Da mesma maneira que em 1964 a Fiesp pagou para que os golpistas derrubassem João Goulart, hoje ela está vergonhosamente aliada a Eduardo Cunha
Joana Monteleone e Adriano Diogo – IHU Online
Na Avenida Paulista, alguns poucos paulistanos carregavam um gigantesco pato de borracha. O Pato faz parte de uma campanha da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) contra a volta da CPMF sobre as transações financeiras. Nos últimos meses ele tem frequentado não apenas a avenida Paulista, mas também as praias cariocas, a esplanada dos ministérios e outros cenários turísticos do país. Apesar do apoio massivo de publicidade e assessoria de imprensa, ninguém estava dando a menor bola para o Pato de borracha cego dos olhos.
Nas manifestações deste dia 13 de dezembro de 2015, no entanto, o pato da Fiesp acabou por se tornar símbolo do pedido de impeachment da presidenta Dilma. Esse movimento não tem nada de ocasional. Da mesma maneira que o ato convocado para hoje, 13 de dezembro, rememora o Ato Institucional número 5 que prendeu, torturou e assassinou os que se opunham ao regime ditatorial, o Pato símbolo do impeachment lembra a todos o papel da Fiesp no golpe militar – um papel do qual a Fiesp, pode-se ver hoje, se orgulha, quando deveria envergonhar-se.
Da mesma maneira que em 1964 a Fiesp pagou para que os golpistas se organizassem e derrubassem o presidente eleito João Goulart – comprando armas, alugando petroleiros, pagando viagens de oficiais das forças armadas –, hoje a Federação das Indústrias de São Paulo está aliada ao ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na tentativa de derrubar a presidente Dilma Rousseff. Com o Pato na rua, a aliança da Fiesp com os golpistas ficou mais do que clara – ficou evidente, óbvia, escancarada. Só não vê quem não quer.
As poucas pessoas que rodeavam o Pato não apenas sabiam dessa ligação espúria, mas a apoiavam e aplaudiam os feitos e o dinheiro gasto para planejar o golpe hoje curso. O Pato da Fiesp é o nosso Cavalo de Troia, traz dentro de si o que há de pior na política brasileira. Um Pato que não é só um Pato: todos os dias a Fiesp, contrariando a lei da cidade limpa, faz propaganda contra o governo federal, num show de luzes brega montado no próprio prédio pelo senhor Paulo Skaff. Prédio este, aliás, erguido com muitas facilidades governamentais na década de 1970, os anos mais sanguinários do regime militar.
Um dos aspectos menos conhecidos do golpe de 1964 foi a participação civil na derrubada do regime e a instauração da ditadura. O apoio de empresários, de boa parte do judiciário e da grande parte da classe média – sem falar da elite reunida em diversas entidades empresariais e institutos “de pesquisa” – e da mídia foi fundamental para dar legitimidade aos golpistas de então.
Foi a Fiesp, através do anticomunista descontrolado Henning Boilesen, quem montou o Centro de Integração Empresa/Escola em 1964, para domesticar ideologicamente trabalhadores. Em 1968, mais uma vez, foi o então presidente da Fiesp, Theobaldo de Nigris, ao lado de Luis Eulálio Bueno Vidigal, dono da Cobrasma, quem mandou a ditadura reprimir violentamente os trabalhadores em greve em Osasco, dando início ao clima político que desembocaria no AI-5.
Como em 1964, a tentativa de um golpe, ou de impeachment paraguaio da presidente Dilma, não se improvisa. E custa caro, muito caro. Também não custa lembrar que foi a Fiesp quem pagou um dos maiores centros de repressão e tortura do país – a Operação Bandeirantes, a Oban.
Esta organização, fiesp, tem lideranças mais cegas que o horroroso pato ceguinho que a representa. O pato cego e manco, muito bem representa o canhestro simbolismo de merda, caro e valioso, aos ignorantes sonegadores e reacionários da facção golpista da fiesp.
Essa campanha com patos só mostra o completo alheamento à realidade desse senhor Paulo Skaf e do pessoal da FIESP. Não entendem de povo absolutamente nada. O pato simplesmente não tem nada a ver, ninguém nem entendeu sobre o que é e ninguém liga.
