Delator de Richa publica apoio a candidatura de Flavio Arns

 
Jornal GGN – Após as suspeitas de que a prisão do ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), favorecia Flávio Arns, ex-presidente da Federação Nacional das APAEs e também candidato a senador pelo Paraná, o delator e principal acusador de Beto Richa manifestou nas redes sociais o apoio a Arns.
 
Conforme havia divulgado o GGN, a prisão do tucano a menos de um mês das eleições, influenciava diretamente a disputa do ex-vice governador do Paraná, que atualmente está filiado à Rede e acumulava 17% das intenções de voto, atrás somente de Beto Richa.
 
Uma série de artigos publicados por Luis Nassif revelaram as relações entre a família Arns, as APAEs e o governo do Paraná. Nessas ligações, a esposa de Sérgio Moro também aparece: Rosângela é procuradora jurídica das APAEs no Estado, trabalhando para Flávio Arns.
 
E nesta semana duas grandes operações da Justiça Federal do Paraná investiram contra Beto Richa, prendendo o ex-governador tucano. Acontece que uma das operações, chamada de Piloto, foi desdobramento da Lava Jato de Sérgio Moro, ocasionando buscas no apartamento de Richa e na sede do governo do Paraná.  
 
Nos despachos que autorizaram as medidas judiciais, Moro diz que o suposto esquema de corrupção na gestão de Richa “não se trata de um crime trivial”, mas de “complexas operações de lavagem [de dinheiro] em esquema criminoso que transcende o produto do crime de corrupção em questão”.
 
“O contexto não é de envolvimento ocasional em crimes de corrupção, mas da prática de crimes de grande corrupção e de complexas operações de lavagem de dinheiro”, havia acrescentado Moro, que mandou prender o ex-chefe de gabinete do tucano, Deonilson Roldo, e um operador da campanha de Richa nas eleições ao Senado deste ano.
 
“Um deles trabalhando de forma oculta na campanha, na coordenação da campanha para o Senado Federal do ex-governador, e o outro continuando a movimentar valores expressivos em nome de diversas pessoas jurídicas”, havia expressado o procurador da Lava Jato e uma dos principais investigadores de Moro na Lava Jato, Diogo Castor. 
 
Já ordem da prisão do ex-governador partiu do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado e foi acatada pelo juiz Fernando Fischer, a partir das acusações do empresário Antônio Celso Garcia, conhecido como Tony Garcia, que gravou conversas com o tucano ainda em 2013 e deu origem a atual investigação.
 
Mas desde 2013, a prisão de Richa no suposto esquema só foi efetivada a poucos dias das eleições 2018, na qual o tucano detinha 28% das intenções de voto para Senado pelo Paraná, e ocorre simultaneamente às determinações judiciais de Moro contra o ex-governador.
 
Se eram somente suspeitas não se tratar de coincidência a prisão de Richa na véspera do pleito eleitoral, o principal acusador do tucano, Tony Garcia, decidiu expressar publicamente em sua página no Facebook o apoio à candidatura de Flavio Arns ao Senado:
 
“Pesquisas para consumo interno das campanhas tem apontado um dado importantíssimo. Para surpresa de todos, a candidatura ao Senado de Flavio Arns demonstra musculatura enorme, com possibilidades de chegar ao final do pleito em primeiro lugar. Se isto se der, teremos uma demonstração clara que o Paraná tem eleitores que sabem separar o joio do trigo”, escreveu o empresário.
 
 

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4 comentários

  1. Será que os tentáculos de

    Será que os tentáculos de Moro se restringe as suas ações como juíz de primeira instância? Casos no TRF4, falam por si! Acorda!!!!!!

  2. “A lei é para todos” re re re!

    E o Lula é quem esta preso. Como em outros estados, o Parana tem suas gangues politica-empresarial e nesse caso, a gangue inclui membros do judiciario local e MP.

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