O que o leilão de Libra foi e o que ele não foi

O crítico tem razões que o próprio autor desconhece. Vale para o leilão de Libra.
 
O que o leilao foi:
 
1. Foi uma operação financeira. Tinha-se pressa para começar a exploração e a Petrobras não poderia arcar com mais endividamento para os investimentos necessários.
 
2.  Foi uma operação fiscal, que permite ao governo melhorar as contas públicas este ano, à custa da venda de uma fatia do maior campo de petroleo descoberto no país.
 
Foram essas as razões objetivas. O restante, é ilação sem fundamento:
 
O que o leilão não foi:
 
1. Não empenhou a riqueza do subsolo para os estrangeiros. A União mantém controle quase total sobre o destino da produção.
 
2. Não mudou a geopolítica do petróleo. A associação das europeias e chinesas com a Petrobras foi puramente financeira. Não implica em nenhum desenvolvimento conjunto de tecnologia. E é essencial que seja assim, pois quem domina a tecnologia de águas profundas é apenas a Petrobras.
 
3. Não mudou a geopolítica nacional, para aproximaçao maior com a China.
 
4.  Não tornou o Brasil colônia da China, conforme o inacreditável José Serra anunciou.
 
5. Também não assegurou o sucesso de outros leilões pelo sistema de partilha. Libra era a cereja do bolo , com baixíssimo risco prospectório e não houve competição. Serviu para calar a boca dos que diziam ser o modelo inviável; mas nao garantiu a viabilidade dos próximos leilões.
 
6. Não foi privatização. A União mantém controle total sobre a produção. No máximo pode ser encarado como um desconto de recebíveis – a extração futura de petróleo. E a discussão é se foi barato ou se foi caro.
 
 

 

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179 comentários

  1. Simples assim

    Concordo.

    Agora, para sabermos se foi caro ou barato, precisaríamos ter um levantamento dos % médios em outros contratos de exploração.

    A princípio, me parece que receber 60% de financiamento e entregar só 25% brutos, com impostos a recolher é um ótimo investimento.

    Mas estão dizendo que há contratos onde a parcela do governo chega a 80%. Seria interessante ter mais informações a esse respeito.

     

    • Bom mesmo era no governo FHC,

      Bom mesmo era no governo FHC, com plataforma afundando, nenhum investimento na construção de refinarias, neste governo são duas, uma em Pernambuco, outra no Rio, esta um polo petroquímico.

      FHC vendeu ações da empresa para fazer caixa, Lula fez um IPO para ter recursos para investir, mas quanta diferença.

    • Minta, minta, minta… sempre

      Minta, minta, minta… sempre vai aparecer um tolo para acreditar… não tem tolo que acredita que agora somos colonia chinesa – apud Zé Bolinha?…. não desista amigo…

    • A Petrobras tucana

      A Petrobras tucana afundando…

      P36, maior vexame passado pela Petrobras em toda sua história, propiciada pela incompetência e ladroagem tucanas.

       

      Petrobrax – A tentativa tucana de roubar a Petrobras do povo brasileiro

       

  2. aH, essa é boa,

    aH, essa é boa, nassif.

    Operaçao fiscal, nao da pra concordar contigo nisso não.

    Mesma coisa q eu emprestar 300 paus do banco pra meu orçamento. So ajuda neste momento  um pouquinho mas nao afeta o meu orçamento (o buraco nem o superavit) mais que marginalmente.

    Tenho pra mim que 15 bi nao afeta o orçamento de centenas de bilhoes que é federal, so ajuda e  pouco este ano.

    DEPOIS, uma operaçao que exigiu um modelo, uma lei nova, uma PPSA, uma guerrinha com os EUA, com resultados como construçao naval gigante, tecnologia de plataformas, conteudo nacional, e outra LEI de royalties na base de 75/25% de dinheiro carimbado para o melhor destino possivel… tudo isso é so uma operaçao fiscal?

    Depois, é uma operaçao em que tem que ganhar ou ganhar.

    LEMBRA do começo da tecnologia de automaçao e comunicaçao bancaria no final dos anos 80 ? ERA uma inflaçao galopante e como galopava… Os bancos foram para realizaçao da automaçao na base do ONLINE. Era ganhar ou ganhar nao tinha margem pra perder porque de tarde a moeda valia bem menos que de manha… E o resultado foi vitoria: ganhou a instantaneidade das operaçoes. Hoje a moeda nao derrete mas as operaçoes com ela no caixa sao vapt.vupt do mesmo jeito. No pre.sal, PPSA e libra tem que ser a mesma coisa porque nao ha escolha. Nao mais.

     

     

     

     

    • Mesma coisa q eu emprestar

      Mesma coisa q eu emprestar 300 paus do banco pra meu orçamento.

      Não…não é a mesma coisa!!!  O governo não está tomando nenhum “dinheiro” emprestado como no seu exemplo.  Pelo contrário…..no caso de partilha, o petróleo é exclusivamente “propriedade” do Estado porém caberá ao parceiro todo investimento para explorar e extrair o petróleo sendo que o país ficará com uma parcela deste petróleo extraído. O petróleo não extraído ainda será do Estado. Nosso país não assumiu nenhum ônus….que será todo ele, de responsabilidade dos parceiros…inclusive se houver prejuízo, o Brasil não terá que arcar com nada.  Leia primeiro (http://www12.senado.gov.br/noticias/entenda-o-assunto/regimes-de-concessao-e-de-partilha ) pra depois comentar!!!  

      • Procure Saber

        Da parte do parceiro(s) Não haverá:

        1 – Custo de Exploração porque a BR já explorou e definiu a área onde o parceiro atuará;

        2 – Custo de Extração porque a BR detem expertise de Extração em águas profundas.

        O parceiro(s) será responsável pela última fase do processo com a vantagem de absorver tecnologia sem qualquer ônus.

        O Brasil fez um mau negócio. Azar das próximas gerações que estarão à espera dos royalties para investir em educação e saúde e ótimo para o governo que continuará com a politica desastrada de endividamento da Petrobras até diminuir seu valor de mercado e vende-la para algum consórcio internacional por preço baixissimo com a desculpa que ela é ineficiente.  FHC, Lula e Dilma são mais parecidos do que imaginam os Petistas e anti-petistas deste BLOG. O Leilão de Libra foi excelente para a oposição do tipo “Contra tudo isto que aí está” e “Com uma Nova Maneira de fazer Política” porque não torna claro a motivação para a montagem de uma operação de guerra em um bairro distante do centro do Rio de Janeiro para a exibição das propostas. O Pré-Sal é Nosso, a Cana de Açúcar, o minério de ferro, ouro das Gerais e o café também…..As eleições de 2014 são fundamentais para a evolução do país porque será o choque entre um País que busca melhorias cometendo erros primários e uma elite decadente pronta para reconquistar o espaço perdido nos últimos vinte anos, O eleitor/contribuinte deve estar atento para não cometer erros primários pois a via democrática é a mais árdua mas a única que seguramente conduz a níveis aceitáveis de civilização.O PT e a “Base Aliada” produzem um governo limitado mas com perspectivas de melhoria e sem alternativa de candidatos ou candidaturas confiáveis no espectro político para sucede-lo.

         

         

         

    • Bom comentário. Com a

      Bom comentário. Com a ressalva de que 15 bilhões são muito significativos. Representam 14% da meta de superávit fiscal deste ano (108 bilhões). É arrecadação extra.

        • vc deve fazer parte dos PTralhas…

          PT, PSDB, PMDB,…NÃO CONSIGO ENCHERGAR UM SÓ PARTIDO DIGNO DE COMANDAR NOSSO PAÍS, ENQUANTO O  SISTEMA DE VOTOS FOR DA MANEIRA QUE É…VOTO INDIVIDUAL JÁ!!!CHEGA DE ELEGER POLITICO SEM ELEITORES COM VOTOS DE UM SÓ CANDIDATO(VIDE TIRIRICA) COM SEUS VOTOS LEVOU UM BANDIDO PRO CONGRESSO…

          • Rede

            Quem sabe deitando na REDE a coisa ande melhor, não é? Que aliás, segundo o seu raciocínio, nenhum partido presta, e como a REDE não é partido, aí está a solução, Rsrsr

      • mas salvo engano a Petrobrás

        mas salvo engano a Petrobrás vem solicitando o aumento do preço da gasosa há algum tempo mas o “sócio” majoritário não deixa.

    • Aqui está o resultado da

      Aqui está o resultado da administração tucana na Petrobras. O naufrágio da plataforma P36 (construida no exterior, sem gerar um único emprego no Brasil) ocorrido poucos dias após sua inauguração. Vexame mundial inédito para a empresa. Na administração petista várias plataformas foram construídas no brasil, gerando milhares de empregos e recuperando a indústria naval. NENHUMA AFUNDOU.

  3. geopolítica

    Nassif, como assim não mudou a geopolítica? O interesse pode ter sido comercial, mas as consequências vão além. Chineses aqui, casos de futura espionagem americana em relação a Petrobras, a reivindição brasileira sobre aumento dos limites das águas territoriais (que aliás, se não falha a memória, os EUA votaram contra da última vez), a situação da defesa (inclusive novas compras) e outras questões ganham novos contornos a partir de então.

    Situação hipotética e improvável, mas vale como exercício de imaginação: imagine um acirramento da questão das Malvinas, a ponto não de desencadear um conflito armado, mas demonstrações de força e desfiles de materiais bélicos. Será que a China ficaria contente com porta-aviões americanos no Atlântico Sul? No quintal onde ela lucra com petróleo?

    Olha, nem de longe é minha especialidade e estou sendo temerária aqui, mas vou arriscar mesmo assim: petróleo sempre será questão geopolítica.

      • A China não abre mercados com canhões.

        Há uma preocupação grande com a DEFESA, não são intervencionistas como EUA, e claro querem exportar e garantir os recursos que precisam importar, mas com estratégia comercial, não abrem mercados com canhões.

      • Dê uma olhada no que está em

        Dê uma olhada no que está em construção, por lá. Você talvez se espante.

        Mas com certeza a China não terá projeção de poder fora do Pacífico nos próximos vinte anos, até porque os eventuais inimigos potenciais estão todos por lá, começando por EUA, passando por Japão (que está se rearmando, sob o beneplácito americano, talvez para “terceirizar” parte da despesa), Coréia do Sul e Austrália, fora os atritos constantes com Filipinas e Vietnam.

        Mas os chineses têm algo que podem usar, nesse sentido, sem precisar trazer seus navios para cá: dinheiro. Podem, muito calma e diplomaticamente, sugerir ao Governo brasileiro que têm interesse comum em fortalecer a Marinha de Guerra brasileira, para proteção do pré-sal, e financiarem a construção de uma frota submarina considerável, além de aviões e mísseis de uso naval. Isto teria ainda um efeito colateral benéfico para eles: se houver uma força naval no Atlântico Sul que possa fazer um mínimo de frente para a IV Frota, os EUA vão ter que pensar em gastar mais com ela. Como os recursos não são inesgotáveis, algum outro lugar precisará ser enfraquecido.

        Um paquiderme imperial como os EUA podem ser largamente incomodados apenas espalhando camundongos pelo mapa. Uma frota boa aqui, outra ali, um país que possui mísseis balísticos acolá, e aos poucos o gigante vai esgotando sua capacidade de se contrapor ao principal oponente, dispersando e desperdiçando recursos contra “adversários” quase sempre improváveis.

    • De grão em grão a galinha enche o papo

      Concordo com voce Maria. O Nassif foi, como sempre alias, muito mineiro, que é o cara que desconfia de tudo. Esse leilão não foi “o” fato que transformou a geopolítica. Mas foi um dos fatos que vem transformando a geopolítica sim.

      Juntando-se a outros fatos que vem ocorrendo desde 2003, esse leilão que não contou com nenhuma empresa americana, e duas estatais chinesas, traça um quadro claro de realinhamento geopolítico, à nível global. E mais um pode estar vindo. A Russia quer vender submarino nuclear ao Brasil. 

      Nassif, pergunte ao AA, nosso americanófilo preferido, o que ele está achando disso tudo

    • Maria, não custa lembrar que

      Maria, não custa lembrar que uma das sócias do leilão, a Shell, é anglo holandesa. Por um acaso vc citou a questão das malvinas, e eu acrescentaria , o sócios já estão nas águas do Sul.

      Outra coisa que todo mundo está detonando o Azenha, mas ele foi o único que pescou a questão, é que a geoppolítica do petróleo é determinada por qual lado o país está no mercado – se produz mais petróleo do que consome, e tem o interesse em manter um preço alto para ganhar com isso, ou se consome mais do que produz, ou seja, tem em interesse na queda do petróleo bruto – porque são países que ganham muito mais com os produtos derivados na cadeia produtiva (petroquímica, plástica, etc). Todos os nossos sócios estão no segundo grupo.

       

  4. Se o leilão de Libra não foi

    Se o leilão de Libra não foi privatização, podemos muito bem argumentar que o leilão do sistema Telebras também não, pois o Estado brasileiro ainda dita as regras, via Anatel, das telecomunicações no Brasil. 

    É claro que a União controlará a produção do petróleo, pois a propriedade do petróleo é dela, conforma mandamento constitucional. Se usarmos este critério, nem o regime de concessão do FHC foi privatização, pois sujeitava os concessionários as regras impostas pelo Estado brasileiro e a fiscalização da ANP. 

    Privatização, assim, só se reformássemos a Constituição, retirando da União a propriedade dos nossos recursos naturais, e ficaria tudo a Deus dará, sem fiscalização da ANP, sem contrato administrativo de concessão, nem nada do tipo.

    O critério a ser considerado, para privatização, é financeiro sim.

    O Estado brasileiro ditará as regras, seja qual for o regime de concessão, pois a propriedade do petróleo é dele. 

    Aferir sobre o custo-benefício financeiro do leilão não é parâmetro para definir se é ou não privatização, mas para aferir se a privatização foi boa ou não. 

     

     

     

    • Explorar petróleo no mar é

      Explorar petróleo no mar é completamente diferente que na terra, o custo é muito elevado e depende da cotação internacional hoje, além de tentar advinhar no futuro.

      Como ia ser pago a exploração 100% da Petrobrás? Você tira dinheiro do tesouro (deixa de investir em outras áreas) ou um tarifaço na gasolina (os protestos seriam o triplo de ontem).

      O BNDES só pode emprestar hoje no máximo R$ 4,7 bi para cada cliente do fundo disponível, mesmo assim a prioridade da Petrobrás deveria ser refino que industrializa e agrega valor da matéria-prima, em vez de furar poço (desde 1980 nenhuma refinaria nova é inaugurada).

    • Então chame a privatizaçao tucana de privataria

      Pô Arthur, não tem nível de comparação. Se voce quer ficar na discussão semântica, pode chamar do que voce quiser. Mas na real a diferença com o que FHC fez com a telefonia e o que a Dilma está fazendo com o pré-sal é do tamanho do poço que as petrolíferas irão furar.

      Agências reguladoras? Fala sério

  5. Concordo

    As coisas estão se clareando, ótimo post este do Nassif, uma pena que este modelo não tenha sido adotado, por exemplo, para o sistema Telebrás e para a Vale, esta vergonha que não se apagará nunca.

    • Exatamente…

      A indústria de base brasileira estaria muito maior com a Vale sob controle da União, nossa produção de aço seria menor apenas que os asiáticos (China, Coréia e Japão).

      Com a Telebrás, o Brasil teria tecnologia não digo própria (porém mais nacionalizada) para falar no celular (como foi feito com a TV digital).

      Pena que na Infraero, a Dilma está mais próxima de FHC e não adotou a partilha, os sindicatos e movimentos sociais agiram com peleguismo.

      Nas ferrovias o governo foi premeditado ao liquidar com a RFFFSA..

  6. Bom, o outros grupos somados

    Bom, o outros grupos somados adquiriram 60% do lote que fora licitado, e por isso, detem o poder de decisão sobre todos os rumos do projeto em detrimento dos interesses nacionais ” estratégicos” e não financeiros..

    A Petrrobras comprou 40% dos lotes, e as demais empresas abriram mão de 1,25% em detrimento da Petrobras,

    Por isso, a remuneração inicial da empresa por abrir mão da exclusividade da exploração do petroleo em nosso mar territoral foi de 1,25% do montante.

    Sou totalmente a favor do que foi feito.

    Mais sem mesquinhez né. Vamos explicar direito o que aconteceu.

     

    • Vc está mal informado…

      As empresas não compraram o controle do processo por duas razões: primeiro, porque a Petrobras é  única operadora, e portanto, se pretenderem algo que não seja bom para o país, logo se saberá. Segundo porque existe uma empresa pública, isto é, 100% estatal, que é quem, de fato, vai controlar o negócio, com poderes suficientes para garantir nosso controle estratégico, sem ter que por um tostão.

      A desinformação leva a afirmações absurdas, se não mal intencionadas. Sugiro que, para mais informações, dê uma passada no TIJOLAÇO, onde há várias postagens bastante instrutivas.

      • Esquece esta estória que a

        Esquece esta estória que a Petrobrás é nossa. Ela é dos mandatários de plantão. Gostaria de que cada cidadão brasileiro soubesse o que custa a cada um, esta “estória” de “O petróleo é nosso”. Nosso quem? Eu?Vc?

         

  7. Libra

    Foi ainda: Um bonus que é o dobro de toda arrecadação do governo federal em licitações anteriores , de todos os tempos. de petr[oleo no Brasil. Ainda a maior prticipação pública no resultado a se ter naprodução. Mais, a primeira viabilização do sitema de partilha. É a garantia de nunca antes disponíveis elevados recursos para financiar a educação e a saúde no Brasil. Reclamar do que?

  8. LIBRA EM NÚMEROS

    Percentual do Lucro que ficará com o estado

    Baseando-me no estudo cujo link colocarei abaixo. Fiz um cálculo (figura 1 ) que indica que o percentual do lucro que ficará com o governo no regime de partilha é pelo menos 12 pontos percentuais ( ~80 bi de dólares ) maior do que o cenário do regime de concessões para campos com grande produção em aguas profundas – sendo que o percentual tende a piorar com valores maiores do barril ( tabela 1 ) . E no mundo trata-se do terceiro melhor regime em termos de remuneração governamental, com 69 %, só perde para o modelo chinês e Venezuelano, igualando-se ao Russo (tabela 2 ). E levando-se em conta o dividendo da Petrobras a que tem direito o governo a participação aumenta para 76 %, a segunda melhor do mundo.

    Acrescento a isso tudo o fato da Petrobras ser OPERADORA ÚNICA, isso é o principal fator diferenciador dos modelos e garante controle da união sobre o ritmo de exploração, conteúdo nacional do fornecimento de bens , acuidade das informações sobre a quantidade de óleo sendo retirado, etc, etc, etc ! Fatores importantíssimos para garantir que a exploração do campo garanta o desenvolvimento ao país e remunere corretamente o estado em uma indústria marcada pela trapaça e cobiça.

    Dito isso acrescento que não acho a partilha a melhor opção para Libra, e sim o artigo 12 da lei, que permite a contratação da Petrobras diretamente pelo governo para explorar o campo, porém não há como negar que o regime de partilha é muito superior ao de concessões e não é de maneira nenhuma uma entrega do petróleo aos estrangeiros, pelo contrário, tem sido até criticado como “estatizante”….