Candidato derrotado pelo PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf deu entrevista ao Estadão como presidente da Fiesp, neste domingo, em defesa explícita do impeachment de Dilma Rousseff. As duas faces desse senhor – política e empresarial – caminham juntas. E representam o mesmo golpismo, tema historicamente muito caro à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, apoiadora do golpe de 1964.
A diferença está apenas na usurpação, por oportunistas, de uma sigla partidária – o PMDB – que já representou a luta pela redemocratização. Nem o porta-voz mudou: o Estadão, que depois resistiria ao endurecimento da ditadura, foi um dos fiadores da derrubada de João Goulart e da chegada ao poder do general Humberto de Castelo Branco. Hoje abre suas páginas para as investidas contra Dilma Rousseff.
São 50 anos de golpismo em cinco letras: F, i, e, s, p.
UMA ENTREVISTA SOB MEDIDA
O repórter do Estadão perguntava, ontem, dócil: “O empresariado quer o impeachment?” Skaf responde: “Maciçamente, o empresariado e os setores produtivos querem mudança”. (Na mentalidade dessas pessoas são eles os “produtivos”, e não os trabalhadores que colocam a mão na massa.)
As perguntas pouco críticas continuam: “Por mudança eu posso entender um novo governo sem a presidente Dilma?” Skaf agradece: “Creio que sim. É maciço em São Paulo. O sentimento no País é de mudança”. (São Paulo? País? Para ele, tanto faz.)
Na última pergunta, em vez de falar diretamente em golpe, o repórter quase pede desculpas pela pergunta, diz que aliados do governo acusam Michel Temer de estar se articulando, “ou mesmo conspirando”. Bom, não era bem uma pergunta. Skaf aproveita a deixa:
– Quem fale em conspiração tem interesse em falar nisso. São os mesmos que falam em golpe e falam em golpe na Nação.
O Estadão e apoio ao golpe de 1964: uso cínico da palavra “democratas”
Ou seja: o empresariado golpista e o partido financiado por esse mesmo empresariado (como mostram as doações de campanha da Vale, do BTG Pactual e do grupo Queiroz Galvão, por exemplo) não só tentam evitar a palavra golpe como ainda acusam os que usam essa palavra de ser os golpistas. É um discurso profissional – e é histórico.
Lembremos que, em 1964, ninguém falava em golpe. E sim em “revolução”. Até hoje defensores daquele regime de terror ainda falam em “revolução”. Nenhum golpista vai falar diretamente em golpe – o que se torna uma condição para o próprio golpe.
Logo no início da entrevista Skaf diz que falar em golpe é “apelação”. “O que posso dizer é que as coisas não podem continuar como estão”. (As coisas = o país. E quem decide que não pode?)
Qualquer semelhança com um dos editoriais famosos do Correio da manhã, em 1964, não será coincidência. “Não é possível continuar neste caos em todos os sentidos e em todos os setores”, dizia o jornal, no dia 31 de março de 1964. Título: “Basta!”
FLASHBACK
Em 1963, como detalhou a Folha no ano passado, os empresários ligados à Fiesp começaram a atuar de forma mais organizada contra o governo Jango para “prestar um trabalho visando a defesa de nossos ideais democráticos e cristãos”. (Não os nossos – os deles.)
Conta a reportagem que os empresários trabalharam para desestabilizar Jango desde sua posse. Eles financiaram campanhas de seus adversários no Congresso e organizaram entidades como o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, que fazia propaganda contra o governo.
(Campanhas eleitorais? Propaganda contra o governo? Não esqueçam que estamos falando de 1964.)
Consumado o regime de exceção, alguns empresários ajudaram a financiar a Operação Bandeirante (Oban), uma organização paramilitar – ao arrepio da lei – coordenada pelo próprio Exército, em São Paulo, que prendia, torturava e matava. Ali morreu Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, que ficaria conhecido como o primeiro “desaparecido”.
Entre 1964 quem comandava a Federação das Indústrias era um empresário chamado Raphael de Souza Noschese. Naquela época Paulo Skaf – filho de um empresário do ramo têxtil – tinha 19 anos e era apenas um estudante de Administração de Empresas no Mackenzie.
