6 de junho de 2026

Governo deixou de arrecadar R$ 414 bilhões de impostos de empresas em pouco mais de um ano

Na ponta da lista está a Dairy Partners Americas, DPA, empresa do setor de alimentos, que recebeu R$ 16 bilhões de isenção no período
Unificação da alíquota em 4% a partir de 2021 não é a única polêmica em torno do imposto

Entre janeiro de 2024 e abril deste ano, empresas de diferentes setores da economia deixaram de pagar R$ 414 bilhões em impostos federais, o que representa R$ 25,8 bilhões por mês, sob a alegação de que o benefício reduziria o preço de produtos de consumo. 

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Na ponta da lista está a Dairy Partners Americas, DPA, empresa do setor de alimentos, que recebeu R$ 16 bilhões de isenção no período. Em seguida está a Honda e a Samsung, que deixaram de pagar R$ 10,5 bilhões cada. Para a brasileira JBS, o alívio fiscal foi de R$ 4,9 bilhões. 

Foram beneficiadas ainda as companhias aéreas TAM e Azul, isentas de pagar R$ 2,5 bilhões e R$ 2,4 bilhões respectivamente. 

Já a desoneração da folha de pagamento, concedida a empresas de 17 setores, fez com que os cofres públicos deixassem de receber R$ 22,2 bilhões. No setor do turismo, outro beneficiado, a isenção somou R$ 20,5 bilhões, referente ao programa Perse. 

Sem novidades

Mas a lista de setores favorecidos pela benesse dos governos não é novidade ou mesmo recente. 

Em 2023, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com o Instituto Justiça Fiscal e sindicatos, demonstrou que as renúncias e isenções somam R$ 525 bilhões, valor que poderia atender diversas demandas sociais, entre elas o combate à fome e políticas públicas de habitação.

Confira a demonstração a seguir:

Crédito: Reprodução/ Dieese

“O Estado abre mão de arrecadar meio trilhão [de reais] por vontade própria. Talvez faça sentido. Agora, para incentivar o quê?”, questiona o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Júnior.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Lucas Ferreira dos Reis

    7 de julho de 2025 2:59 pm

    Mas o problema e aquela bolsa família!! A pessoa não quer trabalhar e atrasa a economia… Que Papinho mais furado… Os comunas tem toda razão: o estado e o balcão de negócios da burguesia

  2. Paulo Dantas

    8 de julho de 2025 8:40 am

    A briga é no Legislativo, espero que se toquem disto em 26.

    O Presidente fica refém do Congresso.

    Mas aí vem a eleição e a mídia, toda ela, só pensa no Executivo.

  3. Rui Ribeiro

    8 de julho de 2025 12:41 pm

    “Negociação sobre IOF não sai do zero, e crise entre Lula e o Congresso continua”. – Notícia do G1

    Crise não entre o Lula e o Congresso mas entre o Congresso e a Nação

  4. José Carvalho

    8 de julho de 2025 5:05 pm

    Para uma economia que se arrasta em termos de crescimento, jogando o peso dessa responsabilidade em governos e clamando pela austeridade fiscal; sejam mais de 400 ou mais de 500 BI de reais em isenções, somados ao quase 1 trilhão de reais pagos com juros e amortizações da dívida pública, dá pra concluir por que o País não cresce e nem parece muito disposto a isso. Não é o caso de dar condenação às empresas beneficiadas. É preciso discutir qual é a seriedade das elites dirigentes do Brasil. Que tipo de retorno teve o País, ao conceder esse volume de isenções. No mínimo poderia ter provocado um aumento na taxa de investimentos ao longo do tempo,que seria refletido na expansão do PIB. No entanto, o Brasil vai ficando estagnado não apenas em termos de crescimento, principalmente nas possibilidades de aproveitar o potencial do País desenvolver-se. Trata-se de uma questão mais profunda do que somente os valores não pagos e não arrecadados. Mas sobre o que o País conseguiu com isso. Sempre se volta ao tema de um projeto nacional, sem que o Brasil se compreenda como Nação e assuma o compromisso que apenas e somente ele pode ter consigo mesmo, vamos acumular décadas perdidas.

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