    Fonte: http://www3.tesouro.fazenda.gov.br/Premio_TN/XVIPremio/financas/2tefpXVIPTN/Tema_4_2.pdf

     

     

     

  9. Convicção ideológica

    O que muita gente deseja mesmo, por convicção ideológica, o que é um direito deles, é a restauração do monopólio estatal do petróleo, portanto não estão nem aí para a análise técnica do que aconteceu no Leilão e das políticas adotadas. Muitos são eleitores do PT e de Dilma, outros do PSOL e do PSTU.

    Outros também por convicção ideológica, mas na outra direção, os neoliberais, desejam mesmo é a privatização da Petrobras, e fazem um esforço enorme para distorcer o resultado.

    E claro, temos aqueles com interesses eleitorais ou econômicos, e desses é que não vamos esperar nada mesmo, a não ser a contestação e distorção dos fatos.

  10. Privatização ‘sui generis’

    O esquerdismo tem uma definição ‘sui generis’ de privatização… 

    No caso do Campo de Libra, a União é proprietária de cada gota de petróleo existente na área, além de ser a operadora única do pré-sal, através da Petrosal, que é uma empresa 100% estatal. 

    Empresa esta que tem poder de veto em todas as decisões sobre o Campo de Libra e que terá a incumbência, inclusive, de definir o valor da comercialização dos barris dali extraídos.

  11. Não é só o petróleo

    Essa discussão está sendo focada únicamante nas percentagens que cada um leva. Um festival de matemágicos está surgindo em todo o lugar torcendo e distorcendo números ao bel prazer.

    Estáo esquecendo do principal, talvez até mais importante do que o proprio petróleo extraído e com quanto cada um vai ficar na divisão do lucro.

    Alguém já imaginou o impacto que Libra vai causar na indústria brasileira? Notadamente na naval e na de equipamentos? Quantos milhões de empregos isso vai gerar? Nos avanços da tecnologia que o Brasil será obrigado a realizar? Na Infra-estrutura que o país terá que criar ou modernizar?  Etc, etc e etc?

    Quantos bihões de investimentos isso vai gerar?

    O impacto na economia e na sociedade brasileira será gigantesco e vai começar bem antes da primeira gota de petróleo sair das profundezas de Libra.

    Por mais pessimista que se seja não há como não notar o circulo virtuoso para o país que começou ontem.

    Reduzir a questão a discusões sobre porcentagens e lucros é muito pouco para um momento como esse, mesmo porque o leilão já foi feito e o contrato será assinado. Vamos olhar um pouco mais adiante. Tem muito trabalho pela frente.

    • Resposta

      “Alguém já imaginou o impacto que Libra vai causar na indústria brasileira? Notadamente na naval e na de equipamentos? Quantos milhões de empregos isso vai gerar? Nos avanços da tecnologia que o Brasil será obrigado a realizar? Na Infra-estrutura que o país terá que criar ou modernizar?  Etc, etc e etc”?  Sabemos o quanto e por quanto tempo o Brasil negligenciou isso em favor das negociatas, comodismo ou pura burrice mesmo. Quanto a implementação rápida e efetiva destas melhorias, torceremos, mas não nos enganemos.

  12. Concessão x Partilha

    Bom dia!

    Nassif e amigos comentaristas do blog, eu sou devoto de São Tomé (ver para crer). Como não tenho condições de fazer a comparação – $ -, peço que alguém que tenha condição faça um estudo que informe quanto o Estado brasileiro receberia pela Vale se tivesse usado o regime de partilha quando a “venderam”.

    Aguardo.

    http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/

    • Vale muito menos

      Pois é Brigulino. O Lula ficava pressionando para o Agnelli, executivo muso do pig, para invesitir em aço, e diziam que era ‘perseguição ideológica”. Agora a Vale vende minério de ferro por X para a China, e o Brasil compra aço chinês por 10 vezes X.

      A Petrobrás está investindo em refinaria, já contando com a grana do pré-sal. Além disso o marco regulatório criou reserva de mercado para produtos brasileiros envolvidos no Pré-sal.

      Rapaz, como comparar a privatização da Vale com essa suposta “privatização” do pré-sal? Haja desinformação e distorção

      • Eu quero ver o petróleo do

        Eu quero ver o petróleo do pré-sal. Geologicamente ele não existe. Fantasia dos “petralhas”. Fantasia na compra do leilão, por que, se a Petrobrás não comprasse, ninguém compraria. Depois de 2018 vcs me respondam que é quando, o  consórcio vai começar a exploração. Duvido, o dó.

         

         

    • Regimes de exploração não se aplicam a Vale.

      A empresa Vale foi leiloada, e não os recursos que ela explora. Portanto essa pergunta não se aplica ao caso da Vale.

       

  13. Rindo alto !!!

    E sabe o que será???

    Será um belo patrocínio para toda campanha petista, e se somente as campanhas não derem conta de acabarem com o caixa da petro como vem acontecendo desde sempre, Lula e sua corja, agora comandada por Dilma, dará um jeito rapidinho.

  14. De fato a China prioriza as empresas e mão de obra chinesas

    “Não tornou o Brasil colônia da China, conforme o inacreditável José Serra anunciou”.

    De fato a China prioriza as empresas e mão de obra chinesas, e por acaso estão errados?

    E que eu saiba a China não esta patrocinando golpes de estado, como fizeram os EUA nos três continentes.

    A America Latina quase toda já passou por ditaduras e golpes patrocinados pelos EUA, que depois das últimas tentativas mal sucedidas na Venezuela, Bolívia e Equador, se tornaram mais “sofisticados”, como em Honduras ou Paraguai, temos é que abrir o olho.

     

  15. Resultado do leilão do bloco de Libra

    Resultado do leilão do bloco de Libra

    21 de outubro de 2013 / 17:41 Informes

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    Leia nosso comunicado oficial a respeito do resultado da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal:

    “A Petrobras informa que o consórcio formado por Petrobras (10%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) foi o vencedor da 1ª Rodada de Licitação do Pré-Sal, realizada hoje (21/10) pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com esse resultado, o consórcio adquiriu direitos e obrigações referentes ao bloco de Libra.

    O contrato de exploração e produção a ser celebrado para este bloco será na modalidade de partilha de produção, conforme estabelecido pela Lei n.º 12.351 de dezembro de 2010, que dispõe sobre contratação de atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural em áreas do pré-sal e em áreas estratégicas.

    O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), nos termos da Lei acima referida, estabeleceu em 30% a participação a ser adquirida diretamente pela Petrobras. Com o resultado da licitação, a participação final da Petrobras no consórcio será de 40% , com os direitos e obrigações proporcionais a esta participação.

    O consórcio vencedor do bloco ofereceu 41,65 % de excedente em óleo para a União. Esse percentual refere-se ao excedente em óleo a ser pago no cenário de referência entre US$ 100,01 e US$ 120,00 por barril de petróleo e produção por poço produtor ativo compreendida entre 10 mil e 12 mil barris por dia. Esse percentual pode variar de acordo com o preço internacional do petróleo e a produtividade dos poços, conforme tabela definida pela ANP.

    Um bônus de assinatura no valor de R$ 15 bilhões deverá ser pago em parcela única, cabendo à Petrobras o valor de R$ 6 bilhões, referente à sua participação no consórcio.

    O contrato a ser assinado estabelece que a fase exploratória do bloco terá duração de quatro anos. Nesse período o consórcio deverá realizar as atividades do programa exploratório mínimo, que prevê levantamentos sísmicos 3D em toda a área do bloco, a perfuração de dois poços exploratórios e a realização de um teste de longa duração.

    O consórcio também deverá cumprir percentuais mínimos de conteúdo local global em cada fase do projeto, da seguinte forma: 37% para a fase exploratória; 55% para o desenvolvimento de sistemas de produção previstos para começar a operar até 2021 e 59% para os sistemas com primeiro óleo a partir de 2022.

    O bloco de Libra está localizado em águas ultraprofundas da Bacia de Santos, no polígono do pré-sal, sendo considerado um prospecto de elevado potencial. A área possui 1.547,76 km2 e foi descoberta com a perfuração do poço 2-ANP-0002ARJS, em 2010.

    A Petrobras ressalta que estimativas sobre o volume de óleo recuperável, custos, investimentos e cronograma dos sistemas de produção desse bloco, serão oportuna e paulatinamente divulgados, à medida que a evolução do programa exploratório mínimo se desenvolva.

    A Companhia considera que a integração das habilidades e experiência dos consorciados em Libra, em especial Shell e Total, que por sua ampla atividade internacional em oportunidades em águas profundas e pela grande experiência em gerenciamento da concepção e implantação de megaprojetos na área de energia, virão contribuir de forma significativa para a obtenção de resultados mais eficientes na implantação da melhor solução para a produção da acumulação. A participação das companhias chinesas CNPC e CNOOC, complementa os requisitos exigidos para um consórcio forte e atuante, pela robustez financeira apresentada e pelo histórico de relacionamentos anteriores de empresas chinesas com outras áreas de negócios da Petrobras.

    A Petrobras afirma sua confiança no sucesso do desenvolvimento de Libra, suportado pelo expertise desenvolvido, desde 2006, com a descoberta e implantação dos projetos no Pré-sal, que hoje atingem produção total superior a 330 mil barris de petróleo por dia (bbl/d) , bem como acredita que Libra é uma das acumulações mais promissoras da área do Pré-Sal.

    As ações e estratégia empreendidas na licitação foram bem sucedidas e alinhadas aos fundamentos do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 da Petrobras, focando disciplina de capital, gestão integrada do portfólio e prioridade para os projetos de exploração e produção no Brasil. Os indicadores físico-financeiros do Plano de Negócios e Gestão 2013-2017 seguem vigentes e serão oportunamente revisados, no momento em que houver a incorporação dos parâmetros associados ao desenvolvimento de Libra. A Petrobras reafirma o compromisso de continuar investindo em novas áreas exploratórias no Brasil de forma a garantir a recomposição de seu portfólio, disponibilizando os volumes de petróleo e gás natural necessários para a sustentabilidade da curva futura de produção.”

    – See more at: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2013/10/21/resultado-do-leilao-do-bloco-de-libra/#sthash.Qb944Vp.dpuf

  16. O PAIS DOS ORELHÕES ACABOU AS

    O PAIS DOS ORELHÕES ACABOU AS CUSTAS DO CELULAR MAIS CARO DO PLANETA

    O TRANSPORTES FERROVIARIOS ?

    A ENERGIA DA CESP?

    O ENVIO DE MINERIO DE FERRO EM VEZ DE AÇO?

    VAMOS TORCER PRA LIBRA SER DIFERENTE NÉ

     

  17. o que o leilão foi e o que não foi

    Pode ter sido tudo isso que estão falando.  No entanto, com apenas um lance dado, ou seja, um único comprador, a única coisa que não podemos dizer que foi, foi que foi um leilão.

  18. eu prefiro ler Haroldo lima..

    enquanto o Azenha ler Ildo Sauer eu prefiro o Haroldo Lima…

     

    Haroldo Lima dirigia a Agência Nacional de Petróleo no Governo Lula, quando o Brasil descobriu as jazidas do pré-sal e trocou o regime de concessão pelo  regime de partilha para explorar os novos gigantescos campos.

    Ele tinha sido deputado federal pelo PC do B da Bahia e, nesta segunda-feira, participou da solenidade do leilão de Libra, no Rio.

    Pouco depois, ele conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone:

    PHA: Deputado, o senhor saiu feliz com o resultado?
    Haroldo Lima: Saí, Paulo, saí bastante feliz.

    Foi um resultado muito vantajoso. Nós conseguimos pela primeira vez introduzir no Brasil, de forma vitoriosa, o sistema de partilha da produção, que não existia no Brasil, porque o país não tinha nenhuma área de grande produtividade.

    Todas eram áreas – algumas expressivas como a Bacia de Campos –  que não tinham uma concentração grande de petróleo como tem o pré-sal.

    Por esse motivo, nós introduzimos o sistema de partilha no pré-sal.

    As pessoas me perguntam se esse sistema é inédito no mundo.

    Não, não é inédito no mundo. Ele existe em diversos lugares. No Brasil é que ele é inédito.

    No Brasil, nós nunca fizemos isso porque nunca tivemos uma área tão prolífera quanto o pré-sal.

    PHA: O senhor ficou decepcionado por haver uma única proposta, ou o senhor acha que o objetivo da União foi preservado?
    Haroldo Lima: Foi preservado o objetivo da União.

    O nosso objetivo central não é bem que haja diversas propostas. O objetivo é que o interesse da União apareça com força.

    Se tiver 150 blocos de menor importância, seguramente, aparecem 40, 50 empresas para disputar esses blocos.

    Mas, em blocos dessa magnitude, como o de Libra – que implica em um bônus de assinatura de 15 bilhões de reais – não aparece muita gente.

    Aqui no Brasil mesmo, só tem uma empresa que costuma aparecer nesses processos, jogando um papel importante, mas não exclusivo, que é a Petrobras. No mundo tem algumas empresas.

    O que aconteceu é que nós tivemos uma espécie de sinergia das grandes.

    Nenhuma empresa que apareceu é inferior à décima maior do mundo. Todas as empresas estão entre as dez maiores do mundo.

    Foi feita uma sinergia do ponto de vista financeiro e tecnológico.

    Nós não podemos também imaginar, como muitas vez se dá em uma visão um pouco ingênua, que nós somos os únicos que temos tecnologia para operar em águas profundos – no caso, super-profundas.

    Não é verdade: todas as grandes empresas tem.

    E no caso especifico do pré-sal – exploração abaixo da camada de sal – isso pouquíssimas empresas tem. Nós vamos ter que somar nossos esforços tecnológicos aí para poder desenvolver.

    Alguns defendem: “por que não deixar a Petrobras sozinha?” 

    Quando eu era da ANP nós descobrimos dois grandes campos, o de Franco e o de Libra.

    O de Franco nós passamos imediatamente e integralmente para a Petrobras capitalizar, e resultou na maior capitalização já feita por uma empresa no planeta Terra [foi realizada em 2010, e a Petrobras capitalizou 102 bilhões em 24 horas].

    O de Libra ficou para o governo explorar sob a forma de partilha. 

    Aí você pergunta: mas o consórcio só apresentou o mínimo de 41,65%.

    Mas esse mínimo é o que a gente chama de “excesso em óleo”.

    O excesso em óleo é o que sobra quando você paga o custeio – o “custo óleo”.

    Por esse “excesso em óleo” o consórcio vai pagar ao governo 41,65%. Mas, esse 41,65% é uma parte – uma parte importante – do que ficará para o Governo.

    Repare bem: 41,65% de “excesso em óleo”; 15% de royalties; Imposto de Renda; outros impostos; aluguel de área.

    Quando você soma tudo isso vai dar 72%.

    E como foi a Petrobras que ganhou o consórcio – e a Petrobras é brasileira – tem a parte da Petrobras no processo.

    Como empresa, ela vai ter que pagar à União.

    Significa que vamos tirar de Libra para a União brasileira aproximadamente 80% de todo o óleo lá extraído. O que está no limite do máximo do mundo.

    (No pronunciamento em rede de televisão, a Presidenta Dilma Rousseff falou em 85%).

    PHA: O senhor acredita que será possível também nessa arquitetura montada para a composição do consórcio alguma sinergia financeira, com os chineses financiando a Petrobras ?
    Haroldo Lima: Aí são opiniões pessoais que eu tenho.

    Como eu acho que a Petrobras estava com certas dificuldades de caixa para bancar, por exemplo, no caso especifico ( do “bônus de assinatura”), 6 bilhões de reais – porque ela entra com 40% de 15 bilhões – então ela tem que bancar 6 bilhões em cash, no ato; à vista, dentro de 60 dias no máximo, ou 30 dias, por aí.

    Para ela fazer isso, vai ter que pegar algum dinheiro emprestado.

    Eu ouço falar – e pessoalmente acredito nisso – que os chineses vão fazer isso. Porque para eles é uma vantagem.

    Os chineses não querem aparecer. Eles apareceram de forma discreta no leilão.

    Eles poderiam ter arrematado tudo sozinhos, mas eles preferiram aparecer de forma discreta, apareceram com duas empresas, uma com 10%, outra com 10% e, provavelmente, eles vão emprestar à Petrobras o dinheiro para pagar o bônus de assinatura e vão receber isso da Petrobras em óleo.

    PHA: E como o senhor explica o fato de grandes empresas, como a americana Chevron e britânica BP, não terem participado? Por que elas não vieram?
    Haroldo Lima: Na verdade são quatro empresas entre as maiores do mundo que não compareceram. A Exxon, a maior de todas; a Chevron, segunda maior americana; a BP, British Petroleum da Inglaterra; e a BG, também da Inglaterra.

    Algumas que compareceram não chegaram a apresentar propostas, como a Ecopetrol, colombiana; a ONGC da Índia; a Petrogral de Portugal; a Petronas, da Malásia; e a Repsol espanhola. Fanatec que também não apresentou.

    Essas empresas estiveram lá mas não apresentaram proposta.

    Mas essas grandes que você citou nem foram lá. Por que razão?

    Eu vejo duas razões: uma coisa é que eles acharam que havia uma certa participação muito grande do Estado brasileiro no leilão.

    A Petrobras era colocada como operadora exclusiva do campo, a Petrobras tinha participação mínima de 30% entrando ou não no consórcio, e tem a participação da PPSA,Pré-Sal Petróleo S.A, uma empresa 100% estatal que nós criamos para poder acompanhar a execução do projeto.

    Essas questões levaram as empresas a acreditar que era uma participação muito grande do Estado brasileiro. Eu pessoalmente acho que não é.

    Especialmente,  essa questão da PPSA.

    Se você não tiver uma empresa 100% estatal pode dar tudo errado. Porque na execução do projeto vai se acumulando um custo muito grande do chamado ”custo óleo”.

    Ou seja, de 5 a 6 anos ela investe somas espantosamente grandes, coisa na base 150 bilhões de dólares e quando chegar o petróleo vai ter que pagar o que ela investiu. É o tal do ”custo óleo” e, do ”excedente em óleo”, paga-se o que se investiu e o que sobrar fica para o Governo.

    Ora, se esse custo em óleo for artificialmente elevado, você nunca termina de pagar esse negócio.

    Razão pela qual a participação da PPSA é fundamental para não deixar que se cresça artificialmente esse ”custo óleo”.

    PHA: Quer dizer então que essa decisão das gigantes americana tem o viés de pensarem que a participação do Estado brasileiro é muito grande?
    Haroldo Lima: A gente sente no raciocínio deles que talvez tenha sido grande a participação do Estado.

    Mas eu acho que teve também uma outra razão: como nós ficamos muito tempo sem fazer leilões no Brasil, essas empresas assumiram enormes compromissos no exterior. Na costa da África; no Golfo do México; no Mar do Norte.

    E algumas, especialmente as americanas, se preparam para entrar no México.

    Com você sabe,  Paulo, o monopólio do petróleo, que foi uma coisa essencial para a construção da nossa Petrobras – hoje a Petrobras não precisa mais do monopólio – o monopólio acabou no mundo inteiro, menos no México, que vai acabar agora, como eles já anunciaram.

    Então,  com esse anúncio, as empresas americanas que estão ali do lado se preparam para entrar no México com toda a força.