Em 2010, quando Skaf se lançava ao governo paulista pelo PSB, a Fiesp inaugurou um busto para Noschese, em seu salão nobre. Está ao lado do busto de Theobaldo de Nigris, que comandou a instituição durante boa parte dos anos de chumbo (1968-1974), o período mais sangrento da ditadura que a Fiesp apoiava.
“DEFESA DA DEMOCRACIA”
Busto de Noschese na Fiesp; ele foi acusado de subornar general Amaury Kruel
No ano passado, um coronel reformado do Exército contou que viu Raphael Noschese subornar o general Amaury Kruel, ministro da Guerra de João Goulart, para que ele se voltasse contra Jango. Valor do suborno: US$ 1,2 milhão. Erimá Pinheiro Moreira contou que a reunião ocorreu no dia 31 de março de 1964.
Diante da denúncia, a Fiesp afirmou ao jornal O Globo que “eventos do passado” que contrariem seus princípios podem e devem ser apurados. E que a atuação da entidade “tem se pautado pela defesa da democracia, do Estado de Direito e pelo desenvolvimento do Brasil”.
Pois Minas padeceu, quando do Governo Itamar, quatro anos sem receber um centavo da União, com tudo bloqueado pelo nosso príncipe, D. FFHH… E todo mundo, exceto os mineiros, acharam que era justo, normal, e tal e coisa e coisa e tal…
Quem tem que responder por esse quid pro quod é o Brito, que assinou o que não poderiam cumprir…
Bem-vindo (ou já mudou para benvindo , sei lá?), Aliança! No Rio de Janeiro o Estado também não pagou o décimo terceiro, nem há sinal de quando será paga a parcela. Há ameaças de greves no judiciário, na saude, educação, e por aí vai.
Tem angú nesse caroço. Empresário brigando para não pagar imposto que não pode sonegar e dizendo que é pelo bem do povo.
Acreditar?
Só se eu fosse mais pateta que o pato.
Não sei se os colegas pensam da mesma forma, porém houve uma época em que existiu a esperança de que o Skaf teria o perfil de uma “nova direita”, menos canhestra, menos atrasada, com uma mentalidade não tão colonial escravista como a que existe na chamada “oposição”. No entanto, essa esperança vai se derretendo pouco a pouco. Aliás, acho que já se foi. Num momento de crise da chamada “esquerda” ficamos mais e mais desanimados com o espectro do “poder”.
Preciso escrever algo sobre aquele patão amarelo do Skaf. Aquele boneco inflável enorme, que segundo revelaram, foi importado da China, mostrando que a industria paulista ficou a ver navios com o dinheirinho desta encomenda, ou melhor, ficou a ver pato amarelo na avenida!
É evidente que o cidadão está usando a Fiesp para fazer propaganda política para si, deste modo, o patão serve de simbolismo de sua “luta” contra os impostos. Aliás, discurso dos mais oportunistas e populistas..
Quem quiser ajudar o Skaf na sua luta contra os impostos, pode comprar um Patão inflável, poia não terá dificuldade em adquirir um, Pela Internet por módicos US $1,150.00, é possível comprar um.
No oposto ao patão do Skaf, descobri o artista holandês Florentijn Hofman. Ele é o criador de uma escultura grande de pato amarelo que tem espalhado pelos grandes lagos do mundo. Mas as motivações de Florentijn e Skaf são antagônicas. Reproduzo abaico um parte do texto sobre a obra do referido artista:
————————————————————————————–
“Florentijn Hofman tem uma reputação como um homem de princípios. Atrás do brincalhão, Pato de borracha com tamanho invulgar flutuando em Victoria Harbour é um artista que leva seu trabalho a sério.
Por exemplo, ele tem regras estritas sobre como seu “bebê” é para ser tratado enquanto em exposição no Victoria Harbour. “Em primeiro lugar, ele deve sempre ser mostrado para o público em geral … não é para [uso] privado. Não deve haver nenhum item comercializados envolvido. Ele deve estar sempre na água. E ele precisa ser produzidos localmente”, diz o 36 anos de idade, pai de três filhos e residente Rotterdam.
“A água no mundo é a nossa banheira global. Precisamos ficar simples. O Pato de borracha precisa ficar como um pato de borracha.”
