Por Paulo F.
Do Dinheirovivo.pt
Giscard d’Estaing: zona euro deve fechar as portas
Por Eduarda Frommhold
O antigo presidente francês Valery Giscard d’Estaing, disse que a zona do euro deve fechar as portas à entrada de novos países depois da adesão da Polónia, a fim de criar um “núcleo duro” da União Europeia.
E defende que os países devem poder abandonar a moeda única sem grandes sobressaltos, a ponto do núcleo duro poder ficar só com nove países: os seis fundadores, mais Portugal, Espanha e Áustria.
“Acho que o processo de aceitação de novos países da zona do euro deve ser congelado. Não podemos permitir outra comédia como a que temos hoje com Chipre, que foi aceite na zona do euro desnecessariamente. Mas há uma exceção a essa regra e esta é a Polônia, que apoia uma maior integração europeia e tem uma economia baseada em fundamentos sólidos”, afirmou Giscard d’Estaing em entrevista à edição polaca da revista Newsweek, citada pelo EU Observer.
O político, de 87 anos, descreveu a União Europeia a 27 como “frágil, instável e dividida”. Mas considera que no clube dos 17 países da moeda única existem alguns que “querem uma Europa bem organizada e forte, uma União, orçamental, fiscal e monetária”.
E defende que o “núcleo duro” deve despejar os países que não compartilham esta visão: “Se um país [do euro] não quer aprofundar a integração, ele deve sair. É por isso que se deve criar um mecanismo para deixar esses países abandonarem o euro o mais rápido possível. Mas seria bom se os seis países fundadores [da UE – Alemanha, França, Bélgica, Itália, Holanda e Luxemburgo] mais Espanha, Portugal e Áustria ficassem dentro [da união monetária]. Sobre o resto, não vou dizer nada”.
O EU Observer assinala que as ideias de Giscard d’Estaing vão contra as atuais regras da UE, que obrigam todos os membros a aderir à moeda única, desde que cumpram os critérios de convergência definidos em Maastricht.As únicas exceções são o Reino Unido e a Dinamarca, que negociaram opt-outs, ou seja, a possibilidade de se excluírem do processo.

“Não podemos permitir outra comédia como a que temos com Chipre, que foi aceite na zona do euro desnecessariamente”, considera o político
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