    PHA: O senhor podia também nos ajudar a entender, já que o senhor ajudou a criar esse embrião, a função da PPSA na questão da distribuição do Fundo Social.
    Haroldo Lima: A função principal dela é a gestão do projeto. Evitar que o custo óleo seja artificialmente elevado ao ponto de ficar custoso demais para o Governo.

    Aí, ela defende um ”excedente em óleo” que seja o maior possível. Depois ela só faz a distribuição como manda a Lei.

    Por exemplo, a parte dos royalties está prevista em lei que 75% vão para Educação e 25% para a Saúde.

    (São 75% e 25% de um montante que poderá chegar em 30 anos à 300 bilhões de reais – PHA).

    Quando nós fazíamos essas projeções, o presidente Lula – porque essa ideia de 75% para Educação vem de Lula – dizia: ”nós vamos criar uma educação de primeiro mundo para o Brasil, com muito laboratório, escolas boas, professor ganhando bem”.

    Isso é possível, mas isso só seria possível começando a explorar o pré-sal.

    Algumas pessoas diziam para suspender o leilão. Por quê? Qual o argumento?

    Nós descobrimos o pré-sal há 7 anos, fizemos hoje à tarde o primeiro leilão. Imagina isso, você descobre uma fortuna no seu fundo do seu quintal e passa sete anos sem fazer nada, em um país que precisa arduamente de desenvolvimento.

    Falam da espionagem, mas espionagem daqui para frente terá sempre. E nesse caso, a espionagem é totalmente inócua, porque os dados do pré-sal são públicos. ANP apresenta os dados publicamente, se não as pessoas não entram no leilão.

    Se nós começarmos a exploração amanhã, são de cinco a sete anos só furando, até chegar ao petróleo. Aí começa a entrar o dinheiro.

    Nós não podemos ficar parados como se fôssemos um país rico que não depende desse recurso.

    PHA: Uma outra crítica que se faz é que o Brasil não tem infraestrutura industrial para sustentar a exploração do petróleo. Verdade ou mentira?
    Haroldo Lima: Mentira!

    PHA: Por que ?
    Haroldo Lima: Quando o Lula começou – olha, eu não estou fazendo propaganda do Lula, não – eu gosto muito dele, mas uma coisa não decorre da outra, quando o Lula resolver fazer navios e plataforma aqui a indústria naval estava acabada.

    Perguntavam porque fazer navios aqui se comprar lá fora é muito mais barato. A nossa resposta foi que era mais caro porque esse era o custo de se ter uma indústria naval aqui.

    A resposta é a mesma. Essa indústria de equipamentos que nós vamos ter aqui, provavelmente, num determinado instante, essa indústria será mais dispendiosa para o Brasil do que se nós fôssemos comprar lá fora. Mas se comprar tudo lá fora, nós nunca vamos ter aqui.

    Eu ainda tenho uma relação muito boa com o pessoal da ANP, encontro com eles e eles me contam: ”Haroldo, o que tem de gente querendo entrar no Brasil”, gente de grandes empresas que querem se instalar aqui no Brasil por causa da nossa política de conteúdo local.

    PHA: É o abrasileiramento do parque industrial para poder fornecer para o pré-sal.
    Haroldo Lima: Exatamente.

    PHA: Quer dizer que esse casamento entre um baiano como o senhor com o Lula, e mais um baiano, o Gabrielli [Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras], deu um bicho bonito, né?
    Haroldo Lima: Deu sim. Foi uma coisa interessante, dois baianos e um pernambucano. 

  19. Pré-sal e o futuro do Brasil – Giorgio R. Schutte

    Pré-sal e o futuro do Brasil – Giorgio R. Schutte

    21/10/2013 Nos últimos meses, instalou-se no debate uma visão de que a Petrobras, em vez de orgulho nacional, seria um exemplo das mazelas que impedem o crescimento do Brasil. Essa visão precisa ser equilibrada.

    Curiosamente, embora duramente criticada por alguns setores liberais e aqueles vinculados a interesses dos oligopólios internacionais, o assunto não ganhou o merecido destaque na campanha eleitoral de 2010, ano em que o marco-regulatório do pré-sal foi discutido e aprovado no Congresso.
    Diante das três rodadas de licitação de petróleo e gás neste ano, com destaque para a primeira do pré-sal, sob o regime de partilha, marcado para hoje, o tema surgiu, porém de forma desequilibrada. São várias questões que estão em jogo, nem sempre diretamente interligadas.

    Uma visão de curto prazo, característica dos investidores financeiros, contra a qual Keynes já havia nos alertado na década de 1930, pode levar a uma interpretação errada dos seguintes fatos: a ausência de aumento da produção total de petróleo e gás no período 2010-2013, o déficit anual de mais de US$ 10 bilhões na conta de abastecimento e a queda das ações da Petrobras.

    No que diz respeito ao último ponto, cabe citar o próprio Keynes: “…seria insensato pagar 25 por um investimento cuja renda esperada, supõe-se, justifica um valor de 30 se, por outro lado, se acredita que o mercado o avaliará em 20 três meses depois”. Projetados para os dias de hoje, meses seriam dias. É óbvio que nesse momento a ação da Petrobras é um investimento de longo prazo. A megacapitalização aumentou o capital para possibilitar aumento da receita no futuro, baixando no curto prazo a rentabilidade. Não serve a lógica da liquidez no curto prazo.

    Voltando aos outros pontos. A estabilidade do nível de produção esconde um enorme êxito da Petrobras, detentora de uma tecnologia endógena construída ao longo de décadas, que a fez descobrir o pré-sal. Em junho de 2013, somente sete anos depois da descoberta, o Brasil estava produzindo 376 mil de petróleo e gás equivalente por dia do pré-sal, superando todas as estimativas, inclusive da própria empresa. O sucesso exploratório nas áreas de pré-sal é de 82%, contra uma média da Petrobras, no Brasil, de 64%. Para isso, na escassez dos equipamentos, foi necessário frear a produção em campos existentes muito além do nível de esgotamento. Ou seja, recuperável com a chegada dos novos equipamentos e esforços em curso para melhorar a produtividade e gestão nos campos antigos. Mas, a partir de segunda metade de 2013, este quadro mudou.

    Seria um grave erro insistir que os supostos atrasos na exploração e produção seriam fruto das exigências de conteúdo local. Diante de uma demanda, até 2020, estimada pela Organização Nacional de Indústria de Petróleo (ONIP), de R$ 400 bilhões em serviços e equipamentos do setor de petróleo e gás no Brasil, seria uma irresponsabilidade não aproveitar as oportunidades de longo prazo para a produção local. Não há dúvida de que possa existir um trade-off entre interesses de curto prazo na exploração e produção o mais rápido possível, de um lado, e interesses de longo prazo da economia, de outro.

    Na próxima década, o Brasil deve chegar a uma produção de óleo e gás equivalente a cerca seis bilhões de barris por dia, nível atingido hoje somente por quatro países no mundo. É o tamanho e a perspectiva de médio-longo prazo que justifica que a atuação da Petrobras e o marco-regulatório devam ser pensados no âmbito da estratégia de política industrial e tecnológica do país.

    O que não deve mudar, porém, nos próximos dez anos, é o déficit na conta de derivados. A política de crescimento com distribuição de renda gerou uma explosão do consumo de petróleo e gás. O número de passageiros aéreos aumentando, de uma média anual, de 34,8 milhões, no período 2000-2003, para 83,5 milhões, no período de 2008-2012. Haja querosene. Ou o número de licenciamento de veículos, de uma média de 1,5 milhão para 3,5 milhões no mesmo período. O consumo aparente de derivados de petróleo aumentou 76% entre 2002 e 2011. A última refinaria (em São José dos Campos) foi entregue em 1980, como fruto do segundo Plano Nacional de Desenvolvimento (PND II).

    Observa-se ainda que 42,5% dos derivados importados são não-energéticos (principalmente nafta, matéria prima da indústria petroquímica-plástica), também fruto da política de crescimento com distribuição de renda, considerando a alta elasticidade renda/demanda de plásticos para consumo popular. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) projetou um aumento do consumo de plásticos de 23 kg por habitante, em 2005, para 46 kg por habitante, em 2015.

    Logo, o Brasil vai importar gasolina, diesel, querosene e nafta e exportar petróleo cru até 2020, quando o atual planejamento de expansão da capacidade de refino estará completo. Nada tem a ver com o novo marco regulatório. Mas isso significa um gasto para a Petrobras, que está importando os derivados a preços superiores àqueles praticados no mercado interno. Correta, portanto, a defesa da convergência dos preços internos com os preços internacionais, devolvendo, inclusive, o espaço devido ao etanol, muito menos poluente e abrindo caminho para biodiesel.

    Considerando o impacto de uma forma ou outra sobre a economia brasileira, o debate público sobre o pré-sal é essencial, mas não pode ser restrito a visões e interesses específicos e/ou de curto prazo (Giorgio Romano Schutte, mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Amsterdam e doutor em Sociologia pela USP, é professor de economia e relações internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC)

  20. Petrobras

    Creio que comparar ações atuais com as que foram realizadas já há algum tempo, não significa coisa alguma e nem altera o que foi feito na época (caso da Vale, Telebras, |Light…etc).

    O que sim temos que entender é o que foi feito em Libra que, segundo as informações que nos chegam, foram muito vantajosas para a Petrobras que não suportaria sozinha os custos de investimento nessa produção de óleo (todos sabemos que sua situação financeira não é das melhores e na minha opinião se tivesse sido privatizada algum tempo atrás, provavelmente seria comparavel às outras que caminham sem o peso elefantíaco e influencias politicos governamentais). Pergunto: por que ex presidentes dessa estatal recebem salarios vitalicios? Qto representa esse montante nas despesas da empresa?

    O aumento dos derivados de petroleo são necessários para cobrir rombo da estatal via consumidores (leia-se povo que sempre paga as contas) e não as adequações de nossas refinarias que não produzem diesel com os devidos teores de cetanagem. E depois vem com os “controlar” para “diminuir” a poluição da cidade de São Paulo…rs

    Quanto teatro…

     

     

  21. Leilão e concorrência

    Uma ideia curiosa que vem sendo alegada para desqualificar o leilão de Libra é de que, para haver leilão, tem de ter mais de um participante disputando. Não é verdade. Leilão é venda em hasta pública, leva quem der o maior lance, independentemente do número de concorrentes. Ponto. Se houver um só concorrente, leva. Pode-se até dizer que não houve concorrência neste de Libra; pode-se alegar que o lance mínimo foi baixo; mas que foi um leilão, foi sim. Tão válido quanto se houvesse atraído n participantes.

     

  22. Faltou comunicação

    Repito o que disse ontem: o leilão foi um fracasso em matéria de comunicação. Não consta que o ministro Lobão, a cuja pasta está ligada a área de petróleo (energia), tenha dado metade destes simples esclarecimentos que o Nassif dá aqui. Certos membros do gov., temo que a maioria, continuam com a cabeça de políticos do II Império… Haja paciência.

  23. A geopolítica do Petróleo

    Na minha modesta opinião, a geopolítica do petróleo não é uma situação estática e acabada, quesó se muda a golpes de machado. Há, atualmente, dois conflitos intensos no jogo de poder do petróleo, ambos na Asia: o manjadíssimo Oriente Médio, onde despontam Irã e Arabia Saudita como principais produtores e atores, e o cenário da Asia Central, onde ocorre uma disputa acirrada pelo controle do destino da produção.

    Qualquer fonte alternativa de abastecimento, que possa garantir um volume considerável, na casa do milhão de barris/dia, passa, automaticamente, a ser uma peça importante nesse tabuleiro. Atualmente, só há dois países no mundo com essa possibilidade: Brasil e Venezuela (com as novas reservas da bacia do Orinoco).

    Juntando tudo, temos um cenário fluido, com os principais atores fazendo seus lances. Os chineses sabem que não podem, nem poderão em prazo curto, agir como os americanos, que simplesmente inventam umas armas de destruição em massa e invadem o país acusado, para garantir a sua “parte do leão” no petróleo desse país. Sabem que as armas do imperialismo não abrirão portas que lhe assegurem matérias primas e combustíveis no longo prazo. Então, mesmo que as queiram usar, não o farão. Ao contrário, tudo o que se tem visto de investimentos dos chineses nessas áreas parece ser montado como contraponto ao modo Ocidental de agir.

    Acredito que Libra foi um movimento de peão no tabuleiro chinês. Não muda a correlação de forças no futuro imediato. Mas permite que ponham um pé firmemente cravado no petróleo sul-americano. Minha aposta é a de que, nos leilões futuros, veremos um protagonismo maior das empresas chinesas, como vem ocorrendo na Asia Central.

  24. Muito bom seu resumo! O

    Muito bom seu resumo! O melhor que já li até agora! Salvo para quem estiver com muita má vontade e muito mau humor, o mais realista e sensato! 

  25. Leilão

    Como sempre  a esquerda mofada se une com a direita perversa, para atacar qualquer que seja o projeto. Na minha cidade, Aracaju, onde a Petrobras tem um base forte, fui obrigada a ouvir, durante todo o dia de domingo, um carro de som bradando os maiores absurdos e chamando o povo para a revolução. Foi patetico por que ninguem deu a minima. Mas é preocupante quando os petroleiros, nem mesmo eles, são capzes de entender a questão e ficam batendo em tudo e em todos,  com aqueles velhos cliches tipo “petroleo é nosso”. Ora, e quem esta dizendo que não é???

    • E o que é pior: misturaram de

      E o que é pior: misturaram de modo oportunista a campanha salarial com os protestos contra o leilão. Sem grande apoio dos próprios petroleiros. Vide o pequeno tamanho das mobilizações nesses protestos, reduzido a alguns micropartidos da esquerda ortodoxa, uns poucos nacionalistas da velha guarda e a uma minoria de jovens black blocs.

  26. Libra não altera desigualdade, segundo Paulo Nogueira

    O que nem Dilma e nem Marina estão dizendo

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    Postado em 22 out 2013por :

    O petróleo é bom, mas não é suficiente para uma sociedade justa como a falada por Dilma

    Dilma e Marina, os dois principais nomes para 2014, estão falando da questão da desigualdade social – o maior desafio do país e do mundo — sem tocar no ponto central dela.

    O ponto: você não faz nada de realmente expressivo contra a iniquidade se não cobrar mais impostos dos mais ricos. Poucas semanas atrás, o Nobel da Economia Robert Schiller disse exatamente isso.

    Schiller disse temer que o mundo fique ainda mais desigual, e exortou os governos a taxar mais os ricos. Não por gostar dos ricos, ele disse, mas para que as coisas não fiquem ainda mais malucas.

    No Brasil, não se trata nem de fazer os ricos pagarem mais impostos. Estamos um passo atrás. Trata-se de fazê-los pagar impostos. O caso de sonegação comprovada da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002 é exemplar. Passados meses desde que documentação denunciadora apareceu num vazamento de alguém da Receita, nada aconteceu.

    Repito: nada. Absolutamente nada. Nem a Globo pagou – em dinheiro de hoje, a dívida é calculada em 1 bilhão de reais – e nem, ao que se saiba, o poder público se movimentou para cobrar e punir.

    Na Europa e nos Estados Unidos, há um empenho dos governos em fechar o cerco a práticas das grandes corporações catalogadas como “legais mas imorais”, a maior das quais é criar subsidiárias em paraísos fiscais com o único objetivo de não pagar o imposto devido.

    É o que no Brasil se chama, eufemisticamente, de “planejamento fiscal”.

    Empresas como Google, Amazon, Microsoft e Starbucks estão sofrendo um forte cerco fiscal nos Estados Unidos e na Europa. Vários governos têm divulgado o quanto faturam e quanto pagam de imposto. São taxas fiscais irrisórias, na faixa de 5%, ou às vezes até menos.

    Na Inglaterra, até escritórios especializados em oferecer “planejamento fiscal” a grandes empresas estão sendo investigados e, não raro, caçados.

    Fora tudo, o uso de paraísos fiscais gera uma enorme desigualdade. Os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. Para manter as contas em ordem, os governos avançam sobre pensionistas, viúvas etc – a parte mais fraca. E a história contemporânea mostrou que os mais fracos cansaram de ser espremidos, e foram para as ruas protestar.

    Na sociedade mais avançada do mundo, a escandinava, a fórmula do sucesso é exatamente cobrar mais impostos dos ricos.

    No Brasil, é um tema proibido. A direita não fala nada, por razões óbvias: é beneficiária da desigualdade. E a esquerda tem medo do poder da plutocracia. Quem perde, com isso, é a sociedade.

    Veja Dilma e Marina, por exemplo. Dilma afirmou que o leilão de Libra vai contribuir poderosamente para a construção de uma sociedade “mais justa e com melhor distribuição de renda”. A intenção é boa, mas sem cobrar mais imposto dos ricos nem 100 Libras vão resolver a tragédia da iniquidade nacional.

    Marina, no Roda Viva, foi sabatinada sobre sua visão tributária por Maria Christina Pinheiro, do Valor.

    A maior alíquota no Brasil é de 27,5%, disse Maria Christina. (Na Escandinávia, é cerca de 50%.) Marina pensa em mudar isso?

    Loquaz o tempo todo, a ponto de ignorar as tentativas frustradas do mediador do programa de abreviar as respostas, Marina desconversou e logo mudou de assunto.

    Enquanto os políticos brasileiros não enfrentarem a verdade – o Brasil é uma espécie de paraíso fiscal para quem pode mais, e isso tem que mudar urgentemente – falar em sociedade justa vai ser pouco mais que uma questão retórica.

  27. risos

    Olha, desta vez eu vou  rir até  o fim do ano.

    Em dois dias,  tres vitórias  da presidenta  Dilma da guerrilha roussef…  e derrotas da Midiatica oposiçao osmarino-campina,fernandina.serrina e aecina.

    Uma nacional  e duas vitorias de dimensao supra.nacional ;.

    O ++ MEDICOS… o leilao de Libra… e a confirmaçao agora ampliada e reaçao de mexico, frança, alemanha da despudorada  espio.arapongagem de OBAMA-NSA. Nao tem nem discussão, foi isso mesmo!

    Nao é chaato? Oh maigod, o que faremos para consolar os desinfelizes da Casa Grande?

     

  28. Onde está o ‘desastre’?

    ONDE ESTÁ O ‘DESASTRE’ PROPUGNADO PELO CONSÓRCIO DA DIREITA COM O ESQUERDISMO? – A União é proprietária única de cada gota de petróleo presente no Campo de Libra. 

    A Petrobrás ficou com 40% do consórcio. 

    A Petrosal, empresa 100% estatal, será a responsável e operadora única de todos os poços de petróleo que venham a ser perfurados nessa área. 

    Além disso, a estatal tem poder de veto e será dela a decisão sobre o valor de comercialização dos barris de petróleo. 

    Somando bônus de assinatura, royalties, imposto de renda, CSLL e lucro da Petrobrás, a União ficará com quase 80% das rendas oriundas do Campo de Libra (um dos melhores contratos de partilha firmados em todo o planeta Terra). 

    Logo, pergunto, onde está o “erro” cometido pelo governo Dilma? 

    Não consigo vê-lo em lugar algum! 

    Só consigo ver o êxito do enterro do regime de concessão dos tucanos, feito por Lula em 2010, bem como também vejo o sucesso inexorável do atual regime de partilha. 

    Regime este que, diga-se de passagem, contou com o apoio efusivo de toda a esquerda brasileira quando foi implementado, também em 2010.