A justaposição de brinquedo da criança contra o pano de fundo de um dos portos mais movimentados do mundo provou ser irresistível para os meios de comunicação, e as imagens do pato surgiram em toda a Internet. Empresas sem dúvida teria pago um monte de dinheiro para a chance de carimbar sua marca no lado da escultura de 16,5 metros de altura.
Mas Hofman recusou todos os pedidos. Nem mesmo o nome do shopping Harbour City, que encomendou o projeto, recebe uma menção especial.
A única comercialização envolvido é a liberação de 1.000 versões “mini” de Pato de borracha, que estão sendo vendidos para levantar fundos para Joyful (Saúde Mental) Foundation, uma instituição de caridade dedicada a ajudar as pessoas com doença mental.”
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Chamou a minha atenção uma das exigências do artista holandês, é a que o seu pato sempre deve estar na água.
É interessante observar as diferenças de propósitos. o Skaf criou um símbolo para a frase popular “pagar o pato”, mas esse símbolo caberia muito melhor, em termos de apelação, se fosse associado a tal crise hídrica de São Paulo. Com indústrias saíndo do esado e tendo que se adequar a falta da água, deveria o presidente da Fiesp estar, tão ou mais preocupado com esta situação junto as indústrias que representa.
Fico então com o pato do artista Florentijn Hofman!
recado da cúpola do golpe sobre skaf: PATO – Pau mandado, pessoa que só obedece e não pode reclamar, faz as coisas e não recebe nada por isso. – Preciso arrumar um pato para fazer o trabalho para mim.
Estes cabras da FIESP, são tradicionalmente GOLPISTAS & SONEGADORES. Portanto, com pato manco, ou com pato de plástico. Se tem algo que a grande maioria dessa facção golpista de mamadores nas tetas do Estado, nunca fizeram, foi justamente pagar imposto. Então sonegadores de impostos, vão vosmecês e a pqp, para as profundas do inferno. Bando de Hipócritas!
alberto tiago
16 de dezembro de 2015 12:48 pmO PATO E O
O PATO E O PATETA
Incrivel a poderosa FIESP mantem essa figura Grotesca a lhe representar
Babi
16 de dezembro de 2015 12:49 pmO pato da Fiesp não tem nada
O pato da Fiesp não tem nada de inocente
Da mesma maneira que em 1964 a Fiesp pagou para que os golpistas derrubassem João Goulart, hoje ela está vergonhosamente aliada a Eduardo Cunha
Joana Monteleone e Adriano Diogo – IHU Online
Na Avenida Paulista, alguns poucos paulistanos carregavam um gigantesco pato de borracha. O Pato faz parte de uma campanha da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) contra a volta da CPMF sobre as transações financeiras. Nos últimos meses ele tem frequentado não apenas a avenida Paulista, mas também as praias cariocas, a esplanada dos ministérios e outros cenários turísticos do país. Apesar do apoio massivo de publicidade e assessoria de imprensa, ninguém estava dando a menor bola para o Pato de borracha cego dos olhos.
Nas manifestações deste dia 13 de dezembro de 2015, no entanto, o pato da Fiesp acabou por se tornar símbolo do pedido de impeachment da presidenta Dilma. Esse movimento não tem nada de ocasional. Da mesma maneira que o ato convocado para hoje, 13 de dezembro, rememora o Ato Institucional número 5 que prendeu, torturou e assassinou os que se opunham ao regime ditatorial, o Pato símbolo do impeachment lembra a todos o papel da Fiesp no golpe militar – um papel do qual a Fiesp, pode-se ver hoje, se orgulha, quando deveria envergonhar-se.
Da mesma maneira que em 1964 a Fiesp pagou para que os golpistas se organizassem e derrubassem o presidente eleito João Goulart – comprando armas, alugando petroleiros, pagando viagens de oficiais das forças armadas –, hoje a Federação das Indústrias de São Paulo está aliada ao ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na tentativa de derrubar a presidente Dilma Rousseff. Com o Pato na rua, a aliança da Fiesp com os golpistas ficou mais do que clara – ficou evidente, óbvia, escancarada. Só não vê quem não quer.
