Cientista político e ex-ministro da Educação, o professor Renato Janine Ribeiro acredita que a vitória de Lula nas eleições de 2026 é o cenário mais “provável” de acontecer mediante a hipótese de a extrema-direita lançar Flávio Bolsonaro e um segundo nome, ainda não definido, que deverá disputar o segundo turno contra Lula, que já tem lugar garantido.
“Se Flávio Bolsonaro for ao segundo turno, a vitória de Lula é mais fácil. O bolsonarismo permanece mais um tempo no imaginário político brasileiro, porém, se for um governador de direita, esse nome poderá talvez agregar mais votos, mas não todos votos. A vitória de Lula ainda é um cenário mais provável”, disse Janine em sua coluna quinzenal no Jornal da USP.
Segundo ele, as eleições 2026 caminham para ter três nomes fortes na corrida presidencial: Lula buscando a reeleição, Flávio Bolsonaro com a herança política do pai Jair, e algum governador de direita conservadora que deverá ser produto de articulação de Gilberto Kassab.
“(…) Fica mais fácil uma vitória de Lula porque o repúdio a Bolsonaro é muito grande, inclusive, havendo uma parte eleitores de direita que votou em Lula em 2022 para evitar a continuação da confusão, do negacionismo, do desastre que Bolsonaro trouxe ao Brasil. Temos, por outro lado, o fato de que o nome Bolsonaro ainda atrai muitos eleitores”, ponderou Janine.
Apesar da força do bolsonarismo, Janine acredita que “o parêntese bolsonarista está se fechando no Brasil. O exagero, o negacionismo, a propaganda do combo ditadura, censura, tortura, tudo isso está cedendo, mas, infelizmente, marcas ficaram e a recusa das políticas de inclusão social ainda continua sendo um ponto forte na direita e na extrema-direita. O Brasil vai demorar para voltar a uma situação mais equilibrada, em que centro-esquerda e centro-direita disputem o governo, como nos tempos do PT e do PSDB.”
Renato Janine Ribeiro, cientista político, filósofo e ex-ministro da Educação (2015), é conselheiro do Projeto Brasil, do GGN, e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
Com informações do Jornal da USP





GalileoGalilei
5 de fevereiro de 2026 1:01 pmMelhor ficarmos atentos e não bobearmos.
As pesquisas mostram uma diferença suficientemente pequena para que qualquer fato, fortuito ou intencional na véspera das eleições, provoque uma reviravolta. Não devemos nos esquecer que Trump certamente não é favorável à vitória de Lula e que ele possui meios para interferir, como já interferiu nas eleições de outros países, a fim de assegurar-lhe a cereja do bolo que lhe falta da América Latina.
Muito cuidado é pouco!
As eleições de 2026 não são como as eleições anteriores.
Como se não bastasse a conjuntura geopolítica, há agora uma tecnologia poderosa inexistente antes. A extrema direita aprendeu rapidamente a utilizá-la.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
3 de março de 2026 8:02 amQualquer previsão de intenção de voto para os prováveis candidatos da estrume direita, demonstra quão frágil é a nossa pseudo democracia.