    • Diogo, eu adimito ser leigo

      Diogo, eu adimito ser leigo no assunto. E também não sou apoiador incondicional do governo. Por isso fui lá no Viomundo saber dos argumentos contrários. Contrários à esquerda, fique bem entendido, pois á direita já conheço, qual seja, cria-se a Petrobrax e entregue-se tudo ás empresas americanas, e aceitemos esmolas.

      O Azenha diz que o Comparato é contra, entre outras figuras respeitáveis. E bota uma entrevista lá de um especialista para lá de graduado. Seus argumetntos são interessantes, só que horas tantas,diz que foi um crime de lesa-pátria, a mesma coisa que a privatização da Vale. Ainda não dá né? A diferença entre ambas é gritante. Esse surto pesolosista atrapalha tudo.

      Não dá para argumentar como gente grande? E não um pirracento como o Plínio?

      • Caro amigo Juliano,
        Deixei de

        Caro amigo Juliano,

        Deixei de entrar no site Vi o mundo do Azenha por este motivo, o cara dá espaço demais para ressentidos contra o PT como Ildo Sauer e Maringoni dentre outros, você critica a falta de imparcialidade do blog e ele não publica sua mensagem se fazendo de ofendido.

        Cada um tem seu santo preferido, o errado é praticar censura a pretexto de ‘garantir’ o debate, censura não fica bem na blogsfera dita progressista.

        Abraço.

    • O que eu acho interessante é

      O que eu acho interessante é que no papel tudo é bonito.. Primeiro, se não fosse a incompetência e a ganancia por todos que passaram pelo governo,  o Brasil não precisaria compartilhar, privatizar, dar nada, pois poderia muito bem tirar este oleo sozinho mas a corrupção que leva todo o dinheiro incapacita de fazer isto.. Este governo do PT esta igual ou pior do PSDB, violência aumentou, na tem saude, educação nem se fala… Ma uma coisa pior e ultrajante que este governo esta fazendo e é a pior de todas estão tirando empregos do brasileiros . E estou sentindo isto na pele.. Sou oficial de maquinas da marinha mercante e estou desempregado como muitos companheiros meus.. Porque nosso Salvador da Patria o Lula e sua discipula Dilma assinaram um acordo do mercosul chmando todo mundo da america do sul par trabalhar no Brasil, nossos navios estao cheio de peruanos, chilenos, e por ai vai.. Mas infelizmente esta midia não tras a verdade. Agora com a desculpa que faltam medicos trouxeram medicos sem passar pelas regras do revalida. Como podemos confiar em um governo que não respeita as proprias regras. A quase 14 anos que o PT esta no poder e agora que eles viram que não tem medicos. Estão conseguindo destruir o Brasil.

  29. Faltam algumas coisas…

    Deixando de lado os sínicos, como PHA, EG, HL e outros.

    A batalha dos percentuais. Considerando os alardeados pelo governo e por seus defensores presenciamos uma nova batalha de Itararé.

    O mais simple possível sobre uma lacuna aparentemente não considerada…

    A) Digamos que a receita bruta total seja 100.

    B) Digamos que os investimentos necessários em máquinas, equipamentos, etc. seja 10.

    C) Não vi ninguém citar que nestes cálculos foram considerados os JSCP.

    D) Digamos que para montar o sistema de exploração a primeira leva de investimentos seja desses 10. Isso ao longo de 10 anos.

    JSCP sobre os 60% investidos pelos sócios da Petrobrás ao longo de 35 anos. Considerando apenas os aportes iniciais.

    Ano 1 – 1 – 0

    Ano 2 – 2 – 0,03

    Ano 3 – 3 – 0,06

    Ano 4 – 4 – 0,09

    Ano 5 – 5 – 0,12

    Ano 6 – 6 – 0,15

    Ano 7 – 7 – 0,18

    Ano 8 – 8 – 0,21

    Ano 9 – 9 – 0,24

    Ano 10 – 10 – 0,27

    Do ano 11 ao 35 – 0,30

    O total acumulado será uns 8,85. Sobre eles incide apenas o IR de 15%. Só nesta simplificação serão engolidos 1,1 bilhão de barris de petróleo.

    É permitido às empresas utilizarem a TJLP como remuneração sobre o capital próprio investido… atualmente está em 5% ao ano.

    Os cálculos apresentados até o momento parecem os do sujeito vai comprar um van para transporte escolar e não considera que o veículo terá que ser trocado em 5 anos… lança na planilha apenas as despesas de custeio e uma receita hipotética sobre 100% de ocupação.

     

     

     

     

    • Juros sobre capital próprio

      Amigo,

      Juros sobre capital próprio ( JSCP ) ou dividendos são praticamente a mesma coisa e saem do lucro das empresas. Elas decidem quanto querem distribuir na forma de JSCP ou dividendos, a partir do percentual de lucro que lhes cabe.

      Essa decisão não influi em nada no percentual de lucro a ser auferido pelo estado.

       

       

      • ?????????????????????????????????????

        JSCP e dividendos não são a mesma coisa… no meu exemplo está simplificado, mas veja o que diz a Receita…

        A pessoa jurídica poderá deduzir na determinação do lucro real, observado o regime de competência, os juros pagos ou creditados individualizadamente a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação pro rata dia da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP (Lei n o 9.249, de 1995, art. 9 o ; RIR/1999, art. 347; e IN SRF n o 93, de 1997, art. 29).

        O montante dos juros remuneratórios do capital passível de dedução como despesa operacional limita-se ao maior dos seguintes valores (RIR/1999, art. 347, § 1 o ):

        cinqüenta por cento do lucro líquido do período de apuração a que corresponder o pagamento ou crédito dos juros, após a dedução da contribuição social sobre o lucro líquido e antes da provisão para o imposto de renda e da dedução dos referidos juros; ou cinqüenta por cento dos saldos de lucros acumulados e reservas de lucros de períodos anteriores (as reservas de lucros somente foram incluídas para efeito do limite da dedutibilidade dos juros a partir de 1 o /01/1997, pela Lei n o 9.430, de 1996, art. 78).

         

         

        Os juros sobre o capital social estão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, à alíquota de 15%, na data do pagamento ou crédito, os quais terão o seguinte tratamento no beneficiário (RIR/1999, art. 347):

        no caso de pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real, o valor dos juros deverá ser considerado como receita financeira e o imposto retido pela fonte pagadora será considerado como antecipação do devido no encerramento do período de apuração ou, ainda, poderá ser compensado com aquele que houver retido, por ocasião do pagamento ou crédito de juros a título de remuneração do capital próprio, ao seu titular, sócios ou acionistas;

        • Esse dinheiro sai do lucro

          Esse dinheiro sai do lucro das empresas e não do lucro do estado.

          O que talvez você esteja querendo levantar e que realmente não foi calculado é a depreciação, que diminui o montante de impostos a pagar, porém isso representa pouco em vista dos vastos montantes envolvidos.

           

    • Faltam algumas coisa………………….

      Caro senhor, creio que o senhor errou na sua conta. Como voce não justificou seus argumentos não vou justificar o meu. A soma simples dos indices anuais te levaram ao erro.

      Abraços.

       

      Alarico

    • Ora Bolas

      Ora bola, sr, Rebolla, vc fala em simplicação e vem com firuletas contábil-fiscais que só não enchem o saco de contadores (nada contra), ou eventualmente, até deles mesmos!

      A maioria dos cálculos apresentados que o sr. quer reformar também são simplificações. Servem para visualizações.

      O fato é que tudo que V.Sa. falar caberá, como em qualquer negócio normal, 40% à Petrobrás e 60% aos demais consorciados.

      E o mesmo a todos os seus respectivos acionistas, sejam eles estatais ou privados.

      Ônus e bônus. Receitas, lucros, investimentos e custos. Etc.

      O que se discute aqui é o que está fora do que qualquer negócio pessupõe:

      a) Royaties de 15%

      b) A parte em óleo excedente (o “produto” gerador das receitas) assegurada para a União (no caso, ~41,5%)

      c) A divisão 40% (PB) 60% (demais consorciadas) de 100% dos custos de operação para a Petrobrás.

      d) A obrigatoriedade de se gastar no país (por todas, em despesas e investimentos ) indices crescentes de counteúdo nacional a partir de cerca de 1/3 até ~2/3.

      “Batalha de percentuais” é dose!

      O negócio é vencer a guerra…

      A guerra de usar riquezas brasileiras para desenvolver brasileiros.

  30. Muitas pessoas que criticam

    Muitas pessoas que criticam hoje o leilão de Libra estão “só” 3 anos atrasadas. Não falo da totalidade dos críticos, muitos deles movidos por razões ideológicas, nacionalismo etc. Falo dos incautos e/ou oportunistas de plantão que sequer levantaram a voz quando era noticiado, em 2008, o novo sistema de partilha suscitado pelo pré-sal. Daí que em 2010 o Estadão noticiou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do novo sistema de partilha. Reproduzo abaixo trecho da matéria (veja link no final). Pergunto: por que os críticos não protestaram em 2010?

    Novo Modelo O novo sistema de exploração de petróleo na costa brasileira irá substituir o atual mecanismo de concessão. Pela regra aprovada ontem, a produção de cada campo de petróleo terá que ser partilhada entre o consórcio vencedor da licitação e a União. Nos leilões ganha quem oferecer ao governo federal a maior parcela da produção estimada para o campo. O modelo também garante à Petrobrás o controle sobre a produção do pré-sal, ao definir que a estatal será a operadora única dos campos e no caso de formação de parcerias com outras empresas, ela terá uma participação mínima de 30% no consórcio. No caso do Fundo Social, o governo derrubou a inclusão da Previdência como uma das áreas a serem beneficiadas com os recursos. Segundo Palocci, não faria sentido usar os recursos de um fundo de renda finita (considerando que a produção de petróleo se encerrará em algum momento no futuro) para financiar os gastos permanentes do setor previdenciário. Mas o texto de Palocci manteve os Esportes com uma das áreas a ser beneficiada com recursos do Fundo e confirmou que 50% do retorno obtido com a aplicação dos recursos sejam destinados ao financiamento da educação. http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,camara-aprova-modelo-de-partilha-do-pre-sal,45828,0.htm

  31. O que o leilão de Libra foi e o que ele não foi

    O leilão não teve concorrentes, então levou quem apresentou proposta mínima, isso não é bom para o Brasil, mas o maior ganhador foi a China, ela precisa de petróleo, o seu fornecedor é a OPEP, mundo árabe, com todos os problemas já conhecidos, agora investindo 20% poderá comprar toda a produção, é simples de compreender, para quem mais vamos vender tanto petróleo?? outra vantagem deles, existem estudos de que o petróleo, nos próximos 10 anos, deve cair de preço, o risco deles ficou em 20% e porque deve cair??A Venezuela descobriu gigantescas reservas, tanto que hoje é o país com as maiores jazidas do mundo, o Iraque está se preparando para dobrar sua capacidade de exportar, podendo chegar num futuro próximo a 12 bilhões de barris por dia, o Irã está aceitando as condições dos paises para poder retornar ao mercado,  e a outra e principal razão, os Estados Unidos caminham para deixar de ser importador e passar a ser exportador de energia (gás), portanto o maior risco do negócio ficou conosco.

    Essa legislação da Petrobras ser operadora única e ainda deixar 30% nas suas mãos, não é boa, sócios quem escolhe é você, não outra pessoa, afastou-se os concorrentes que poderiam elevar o valor do leilão, ficamos com o mínimo, o futuro dirá, mas o resultado que estamos vendo agora, não aparenta ser promissor para o país.

  32. O que o leilão de Libra foi e o que ele não foi

    O leilão não teve concorrentes, então levou quem apresentou proposta mínima, isso não é bom para o Brasil, mas o maior ganhador foi a China, ela precisa de petróleo, o seu fornecedor é a OPEP, mundo árabe, com todos os problemas já conhecidos, agora investindo 20% poderá comprar toda a produção, é simples de compreender, para quem mais vamos vender tanto petróleo?? outra vantagem deles, existem estudos de que o petróleo, nos próximos 10 anos, deve cair de preço, o risco deles ficou em 20% e porque deve cair??A Venezuela descobriu gigantescas reservas, tanto que hoje é o país com as maiores jazidas do mundo, o Iraque está se preparando para dobrar sua capacidade de exportar, podendo chegar num futuro próximo a 12 bilhões de barris por dia, o Irã está aceitando as condições dos paises para poder retornar ao mercado,  e a outra e principal razão, os Estados Unidos caminham para deixar de ser importador e passar a ser exportador de energia (gás), portanto o maior risco do negócio ficou conosco.

    Essa legislação da Petrobras ser operadora única e ainda deixar 30% nas suas mãos, não é boa, sócios quem escolhe é você, não outra pessoa, afastou-se os concorrentes que poderiam elevar o valor do leilão, ficamos com o mínimo, o futuro dirá, mas o resultado que estamos vendo agora, não aparenta ser promissor para o país.

  33. Sem querer ser chato , mas

    Sem querer ser chato , mas simplesmente fazendo o contraponto , mas paira no ar muito mais do que a emissão do CO2 , um certo regozijo pelo provavel início da exploração de mais esta área petrolífera.

    Tudo bem , mais emprego , mais dinheiro , agora como esta fonte tem data de validade fica aqui algumas perguntas :Em que sera empregado ? Na saude ? Na educação?Agora uma sujestão , porque não aplicar tambem na pesquisa de fonte de energia limpa ? Esta comprovado o mal da poluição das grandes cidades causada principalmente pela emisão na queima de combustiveis fósseis ou seja o nosso pétroleo que em novas pesquisas comprovou o mesmo ser cancerígino. 

    Alegria ! alegria ! festejamos a liberação de mais poluição no mundo , e o governo incentiva , compre seu carro já , em suaves prestações mas é bom se precaver com um bom plano de saude ! 

    Saudações e saude a todos . Botelho .

    • Se o mundo não usar o

      Se o mundo não usar o petróleo brasileiro, irá usar fontes de energia muito mais poluentes como por exemplo o petróleo das areias betuminosas do Canadá, disparado a mais poluidora fonte de petróleo em todo o mundo.

      Portanto essa historia pseudo-ecológica é como tudo mais que o Botelho  escreve aqui, uma tremenda BABOSEIRA sem sentido e crivada de má-fé.

  34. leilão de ‘Libra’

    Prezado Nassif,

    Gostaria que você me esclarecesse a seguinte dúvida: o quê o País/Petrobrás vai fazer com o petróleo da sua parte no consórcio vencedor do leilão de ‘Libra’, um volume jamais produzido em toda a história, se o que se sabe é que a capacidade de refino do Brasil não consegue atender o volume atual de produção de óleo bruto, mesmo com as refinarias em construção/projeto.Também é sabido que nossas refinarias não possuem a tecnologia compatível com o tipo de óleo bruto que é aqui extraído, em especial este do pré-sal.

    Vamos continuar na situação atual, ou seja, exportando o óleo bruto(uma commodittie cuja cotação não controlamos pois assim como vários outros itens de de nossa pauta de exportação, esta é determinada pelas Bolsas Internacionais, pelo famoso ‘mercado’) e importando os derivados refinados no exterior cujos valores agregados são bem maiores e cuja oferta está na mão de oligopólios.

    Vamos continuar com um gigantesco deficit em nossa balança comercial com relação a estes itens?

    Por favor Nassif, me esclareça.

    Um abraço,

    Luis David.

     

  35. Petrobras – A União detém 55%

    Petrobras – A União detém 55% de 58%, o capital votante, logo está em seu poder 32%. Se os dividendos dos lucros do campo de Libra forem divididos por igual… 31,9% de 40% reverterão 12,76% para o governo.

    Petróleo excedente – os 41,56% não incidem sobre todo o óleo extraído. Devem ser descontados os custos de produção e os royalties. Se o custo for de apenas US$ 30 em US$ 100, sabendo que os royalties serão US$ 15, o primeiro percentual incidirá sobre US$ 55. Logo 41,56% sobre 55 a União receberá 22,86.

    Impostos sobre os lucros – eles não incidirão sobre o montante restante. Podem ser contabilmente lançados juros, amortizações, depreciações, etc. sobre o faturamento bruto de cada empresa participante do consórcio.

    Considerando US$100 de receita bruta por barril e que a Petrobras não utilize nenhum “abatimento” sobre o resultado e distribua os dividendos sobre a receita líquida antes dos impostos… caberá ao governo:

    Royalties – US$ 15,00

    Dividendos – US$ 12,76

    Petróleo excendente US$ 22,86

    Se temos 15 + 12,76 + 22,86 = US$ 50,62, antes dos impostos da demais empresas, como o governo reterá 80% das rendas oriundas do campo de Libra? Não se esqueça que descontando os itens anteriores(40% da Petrobras + 15% dos Royalties + 22,86% do óleo excedebte = 77,86) restarão 22,14 para as demais empresas. Como o governo já se apropriou de 50,62 resta uma dúvida, como obter mais 29,38 de 22,14?

    O primeiro e gigantesco furo… 68% dos lucros da Petrobrás irão para os demais acionistas… eles foram devidamente escondidos pela própria Petrobras e pelo governo federal.

    Por favor, tenham compostura… 2 + 2 continua igual a 4, embora vocês façam questão de acreditar na matemágica do governo Dilma…

    Podem considerar economicamente a curto prazo um bom negócio, mas estamos presenciado o maior exercício de desinformação executado pelo governo em toda a história do Brasil. Nuncadantes a presidência foi capaz de mentir com tamanha desfaçatez…

    • Eles chegam a este valor

      Eles chegam a este valor tirando os US$ 30,00 do custo de produção do barril que vale US$ 100,00.

      Aí fica US$ 55,00 de US$ 70,00 = percentual alto.

       

    • Mate a Mática

      Rebolla, não tumultue com firulas calculeiras menos relevantes.

      Ninguém pode ficar falando em números “exatos” num empreendimento complexo de bilhões, por dezenas de anos. Senão, vamos esquecer a contabilidade e seus registros. E as mudanças de cenário no período.O que há são planos de negócios, estudos, simulações e vislumbre “seguro” de benefícios e riscos. Que definem decisões e regras.

      O foco não é para onde vão os “lucros da Petrobrás” (que no mínimo, vai ganhar mais do que cada uma de suas consorciadas) mas para quem vai o valor das reservas brasileiras. 

      Nesta sua conta, lembre que além da União (impostos, royalties, participação em óleo e participações acionárias, há os fundos de pensão e os investidores brasileiros (além dos estrangeiros na Petrobrás e nas demais consorciadas).

      Há ainda o custeio (40/60) de operação 100% da Petrobrás e de parcela obrigatória de investimento e despesas no país (fornecedores brasileiros, dinheiro da operação que fica aqui, no mínimo pagando empregos).

      O que se discute não é a contabilidade ou resultado da empresa ou do consórcio, mas quanto da riqueza fica no país (que é mais do que as empresas e seus lucros). Dilma falou em 85%. Para mim, pode até ser algo menos que já estaria bom!

      Importante é avaliar a diferença entre gastar 100% para ganhar 100% ou gastar 40% e ganhar 65/70/80/85%.

      Depende do interesse e situação de cada um.

      A Petrobrás, Shell, Total e chinesas podem … e se interessaram.