As poucas pessoas que rodeavam o Pato não apenas sabiam dessa ligação espúria, mas a apoiavam e aplaudiam os feitos e o dinheiro gasto para planejar o golpe hoje curso. O Pato da Fiesp é o nosso Cavalo de Troia, traz dentro de si o que há de pior na política brasileira. Um Pato que não é só um Pato: todos os dias a Fiesp, contrariando a lei da cidade limpa, faz propaganda contra o governo federal, num show de luzes brega montado no próprio prédio pelo senhor Paulo Skaff. Prédio este, aliás, erguido com muitas facilidades governamentais na década de 1970, os anos mais sanguinários do regime militar.
Um dos aspectos menos conhecidos do golpe de 1964 foi a participação civil na derrubada do regime e a instauração da ditadura. O apoio de empresários, de boa parte do judiciário e da grande parte da classe média – sem falar da elite reunida em diversas entidades empresariais e institutos “de pesquisa” – e da mídia foi fundamental para dar legitimidade aos golpistas de então.
Foi a Fiesp, através do anticomunista descontrolado Henning Boilesen, quem montou o Centro de Integração Empresa/Escola em 1964, para domesticar ideologicamente trabalhadores. Em 1968, mais uma vez, foi o então presidente da Fiesp, Theobaldo de Nigris, ao lado de Luis Eulálio Bueno Vidigal, dono da Cobrasma, quem mandou a ditadura reprimir violentamente os trabalhadores em greve em Osasco, dando início ao clima político que desembocaria no AI-5.
Como em 1964, a tentativa de um golpe, ou de impeachment paraguaio da presidente Dilma, não se improvisa. E custa caro, muito caro. Também não custa lembrar que foi a Fiesp quem pagou um dos maiores centros de repressão e tortura do país – a Operação Bandeirantes, a Oban.
De inocente o Pato da Fiesp não tem nada.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-pato-da-Fiesp-nao-tem-nada-de-inocente/4/35178
Orlando Soares Varêda
16 de dezembro de 2015 5:47 pmEsta organização, fiesp,
Esta organização, fiesp, tem lideranças mais cegas que o horroroso pato ceguinho que a representa. O pato cego e manco, muito bem representa o canhestro simbolismo de merda, caro e valioso, aos ignorantes sonegadores e reacionários da facção golpista da fiesp.
Orlando
Gabriel Moreno
16 de dezembro de 2015 12:51 pmEssa campanha com patos só
Essa campanha com patos só mostra o completo alheamento à realidade desse senhor Paulo Skaf e do pessoal da FIESP. Não entendem de povo absolutamente nada. O pato simplesmente não tem nada a ver, ninguém nem entendeu sobre o que é e ninguém liga.
Roque
16 de dezembro de 2015 12:52 pmGosto do pateta. Não o
Gosto do pateta. Não o insultemos. Esse pato da FIESP é mesmo o pato assassino, que é filhote da ditadura..
Babi
16 de dezembro de 2015 12:56 pmFator Fiesp: golpismo de Skaf
Fator Fiesp: golpismo de Skaf e empresários reedita 1964
Publicado em 14 de dezembro de 2015
Em 2014, protesto na Avenida Paulista contra apoio do empresariado paulista ao golpe de 64
Em entrevista ao Estadão, Paulo Skaf defendeu abertamente o impeachment; e ainda há quem acredite em um movimento decorrente do “clamor popular”
Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)
Candidato derrotado pelo PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf deu entrevista ao Estadão como presidente da Fiesp, neste domingo, em defesa explícita do impeachment de Dilma Rousseff. As duas faces desse senhor – política e empresarial – caminham juntas. E representam o mesmo golpismo, tema historicamente muito caro à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, apoiadora do golpe de 1964.
A diferença está apenas na usurpação, por oportunistas, de uma sigla partidária – o PMDB – que já representou a luta pela redemocratização. Nem o porta-voz mudou: o Estadão, que depois resistiria ao endurecimento da ditadura, foi um dos fiadores da derrubada de João Goulart e da chegada ao poder do general Humberto de Castelo Branco. Hoje abre suas páginas para as investidas contra Dilma Rousseff.
São 50 anos de golpismo em cinco letras: F, i, e, s, p.
