19 de junho de 2026

PP veta candidatura de Sergio Moro e deflagra racha no Paraná

Decisão unânime isola o ex-juiz, provoca debandada e trava a federação, que depende de acordo entre PP e União Brasil para 2026
Sergio Moro, senador e ex-juiz. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

▸ PP no Paraná veta candidatura de Sergio Moro ao governo em 2026, causando crise na Federação União Progressista.

▸ Deputado Ricardo Barros lidera oposição a Moro; ex-juiz deverá buscar outra legenda para concorrer ao Palácio Iguaçu.

▸ União Brasil apoia Moro e critica veto do PP; decisão trava registro de chapa majoritária na federação.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O diretório estadual do Progressistas (PP) no Paraná decidiu, por unanimidade, vetar a possível candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao governo do estado em 2026. A deliberação, tomada em reunião nesta segunda-feira (8), expôs de vez o racha interno na recém-criada Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, e abriu uma crise de grandes proporções na aliança.

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O veto não parte apenas do PP. Dentro do próprio União Brasil, aliados de Moro também defendem manter a parceria com o governador Ratinho Junior (PSD), que trabalha pela candidatura do secretário de Cidades, Guto Silva. No Progressistas, nomes próximos à ex-governadora Cida Borghetti ventilam sua entrada na disputa como alternativa interna.

Pressão interna e debandada na federação

A articulação contra Moro é conduzida pelo deputado federal Ricardo Barros, presidente estadual do PP e uma das figuras mais influentes da política paranaense. Ele confirmou a decisão e sinalizou que o ex-juiz terá de procurar abrigo em outra legenda se quiser manter o projeto ao Palácio Iguaçu.

Ele está no meio do mandato como senador, vai concorrer de qualquer maneira e vai procurar um partido que lhe garanta a legenda. Aqui na federação ele não terá condição de registrar sua candidatura, por conta da decisão do diretório estadual do Paraná”, afirmou Barros, em entrevista à Carta Capital.

A posição do diretório paranaense foi reforçada pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), que participou da reunião e prometeu não interferir na decisão local.

O impacto da pré-candidatura de Moro já vinha se acumulando: cerca de 60 prefeitos se desfiliaram do União Brasil e do PP nos últimos meses, além de dois deputados federais, Filipe Francischini e Pedro Lupion, que deixaram as siglas. Dirigentes afirmam que insistir no nome de Moro aprofundaria o isolamento político da federação no estado e colocaria em risco o desempenho das chapas proporcionais em 2026, ano em que o PP tenta manter a bancada de cinco deputados federais e sete estaduais.

Reação do União Brasil

A resposta do União Brasil veio rapidamente. O presidente nacional da sigla, Antonio de Rueda, usou as redes sociais para reiterar o apoio ao ex-juiz.

A intenção é de dialogar com o Progressistas no âmbito da Federação, buscando o melhor para o Paraná e também para Federação. A imposição de vetos arbitrários é inaceitável“, escreveu Rueda.

Apesar do conflito, Ciro Nogueira buscou minimizar a possibilidade de ruptura nacional. “Minha relação com o presidente Rueda é a melhor possível. É uma situação que vamos ter que enfrentar com muito diálogo. Colocando os interesses nacionais acima de qualquer coisa”, afirmou o senador à Folhapress, reforçando o respeito à autonomia do PP no Paraná.

A falta de consenso trava qualquer avanço: o registro de uma chapa majoritária depende das assinaturas de Ciro Nogueira e Antonio de Rueda. E, no estado, o Progressistas quer preservar a aliança histórica com Ratinho Junior, justamente o arranjo que Moro ameaça implodir.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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