  36. Por Breno Altman

    Com a vitória do consórcio liderado pela Petrobrás, o leilão do campo de Libra terminou com um resultado positivo. Além da assinatura de 15 bilhões, a União e a Petrobrás terão 65% do lucro-óleo, calculado após custos e impostos (41,65% de remuneração direta ao Estado somados aos 40% da participação da Petrobrás sobre os 58,35% restantes). Soma-se a esse montante devido os tributos a serem arrecadados, mais a remuneração da Petrobrás como operadora única e obrigatória, conforme determina o regime de partilha. Está abaixo do teto em regimes de partilha (na Venezuela, o lucro-óleo retido pela PDVSA é de 82%), mas não se pode negligenciar a conquista gigantesca que esse modelo representa se o compararmos com o modelo de concessão.
    Alguns setores falam em “privatização” e “entreguismo”, mas precisam mostrar algo mais para suas palavras serem levadas a sério. Além da apropriação amplamente majoritária, pelo Estado e sua empresa petroleira, do lucro proveniente do campo de Libra, o comitê operacional (que decide todas as questões financeiras, comerciais e logísticas do consórcio) terá 50% de seus votos controlados pela PPSA (a estatal do pre-sal), 15% pela própria Petrobrás e 35% divididos pelas empresas do consórcio (incluindo a companhia brasileira, que deterá 14% desses 35% de cadeiras no conselho). 
    Não há outro caminho para a exploração do pre-sal que não associações sob o comando do Estado e da Petrobrás, pois a estatal não possui os recursos totais necessários para os enormes investimentos previstos. Quem defende o adiamento da exploração, até que esses recursos se acumulem ou suba fortemente o preço do barril, comporta-se com alma de financista. O Brasil não pode esperar, há problemas sociais urgentes a serem enfrentados, cuja resolução é fundamental e imediata para a expansão dos serviços públicos e dos direitos populares.

    https://www.facebook.com/breno.altman/posts/10201553921662767

      • Os derrotados foram você, os

        Os derrotados foram você, os outros tucanos e todos os demais entreguistas e vendilhões do País. Esses que torceram contra a Petrobras e o Brasil de olho em meter a mão em mais essa riqueza natual, como fizeram com todas as demais riquezas naturais brasileiras desde a colonização desta terra.

        Foi uma vitória do povo brasileiro, que é quem vai se beneficiar desse recurso natural. Venceu a educação, venceu a Saúde, venceu o Brasil.

        Vocês derrotados que vão para o raio que os parta.

      • Poxa, mas você tem

        Poxa, mas você tem dificuldade de entender o que está escrito, hein! A vitória foi do Brasil, não de algum lance do leilão. Pelo amor de Deus!

  37. Nassif coloca bons pingos nos

    Nassif coloca bons pingos nos is.

    Permita-me ajudar nesta tarefa, repetindo comentário (ajustado) feito em outro post .

    ______________________________________________________________

    Coisas básicas que, parece, muitos de nós estamos esquecendo por aqui:

    1) O monopólio do petróleo foi detonado por um tal de FHC e famiglia, forçando a Petrobrás a ter que competir pelo nosso petróleo. Felizmente, não houve tempo para privatizar a própria Petrobrás, o que, como no caso da Vale (e etc.), entregaria as riquezas (e seus lucros e benefícios) aos baús privatas, inclusive estrangeiros no caso.

    2) Lula e Dilma, republicanamente, respeitaram a lei neoliberal (ou será que o congresso restauraria o monopólio? um “decreto”?), embora tenham resgatado uma parte razoável da soberania sobre o óleo (/gás), dando pelo menos algumas maiores vantagens à Petrobrás e à União, aprovando novas leis (de novo, republicanamente).

    3) Se em Libra, a União fica com 65, 70 ou 85% é uma discussão paracontábil, já que a melhor (ou pior) comparação seria contra 100%, o que significaria também arcar com 100% dos investimentos e custos. O que deve-se observar é que conseguiu-se reduzí-los (custos) proporcionalmente mais do que os ganhos. Ex: monopólio= 100% dos investimentos/custos e 100% dos ganhos.= 1 vs 1. Partilha de Libra: 40% dos inv./custos e 65/70/85% dos ganhos = 0,x vs 1. Certamente um ganho “menor”, mas com um inv./custo menor ainda!

    4) Derivado de (3), é desonestidade intelectual falar-se em “doação” de (parte de) Libra. Cede-se receita (em $ ou em óleo/gás), mas ganha-se em custeio e investimento (numa proporção vantajosa). É muito diferente de vender (privatizar). É associar-se (partilhar) num negócio onde o investidor (estrangeiro) não tem as mesmas vantagens, mas aceita porque ainda assim lhe interessa. Conjunção de interesses (um princípio dos negócios saudáveis).

    5) Não estamos “entregando o pré-sal” (que pode viabilizar por si reservas de até 90 bilhões!). Apenas partilhando (inteligentemente, me parece) UM dos CAMPOS (o maior, mas apenas uma fração), viabilizando a aceleração do usufruto de tais riquezas, de forma a acelerar demandas de um país em desenvolvimento, com renda, IDH ,Gini, etc. ainda incipientes.

    6) Com esta alavancagem inicial, é possível (mas nem necessário) que a Petrobrás possa até vencer leilões futuros sozinha, exercendo a experiência e expansão adquiridas pelas operações iniciais, como a de Libra. Digo “não necessário” porque parcerias em negócios, mantendo vantagens competitivas, aliviando dispêndios e acelerando ganhos, são normais no mundo dos negocios e principalmente em petróleo.

    7) A questionada “pressa” em explorar o pré-sal tem razões efetivas de risco: beneficiar-se de uma riqueza (finita) que pode sofrer mudanças drásticas de cenário, desde tornar-se caríssima por sua exaustão até ser substituida por novas fontes de energia ou tecnologias no seu uso (muito) mais eficiente. Não podemos ficar de nhém nhém nhém a vida toda em duscussões socráticas (sou fã) sobre se vamos ficar com (digamos) 85% e gastar 40 ou com 100 e gastar 100.

    Quem tema a paciência de me ler sabe que sou (não deveria?) defensor do Brasil e de nós brasileiros. Mas não sou xenófobo, nem contra o “resto” da humanidade, pois não estamos numa ilha, mas num planeta. Se o “mundo é mal”, (mas também é bom), não adianta ficar apenas “constatando”. Temos que aprender, exercitar e fortalecer nossas habilidades no jogo jogado, para não sermos bobos ou explorados, como historicamente.Ou reversamente, partirmos para o “nós ou eles”…

    Quem sabe um dia (precisamos desenvolver) até contribuirmos para um jogo mundial melhor e mais saudável?

    Sejamos inteligentes, não apenas emocionais, né?

     

     

    PS1: Lembrar que mesmo durante a vigência do monopólio quebrado por FHC, já havia o recurso dos contratos de risco. Isto não satisfazia os fernandistas, cujas ações evidenciam fortemente a que interesses serviam (e servem).

    PS2: A operação é 100% da Petrobrás, e seus custos serão cobertos 40% por ela própria e 60% pelos consorciados, bem como os investimentos, com boa parte sendo feita obrigatoriamente no Brasil, ao contrário do que insinuam alguns sobre “irem para a China”. Isto aumenta a “parte que nos toca”, tanto em receita quanto em empregos e expertize (boa arte destruida ou jogada fora nos tempos fernandistas).

     PS3: Desnecessário dizer que empresas como Shell (já chegou a ser a 3a. maior empresa absoluta do mundo) e Total validam o modelo escolhido pois nenhuma tem “interesses estatais” (a menos das ações das rainhas…).

    PS4 (não o da Sony): Note-se que o modelo adotado de partilha:

    a) Permite desde 100% da Petrobrás em OUTROS campos do pré-sal (como já é em Tupi?) como 100% de estrangeiras. Notemos que mesmo neste último e “pior” caso a diferença poderá ser de apenas 10% a menos para a participação da Petrobrás, o que não seria muito diferente de Libra. E se a partilha do “excedente” exigido (41,5%) for maior, o resultado para a União poderá ser ainda melhor, mesmo sem a Petrobrás participando do eventual leilão.

    b) O modelo, além de ser economicamente interessante, foi bastante (e saudávelmente) amarrado a objetivos sociais estratégicos, como saúde e educação, mas não somente. Isto sem deixar de resguardar, transparentemente a todos os envolvidos, os ganhos dos acionistas, sejam da Petrobrás (públicos e privados, inclusive estrangeiros) ou das empresas consorciadas (pubicas e privadas).

    c) Se há uma (possível) crítica, é a de ainda precisarmos importar derivados, embora nesta gestão Lula/Dilma pelo menos mais uma ou duas refinarias quase prontas devam eliminar ou diminuir este subsidio (outro papel “social” da Petrobrás, só possível por ser controlada pela União). Pelo tempo de esgotamento´do modelo de energia fóssil e alto custo e prazo pare refinarias, não sei do benefício ou risco de fazermos mais refinarias para exportarmos não o óleo crú, mas derivados de maior valor agregado. Um assunto que certamente merece discussão (Nassif?!).

    c) O envolvimento de parceiros estrangeiros fortalece uma visão internacional saudável que não situa a Petrobrás contra o “resto” ou o “Brasil contra o mundo”. Envolve intresses (e alianças) multilaterais. Não estou falando de tomada no grito, pois se potências imperiais quiserem (que não estejam lendo aqui ou nas “agências”), uma frota, um golpe incitado ou uma desculpa esfarrapada serão suficientes. Estou falando de multilateralismo respeitoso.

    d) A História mostra que as oligarquias mediocres que (inda) alugam o país e suas riquezas, em desprezivel detrimento de seus conacionais, podem destruir qualquer modelo em apenas uma oportunidade de gestão, como fizeram (e podem fazer de novo em qualquer eleição ou golpe) os “fernandistas”, destroçando conquistas que levaram décadas, inclusive garantidas pela Constituição, em rápidas blitzen de destruição por interesses inconfessáveis. Neste aspecto, que Deus nos proteja (êpa!)… Ou que o povo, uma vez fortalecido, consiga se proteger.

    • Tudo errado.
      1.O monopolio

      Tudo errado.

      1.O monopolio constitucional da União sobre jazidas CONTINUA o mesmo, não foi detonado por ninguem.

      2.A privatização da PETROBRAS nunca foi proposta por FHC porque seria IMPOSSIVEL, nas duas Leis de privatização a Petrobras foi EXPRESSAMENTE excluida da relação das empresas privatizaveis, tanto na Lei do Presidente Itamar como na Lei do Presidente FHC, esta ultima de 1996 ( a Lei 9.306), que cofirmou a exclusão expressa da Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Economica Federal, ´prtanto a privatização da Petrobras nunca foi proposta pelo Executivo ao Congresso, nem como simples sondagem e certamente jamais seria aprovada.

      3.A Petrobras, desde sua criação nunca foi monopolista do setor de petroleo, conviveu com o Grupo União (Refinaria de Capuava), com a Refinaria Ipiranga, com a Refinaria de Manaus (de Isaac Benayon Sabbá) e com as distribuidores multinacionais Esso, Shell, Texaco, Gulf, Repsol, esta ultima tambem sócia na Refinaria Alberto Pasqualini no Rio Grande do Sul.

      • Coisa estranha ne’? Araujo,

        Coisa estranha ne’? Araujo, parece qie o pessoal, pela ideologia, perdem o bulim, saem da casinha e a logica vai pro espaco…

        Le-se cada coisa  (de algusns ate’ vivos) aqui que e’ de tirar o chapeu pela “sem nocao”..

      • Errado está você. FHC queria

        Errado está você. FHC queria privatizar a Petrobras sim. Lembro-me muito bem desse período. Tenho alguém da família que ali trabalha e me recordo do temor que ele tinha caso a empresa fosse privatizada. Além disso, a tentativa de mudança do nome para Petrobrax foi, claramente, uma ação para tornar a empresa mais atraente para os americanos.

        • Isso é pura lenda , conversa

          Isso é pura lenda , conversa de porta de padaria, para privatizar a PETROBRAS seria necessaria aprovação do Congresso, das duas casas, Camara e Senado e nunca houve condições politicas para isso. FHC fez aprovar em 1996 a Lei 9.306 para alterar o Plano Nacional de Desestatização e essa Lei exclui EXPRESSAMENTE a Petrobrás, se ele quisesse privatizar não teria sentido mandar essa Lei ao Congresso.

          A imbecil proposta de mudança de nome veio da Assessoria de Marketing e não tem nada a ver com privatização, foi uma ideia infeliz que custou R$706 mil para um estudio de design grafico , para privatizar qualquer coisa não precisa mudar o nome ou será que mudaram o nome da Companhai Siderurgica Nacional para vende-la ?

        • petrobras privatizada

          Só idiota pra dizer que a petrobras não seria privatizada, ficamos reduzidos a menos de 30 mil funcionário, tivemos oferta de demissão voluntária, o presidente da petrobras chegou a ser o Osiris Silva, o mesmo que privatizou a Embraer, o cunhado do FHC também foi presidente, existem dezenas de indícios que mostravam a intenção do entreguista FHC, quer mais lesa pátria que a vale do rio doce? A petrobras não foi privatizada porque a reservas eram de difícil extração, ninguém conhece as bacias brasileiras como os geólogos da petrobras, tanto que Libra foi privatizado por uma micharia e a shell não encontrou petróleo e agora se une a petrobras porque não tem competência para tal, essa raça de brasileiros imbecis se acham uns entendidos e posam de inteligentes. SÓ OS NACIONALISTAS TÊM VALOR.

      • Blá blá blá NeoMottista

        1a) O monopólio era da Petrobrás (empresa), em exploração (upstream) e refino (downstream), asseguradas as anterioridades de sua decretação (exs. refinarias anteriores à Petrobrás). É óbvio que a distribuição de derivados (onde a Petrobrás era e é A fornecedora de gasolina para todas as distribuidoras) nunca foi monopólio. Mesmo aí, a BR foi criada para competir neste segmento e ser a maior. E assim foi.

        1b) O sr. confunde (como de hábito) direitos sobre jazidas (todo subsolo nacional é da União) com o monopólio de exploração e refino acima descrito, que ERA da empresa estatal (controle) de economia mista (Bolsa) Petrobrás e foi DETONADO pelos fernandistas.

        1c) Note que as jazidas de minério de ferro (e outros) são da União, mas sua exploração que era eminentemente de outra gigante estatal de economia mista, a Vale do Rio Doce, agora é particular. Bom para os Bradescos, Steinbruchs e japoneses (e fp´s). Ruim para os demais quase 200 milhões de brasileiros.

        1d) De que adianta ser o dono da jazida e outros explorarem? Receber nada ou uma merreca? O que importa é o usufruto efetivo do valor da riqueza e não sua mera propriedade.

        1e) Fico envergonhado de passar conceitos tão básicos a quem se pretende conhecer de tudo e opinar com base neste (pretenso) conhecimento. Por isso as opiniões e avaliações são tipicamente tão ruins…

        2a) Ninguém aqui falou que a privatização da Petrobrás, Caixa e BBrasil foi proposta por FHC. Em política, ninguém faz proposta para perder, precisa amadurecer. O que disse é que não deu tempo de fazê-lo (o estrago nas outras foi extenso e trabalhoso), pois os indícios são fartos e conhecidos. Mas dê a presidência ao Serra e veja como as ações da Chevron vão subir (e o seu próprio júbilo pessoal).

        2b) Quanto a sua afirmação de que o congresso “jamais aprovaria”, vide as demais (Vale, eletros, teles). Nada que um amadurecimentozinho (mídia martelando, sucateamento, etc.) e ums “jabazinhos” parlamentares não resolvam.. Em resumo, seu item (2) é meramente opinativo, assim como o meu: “Não deu tempo de efetivar as privatarizações da Petrobra(x), CEF e BB.” Apenas eu opino com fartas  públicas evidências e vc com sua evidente “torcida”.

        3) Vide (1): A Petrobrás, salvo as anteriores a sua criação, detinha o MONOPÓLIO de exploração e refino. Nunca teve monopólio de “jazidas” ou de distribuição (gasolina, lubrificantes, etc.) ou ainda petroquimica.

        Sugestão de colega: não insista em gerar vergonha alheia.

        • http://desv.petrobras.com.br/

          http://desv.petrobras.com.br/refap/refap_perfil.asp

          A Refap S/Am refinaria de Porto Alegre admitiu participação da Repsol e o negocio não teve anterioridade à criação da Petrobras, é coisa bem recente. A Refinaria de Pernambuco (Abreu e Lima) tambem teria a participação da PDVSA se esta tivesse cumprido seus compromissos.

          As jazidas de petroleo são da União, tanto que a União capitalizou a Petrobras em 2009 com 5 bilhões de barris do pre-sal. Todas as jazidas minerais do Pais são da União e ela cede os DIREITOS de exploração a particulares. Voce pçropõe que deve ser a propria União quem deva explorara-los, como se isso fosse coisa simples, sem risco e que dispensasse o emprego de capital. Nenhum Pais organizado do planeta explora seus minerios pelo Estado, aliás mineração é uma das atividades de mais alto riso entre todos os setores da economia.

          Poderia ser Minerios do Brasil S/A Minerobrás, com a presidencia de Rena Calheiros e a diretoria financeira de Eduardo Cunha, ficaria tudo dentro da soberania do Brasil e atenderia à paranoia dos nacionalisteiros.

          • Chega de Motta!

            Agora sim, voltamos ao velho e querido A.Araujo!.

            Pena que não aceitou meu conselho de amigo e veio com mais vergonha alheia para nós.

            Gastou tempo pesquisando (e ainda pesquisou mal).

            A sua mencionada refinaria era parte (e ainda é, leia o seu link) da própria Petrobrás

            A Repsol entrou ´depois do FIM (após!) do monopólio da Petrobrás de FHC (cujo papel institucional era fortalecê-la, não enfraquecê-la), que primeiro costurou uma emenda constitucional (1995) para poder detoná-lo 2 anos depois (97).

            Tendeu, AA? DEPOIS da quebra do monopólio … Depois!!! … O monopólio cabô! Teve o antes e o depois! Cabô, AA!

            Hoje, aprovado pela ANP, vc pode vir com o Bush Kid, o Chavez (êpa, esse não mais) a rainha da Holanda e o Mao (êpa, esse também não mais), que pode!

            Aliás já sugeri ao Nassif que o assunto refinarias é uma discussão interessante, nos aspectos de oferta x demanda, custo x benefício x riscos, janela restante de tempo para fazê-las (ou não), etc.

            De resto, vc repete (na cara de pau) o que eu lhe disse e ainda atribui uma inverdade a minha carcomida pessoa, ao dizer que eu “proponho que a União deve explorar, blá blá”…

            Ora, se estou defendendo a partilha de Libra com a Shell, Total e chineses, como estaria propondo que a “União explorasse em monopólio”? Passou da dose noturna de scotch?!

            Vc sabe que não sou anti-privatista (mas sou ferrenho anti-privatarista). Nem anti-estatista! Sou por avaliar a melhor equação para cada cenário.

            E vc continua com seu Febeapá: “mineração é uma das atividades de mais alto risco, blá, blá”. Algumas podem ser, outra não! A Vale tinha gigantescas reservas já conhecidas de minério de ferro do mais alto teor, para suprir a demanda mundial por alguns séculos. Qual o grande risco?! Acidentes de trabalho? Ou apenas o trabalho de vendê-lo, removê-lo, transportá-lo e entregá-lo? A preço baixo ou 16 x mais alto? Por séculos!