UMA ENTREVISTA SOB MEDIDA
O repórter do Estadão perguntava, ontem, dócil: “O empresariado quer o impeachment?” Skaf responde: “Maciçamente, o empresariado e os setores produtivos querem mudança”. (Na mentalidade dessas pessoas são eles os “produtivos”, e não os trabalhadores que colocam a mão na massa.)
As perguntas pouco críticas continuam: “Por mudança eu posso entender um novo governo sem a presidente Dilma?” Skaf agradece: “Creio que sim. É maciço em São Paulo. O sentimento no País é de mudança”. (São Paulo? País? Para ele, tanto faz.)
Na última pergunta, em vez de falar diretamente em golpe, o repórter quase pede desculpas pela pergunta, diz que aliados do governo acusam Michel Temer de estar se articulando, “ou mesmo conspirando”. Bom, não era bem uma pergunta. Skaf aproveita a deixa:
– Quem fale em conspiração tem interesse em falar nisso. São os mesmos que falam em golpe e falam em golpe na Nação.
O Estadão e apoio ao golpe de 1964: uso cínico da palavra “democratas”
Ou seja: o empresariado golpista e o partido financiado por esse mesmo empresariado (como mostram as doações de campanha da Vale, do BTG Pactual e do grupo Queiroz Galvão, por exemplo) não só tentam evitar a palavra golpe como ainda acusam os que usam essa palavra de ser os golpistas. É um discurso profissional – e é histórico.
Lembremos que, em 1964, ninguém falava em golpe. E sim em “revolução”. Até hoje defensores daquele regime de terror ainda falam em “revolução”. Nenhum golpista vai falar diretamente em golpe – o que se torna uma condição para o próprio golpe.
Logo no início da entrevista Skaf diz que falar em golpe é “apelação”. “O que posso dizer é que as coisas não podem continuar como estão”. (As coisas = o país. E quem decide que não pode?)
Qualquer semelhança com um dos editoriais famosos do Correio da manhã, em 1964, não será coincidência. “Não é possível continuar neste caos em todos os sentidos e em todos os setores”, dizia o jornal, no dia 31 de março de 1964. Título: “Basta!”
FLASHBACK
Em 1963, como detalhou a Folha no ano passado, os empresários ligados à Fiesp começaram a atuar de forma mais organizada contra o governo Jango para “prestar um trabalho visando a defesa de nossos ideais democráticos e cristãos”. (Não os nossos – os deles.)
Conta a reportagem que os empresários trabalharam para desestabilizar Jango desde sua posse. Eles financiaram campanhas de seus adversários no Congresso e organizaram entidades como o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, que fazia propaganda contra o governo.
(Campanhas eleitorais? Propaganda contra o governo? Não esqueçam que estamos falando de 1964.)
Consumado o regime de exceção, alguns empresários ajudaram a financiar a Operação Bandeirante (Oban), uma organização paramilitar – ao arrepio da lei – coordenada pelo próprio Exército, em São Paulo, que prendia, torturava e matava. Ali morreu Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, que ficaria conhecido como o primeiro “desaparecido”.
Entre 1964 quem comandava a Federação das Indústrias era um empresário chamado Raphael de Souza Noschese. Naquela época Paulo Skaf – filho de um empresário do ramo têxtil – tinha 19 anos e era apenas um estudante de Administração de Empresas no Mackenzie.
Em 2010, quando Skaf se lançava ao governo paulista pelo PSB, a Fiesp inaugurou um busto para Noschese, em seu salão nobre. Está ao lado do busto de Theobaldo de Nigris, que comandou a instituição durante boa parte dos anos de chumbo (1968-1974), o período mais sangrento da ditadura que a Fiesp apoiava.
“DEFESA DA DEMOCRACIA”
Busto de Noschese na Fiesp; ele foi acusado de subornar general Amaury Kruel
No ano passado, um coronel reformado do Exército contou que viu Raphael Noschese subornar o general Amaury Kruel, ministro da Guerra de João Goulart, para que ele se voltasse contra Jango. Valor do suborno: US$ 1,2 milhão. Erimá Pinheiro Moreira contou que a reunião ocorreu no dia 31 de março de 1964.
