5 de junho de 2026

Indústria tem desempenho negativo no trimestre

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Jornal GGN – O desempenho da indústria no primeiro trimestre do ano foi negativo, segundo indicadores divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Todos os indicadores apresentaram queda na comparação dos três primeiros meses de 2015 com os três meses anteriores e também na comparação com os três primeiros meses de 2014.

Os destaques negativos ficaram com os resultados do mercado de trabalho industrial. O emprego caiu 0,8% em março frente a fevereiro (dado dessazonalizado) e 3,9% no primeiro trimestre deste ano comparado ao primeiro trimestre do ano passado, enquanto a massa salarial real se reduziu 1,4% em março e 4,1% no trimestre.

Os únicos indicadores que avançaram na passagem de fevereiro para março, o faturamento real e a utilização da capacidade instalada (UCI). O primeiro avançou 0,5% e o segundo 0,7 ponto percentual (p.p.). Contudo, tais variações não foram suficientes para reverter o cenário adverso da indústria, já que o faturamento e a UCI seguem em baixo nível em suas séries históricas e, além disso, vieram acompanhados de uma contração de 0,9% nas horas trabalhadas na produção em março.

Já o faturamento real da indústria cresceu em março pelo segundo mês seguido, na série dessazonalizada. A alta foi de 0,5% frente a fevereiro, mas ainda insuficiente para caracterizar uma recuperação. “Mesmo com o crescimento no mês, o resultado trimestral deixa claro que a tendência do faturamento segue negativa”, diz a CNI. Na comparação da média de janeiro a março deste ano com a média dos três últimos meses do ano passado, nota-se retração de 3,6% no indicador. Frente ao primeiro trimestre de 2014 se verifica queda de 6%.

A indústria operou, em média, com 80,8% da capacidade instalada em março — segundo o dado dessazonalizado —, ante 80,1% registrado em fevereiro. Embora a UCI tenha avançado 0,7 ponto percentual (p.p.) no mês, o parque fabril permanece com ociosidade. Isso fica evidente quando observamos a variação do indicador em 12 meses (queda de 0,3 p.p.) e entre o primeiro trimestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2014 (queda de 3,7 p.p.).

O emprego (indicador dessazonalizado) registrou baixa de 0,8% na passagem de fevereiro para março, taxa considerada elevada para essa variável. Com o movimento negativo no mês, o indicador atual situa-se em nível 4,5% inferior ao levantado em março de 2014. Na comparação do primeiro trimestre de 2015 tanto com o trimestre anterior como com o primeiro trimestre de 2014, nota-se contração no emprego industrial: de 0,4% e 3,9%, respectivamente. 

Como consequência do ajuste no quadro de trabalhadores, a massa salarial real voltou a cair em março – na série livre influências sazonais. A queda foi de 1,4% na comparação com fevereiro, variação observada com tal magnitude pela última vez em janeiro de 2013.

O dado negativo de março, somado aos resultados dos dois primeiros meses do ano, indica que a massa salarial da indústria no primeiro trimestre de 2015 está 0,9% menor frente ao trimestre anterior e 4,1% menor frente ao primeiro trimestre de 2014.

O indicador de rendimento médio real, dessazonalizado, caiu 0,8% em março frente a fevereiro. Com isso, o resultado do primeiro trimestre do ano ficou negativo: queda de 0,1% frente ao trimestre anterior e queda de 0,2% frente ao primeiro trimestre de 2014. “Dada a dificuldade de reverter o cenário adverso no curto prazo, é provável que o rendimento médio dos trabalhadores da indústria continue caindo ao longo de 2015”, diz a CNI.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Gabriel José Rocha Filho

    6 de maio de 2015 11:38 am

    tinha que noticiar

    quando a indústria tem desempenho positivo, já ñ é mais novidade que nessa crise “mundial” do brasil nossa indústria só piora…

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