            Sua “gozada” Minerobrás já tinha nome: Vale do Rio Doce, uma cia estatal de ações em bolsa, lucrativa, das maiores do mundo, cujo controle foi vendido por menos de 1/5 do bônus de entrada para um campo de petróleo. E seus novos e poucos donos podem lucrar (eu disse lucrar) mais do que isso em um mero trimestre.

            E vc aí mais preocupado com o Renan e o Cunha?

            Levou-me as lágrimas!

            Mas, soluçante, mantenho-lhe minha recomendação.

        • Ótimo.

          Ed, estou rindo sozinha (ou como bem resumido em inglês LOL (laughing out loudly)) com o seu “Apenas eu opino com fartas  públicas evidências e vc com sua evidente “torcida”.”. E de fato as evidências públicas do desejo, tentativas, etc do FHC privatizar a Petrobrás foram muitas. Tivesse dado tempo, tivesse tido a torcida constante da mídia, teria acontecido.

      • Memória de tucano

        O Globo, de 31/01/98:

        Publicado em 07/12/2010 por Rui

        “O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, disse ontem que a Petrobras é “um dos últimos esqueletos da República” e que o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, terá de desmontá-la “osso por osso”. Motta referiu-se à estatal como um paquiderme que consome US$ 9 bilhões em importações, prejudicando a balança comercial do País e a sociedade brasileira. (pág. 1 e 30)”.

        PRIVATIZAÇÃO – ESTÁ DOCUMENTADO: PETROBRAS SERIA PASSADA NOS COBRES
        Já acionaram o Ministério Público para garantir a privatização da empresa.

        Em 2007, indignados pelo fato de a Petrobras ter adquirido a totalidade das ações ordinárias e preferenciais detidas pelos controladores da Suzano Holding no capital da Suzano Petroquímica, a oposição – aqueles mesmos que queriam desmontar a Petrobras osso por osso – ingressaram com uma curiosa representação contra a petroleira: queriam melar o negócio por considerá-lo uma “ofensa ao Programa Nacional de Desestatização”.

        Coube ao então deputado federal do PSDB, Paulo Renato Souza, atual Secretário de Educação do governo paulista, endereçar a patacoada jurídica ao Procurador-Geral do MP junto ao Tribunal de Contas da União.

        http://umapartedomundo.wordpress.com/2010/12/07/o-globo-de-310198/

        http://clipping.radiobras.gov.br/anteriores/1998/sinopses_3101.htm#4

        • Quer dizer que vc acha que

          Quer dizer que vc acha que Sergio Motta ou qualquer outro basta dar uma declaração e como por magina as leis mudam, a Constituição se altera e o desejo se transforma em realidade? É essa sua formação em politica? Basta um auxiliar de um Presidente querer que se faz? Não tem Congresso, Ministerio Publico, Partidos, Tribunal de Contas? É zás trás, basta o Sergio Motta querer que a coisa acontece? Francamente, é dificil discutir qualquer assunto nesse nivel de simploriedade. Quanta coisa o Lula quis e não conseguiu, ninguem segura ou faz o quer em politica, até o camarada Stalin, o lider mais poderoso do Seculo XX, sabia que seus desejos não se materializavam só porque queria.

    • Besteirol à direita e à esquerda

      Leia isto:

      “A mesma mídia e a oposição ao leilão de Libra pela direita (PSDB à frente) contradizem a oposição pela esquerda (PSOL, PSTU, PCO e Requião) quando tratam do endividamento da Petrobrás, que tornaria, inclusive, pesado – e, talvez, insuportável – para a empresa investir cerca de 40% de tudo o que será investido em Libra. Isso porque estaria “muito endividada”.

      A gritaria esquerdista, quando não pede para simplesmente deixarmos o petróleo embaixo da camada de sal do Atlântico, afirma que a Petrobrás tem, sim, condições de deter 100% da exploração de Libra.

      Nem uma coisa, nem outra. Sim, a Petrobrás está endividada e, por isso, não tem condições de explorar sozinha o campo de Libra, até porque, se o fizesse, faltariam recursos para explorar outras áreas do pré-sal. Isso porque a empresa investiu pesadamente para localizar o tesouro que paga toda a sua dívida e ainda deixa um lucro dez vezes maior do que o investimento.”

      Eduardo Guimarães

      http://www.blogdacidadania.com.br/2013/10/o-besteirol-de-esquerda-e-direita-contra-o-leilao-de-libra/

  38. Soberania Nacional

    O termo soberania está desgastado, os esquerdistas infantis, como dizia Lênin a desejam sem saber como a construir diante de um cenário adverso, os direitistas neo-liberais e fascistas de outros matizes a desejam se livrando do Estado como peso e assim não tendo mais que se preocupar com os “perdedores” que não sabem se adequar ao sistema. Tudo privatizado e sem controle algum da sociedade com criação de Agências fantoches e lacaias de interesses estrangeiros. O país sem capacidade de se financiar. Os adoradores do Estado Americano deviam ir lá e propor a venda da telefonia americana aos chineses, holandeses, espanhóis, etc pra ver o que o Congresso Americano diria a respeito disso. Deveriam ir lá e propor a venda das empresas de petróleo americanas para as gigantes do exterior, vendendo também os planos de saúde para concorrentes estrangeiros e todas as jazidas de minérios e metais necessários ao desenvolvimento dos EUA aos grandes exploradores chineses e japoneses, veriam o quanto esquerdistas são os americanos quando a coisa mexe com seus patrimônio. Mas aqui no Brasil isso é coisa de gente atrasada, gente sem cérebro, imbecil, comunista stalinista (sic), coisas do PC do B, coisa de petistas atrasados. Criar formas novas para nossa já conhecida mania de entregar nossas riquezas foi coisa muito usada pelos piratas da era FHC com aquele discurso sobre “gestão”, “competência”, “eficência”, estado mais leve e barato, mercadorias mais baratas, etc. Temos hoje com isso as tarifas telefônicas mais caras do mundo, energia elétrica caríssima para os padrões internacionais, nosso minério continua saindo daqui a preço de banada com baixissimo retorno na balança comercial e continuamos comprando porcarias do mundo todo por valores absurdos. Isso é o capitalismo que tanto a direita nos vendeu como o paraíso a ser alcançado. A era Lula surge na contramão dessa lógica, mas com avassaldoras dificuldades de refazer os caminhso errados, pois o país havia vendido suas estatais, o dinheiro todo sumiu e o mensalão é o maior escâdalo de corrupção da história do Brasil…rsrsrsrs só um imbecil ou mal intencionado acredita nisso. A soberania que nunca existiu começou a ser construída em 2007, não estamos resgatando nada, só se resgata o que um dia se teve, o que estamos fazendo é criando um país que havia ficado pelo caminho, estamos construindo uma nação que nunca existiu para seus cidadãos e isso sempre trouxe no caminhos os canalhas que a usaram e os patriotas que a querem livre em luta aberta. Espero que desta vez os patriotas vençam a parada. 

    • Neoliberais são privatistas e

      Neoliberais são privatistas e fascisras são estatizantes, não podem ser misturados nesse tema.

      Mussolini criou o IRI, a Finmeccanica, esatizou a marinha mercante, a eletricidade, a quimica, a industria bélica, a maior parte dos bancos, o petroleo, o gás, as ferrovias, a industria siderurgica, os estaleiros, so poupou a FIAT.

  39. Quem ganhou?

    As empresas americanas que não participaram é que ganharam, explico:

    Com a vitória certa da oposição ano que vem, ( o Serra garantiu que vai ganhar), elas somente com os 15 bilhões que economizaram, poderão comprar a PetrobraX, o Banco do Brasil e a CEF.

     

    • O Lelão do Campo de Libra

      Graças a Deus que sou apartidário. O PT em seu desespero, fome e fúria pelo poder fizeram e fazem qualquer coisa para se manter em alta. Essa questão dom leilão de Libra é uma vergonha, o PT vive falando que o governo do PSDB não conseguiu privatizar a Petrobrás, interessante, o PT nem precisou disto, está destruindo por completo a Petrobras que perdeu boa parte de sua produtividade, perdeu muito de sua lucratividade e esta sem condições de efetuar investimentos, inclusive fechando muito escritórios no exterior. A situação da Petrobras esta complicada,  e as contas do governo estão piores ainda. A salvação parcial veio com venda a preço de migalhas do maior reservatório de Petróleo que o país descobriu em sua história, esse reservatório é propriedade dos cidadãos brasileiros e não do PT. Isso vai salvar as contas destorcidas do governo neste ano. O país vai ficar com muito pouco e vai perder muito. Mas para o PT que na figura do Lula entregou uma refinaria da Petrobras de presente para a Bolívia e ainda disse que eles tinham direito de ter aquilo… que absurdo foram 120 milhoes de dollares entregues de bandeja à Bolívia e isso é patrimônio público dos cidadãos brasileiros, Lula deve resarcir o estado por isso, ninguém lhe deu um cheque em branco para se desfazer de nosso patrimônio. Estamos de Mal a pior. Não houve Leilão no campo de Libra e sim uma simples e única oferta, Nós os cidadãos brasileiros que pagamos impostos e que somos os reais donos da Petrobras não vamos levar praticamente nada disso. Foi uma operação unicamente para salvar as contas do governo que vão de mal a pior.

      • Que pena

        Pena que o Serra nao tenha virado presidente. A privatizacao da Petrobrax, teria evitado todo esse problemao que o amigo nao esta entendendo. Não teriamos que perder todo esse tempo discutindo o quanto sobra para o Brasil. Não teria sobrado nada, exatamente como aconteceu com a Vale.

  40. Na entrevista que Sauer deu a

    Na entrevista que Sauer deu a Azenha, aquele disse que é impossível aferir, HOJE, o quanto fica com o Estado brasileiro, até porque o percentual de 41,65% pode variar conforme o preço do petróleo no mercado internacional e a produtividade de Libra.

    Percentual este que vai de 9,93% (percentual pior do que o modelo de FHC) a 45,56% (se Libra produzir mais de 12 mil barris/dia e o valor do petróleo ultrapassar 100 dólares).

    No Brasil de Fato (http://www.brasildefato.com.br/node/26408), esclarece-se este detalhe: 

    “”Pelas regras, a remuneração de 41,65% é calculada numa perspectiva de produção de 12 mil barris por dia, cada um no valor entre 100 e 120 dólares. Se ambos subirem, o percentual sobe para 45,56%. Mas se caírem, pode chegar a 9,93%”, afirmou. “Quem perde com isso é a educação, que receberá 75% dos royalties, e a saúde, que ficará com 25%.”. Os royalties correspondem a 15% do valor do barril.”

  41. Entendi isso, com os

    Entendi isso, com os possíveis desdobramentos.

    Primeiro, a Petrobras não foi privatizada, pelo contrário, foi mais estatizada, pois o Governo Federal aportou dinheiro nela e detém agora 48% dos papéis.

    Segundo, uma área contendo petróleo e gás natural do pré-sal, o campo de Libra, com estimativa de produzir de 8 a 12 bilhões de óleo (na média seria e ficou com os 10 bilhões, mas dizem que pode ser 15 bilhões) foi leiloado ontem. Uma jazida, uma mina de petróleo, um bem da União, foi leiloada, não a Petrobras (lembrar que nos tempos de FFHH esse campo já houvera sido concedido por US$ 250 mil dólares).

    Vamos às contas considerando o produto e com sua transformação em dinheiro. Considere hoje o barril de petróleo é cotado à 100 dólares.

    Os royalties são de uma alíquota a 15% do que for produzido, logo 15 dólares pra União (para educação e saúde).

    Sobram 85 dólares. Desses 85 dólares tirasse o custo de exploração – vou estimar em 25 dólares – que somados aos 15 dólares dão 40 dólares de resultado final da exploração. Sobram 60 dólares.

    Recapitulando, 15 dólares para a União e estimados 25 dólares como custo para o poço ser explorado.

    Os tais 60 dólares são o valor equivalente de óleo (extraídos os custos de exploração), sendo que 41,25% ficam pra União (para a formação de um fundo soberano – engraçado, valor equivalente à nossa dívida interna líquida hoje – isso pode aliviar e muito o “jurão” pago pelo Brasil, pois mostraria que o Brasil tem lastro para quitar o débito -, cujo retorno financeiro também será aplicado em educação e saúde), que dá 25 dólares, somados aos 15 dólares de royalties temos 40 dólares pra União.

    Desses 25 dólares na exploração a Petrobrás deverá arcar com 40% em razão do quinhão dela no negócio. Isso significa que a Petrobrás disporá de 10 dólares por barril no custo de exploração.

    Agora com os 25 dólares de custo de exploração. Parte desse dinheiro – cerca de 70% – ficará como investimento local em equipamentos, em torno de 17 dólares por barril a serem aplicados na indústria do aço, indústria naval e em indústria de equipamentos pesados (o poder multiplicador desse valor na economia do Estado do Rio de Janeiro e nos fornecedores de equipamentos é considerável). Assim, dos 25 dólares 17 serão aplicados no Brasil e 8 fora do Brasil.

    Resumindo os investimentos (ou custos): a Petrobras entrará com 10 e os estrangeiros entrarão com 15, o Brasil terá 17 de investimentos diretos e pra fora do Brasil irá 8 dólares por barril de petróleo.

    Temos até agora 25 dólares em equipamentos, 40 dólares pra União e 35 dólares para o consórcio de Libra. A União estará com a mão nos 40 dos 75 dólares do valor líquido do petróleo (só aí é 53,3% da participação no óleo extraído).

    Então, a União terá 40 dólares do que for extraído do fundo do mar, sem o custo de produção. Se o custo de produção baixar, já que os equipamentos serão contratados talvez numa cesta de moedas que não o dólar – tem real, yuan, euro e libra como moedas da empresas do consórcio – no investimento inicial e no custo de operação, as partes certamente não perderão com a variação cambial.

    Os custos (ou investimentos), lógico, ficarão para o consórcio, mas o investimento irá movimentar a indústria nacional. Mas a União detém quase 48% do capital da Petrobrás. Como a participação da Petrobrás no consórcio é de 40%, a União deterá 19% dos 35 dólares de participação indireta no consórcio, ou seja, mais 6,6 dólares no resultado em óleo do barril a 100 dólares, que somados aos 53,3 significará 60 dólares em 75 dólares em cada barril.

    Assim, a União terá entregue em partilha 15 dólares de cada barril de petróleo de Libra para os estrangeiros, antes de cobrar o imposto e contribuição social deles (algo em torno de 1/3) do botim. No fim das contas, sairá por 10 dólares o lucro com o óleo das demais consorciadas estrangeiras. Em suma, 10% de tudo – ou seja, 10 dólares por barril, pelo investimento de 15 dólares por barril no custo de exploração (ou melhor, investimento) assumido pelas empresas estrangeiras. Nada mal, hein? Queria eu que FFHH tivesse “entregue” o direito de exploração das jazidas da Vale nesses termos.

    Enfim, a União pegou 15 bilhões de dólares, e ficará diretamente com 60 dólares por barril. Fora o retorno em impostos do consórcio e dos rendimentos da Petrobras. Nada mal, mas ainda falta computar o efeito multiplicador da renda dos postos de trabalho criados na economia local, além das contratações de serviços e encomendas de equipamentos de conteúdo nacional de no mínimo 70% de tudo investido até o ano de 2019, ou seja, pelo menos 12 dólares de cada barril de petróleo – estimado a 100 dólares o barril – perto do estimado para o campo de Libra começará a produzir. Nada mal mesmo.

    Considerando que na média o campo de Libra tenha 1 trilhão de dólares em petróleo para ser explorado em 35 anos. Em cifras o negócio fica mais ou menos assim:

    – US$ 150 bi de royalties para União;

    – US$ 250 bi de investimentos do consórcio – sendo que a US$ 170 bi serão injetados no Brasil e 60% disso (US$ 150 bi) bancados por empresas estrangeiras do consórcio.

    – US$ 250 bi aplicados no fundo soberano do Brasil – isso dá para quitar a nossa dívida interna hoje;

    – US$ 66 bi de petróleo no ativo da Petrobrás (empresa nacional) são da União que é detentora de 48% do capital;

    – US$ 50 bi de impostos e contribuição social (mais ou menos 1/3 – IR e CSLL – dos US$ 150 bi do em petróleo ganho pelos estrangeiros);

    – US$ 100 bi de remuneração final aos estrangeiros (10% de “tudo” – não esquecer que “tudo” é de óleo no fundo do mar) para os US$ 150 bi investidos (15% de tudo), dos quais necessariamente 70% (ou aproximadamente U$ 170 bi) serão investidos no Brasil.

    Lembro que fiz as contas em dólares, mas isso pode ser banana, R$ ou em barris de petróleo.

    Nada mal. Queria que FFHH tivesse feito isso com as jazidas da Vale.

    Essa Dilma sabe negociar.

  42. O que esse leilão não foi.

    Não foi um leilão, pois teve uma só proposta!

     

    Não foi bom para o Brasil, pois continua deixando o petróleo como massa de manobra para o Governo PTralhista.

     

    Não provou que o modelo é um sucesso, pois só quem se interessou é certamente porque vai ter vantagens excusas, pois as explícitas, não apeteceram ninguém no mercado.

     

    Não foi bom nem para a Petrobrás, porque é a empresa mais endividada do mundo e ainda vai ter que investir para tirar um petróleo lá para 2015 se tudo der certo.

     

    Não foi bom para o Brasileiro, mais uma vez!

     

    • profundidade
      “profundo” e “embasado” haha
      onde está escrito que ao se fazer um leilão e só aparece um interessado o certame deixa de ser leilão?
      Na shell na total e nas chinesas só tem burro pois entram em parceria com uma empresa ruim e.mal administrada! tá!!!!
      Vc precisa entender que americanos só entram se for para arasar e deixar terra devastada!
      Ah e ainda é leitor de veja COITADO, pois usa os mesmos argumentos e apelidos rasteiros.
      COITADO!!!!

    • Será que foi bom para a

      Será que foi bom para a Demotucanalhada? Se eles estão contra é pq foi bom p/ a Petrobrás e p/ o Brasil. Falando neles, onde será que foi parar o dinheiro da privatização realizada por eles. Nós não vimos nem a cor, só a Suiça e outras paragens, né?

       

    • historinha 2

      O povo participou ativamente da privatização da Vale. A grande midia ajudou enormemente a iluminar a cabeça do povão, que acabou apoiando a iniciativa maravilhosa do governo FHC, que com a privatização da Vale evitou grandes perdar financeiras e pode ajudar iluminados empresarios, os felizes compradores,  a nos ajudar a exportar minerio, ja que estatal não tem gabarito para faze-lo. O fato de ter vendido a Vale a preço de pinga, é só um detalhe de somenos importancia. Somente nao entendemos bem porque a jazida de aluminio de Carajás tenha sido vendida aos chineses por  mais do que os iluminados pagaram pela empresa toda. mas um pequeno erro desses nao invalida a opiniao publica da época, tão bem esclarecida pela grande imprensa, hoje mais conhecida como PIG.

