4 de junho de 2026

Mercado realiza lucros e bolsa fecha em queda de 0,29%

Operações foram marcadas pela instabilidade; Vale e Petrobras tem desempenhos distintos

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Jornal GGN – Em dia marcado pela volatilidade, a bolsa brasileira interrompeu a sequência de seis altas consecutivas e fechou em baixa. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou as operações em queda de 0,29%, aos 49.102 pontos e com um volume negociado de R$ 11,469 bilhões.

A queda do índice foi puxada pelos papéis que mais avançaram nos últimos dias, com Vale e as empresas de siderurgia. No caso da mineradora (que também avançou ao longo dos últimos dias), as ações ordinárias (VALE3) tombaram 14,51%, a R$ 15,03, enquanto as ações preferenciais (VALE5) caíram 12,05%, a R$ 11,24. Na véspera, a Vale divulgou um acordo com a australiana Fortescue para mistura e venda de minério de ferro das duas empresas na China.

O mesmo aconteceu com as ações da Petrobras, que foi influenciada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional, embora os papéis tenham apresentado desempenho distinto: as ações preferenciais da estatal (PETR4) subiram 1,36%, a R$ 7,47, enquanto as ações ordinárias (PETR3) fecharam em queda de 2,62%, a R$ 9,65.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em queda de 1,44%, cotado a R$ 3,739 na venda – e voltou a atingir seu menor valor desde 9 de dezembro (R$ 3,737). Com isso, a moeda acumula desvalorização de 6,61% no mês e de 5,30% no ano.

As operações ampliaram o ritmo de queda depois que o Banco Central anunciou para amanhã um leilão de venda de até US$ 2 bilhões com compromisso de recompra. A operação, segundo o BC, não faz parte da rolagem de contratos já existentes.

Os investidores também seguem atentos aos desdobramentos do cenário político brasileiro, principalmente com a operação Lava Jato, uma vez que o tema impeachment voltou a crescer depois que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado para prestar depoimento à Polícia Federal. Contudo, analistas acreditam que a perspectiva de mais instabilidade política acaba por influenciar a conjuntura econômica, e não existe a garantia de que a troca de presidente faria com que o quadro fosse mais favorável.

No cenário externo, os preços do petróleo caíam um dia após alcançarem a maior cotação no ano, e os dados sobre a economia chinesa (as exportações do país caíram 25,4%, a maior queda desde maio de 2009) ajudaram a ampliar a cautela.

Para quarta-feira, os agentes aguardam a publicação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), pesquisa industrial mensal regional, índice antecedente de emprego pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), o fluxo cambial semanal e o IPC-Fipe (Indice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) no Brasil; produção industrial do Reino Unido; estoques no atacado dos Estados Unidos; e os índices de preços ao consumidor e ao produtor na China.

 

 

(Com Reuters)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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