Diante da denúncia, a Fiesp afirmou ao jornal O Globo que “eventos do passado” que contrariem seus princípios podem e devem ser apurados. E que a atuação da entidade “tem se pautado pela defesa da democracia, do Estado de Direito e pelo desenvolvimento do Brasil”.
http://outraspalavras.net/alceucastilho/2015/12/14/fator-fiesp-golpismo-de-skaf-e-empresarios-reedita-1964/
Zapper
16 de dezembro de 2015 1:03 pmO Título deste post está
O Título deste post está errado. O correto seria: “O Pato E O Pateta”. Aliás, como se pode notar, trata-se de um pato cego.
Juliano Santos
16 de dezembro de 2015 1:11 pmQual dos dois é o pato
Qual dos dois é o pato pateta? Um é o pato pateta e o outro o pateta pato? Ou “a ordem dos tratores não altera o viaduto”?
Eduardo Outro
16 de dezembro de 2015 1:50 pmDÚVIDA
Também tive essa dúvida. Mas olhei com muita atenção e vi que o de amarelo é o pato e o outro é o pateta.
Vagalume do Brejo
16 de dezembro de 2015 1:13 pmFica a pergunta.
Quem pagou
Fica a pergunta.
Quem pagou este pato gigante?
alexis
16 de dezembro de 2015 1:21 pmO pato 2
Lá vem o pato
Ninguém aqui, e ninguém acolá
Lá vem o pato
Procurando coxinha que não há.
O pato pateta
Pintou de amarelo
Encheu de galinhas (com o perdão da patrulha feminista)
Pulou do poleiro
No pé do Supremo
Bateu no Fachim
Levou um coice
Criou um Impitim
Responde a mandato
Por ser um rato
Ficou engasgado
Com dor no papo
No fim do poço
Quebrou o decoro
Tantas fez o moço
Que foi pra o Moro
Antonio C.
16 de dezembro de 2015 1:35 pmComentário.
Qual a taxa de ICMS em São Paulo, seu Skaf sem indústria?
aliancaliberal
16 de dezembro de 2015 1:42 pmDepois não diz que avisei, os
Depois não diz que avisei, os patos do RS ou Grécia do Sul vão perder recursos do FPE que já eram injustos agora é ofensa.
600 milhões a menos para um estado que não tem dinheiro para pagar décimo terceiro para o funcionalismo, é provocação da união.
Vagalume do Brejo
16 de dezembro de 2015 1:51 pmEngole o sartore a seco!!!!!!
Engole o sartore a seco!!!!!!
Cleito
16 de dezembro de 2015 3:24 pmEita…
Pois Minas padeceu, quando do Governo Itamar, quatro anos sem receber um centavo da União, com tudo bloqueado pelo nosso príncipe, D. FFHH… E todo mundo, exceto os mineiros, acharam que era justo, normal, e tal e coisa e coisa e tal…
Quem tem que responder por esse quid pro quod é o Brito, que assinou o que não poderiam cumprir…
Luiz Antonio Antunes Machado
16 de dezembro de 2015 5:17 pmBem – vindo
Bem-vindo (ou já mudou para benvindo , sei lá?), Aliança! No Rio de Janeiro o Estado também não pagou o décimo terceiro, nem há sinal de quando será paga a parcela. Há ameaças de greves no judiciário, na saude, educação, e por aí vai.
Sergio Saraiva
16 de dezembro de 2015 1:44 pmTem angú nesse caroço.
Empresário brigando para não pagar imposto que não pode sonegar e dizendo que é pelo bem do povo.
Acreditar?
Só se eu fosse mais pateta que o pato.
Luiz Antonio Antunes Machado
16 de dezembro de 2015 1:48 pmDecepção
Não sei se os colegas pensam da mesma forma, porém houve uma época em que existiu a esperança de que o Skaf teria o perfil de uma “nova direita”, menos canhestra, menos atrasada, com uma mentalidade não tão colonial escravista como a que existe na chamada “oposição”. No entanto, essa esperança vai se derretendo pouco a pouco. Aliás, acho que já se foi. Num momento de crise da chamada “esquerda” ficamos mais e mais desanimados com o espectro do “poder”.
Álvaro Noites
16 de dezembro de 2015 1:59 pmCreio que este anti-petismo
Creio que este anti-petismo virulento é estimulado à Skaf, Temer e seus “irmãos”.
Álvaro Noites
16 de dezembro de 2015 2:05 pmO pato e o urubu.