  43. Os Pseudos Patriotas(só veem o mundinho corporativo) Derrotados
    O Brasil não é só Petrobras e Petrobras não é só Libras!
    Nas discussões parecia que a tarefa da Petrobra´s não eram as concessões já adquiridas no Pós e no Pré -sal. A missão dela já é muito dura , aqueles que queriam cem por cento Petrobrás inviabilizar sua capacidade tanto de cumprir os trinta por cento dos leiloe à frente quanto do cumpror o já demandado antes de Libra.
    Essa “visão míope ” os fizeram aliar ao inimigo.
    Tve gente séria, infelizmente , dizendo que o leilão da partilha era pior que a concessão, vejam só a que chegou o radicalismo, a visão e corporativista,o piior , lançando disputa de quem ERA PATRIOTA OU NÃO. Um absurdo.
    O Brasil tem demandas sociais, educacionais e tecnológicas imensas, o dinheiro é curto e esperar seria muito arriscado!
    Eles não avaliaram a mudança de paradigma: Aposse do óleo, moeda geopolítica que provoca guerras insanas, isso nos fará donos do nosso destino, pois, podemos refinar na medida de nossas possibilidades e de forma planejada, Ditaremos o rítmo da exploração, desenvoveremos nosso parque industrial , gerarejms riquesas tecnologia e indiustrialização e milhoes de empregos. Eis a grande diferença entre Partilha e concessão. As multid , na , concessão, levam o óleo da plataforma pra onde elas quizerem , nada chega a nossa costa , só tem que cumprir comm a cota da autossuficiência, ora, a conversa agora é outra .
    Viva a Posse do Òleo . O quê fazer? Ta em nossas mãos, isso é que é importante!

  44. “Serviu para calar a boca dos

    “Serviu para calar a boca dos que diziam ser o modelo inviável; mas nao garantiu a viabilidade dos próximos leilões.”

    Num “tendi”…. se não é inviável, como não garante o modelo para os próximos leilões?

    Porque a Petrobrás não terá como arcar com 30, 40% dos próximos investimentos ad eternum…. portanto, a premissa era inviável…

  45.  
    Nassif, com a determinação

     

    Nassif, com a determinação de que a maior parte das tecnologias empregadas na exploração do pré-sal devem ser nacionalizadas, isso vai gerar, 87 milhões de novos empregos nos proximos 30 anos

    Hora, uma pessoa normal necessita de 20 anos de estudo, aproximadamente, para ingressar no mercado de trabalho.

    Estes novos empregos, representam quase que o dobro de pessoas atendidas pelo Bolsa-familia, que a direita raivosa critica por não ter porta de saída. Portanto, com esse leilão, criou-se uma porta de saída espetacular, gerando recursos para a saúde e educação que beneficiem estes brasileiros.

     

     

    • 87.000.000? Contou direito os zeros?

      Vamos ter que importar trabalhador neste caso…

      Você sabia que a projeção para os próximos trinta anos para o aumento da população brasileira é de 30.000.000…

      Você sabia que em 2040 prevê-se que a população com idade entre 20 e 64 anos seja de 135.000.000 de pessoas…

      Você sabia que se pegarmos as mais otimistas suposições para as reservas do Pré-sal e dividirmos por 87.000.000 de trabalhadores, durante a sua vida ativa, o valor mensal recebido seria de R$ 602,00

      100.000.000.000 de barris a US$ 100 por barril = US$ 10,000,000,000,000.00

      87.000.000 de trabalhadores x 35 anos x 12 meses = 36.540.000.000 de salários mensais

      US$ 10,000,000,000,000.00 / 36.540.000.000 = US$ 273,67 x R$ 2,20 = R$ 602,07…

      Você sabia que para chegar a este valor foi a mera multiplicação das supostas reservas x uma hipotética cotação de US$ 100 por barri…

      Você sabia que não foi considerado nenhum outro custo… nem mesmo 13º, FGTS ou contribuição previdenciária…

      Então… você sabia que se distribuir o valor bruto do hipotético pré-sal conseguiríamos apenas manter 87.000.000 na miséria durante 35 anos?

      A cada momento que passa mais absurdo se torna o desvario lulista…

      Por favor… menos, muito menos… isso não é nem mais alucinação… é aberração coletiva!

        • Tem erro na planilha do cara da FGV

          Movimentar US$ 17,000,000,000,000.00 em 30 anos não gera 87.000.000 de novos postos de trabalho!

          Caso se o ponto inicial fosse hoje daria uma média anual de US$ 560 bilhões/ano. Caso todo ele se transformasse em investimentos não atingiríamos a taxa de formação bruta de capital fixo da China, isto considerando o valor do PIBinho deste ano… Os EUA devem fechar 2013 com mais de US$ 2,5 trilhões em GFCF

          O cara deve ter considerado empregos com os mesmos padrões de miserabilidade atuais… e pensar que a FGV tem esta fama toda…

           

          • Rebolla, por que esse choro

            Rebolla, por que esse choro sem fundamento. é triste ver um postador argumentar sem conteúdo. com muito blablablá.

             

      • EM DEFESA DO FHC

        A ira tomou conta dos buxa do FHC. Rapaz não precisava de gastar tantos argumentos para desqualificar a quantidade de empregos que libra vai gerar. Eu sei que vai gerar milhões, entretanto, a quantidade exata só Deus sabe.  A única coisa que me entristeceu na formatação desse negócio foi a participação do PT. O PT não acerta uma. Já pessou o quanto o Brasil iria faturar a mais se fosse o PSDB governo. Veja a privatização da Vale, das Teles, a montanha de dólares conseguida pelo PSDB. Somente a Vale 3,5 bi de dólares, 50% do valor que o tesouro nacional vai receber apenas para assinar o contrato de libra. Que saudade o FHC! Esse sabe doar o patrimônio nacional.

        • Todos nós vimos “a montanha

          Todos nós vimos “a montanha de dólares conseguida pelo PSDB”… nos paraísos fiscais das Ilhas Virgens Britânicas!

          Para o país, nem o pó da rabiola!

  46. Recado

    Nassif: mande esse recado-artigo urgentemente para Marina. Serra, FHC & Cia., estes são “laranjas chupadas”, de onde, politicamente, nada mais de útil se pode esperar. Mande, tambem, para a grande (?) mídia, que fala mal do Brasil, mesmo quando o que atacam por aqui, la fora recebe prêmico (ONU etc.). Lembra o poema “José”, do Drummond: “…esta sem discurso… É agora?” O importante é que vimos o nascedouro de uma noa Era. Por isto, insista, principalmente com Marina, de origem humilde, que não se iluda com os banqueiros suiços. Dudu, de berço de ouro, playboy das praias de Boa Viagem, pode se dar ao luxo de cospir no prato que comeu (caviar com champanha francesa e paté de foie gras), residente e domiciliado na Casa Grande, de onde só saiu para viajar a Brasilia e à Zoropa, não liga muito para isto. Mas ela conhece o sofrimento popular, desde o nascedouro. Diga para que deixe de lado vaidades bobas, que não leva a nada. Diga para engajar-se na campanha de educação e da saúde, com o dinheiro do pré-sal, ai invés de ficar falando mal do que será a redennção nacional. A mim, José Ninguem ela não ouviria. Mas você, letrado e influente, que sabe das coisas, veja se dá para mudar a cabeça desta menina. Senão, ela vai virar letra de música: “Marina, menina Marina, voce se pintou…”.

  47. Post histórico Nassif, parabéns

    O leilão de Libra abre novas portas para o Brasil, o pessoal que o formatou e o realizou estão de parabéns, também a Dilma pelo sangue frio, aguentando estoicamente as críticas, muitas maldosas ou mesmo safadas e criminosas.

    Agora é bola para a frente, que atrás vêm gente.

  48. Há de ser considerado uma
    Há de ser considerado uma série de fatores neste jogo: 1) O ENORME embate político que seria buscar o caminho 100% de participação da Petro. Seria uma campanha GIGANTESCA de desgaste do Governo e da Petro nos jornais, na Globo e na Veja, acusando o governo de dinossauro estatizante. 2) Seria difícil conseguir nesse ambiente aprovar no congresso uma nova lei que excluísse a participação de outras empresas (nem concessão, nem partilha). 3) A Petro, que já está endividada, precisaria se capitalizar com mais empréstimos para conseguir dar conta dos investimentos necessários. 4) Existe sempre o risco de um novo governo mais privatista vencer as proximas eleições, o qual acabaria executando uma exploração MAIS favorável ao mercado e MENOS favorável ao Estado. 5) A exploração destes campos se dará em médio e longo prazo, e nesse meio tempo com o avanço da ciência, as fontes alternativas de energia ganham cada vez mais espaço, desvalorizando o petróleo. Tudo isso posto, minha tendência é concordar que a forma definida pelo governo é a melhor possível NESTE momento/conjuntura. Mas acho que é um debate válido. Com bons argumentos posso me convencer da proposta 100% estatal, que até me agrada mais. 

  49. Sucesso??????????????????

    Se a cereja do bolo teve apenas um consórcio participante do leilão que venceu oferecendo o menor lance tanto em reais quanto em petróleo para a União, imagine o que vem por aí!!!!!!

    E o governo ainda fala em sucesso!!!!!!!!

    • Fica claro que você não entendeu ou …

      Você ainda não captou, né? Eu não deveria, mas vou explicar de novo, o leilão que favorece a nação e não o MERCADO não foi de interesse do, adivinha? Resposta: do MERCADO!!!!

      Sucesso sim e alívio pelo governo FHC não ter conseguido privatizar a Petrobrás e mais alívio pelo leilão atual prevenir que futuros governos privativistas mudem as regras que foram bem orquestradas agora.

    • Bom seria mesmo…

      Entregar tudo como foi feito na privatização da Vale???? Pergunte-se o que queriam Chevron e BP? Pq será que eles saíram? Vão esperar o Serra presidente?

    • Bom seria mesmo…

      Entregar tudo como foi feito na privatização da Vale???? Pergunte-se o que queriam Chevron e BP? Pq será que eles saíram? Vão esperar o Serra presidente?

  50. LEILAO CAMPO DE LIBRA

    Foi um espetaculo Dantesco,complementado pelo discurso de Edson Lobao e de uma senhora que estava rouca.

    A entrega do envelope no ultimo segundo foi a cereja do bolo.

     

  51. Resumindo… o governo pegou

    Resumindo… o governo pegou um pedaço da Petrobrás, criou uma PetroLibra e vendeu 60% dela por um “bônus” de 15 bi, para fechar o caixa do fim do ano, já que ano passado tinha usado o que tinha de maquiagem…

    É ou não é?

  52. O que o leilão de Libra foi e o que ele não foi

    É interessante como certos comentaristas gostam de números. É obvio que vai faltar muito dinheiro para os investimentos. Por esse caminho o falecido Paulo Francis escrevia que nenhum país é viável. A vida na Terra náo é viável.

    Meu pai tinha ações da Petrobrás (mas ele era Portugues…). Depois, como era Português, ajudou com anel e outros objetos de ouro para o bem do Brasil em 1.964. Hoje tomamos ciencia que certas pessoas ganharam sacolas de dólares para dar o golpe…

    Eu não gosto de números (por isso tô sempre quebrado). No entanto, depois de ler o livro de Palmério Dória : O principe da privataria, vou dedicar mais atenção a aritmética.

  53. Achei acertado. Preocupou-se

    Achei acertado. Preocupou-se em não desestabilizar as contas da Petrobras e acho louvável. O investidor da Petrobras percebeu que há considerações a respeito da saúde financeira da empresa tanto por parte do governo quanto da presidencia da petrobras.

    E no fim das contas, vamos ser realistas, qualquer metodo adotado seria criticado. 

    Me intriga dizerem ter sido privatização. O contrato não é de 35 anos? Que privatização por tempo determinado é esse?

     

  54. Agora sim, o petróleo é nosso.

    Quem disse que o governo pretendeu privatizar a Petrobrás vez isso para enganar. Pois, o que aconteceu foi justamente o contrário. Só agora, com as novas regras estabelecidas no novo marco regulatório do petróleo, que Lula conseguiu aprovar em 2010, a União (governo) se faz DONA DO PETRÓLEO. Antes ela era apenas a maior acionista da Petrobrás.  Isso, certamente que afugenta as petroleiras internacionais que só pensam em seus lucros. Essas preferem no poder governantes comprometidos com a filosofia de estado mínimo, para que possam abocanhar as riquezas do povo (PSDB & Cia).  

    Eu quase caia no engodo de que estava acontecendo mais uma privatização, nos moldes do que fazia FHC.

    Para continuar lendo acesse o link: http://migre.me/gmgx3

  55. Agora sim, o petróleo é nosso!

    Quem disse que o governo pretendeu privatizar a Petrobrás vez isso para enganar. Pois, o que aconteceu foi justamente o contrário. Só agora, com as novas regras estabelecidas no novo marco regulatório do petróleo, que Lula conseguiu aprovar em 2010, a União (governo) se faz DONA DO PETRÓLEO. Antes ela era apenas a maior acionista da Petrobrás.  Isso, certamente que afugenta as petroleiras internacionais que só pensam em seus lucros. Essas preferem no poder governantes comprometidos com a filosofia de estado mínimo, para que possam abocanhar as riquezas do povo (PSDB & Cia).  

    Eu quase caia no engodo de que estava acontecendo mais uma privatização, nos moldes do que fazia FHC.

     

    Para continuar lendo acesse o link: http://migre.me/gmgx3

  56. Ah esse pires
     

    Pires, que ofereceu parte de Libra na bacia das almas, diz que será ruim Petrobras ter 51%

    21 de outubro de 2013 | 15:21

    Acabo de assistir, na Globonews, o “consultor” de petróleo Adriano Pires – aquele que, segundo a Reuters licitou parte da área de Libra por R$ 250 mil – dizer que vai ser “um desastre” que a presidenta Dilma “obrigue” a Petrobras a ficar com pelo menos 51% do megacampo do pré-sal.

    Diz ele que a Petrobras não terá capacidade financeira para encarar o desafio, mesmo sabendo, como já sabe a torcida do Flamengo, que o acordo com os chineses é justamente para suprir esta carência.

    A cara-de-pau dos entreguistas não tem tamanho.

    É a primeira vez na história que uma petroleira, coitada, é obrigada a assumir o controle de uma megajazida de petróleo.

    O que a Chevron, a BP e outras gigantes do petróleo não dariam por isso!

    Adriano Pires é um gênio!

    Por: Fernando Brito

     

    O Genro de FH e o Pires pediram só R$ 250 mil por Libra? E ainda abrem a boca para dar palpite?

    21 de outubro de 2013 | 12:23

    Um amigo liga e me diz que não pode ser verdade a informação que dei no post anterior de que parte da área onde está o campo de Libra já tinha sido leiloada – e depois devolvida – como diz hoje a Agência Reuters tivesse sido oferecida por apenas R$ 250 mil no Governo Fernando Henrique.

    É verdade.

    Não posso garantir a informação da Reuters, é claro, mas se é correto que o Bloco Marítimo 4 da Bacia de Santos – e pelos mapas de localização é – tinha parte sobreposta à atual área de Libra, foi, sim.

    E aqui está a prova, no edital da ANP, que reproduzo na imagem acima.

    A ANP, na ocasião, era chefiada por David Zylbersztajn, genro de Fernando Henrique Cardoso e tinha em sua cúpula o senhor Adriano Pires, hoje o bam-bam-bam das Organizações Globo e do Instituto Milenium para assuntos de petróleo.

    Já que a nossa mídia está ouvindo os dois deitarem falação – negativa – sobre o leilão de Libra, porque é que não lhes pergunta sobre a venda, a preço de banana, de parte de sua área?

    Em tempo, era tão barato que, mesmo com esse preço, a Agip arrematou a área por R$ 134 milhões, ágio de 53.564%!

    Viva a imprensa brasileira!

    PS: Por sugestão de leitores e piedade do governador do RS, acrescentei um esclarecedor “FH” ao Genro

    Por: Fernando Brito 

  57. Bate-bola sobre o assunto
    ter, 22/10/2013 – 17:26Paulo Soares 

     

     

    O internauta  Paulo Soares respondeu aos questionamentos “as 7 falácias sobre Libra”, críticas extremante contudentes, feitas por Fernando Siqueira, vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras – Aepet.  A réplica de Paulo Sores está em negrito e, da minha parte achei estranho o Fernando uar o termo “turma petista”, como se fosse proibido petista ocupar qualquer cargo neste governo. 

     

    “1) A falácia maior: “a Petrobrás não tem recursos para explorar Libra”.
    Ora, um campo desta magnitude dá a qualquer empresa que for explorá-lo um imenso poder de tomar recursos fartos e baratos no mercado financeiro. Nenhum ativo é mais forte para garantir empréstimos do que o petróleo. O Governo Chinês está oferecendo às suas empresas os recursos para desenvolver Libra. O Governo brasileiro tem tirado da Petrobrás os recursos, obrigando-a a importar gasolina a R$ 1,72 e vender para as suas concorrentes a R$ 1,42 por litro. Isto fere a Lei 6404/76, das SA.”

    RES.: falácia é a fala de quem escreveu isso. Dizer que qualquer um pode conseguir um empréstimo e portanto a Petrobrás poderia se financiar é falacioso. O endividamento das empresas tem de ser limitado e, a depender de seu tamanho, os juros cobrados variam. Assim, é muito melhor encontrar um sócio a pegar um empréstimo. Sobre o preço da gasolina, outras variáveis devem ser analisadas, e não tenho tempo aqui.

    2) “O Governo vai ficar com 75 a 80% do petróleo de Libra”.
    Outra grande mentira. Da Forma como foi feito o edital a União vai ficar com, no Máximo, 20,5% do petróleo. O resto ficará com o consórcio (ver item 4)”

    RES.: esses cálculos na rede são tão variáveis… o Nassif publicou um que demonstra que a União fica com pelo menos 70%. Nessa guerra de números, falta clareza a quem critica.

    “3) O ministro Lobão, em reunião com a Aepet no MME, disse: “o Governo não pode entregar Libra para a Petrobras porque ela tem acionistas privados, inclusive no exterior, em detrimento de 200 milhões de brasileiros”.
    Mas a opção do Governo é muito pior, é a entrega de Libra às multinacionais que tem 100% das ações no exterior. A Petrobrás tem 48% com o Governo, 10% com fundos de pensão de trabalhadores e cerca de 3% com o FGTS de trabalhadores.”

    RES.: só vi essa citação aqui. A fala atribuída ao ministro não faz o menor sentido. É necessário confirmar se isso foi dito mesmo, se foi, o ministro disse uma besteira… mas isso em nada prejudica outros argumentos favoráveis à partilha de Libra.

    “4) A turma petista que tenta justificar os leilões sem saber o que está falando: “o leilão de Libra é regido pelo contrato de partilha, que é muito melhor do que o de concessão”.
    Falso. O edital de Libra é tão ruim que faz o contrato de partilha ficar igual ou pior do que a péssima concessão. Quando a produção por campo é maior que 95 mil barris por dia, na concessão aparece a Participação Especial que pode chegar 20%, que somados aos 15% de royalties, atingem a 35%. O edital de Libra pode levar a União a receber na faixa de 9,93 a 45,56% do Óleo/lucro, ou seja, aplicando estes percentuais à parte a ser partilhada – 45% – chega-se aos valores entre 4,5 a 20,5%.
    Somando-se a isto o royalty e IR, se tem valores entre 20 e 35%. Além do mais a União recebe em óleo só os 4,5 a 20,5. O resto é em moeda. No mundo, os países produtores recebem a média de 80% do petróleo produzido. Num campo já descoberto, o maior do mundo, é uma doação.”

