4 de junho de 2026

Janot contradiz argumentos de direito de resposta à Dilma

 
Jornal GGN – O procurador-geral eleitoral e da República, Rodrigo Janot, recuou, depois de considerar que propaganda eleitoral de Aécio Neves não oferecia calúnia ou difamação à candidata a reeleição Dilma Rousseff (PT), mas em situação similar, de propaganda do Pastor Everaldo, dá o direito de resposta à presidente.
 
Janot considerou que a peça publicitária do candidato pelo PSC promovia mensagem caluniosa, injuriosa e ofensiva, e “ultrapassou os limites da crítica e do debate político”. Já na representação de Dilma contra a campanha de Aécio Neves (PSDB), o procurador-geral havia defendido: “não há campo para direito de resposta quando se trata de crítica, comentário ou afirmação genérica, a qual sequer há algo a responder” e havia considerado legítima a crítica política “no palco adequado que é a propaganda eleitoral”.
 
A propagando do Pastor Everaldo afirma: “no Brasil de hoje, bilhões de reais somem no ralo da corrupção. O meu, o seu, o nosso dinheiro está sendo roubado por esse bando de ladrões. Será que o Brasil aguenta mais quatro anos dessa roubalheira?”.
 
É possível notar o mesmo tom de calúnia na de Aécio: “primeiro, foi o mensalão, dirigentes importantes do PT foram condenados e presos. A Dilma e a Marina sabem bem do que estou falando, pois eram colegas de ministério desse governo e lá permaneceram durante o maior escândalo de corrupção da história. Agora, temos a denúncia de um novo mensalão, desta vez, com dinheiro da Petrobras. Chegou a hora de dar um basta em tanta corrupção, em tanto desgoverno, em tanto desrespeito”.
 
Mas somente na última representação, Janot constatou que “os Representados claramente querem atrelar o
governo do Partido dos Trabalhadores e de Dilma Rousseff às práticas criminosas da corrupção e de desvio de recursos públicos”.
 
Se antes, o procurador-geral da República considerou que “não há campo para direito de resposta quando se trata de crítica, comentário ou afirmação genérica, a qual sequer há algo a responder”, agora, defende assegurar o direito de resposta a candidato por “conceito, imagem ou afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica”.
 
Leia a decisão de Rodrigo Janot:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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16 Comentários
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  1. marcos nunes

    23 de setembro de 2014 6:26 pm

    Procura-se

    Ando à procura de um procurador que não ache pelo em ovo, por um lado, e procure casca em pinto, do outro.

  2. altamiro souza

    23 de setembro de 2014 6:33 pm

    o aécio e o pastor

    o aécio e o pastor mentem.

    opocurador não procurou a coisa certa.

    generalização neste caso pode ser pior para  a democracia,

    dspolitizando a sociedade que

    pssa a crer que todo político é corrupto.

    afirmação correta, legal, é uma afirmação com provas.

    mesmo assim, nem sempre, porque

    o mentirão virou mensalõ e passou 

    a ser verdade porque julgado pelo stf.

    que muno absurdo!

  3. Joraci de Barros

    23 de setembro de 2014 6:36 pm

    Janot contradiz direito de resposta……

    A justiça é uma “quimera”…..

  4. Assis Ribeiro

    23 de setembro de 2014 7:11 pm

    Dá a nítida impressão que

    Dá a nítida impressão que esses caras se borram de medo do PSDB e sua assistente mídia.

    1. hc.coelho

      23 de setembro de 2014 7:55 pm

      Se boram de medo é do pig

      Esqueça o psdb, este já cabou, o pig acabou com ele na sua “proteção” mafiosa. O tse não se deu conta disto e deixou acontecer. Agora o medo do pig, o maior partido politico militante, agressivo  e permanente (mesmo fora dos prazos eleitorais) e não registado no tse, é enorme.

  5. imparcial

    23 de setembro de 2014 7:41 pm

    Direito de resposta é assim

    Direito de resposta é assim :http://www.youtube.com/watch?v=X5qM4ZdNGVw&list=UU9uefWa6TXIPDRWGZYMcTuA

  6. Rafael Beatles

    23 de setembro de 2014 7:48 pm

    Entendi o procurador. Quando

    Entendi o procurador. Quando Everaldo fala “esse bando de ladrões”, está sendo específico de maneira caluniosa. Aécio sai pelo genérico do mensalão. Sem defender o tucano, são abordagens levemente diversas, ainda que com o mesmo objetivo.

  7. Ivan de Union

    23 de setembro de 2014 7:53 pm

    Concordo, Janot contradiz

    Concordo, Janot contradiz argumentos da direita.

    Eh sempre assim com eles…

  8. Mário Mendonça

    23 de setembro de 2014 8:18 pm

    Nassif
    Porque será que estas

    Nassif

    Porque será que estas figuras fazem tanta questão de aparecer heim?

    Deveriam se candidatar….

  9. Schell

    23 de setembro de 2014 8:19 pm

    Fazer o quê, não? Só se

    Fazer o quê, não? Só se nomear como procurador geral alguém de fora do MPF. Aliás, há essa possibilidade? O “cara” estuda um monte, passa no concurso, assume, completa o estágio probatório e, a partir daí: deus!! Estamos até aqui com tantos “divinos”.

  10. Ana Paula Padrão

    23 de setembro de 2014 8:52 pm

    Trocando em miudos: O que importa não é o crime

    Trocando em miudos: O que importa não é o crime  e sim quem o pratica. Se for tucano tá liberado, simples assim.

  11. MThereza

    23 de setembro de 2014 9:04 pm

    Comportando-se de acordo com

    Comportando-se de acordo com o esperado do judiciário: fala grosso com o PSC e pia junto com os tucanos. Assim fica difícil,

  12. Rafa

    23 de setembro de 2014 10:01 pm

    É pensar nos cartazes e

    É pensar nos cartazes e gritos do povo na rua contra a PEC 37, ou seja, o povo a favor do ministério público e o ministério público contra o povo. 

    No Brasil os deuses do judiciário só enxergam pecados do PT, os tucanos são intocáveis, protegidos sob o manto do judiciário e do PIG.

  13. Homero

    24 de setembro de 2014 1:15 am

    Trocou o estagiário
    E deu nisso. ..

  14. Dorlei

    24 de setembro de 2014 3:02 am

    Aécio subindo

    Esse xingamento do Aécio está “pegando”. Noto principalmente em conhecidos na faixa de 45 – 70 anos +- ,  que dizem de uns dias para cá – ah, acho que vou com esse  Áécio.

    Está subindo. Não é só pelo xingamento em que na prática diversas vezes ao dia chama a Dilma e seu governo de ladrões, sem contraponto, – quem cala consente? – mas também pelo programa de TV em si, que está “mais leve”, onde o candidato consegue passar um ar de jovialidade, dinamismo. (e honestidade, afinal se acuso o outro de corrupto eu sou honesto).

    Mas pode ser só impressão de um leigo.

  15. Olavinho

    24 de setembro de 2014 6:07 am

    Um pequeno reparo

    Apenas um pequeno reparo: não se trata de “decisão de Rodrigo Janot”, pois quem decide é o Poder Judiciário, e não o Ministério Público. A decisão, no caso, incumbe ao TSE, e não ao Procurador-Geral da República, o qual apenas emite parecer, atuando como fiscal da lei.

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