
Jornal GGN – Em outubro de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou recuo de 0,9% frente ao mês imediatamente anterior, registrando sua oitava taxa negativa consecutiva, acumulando nesse período perda de 7,1%, de acordo com levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou redução de 0,9% no trimestre encerrado em outubro de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 8,1% em outubro de 2015, vigésima nona taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o início da série histórica. Os dados mostraram um perfil disseminado de queda, já que dezessete dos dezoito ramos pesquisados apontaram redução.
As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-15,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-16,2%), máquinas e equipamentos (-10,8%), borracha e plástico (-11,8%), produtos de metal (-11,5%), alimentos e bebidas (-2,5%), minerais não-metálicos (-9,7%), outros produtos da indústria de transformação (-11,6%), produtos têxteis (-10,6%), vestuário (-7,1%), metalurgia básica (-11,9%), calçados e couro (-8,2%) e papel e gráfica (-4,7%). Por outro lado, o único resultado positivo foi assinalado por produtos químicos (0,2%).
O índice acumulado ao longo de 2015 mostrou recuo de 6,5%, intensificando o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-5,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, com os dezoito setores pesquisados apontando redução.
Os impactos negativos mais relevantes na média global da indústria foram verificados nos ramos de meios de transporte (-12%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,9%), produtos de metal (-10,9%), máquinas e equipamentos (-8,5%), alimentos e bebidas (-2,7%), outros produtos da indústria de transformação (-10,2%), calçados e couro (-9,0%), vestuário (-5,4%), borracha e plástico (-5,9%), metalurgia básica (-9,4%), minerais não-metálicos (-5,2%), papel e gráfica (-4,4%), produtos têxteis (-4,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,9%), indústrias extrativas (-4,2%) e madeira (-5,8%).
“Em síntese, o total do pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria permaneceram, em outubro de 2015, com o comportamento de menor intensidade, com o primeiro apontando o décimo resultado negativo consecutivo no confronto com o mês imediatamente anterior; e o segundo registrando o oitavo mês em sequência de queda nesse mesmo tipo de comparação”, diz o IBGE.
Os sinais de menor dinamismo também ficaram evidentes no confronto do terceiro trimestre do ano com o do índice mensal de outubro de 2015, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, em que tanto o pessoal ocupado assalariado (de -6,8% para -7,2%) como o número de horas pagas na indústria (de -7,5% para -8,1%) acentuaram o comportamento negativo, acompanhando o movimento de queda observado na produção industrial, que passou de -9,6% para -11,2% nesse período.
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