A entrevista de Lula – 7, por Luis Nassif

Sobre política externa

Quando eleito presidente da República, em 2002, primeiros países que visitei foram Argentina e Chile, para mostrar as prioridades. E tem que disputar em todos os organismos internacionais. Os BRICs podem ter muito mais força e Brasil pode ser peça importante. Precisa ter alguém para animar, puxando a torcida, dizendo que vai ser melhor. O Brasil tem que jogar esse papel, porque não tem contencioso com ninguém.

O problema do Brasil é uma elite perversa e pequena.

Vamos ter relação internacional muito ativa.

O fato de eu dar importância para um lado não significa que não estou dando importância para outro, como EUA em Inglaterra.

Sobre partidos que apoiaram impeachment

Diferença entre povo e partidos políticos. Não posso ser político que tenha ódio de uma parcela do povo. Continua sendo povo, continua tendo razões sendo contra ou a favor. E sempre temos que trabalhar para convencê-los. Já TVE 60% de rejeição e 80% de aprovação. Muda de acordo com acontecimentos.

Agora, as pessoas que compõem os partidos políticos é diferente. Eu, sinceramente, não posso aceitar que a Dilma tenha dado a força que deu a Kassab e ele trair da forma mais vergonhosa como traiu. Aquele Agnaldo, Ministro das Cidades. Era o fato da mentira.

Tive discussões e disseram que Kassab tinha três votos com Temer e dois com Dilma, tendo dois Ministérios.  Não á porque aliança com eles. Mas o partido muda de direção.

Vocês verão coisa engraçada. Partido que nunca vai mudar de nome é o PT, porque não somos legenda eleitoral, somos uma causa. Todo partido já mudou de nome. Agora, querem ser Agora, Depois, e Aí?

O Bolsonaro tem 28 anos de deputado e tenta passar a ideia de que não é político. Tive mandato de 4 anos e desisti de ser deputado. E ele diz que não é político, tendo filho, tio políticos.

Prezo muito partidos políticos. PMBD vai ser agora MDB. Acontece que as pessoas que foram motivo de orgulho nos anos 60 e 70 já morreram. Pode ser só M, só D, só B e não adianta. É o mesmo que Arena, PDS e DEM.

Quando é candidato e não tem perspectiva de futuro, pode fazer qualquer coisa.

O PT sabe que terá que construir alianças políticas para governar. Partido que tem candidato conhecido mais que notas de 10 reais, como eu, não precisa de aliança política para tempo de televisão. Mas precisa no Senado e na Câmara.

Não adianta você ser tão puro na atuação política, como Boulos, e não ter nenhum deputado.

Durante processo de campanha, precisamos o compromisso de fazer com o povo um debate em torno da campanha congressos.

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