10 de junho de 2026

EUA fecha swap cambial de US$ 20 bi para socorrer Argentina

Acordo foi fechado depois que Banco Central do país queimou US$ 1,1 bilhão em reservas para conter desvalorização do peso
Foto de Pixabay

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou nesta quinta-feira a finalização de um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões com o Banco Central da Argentina.

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De acordo com informações da Bloomberg, o Tesouro norte-americano começou a realizar compras diretas de pesos argentinos, e Bessent destacou estar “preparado para tomar quaisquer medidas excepcionais necessárias para fornecer estabilidade aos mercados”.

Desvalorização Controlada e Recuperação dos Títulos

Pela primeira vez na semana, o governo argentino permitiu a desvalorização do peso, que abriu em queda de 2,7% a 1.469 por dólar e fechou com baixa de 0,8%. A medida alivia pressões sobre o mercado local, que vinham disparando os rendimentos dos títulos públicos.

Antes da intervenção norte-americana, o Banco Central da Argentina queimou US$ 1,1 bilhão de reservas em setembro, enquanto o Tesouro vendeu US$ 1,8 bilhão nas últimas sete sessões para defender o peso.

Pelos termos do acordo com o FMI, o BC só pode voltar a intervir se o peso ultrapassar as bandas cambiais estabelecidas no programa.

Crise Política Agrava Cenário Econômico

A situação econômica em torno do peso piorou após a derrota eleitoral do partido do presidente Javier Milei na eleição distrital de Buenos Aires no começo de setembro, refletindo descontentamento com a economia e escândalos envolvendo aliados do presidente.

A eleição distrital em Buenos Aires é considerada um termômetro importante para as eleições legislativas de meio de mandato na Argentina, programadas para o próximo dia 26 de outubro.

O acordo anunciado pelos EUA testa a aposta de Milei na aproximação com Washington como saída para a crise – mas não se sabe se os US$ 20 bilhões serão suficientes para estabilizar a economia e recuperar a confiança dos investidores.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    10 de outubro de 2025 7:52 am

    Socorrer a Argentina? Como assim, Cara Pálida? O Milei não estava de vento em popa com a sua moto-serra? O Grande administrador vivendo de esmolas?

    1. Antonio Uchoa Neto

      10 de outubro de 2025 5:13 pm

      Socorrer, na verdade, os detentores de títulos da dívida argentina (dos quais, desconfio eu, boa parte são investidores americanos), já que um calote já se avizinhava. Em outras palavras, a Argentina vai usar esse “socorro” para honrar a dívida, os detentores dos títulos serão pagos, na verdade, pelo Tesouro americano (ou seja, por eles mesmos), e a Argentina vai somar mais alguns millones (pronuncia-se ‘mijones’) ao seu estoque de dívida, até a próxima crise. Bancos não querem que seus devedores paguem suas dívidas; querem rolá-las, para delas extrair o único valor por elas criado: os juros. Essa operação equivale a essa rolagem de dívidas, que os bancos fazem quase que cotidianamente com seus desgraçados – digo, devedores – pessoas físicas, jurídicas, etc., e quantas mais pessoas houver nesse mundo.
      Dinheiro é coisa de pobre, é unidade de conta. A moeda dos ricos – e países ricos, também – são os juros.

  2. Lênin and The Ulianovs

    10 de outubro de 2025 7:04 pm

    Já era…vai evaporar em 5 min.

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