Os sinais de enfraquecimento apresentados pelos últimos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, com queda no número de vagas abertas e indicativos de aumento no volume de trabalhadores demitidos, acenderam um sinal de alerta para economistas e autoridades.
De acordo com a pesquisa JOLTS, considerada referência para mensurar a dinâmica do emprego nos Estados Unidos, o número de vagas em aberto nos país despencou em dezembro após meses de relativa estabilidade.
Segundo análise elaborada pela agência norte-americana Axios, o movimento sugere uma retração na demanda por novos trabalhadores, ao mesmo tempo em que as contratações seguem em ritmo lento, comparável ao observado no período pós-crise financeira global.
Esse quadro é reforçado por outros indicativos: os pedidos iniciais de seguro-desemprego cresceram no maior ritmo em dois meses, enquanto o número de demissões anunciadas em janeiro foi o mais alto desde 2009, segundo a consultoria Challenger, Gray & Christmas.
Ao mesmo tempo, dados do Bank of America Institute indicam redução no número de famílias recebendo seguro-desemprego e uma leve recuperação no crescimento do emprego, sugerindo que o enfraquecimento pode não ser uniforme.
Mesmo assim, o equilíbrio entre oferta e demanda de trabalho mudou consideravelmente: atualmente, existe menos de uma vaga disponível para cada trabalhador desempregado, um contraste expressivo ante o quadro de escassez visto há quatro anos.
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