Após semanas reafirmando que o tarifaço começaria em 1º de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou a medida: as novas tarifas globais passarão a valer no dia 7 de agosto. Conforme noticiado pelo GGN, a decisão foi oficializada por meio de uma ordem executiva assinada na quarta-feira (30) e publicada no site da Casa Branca.

Segundo o decreto, as novas alíquotas – que variam entre 10% e 41% – passarão a valer a partir das 0h01 da próxima quinta-feira, no horário da costa leste dos EUA.
O Brasil aparece entre os países afetados, com a tarifa recíproca estabelecida em 10%. Trump já havia antecipado que, sobre esse valor-base, a alíquota aplicada às importações brasileiras subiria mais 40 pontos percentuais, totalizando 50%.
Na justificativa oficial, o governo norte-americano argumenta que as tarifas estão atreladas não apenas a questões comerciais, mas também à segurança nacional. A medida alcança cerca de 40 nações, com diferentes graus de impacto.
Histórico
A decisão reaquece a guerra comercial iniciada no início do mandato de Trump, marcada por instabilidade e reações imediatas dos mercados globais. A primeira versão do tarifaço foi anunciada em 2 de abril, data batizada por Trump como o “Dia da Libertação“.
Pouco depois, o presidente impôs uma pausa de 90 dias nas tarifas, com a promessa de renegociar com parceiros estratégicos. Desde então, o cenário foi de tensão e incerteza.
Impacto
As consequências do novo pacote tarifário prometem ser significativas para a economia global, afetando os exportadores e podendo provocar retaliações. No Brasil, setores ligados ao agronegócio, indústria e tecnologia acompanham com atenção os desdobramentos e possíveis impactos nos preços, na competitividade e na balança comercial.


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