Um dossiê a favor de Belo Monte

Por Fábio Bittencourt

Comentário do post “Números de Belo Monte”

Parece que não adianta, a discussão é infrutífera, pois quando parece que evoluiu, as pessoas voltam sempre ao ponto incial. Mas vou tentar mais uma vez. Vamos ver como os “do contra” reagem… vamos lá:

Os inúmeros questionamentos sobre Belo Monte que se fazem hoje já foram respondidos pela Eletrobrás durante o processo de licenciamento ambiental, ainda em 2009, antes de receber a licença prévia:

Análise das críticas do documento “Painel dos Especialistas” (PDF anexado)

Atendimento ao documento de considerações, questionamentos e recomendações ao AHE Belo Monte apresentado pelos Movimentos Sociais do Rio Xingu (PDF anexado)

É interessante ressaltar que os próprios técnicos do Ibama reconhecem o bom nível dos estudos ambientais de Belo Monte, ao declarar que:

“O EIA do AHE Belo Monte, talvez represente hoje o estudo mais completo e abrangente efetuado no Brasil, não só em termo de quantidade de informações (cerca de 15.000 páginas), mas também na profundidade de alguns estudos temáticos, notadamente aqueles relacionados à socioeconomia, ictiofauna e aos estudos de remanso. O EIA conclui pela viabilidade ambiental do empreendimento, considerando importantes alterações no projeto inicial” …

Fonte: Parecer Técnico nº 06/2010 COHID/CGENE/DILIC/IBAMA, de 26 de janeiro de 2010. Disponível emwww.ibama.gov.br/licenciamento >> consulta >> empreendimentos

Então pergunto novamente neste blog: será que o pessoal que recomenda ler o tal documento “científico” do “painel de especialistas” com críticas a Belo Monte também já se deu o trabalho de ler a documentação disponibilizada pelo Ibama, Funai e demais órgãos oficiais para conferir se os tais “especialistas” estariam corretos? Até onde sabemos, esses “especialistas” são seres humanos e também podem errar. Será que a opinião deles é inquestionável, mesmo havendo posicionamentos contrários de técnicos concursados dos órgão federais e outros acadêmicos com títulos e “credenciais” equivalentes. Será que aqueles que já dedicaram bastante tempo para ler os argumentos contrários à usina também dedicaram um tempo equivalente para ler as respostas e os argumentos favoráveis? Seria muito bom se todos utilizassem com consciência, racionalidade e razoabilidade a liberdade de expressão que a democracia nos proporciona, se informando e ouvindo todos os lados antes de se formar uma opinião firme sobre um assunto polêmico ao ponto de assinar uma petição. Infelizmente, isso ainda não é realidade na democracia brasileira…. talvez seja realidade na democracia da Finlândia, que tem a melhor educação do mundo.

Leia também:  Projeto propõe taxação de sonegadores e reequilíbrio do sistema tributário nacional

Vou dar uma ajuda:

1. Documentação do licenciamento ambiental
http://siscom.ibama.gov.br/licenciamento_ambiental/UHE%20PCH/Belo%20Monte/

2. Cartilha com esclarecimentos sobre Belo Monte
www.blogbelomonte.com.br/wp-content/uploads/2011/11/folheto_UHE_portugues.pdf

3. O Brasil precisa de Belo Monte – Resposta da Eletronorte para Célio Bermann
www.amazonia.org.br/opiniao/artigo_detail.cfm?id=14806

4. O corredor polonês da usina de Belo Monte – Roberto Messias Franco, presidente do Ibama
http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/id/183100/1/noticia.htm

5. Pinguelli, Diretor da COPPE/UFRJ, defende necessidade de Belo Monte
www.redebrasilatual.com.br/temas/ambiente/2010/04/pinguelli-defende-necessidade-de-belo-monte
www.cartacapital.com.br/politica/a-conservacao-da-pobreza-e-patifaria/
www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=78429

6. AGU comprova que audiências do Ibama e da Funai para ouvir comunidades afetadas pela UHE Belo Monte não ofendem a constituição
www.ibama.gov.br/publicadas/agu-comprova-que-audiencias-do-ibama-e-da-funai-para-ouvir-comunidades-afetadas-pela-uhe-belo-monte-nao-ofendem-a-constituicao

7. Para Funai, críticas sobre falta de diálogo com povos indígenas são infundadas
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-04-19/para-funai-criticas-sobre-falta-de-dialogo-com-povos-indigenas-sao-infundadas

8. Funai explica componente indígena da UHE Belo Monte a jornalistas
www.funai.gov.br/ultimas/noticias/1_semestre_2011/Maio/un2011_04.html

9. Parecer Técnico da Funai: Análise do Componente Indígena dos Estudos de Impacto Ambiental
www.socioambiental.org/banco_imagens/pdfs/BeloMonteFUNAI.pdf

10. Esclarecimentos da Funai
www.funai.gov.br/home/BeloMonte/belomonte.html

11. Funai – Nota sobre as medidas cautelares da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA
www.funai.gov.br/ultimas/noticias/1_semestre_2011/abril/un2010_01.html

12. Itamaraty – Nota sobre a solicitação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA
www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/solicitacao-da-comissao-interamericana-de-direitos-humanos-cidh-da-oea

E para aqueles que se consideram esquerdistas e tentam relacionar a usina hidrelétrica às poderosas empresas e ao maléfico capitalismo, cito Lênin.

“Enquanto vivermos num país de pequena exploração camponesa, haverá na Rússia uma base econômica mais sólida para o capitalismo do que para o comunismo. E preciso não o esquecer. Todo aquele que observe com atenção a vida do campo, comparando-a com a da cidade, sabe que não arrancamos as raízes do capitalismo, nem eliminamos o fundamento, a base do inimigo interno. Este último apóia-se na pequena exploração e a forma de o esmagar é apenas uma: reconstruir a economia do país, incluindo a agricultura, sobre uma nova base técnica, sobre a base técnica da grande produção moderna. E essa base é a eletricidade. O comunismo é o poder soviético mais a eletrificação de todo o país. Se assim não for, continuaremos a ser um país de pequena economia camponesa e é preciso que tenhamos clara consciência disso. Somos mais fracos do que o capitalismo, não só à escala mundial, mas também dentro do país. Toda a gente o sabe. Tendo isso em conta, organizaremos as coisas de forma a que a base econômica passe da pequena economia camponesa para a grande indústria. Só quando o nosso país estiver eletrificado e quando a indústria, a agricultura e os transportes se apoiarem sobre a base técnica da grande indústria moderna, só então teremos triunfado por completo. ” (Lênin, Obras, t, XXVI, pp. 46-47, discurso pronunciado no VII Congresso dos Sovietes de toda a Rússia, “Sobre a atividade do Conselho de Comissários do Povo.”).

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Fonte: http://www.marxists.org/portugues/stalin/1928/10/19.htm

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