil swaps, sendo 3,5 mil com vencimento em 4 de maio de 2015 e 6,5 mil para 3 de agosto de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 494 milhões.
O BC também manteve seu programa de intervenções diárias no câmbio, com a venda de 4 mil contratos de swap cambial: 3 mil com vencimento em 2 de fevereiro de 2015 e 1 mil para 1º de junho de 2015. A operação movimentou o equivalente a US$ 198,8 milhões.
A agenda macroeconômica de quarta-feira estará totalmente concentrada no setor externo. Nos Estados Unidos, serão divulgadas as vendas no varejo, estoques de empresas e o adiantamento de vendas, além dos dados de solicitações de empréstimos hipotecários; na Europa, o foco estará no índice de preços ao consumidor na Alemanha e na França, na produção industrial da zona do euro, e na taxa de desemprego da Grã-Bretanha. Na China, serão publicados os dados de produção industrial e vendas no varejo. Quanto a temporada de balanços no mercado brasileiro, serão publicados os números de empresas como B2W, Brasil Brokers, Cosan, CPFL, Cyrela, Marfrig e JBS, entre outras.
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