Manobras de Bolsonaro beneficia militares da privação salarial do funcionalismo

Enquanto isso, os servidores públicos civis seguem na luta após três anos sem reajuste de salário

Bolsonaro em evento com militares
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A grande presença de militares como atores políticos é marca do governo de Jair Bolsonaro (PL). Contudo, estratégias econômicas de sua gestão ainda proporcionaram que toda a categoria fosse beneficiada, principalmente os servidores de alta patente, mesmo diante do corte de gastos com o funcionalismo desde 2019. As informações são da Folha de S. Paulo. 

Em 2018, houve um declínio de 8,4% nos gastos do Executivo com servidores civis da ativa. Já em 2021, sob o governo Bolsonaro, essa queda foi de apenas 3,3%, apontam os dados do Tesouro Nacional já corrigidos pela inflação medida pelo Índice de preços no consumidor (IPCA). 

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No ano passado, os militares do serviço ativo custaram aos cofres públicos 5,7% a mais em relação a 2018. Em valores nominais, o gasto com o grupo subiu 26,8%, enquanto o civil registrou um aumento de 9,9%.

Algumas manobras favoreceram a categoria. Uma delas foi a iniciativa do Ministério da Defesa de reforma da carreira e da Previdência do setor, aprovada em 2019 pelo Congresso. A ação favorece diretamente os militares de alta patente, com o aumento dos conhecidos penduricalhos. 

Além disso, uma portaria de Bolsonaro editada em abril do ano passado favoreceu cerca de mil militares, a maioria que possui cargos no governo, como ministros e o próprio chefe do Executivo. 

Apesar das críticas da própria categoria, os militares também foram incluídos no reajuste de 5% ao funcionalismo, anunciado pelo governo em abril.

Enquanto isso, os servidores públicos civis seguem na luta após três anos sem reajuste de salário.

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