Piora no prognóstico inflacionário deve comprometer Orçamento de 2022

Revisão de 6,2% para 8,4% ao final de 2021 pressiona teto de gastos e pode estrangular contas do próximo ano

Jornal GGN – A revisão da projeção oficial do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) ao final deste ano saltou de 6,2% para 8,4%, o que não só pressiona o teto de gastos como pode gerar um estrangulamento das contas de 2022.

O governo estimou um INPC de 6,2% em 2021 para elaborar o Orçamento do próximo ano e, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, tal prognóstico era considerado defasado por integrantes do Ministério da Economia e pelo mercado, que esperava algo acima de 8%.

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As estimativas do governo federal consideram que, para cada 0,1 ponto percentual adicional, os gastos aumentam R$ 790 milhões no ano, uma vez que aposentadorias e pensões são corrigidas pela inflação. Desta forma, a atualização dos cálculos pode gerar um gasto adicional de R$ 17,4 bilhões.

Como o Orçamento de 2022 foi calculado ocupando todo o espaço de gastos, quaisquer aumentos nas despesas precisam ser compensados com cortes em outras áreas, e não se sabe como isso será feito sem que os serviços públicos sejam comprometidos de alguma forma.

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1 comentário

  1. Caríssimo Nassif. E a Evergrand. Quebra ou não quebra? Quais seriam os reflexos se quebrar? Caso contrário, a máxima “grande demais para quebrar” realmente prevalece?

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