4 de junho de 2026

Emprego na indústria recua pelo décimo segundo mês consecutivo

Crescimento pontual não se caracteriza como mudança de ritmo, diz CNI

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Jornal GGN – O emprego na indústria brasileira encerrou o mês de janeiro com sua décima segunda queda consecutiva, ao recuar 0,8%, segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O indicador está dessazonalizado (excluídas as influências do período). O índice está 9,6% abaixo do registrado em janeiro do ano passado.

O faturamento real da indústria de transformação aumentou 1% entre dezembro e janeiro, na série livre de influências sazonais. Contudo, o indicador de faturamento real de janeiro é 13,9% menor que o aferido no mesmo mês de 2015. As horas trabalhadas na produção aumentaram 2,9% entre dezembro e janeiro, quando excluídos os efeitos sazonais. Entretanto, o indicador de horas trabalhadas de janeiro é 11,6% menor que o observado no mesmo mês de 2015.

“Esses dois resultados positivos não combinam com o quadro geral, mas a gente tem que lembrar que em situações de turbulência, em um momento ou outro, tivemos um crescimento pontual, mas que não se caracterizou como mudança de ritmo”, disse Flávio Castelo Branco, gerente executivo da CNI.

O indicador de massa salarial real diminuiu 2% em janeiro ante dezembro, na série livre de influências sazonais. A massa salarial real medida para janeiro de 2016 é 10,3% menor em relação à observada em janeiro de 2015.

O indicador de rendimento médio real diminuiu 0,9% em janeiro frente a dezembro, na série livre de efeitos sazonais. O rendimento médio real do trabalhador em janeiro de 2016 é 0,8% menor que o medido em janeiro de 2016.

A ociosidade se manteve em alta, com a Utilização da Capacidade Instalada assinalando 75,9% em janeiro, na série livre de influências sazonais. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 1,1 ponto percentual entre janeiro e dezembro, na série livre de influências sazonais. A UCI de janeiro é 5,2 pontos percentuais menor que a medida em janeiro de 2015.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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