Imposto ompossível de se “dar um gato” é um absurdo!!!
Asim fica difícil de brincar de esconde-esconde com a Receita Federal.
Ritinha
16 de dezembro de 2015 2:55 pmPreciso escrever algo sobre
Preciso escrever algo sobre aquele patão amarelo do Skaf. Aquele boneco inflável enorme, que segundo revelaram, foi importado da China, mostrando que a industria paulista ficou a ver navios com o dinheirinho desta encomenda, ou melhor, ficou a ver pato amarelo na avenida!
É evidente que o cidadão está usando a Fiesp para fazer propaganda política para si, deste modo, o patão serve de simbolismo de sua “luta” contra os impostos. Aliás, discurso dos mais oportunistas e populistas..
Quem quiser ajudar o Skaf na sua luta contra os impostos, pode comprar um Patão inflável, poia não terá dificuldade em adquirir um, Pela Internet por módicos US $1,150.00, é possível comprar um.
No oposto ao patão do Skaf, descobri o artista holandês Florentijn Hofman. Ele é o criador de uma escultura grande de pato amarelo que tem espalhado pelos grandes lagos do mundo. Mas as motivações de Florentijn e Skaf são antagônicas. Reproduzo abaico um parte do texto sobre a obra do referido artista:
————————————————————————————–
“Florentijn Hofman tem uma reputação como um homem de princípios. Atrás do brincalhão, Pato de borracha com tamanho invulgar flutuando em Victoria Harbour é um artista que leva seu trabalho a sério.
Por exemplo, ele tem regras estritas sobre como seu “bebê” é para ser tratado enquanto em exposição no Victoria Harbour. “Em primeiro lugar, ele deve sempre ser mostrado para o público em geral … não é para [uso] privado. Não deve haver nenhum item comercializados envolvido. Ele deve estar sempre na água. E ele precisa ser produzidos localmente”, diz o 36 anos de idade, pai de três filhos e residente Rotterdam.
“A água no mundo é a nossa banheira global. Precisamos ficar simples. O Pato de borracha precisa ficar como um pato de borracha.”
A justaposição de brinquedo da criança contra o pano de fundo de um dos portos mais movimentados do mundo provou ser irresistível para os meios de comunicação, e as imagens do pato surgiram em toda a Internet. Empresas sem dúvida teria pago um monte de dinheiro para a chance de carimbar sua marca no lado da escultura de 16,5 metros de altura.
Mas Hofman recusou todos os pedidos. Nem mesmo o nome do shopping Harbour City, que encomendou o projeto, recebe uma menção especial.
A única comercialização envolvido é a liberação de 1.000 versões “mini” de Pato de borracha, que estão sendo vendidos para levantar fundos para Joyful (Saúde Mental) Foundation, uma instituição de caridade dedicada a ajudar as pessoas com doença mental.”
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Chamou a minha atenção uma das exigências do artista holandês, é a que o seu pato sempre deve estar na água.
É interessante observar as diferenças de propósitos. o Skaf criou um símbolo para a frase popular “pagar o pato”, mas esse símbolo caberia muito melhor, em termos de apelação, se fosse associado a tal crise hídrica de São Paulo. Com indústrias saíndo do esado e tendo que se adequar a falta da água, deveria o presidente da Fiesp estar, tão ou mais preocupado com esta situação junto as indústrias que representa.
Fico então com o pato do artista Florentijn Hofman!
Meire
16 de dezembro de 2015 4:09 pmrecado da cúpola do golpe sobre skaf:
PATO – Pau mandado, pessoa que só obedece e não pode reclamar, faz as coisas e não recebe nada por isso. – Preciso arrumar um pato para fazer o trabalho para mim.
Orlando Soares Varêda
16 de dezembro de 2015 5:19 pmEstes cabras da FIESP, são
Estes cabras da FIESP, são tradicionalmente GOLPISTAS & SONEGADORES. Portanto, com pato manco, ou com pato de plástico. Se tem algo que a grande maioria dessa facção golpista de mamadores nas tetas do Estado, nunca fizeram, foi justamente pagar imposto. Então sonegadores de impostos, vão vosmecês e a pqp, para as profundas do inferno. Bando de Hipócritas!
Orlando