    RES.: de novo a guerra de números. Mas dizer que a partilha é pior que a concessão não me parece fazer sentido. Note-se que o crítico alega que no resto do mundo os países recebem 80% do petróleo e em Libre receberemos no máximo 20,5%. A disparidade é muito grande, especialmente num regime que foi considerado estatista demais… o argumento do crítico, sem dizer que países são esses que recebem 80% do óleo produzido por multinacionais, perde força e fica parecendo um número inventado.

    “5) “A Pré-sal Petróleo SA, criada para fiscalizar as atividades de produção e evitar que as duas atividades passiveis de fraude, superdimensionamento dos custos de produção, e a medição a menor do petróleo produzido, vai garantir a lisura da produção”.
    Falso. O presidente nomeado é o Osvaldo Pedrosa, primeiro brasileiro a defender o fim do monopólio do petróleo e ex-braço direito do David Zilberstajn na ANP de FHC. Um dos diretores é o Antonio Claudio sócio do lobista mor João Carlos de Luca, numa empresa recém criada. De Luca é o presidente do IBP, clube do Cartel do petróleo. São varias raposas peludas num único galinheiro.”

    RES.: Osvaldo Pedrosa começou a trabalhar na Petrobrás em 1973. De fato, trabalhou na ANP, mas, de novo, isso não é argumento contra a PPSA nem contra o leilão.

    “6) O Bônus de assinatura de R$ 15 bilhões vai aumentar o lucro da União.
    Falso. Esse bônus tem vários efeitos maléficos: i) dificulta a participação da Petrobras que, estrangulada pelo Governo, tem dificuldade de pagar agora R$ 15 bilhões e ficar com Libra sozinha; ii) o consórcio que ganhar, tendo que desembolsar R$ 15 bilhões à vista, irá reduzir o percentual do óleo-lucro para a União. E a cada 0,5% reduzido pelo consorcio na sua oferta, a União perde R$ 15 bilhões, ou seja, um bônus; iii) Governo Dilma precisa dos 15 bilhões para completar o superávit primário, pagar os maiores juros do mundo aos bancos e manter a sua credibilidade e se reeleger. Por um motivo eleitoreiro, sob um modelo econômico equivocado, se vende o futuro de três gerações.”

    RES.: a União não tem lucro, pra começo de conversa. De novo, a consideração de que esses 15 bilhões serão retirados do óleo excedente a ser entregue a União, é forçar a barra do argumento. E o cálculo de que 0,5% disso já daria 15 bilhões é outro cálculo mágico.

    “7) o Leilão de Libra vai garantir muitos empregos no País.
    Falso. Se for vencedora uma estatal Chinesa, ela vai fornecer todos os equipamentos e vai criar empregos na China. Se for a Shell (favorita do Governo) vai gerar emprego na Europa e nos EUA. Quem compra, gera empregos e tecnologia no País sempre foi a Petrobrás, que, antes da onda neoliberal de FHC, chegou a comprar 95 no País.”

    RES.: Falácia maior! Os vencedores formam um consórcio, assim, não haverá um domínio chinês que imporá seus equipamentos malvados e submeterá o Brasil à vontade do Imperador do Centro. Os percentis de nacionalização de equipamentos são altos, logo, os empregos serão gerados no Brasil. Do mesmo modo, quem sabe extrair petróleo de águas profundas é a Petrobrás, de novo, empregos serão criados aqui.

    Responderter, 22/10/2013 – 20:24Sidnei Santos 

    Meu caro,
    Muito sensato e bem colocado! Parabéns!

    Responder

     

    • ajudando o comentario

      A questao do subsidio a gasolina, posso acrescentar que o maior acionista da Petrobras é o povo brasileiro, atraves do governo federal. No caso, a inflacao controlada ajuda muito mais o país do que a Petrobras estar atulhada de dinheiro tirado da populacao, num momento complicado da conjuntura mundial. O impacto do custo do combustivel, nao tem nada de eleitoral. É questão clara de controle  do poder aquisitivo da populacao, que se espalha por toda a economia.

  58. Claudio Freire

    Nassif, não conheço bem geopolítica. Mas me chamou a atenção o seguinte fato.

    No Consórcio vencedor do campo de Libra, estão presentes, além do Brasil, claro, 03 membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: França, China e Grã Bretanha. 

    Será coincidência, ou há uma intenção geopolítica neste fato?

  59. Qual foi o sucesso do leilão?

    Nassif,

    cabem algumas ponderações sobre os aspectos envolvidos no leilão e que você pontua:

    1) Se o leilão foi mera operação financeira e fiscal, destinada a melhorar as contas públicas, revela-se que a decisão em leiloar o campo de libra foi absurda. Moveu-se por demandas imediatas. Como fez FHC em seus mandatos, caso da Vale, Dilma depredou patrimônio público para atender os interesses de quem abocanha a maior fatia do Orçamento Geral da União: bancos e instituições financeiras que controlam os títulos públicos.

    2) Não adianta a União manter controle sobre os poços se parte considerável da produção destes será enviada ao exterior. Aliás, é um absurdo a Petrobrás desenvolver pesquisas e descobir imensas reservas de petróleo, para depois participar dos leilões como consorciada. Outra questão é que o recebimento de royalties está muito abaixo da média mundial.

    3) Se libra não foi privatização, pois a União mantém controle sobre os poços e a produção, então podemos dizer também que não existe privatização nas rodovias paulistas? Que não podemos questionar os pedágios, mas apenas seu preço? Por que a crítica sobre a porivatização que vale (ou valia) para os tucanos não vale para os governos petistas?

    4) Existem aspectos obscuros no regime de partilha. Caso a produção em um poço não seja favorável, ficando abaixo de4mil barris/dia e o preço abaixo de 60 dólares, a União poderá aplica um redutor de 31,72 pontos percentuais sobre o total a que tem direito de 41,65%. Isso significa que a parte que cabe a União não é fixa, mas variará de acordo com o ritmo de produção dos poços, podendo cair para 9,93%. Podemos considerar isso como um sucesso? Sucesso para quem? Só se foi para as petroleiras estrangeiras que participaram do leilão.

  60. Sobre a divisão ideológica em torno do Campo de Libra

    Perambulando pelas redes sociais, fica nítido que há uma diferença ideológico em torno da discussão do Pré-Sal. Dentro dos que simpatizam e defendem o Partido dos Trabalhadores, essa divisão fica ainda mais latente. Um grupo comemorou, vibrou e se emocionou com o Leilão do Campo de Libra e o resultado que isso pode gerar para as futuras gerações, inclusive no que diz respeito a investimentos para outras áreas. Inclusive alguns apoiaram a medida tomada pela presidenta Dilma Rousseff de enviar o Exército para evitar eventuais “badernas” dos Black Blocs.

    O outro lado da militância também comemorou, mas condenou, por sua vez, o modelo de negociação adotado pelo Petrobrás. Queriam que a Petrobrás assumisse sozinha a operação, alegando que a Estatal brasileira tinha plenas condições de executá-las, sem a necessidade de auxílio de empresas públicas e privadas internacionais. Nesse grupo está a CUT, a FUP e inúmeras entidades sindicais. Calvagando nessa idéia, estão tucanos posando de “nacionalistas” (pausa para risos).

    Esse mesmo grupo fez circular dias atrás pelas redes sociais um vídeo da campanha de 2010, onde Dilma Rousseff rechaça a privatização da estatal, alegando que a decisão tomada anteontem vai ao encontro das privatizações tucanas e contradizendo a promessa de campanha.

    No fundo, no fundo, o pano de fundo ideológico levantado por esse contingente de colegas e companheiros é que o país ainda não se afastou totalmente do modelo neoliberal, mesmo com um governo de esquerda e progressista em boa parte das áreas sociais. Na área econômica, esse mesmo grupo diz que há uma convergência entre as idéias do PT e as idéias do PSDB. Claro, a reboque desse tipo de argumento, surgem coisas do tipo: “Se é contra o PT é tucana, etc e tal”. Gostaria de fazer um resgate histórico em relação ao governo Dilma.

    Passados os 100 dias do governo Dilma, uma das críticas surgidas na blogosfera e nas redes sociais é que a presidenta dialogava pouco ou praticamente nada com movimentos sociais, entidades sindicais e a própria blogosfera que ajudou a promovê-la. Por outro lado, promovia encontros calorosos com a mídia, industriais e empresários. Quem não se lembra que ela foi no evento alusivo ao aniversário da Folha de S. Paulo?

    Sinalizou, ainda que formalmente, um acordo de não-beligerança com a velha mídia? A falta de iniciativa na hora de negociar com os professores e demais classes de trabalhadores? Como de costume, há uma falha que é simples de ser corrigida, mas que ainda persiste em acontecer: a ausência de um processo comunicativo mais eficiente por parte do governo. Dilma tem um problema crônico, amplamente discutido na blogosfera.

    Daí eu digo que houve uma falha colossal do governo. Não em anunciar essa importante conquista para o país, mas alimentar e cativar na militância, na população em geral esse sentimento de conquista. Sabe quando o país inteiro grudou na tela da TV para ver o julgamento do “mentirão” petista? Pois é, Dilma deveria promovido esse mesmo sentimento em torno do Leilão de Libra.

    Faltou acionar a Secretaria de Comunicação (Secom), aparelhada de tucanos, para que elaborasse uma cartilha, simples e barata, explicando a diferença entre o regime de partilha e o regime de concessão. E o mais importante: minar qualquer tipo de crítica, no sentido de mostrar que ela cumpriu sim com a promessa de campanha de não privatizar a Petrobrás. A Petrobrás continua a gigante de sempre, mas agora dentro de um contexto globalizado e cuja operação demandaria um volume de recursos que ela não possui para encarar o negócio.

    O que as pessoas queriam: que a Petrobrás leiloasse libra por US$ 250 mil, como fez FHC nos tempos sombrios da tucanada? Ao contrário do que diz o post, há sim um interesse geopolítico e econômico por trás da decisão do governo. A saída das empresas norte-americanas não foi apenas pelo tipo de operação, mas porque o Brasil deu um “chega pra lá” na questão da espionagem e fortaleceu sua soberania perante o irmão do norte. Quem garante que os EUA não instalariam bases militares nas ilhotas inglesas próximas da costa brasileira?

    Acredito que essa celeuma toda seria resolvida se o governo tivesse um processo de diálogo e de comunicação mais eficiente e preventivo. Afinal de contas, essa cizânia entre alas simpatizantes do PT e do governo Dilma, enfraquece a própria blogosfera, o PT e a própria Dilma Rousseff.

  61. Libra

    Nassif.

    Gostei de seu coméntário. Completo.

    Devo estar com alucinações sob teorias conspiratórias.

    Mas enfim passa pela cabeça que, em razão da espionagem americana na Petrobras, o governo com o leilão para consórcios internacionais teve também uma disfarçada forma de blindagem dos campos contra possíveis e futuras investidas até bélicas (vide Iraque) contra o Brasil. Sabe-se que o petóleo é  ainda o único combustível que, por futura carência, as nações , perincipamente os EUA se despem de todos os pudores.

    Quero dizer que a negociação tinha também, como mais um objetivo, envolver outras nações como precaução da cobiça e necessidade externas. 

    Acho que também foi estratégicas, já que a Exxon se retirou da disputa por futura impossibilidade de alegar propriedade dos campos.

     

  62. Concordo com todos os pontos

    Concordo com todos os pontos colocados pelo Nassif, exceção feita ao sexto e último. Mas, enfim, privatização é uma palavra que, convenhamos, se esvaziou de qualquer significado: é definida e redefinida ao sabor da retórica de quem a emprega.

  63. Retiifcações

    Perdão, Nassif, mas no que tange ao que o leilão “não foi”, seus itens 1 e 6 (justamente os mais importantes), infelizmente, estão completamente errados.

  64. Uma matéria fora do ódio Politico!

    Finalmente uma matéria fora da LOGICA POLITICO PARTIDÁRIA!!

     

    Foi um CONSORCIO LIDERADO PELA NOSSA PETROBRAS A VENCER… nada de entregar aos chineses como a mídia corrupta disse!!

    O Consórcio VENCEDOR é formado da seguinte forma: Petrobras (40%), a holandesa Shell (20%), a estatal francesa Total (20%), Estatal Chinesa CNPC (10%), Estatal Chinesa CNOOC (10%).  As estatais chinesas só tem 20% como vencedoras…

     

    A Petrobrás tem o dobro dos Chineses, e os Europeus também tem o Dobro dos Chinas!!

    Link:

     

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/10/consorcio-formado-por-petrobras-e-mais-4-empresas-vence-leilao-de-libra.html

     

    As ações da Petrobras dispararam, pois se um empresa está ganhando algo, obtendo lucros em perspectiva, e tendo dividendos potenciais garantidos pra distribuir entre os acionistas seus papeis aumentarão de valor no mercado financeiro, obvio que os papeis de uma empresa só tem alta se tiver algo de bom pros acionistas, se não tiver suas ações caem… isso é mercado financeiro!!

     

    Links pro mercado financeiro e as ações da Petrobras em especifico disparando:

     

    http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/acoes-da-petrobras-disparam-apos-leilao-de-libra

     

    A MÍDIA GOLPISTA MENTIU pro povo brasileiro dizendo que o Brasil estava VENDENDO O PRÉ-SAL PROS CHINESES, quando na Verdade OS CHINESES TEM SOMENTE 20% do consorcio que venceu ontem e levou a concessão de extração petrolífera de Libra, e o CONSORCIO SÓ VENCEU porque a proposta deles foi a que deixou o maior numero de barris de petróleo pra União, 41,65% do óleo excedente produzido!

    Link:

     

    http://noticias.r7.com/economia/consorcio-com-petrobras-shell-total-e-chinesas-vence-leilao-de-libra-21102013-1

     

    ESSE FOI O PRIMEIRO LEILÃO DO PRÉ-SAL desde as novas regras de Partilha, e foi LEILOADO SOMENTE UM dos campos do Pré-Sal, e estamos falando de R$900 Bilhões de Reais só neste campo, em UM ÚNICO CAMPO DE EXTRAÇÃO… e só pra lembrar, o FHC queria vender esse mesmo campo por R$250  mil reais… não milhões ou bilhões, mas mil reaiszinhos mesmo!

    Link:

     

    http://tijolaco.com.br/index.php/o-genro-e-o-pires-pediram-so-r-250-mil-por-libra-e-ainda-abrem-a-boca-para-dar-palpite/

     

    Além do mais o país ficará com mais de 75,73% das riquezas do Campo de Libra, mostrando A QUE PONTO CHEGOU A VERGONHA POLITICA MÍDIATICA pra fazer medo na população, a que ponto chegou mentira da Mídia Golpista e do partidarismo politico sujo… pra essa gente quanto pior o Brasil melhor pra seus interesses obscuros!

    Link:

     

    http://tijolaco.com.br/index.php/os-numeros-finais-do-leilao-de-libra/

     

    E mais uma coisa, o RESULTADO FINAL DO LEILÃO DE LIBRA não resultou no fortalecimento Chinês no Brasil, mas resultou no fortalecimento das EMPRESAS EUROPÉIAS no Pré-Sal, que estão com 40% do Bolo, o mesmo que a PETROBRÁS, os chineses só ficam com 20%, então se queria uma maior participação de OCIDENTAIS no Bolo, ESTEJA SERVIDO… isto também está feito!!

    Link:

     

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,resultado-do-leilao-de-libra-reforcou-presenca-de-europeias,1088333,0.htm

     

    Se você não foi informado assim, de forma como a realidade é nos fatos do leilão, e sem ter visto em lugar algum a participação percentual exata de cada grupo de interesse dentro do consorcio que comprou libra, e se deixou levar pelo alarmismo politico, o desespero do entreguismo e até o Pânico de “Os Chineses, Os Chineses”, meus parabéns… Parabéns Mesmo… VOCÊ FOI ENGANADO DE NOVO PELA MÍDIA PARTIDARIA E SEUS PADRINHO POLITICOS!!

     

    Já disse, melhor pensar com a própria cabeça, a tua parcialidade contra um ou outro partido politico será usado pra te enganar também!!

     

    E mais uma coisa EM QUE FOI ENGANADO… O PT, mesmo eu não sendo PTista, nunca quebrou a Petrobras como a imprensa martelou por ai meses atrás, MENTINDO DE NOVO… ME FALA UM EXERCÍCIO FISCAL EM QUE A PETROBRAS NÃO DEU LUCRO nos últimos 12 anos do PT?? ALGUNS MAIORES OUTROS MENORES… A PETROBRAS SEMPRE DEU LUCRO NOS ULTIMOS 12 ANOS DE ADMINISTRAÇÃO DO PT… tenho que reconhecer mesmo não sendo PTista, mas também não vou deixar me enganar tão fácil somente por uma minha parcialidade ou ódio politico que tenha!!

     

    Ter um negocio é assim mesmo.. lucros variáveis… Se não gosta de lucros VARIÁVEIS, bem pode entrar no partido COMUNISTA ou virar um socialista pois pra eles deve ser tudo igualzinho, nada de “Variáveis do Mercado” afetando o lucro da empresa, como as novas tecnologias verdes, a crise mundial que afeta o consumo de derivados de petróleo, gera queda no consumo de produtos de plástico,  etc!!… o PCdoB te espera de braços apertos contra o mercado e suas variáveis!!

     

    Valeu!!

  65. Este Leilão foi decidido em um Clube na Holanda

    Bem Conhecendo o Novo Ordeiro Mundo, acredito que esse leilão foi decidido na Holanda num certo Clube, A Rainha Silvia, não entre num negocio pra perder, em breve entregaremos nosso ouro azul.

    Vivemos na matriz

    Presto minhas homenagens abaixo:

     

    Jaime Rodós  do Equador

    Omar Torricos do Panama

    Delmiro Goveia do Brasil

    • DEPOIS DO LEILÃO DE LIBRA

      Mesmo com a queda de produção na bacia de Campos e apesar do insucesso das empresas “X”, as apostas visam apenas o futuro distante para manter a “mística do Pre-sal”: interessa mais presente (gift) do “bônus de assinatura”. O que importa no momento é o sucesso do 1º poço promissor. Depois virão outros e muita coisa pode ser mudada no próximo governo.

      A melhor forma de explorar petróleo é como faz Cuba: durante décadas da guerra fria “extraía” petróleo da antiga URSS. Com a perda do fornecedor, depois da queda do ‘muro’ passou “extrair” petróleo da Venezuela em troca de médicos. E o Brasil – que agora importa médicos de Cuba – talvez possa substituir a Venezuela – agora em dificuldades – com fornecimento de petróleo do Pré-sal em troca de médicos. Não só médicos como mecânicos e funileiros, atividade na qual os cubanos são especialistas, para competir com melhores carros Coreanos e japoneses.

       

       

       

      LEILÃO COM CANDIDATO BIÔNICO

      Sem concorrente não há vencedor.

      O governo sabia – com antecedência – do pequeno interesse das grandes petrolíferas, mas, para manter “a mística do Pré-sal”, decide aumentar a participação da Petrobras para 40% para atrair grandes petrolíferas para um arranjo de consórcio único. Paga mais no presente para receber menos no futuro distante.

      Se o preço do barril cair abaixo de 100 dólares – como muitos esperam – sempre haverá tempo para correção de rumo. Depois de tantos anos sem leilão o adiamento seria visto como um fracasso. A surpresa foi a apresentação da proposta vencedora – apresentado nos últimos segundos – para evitar maiores dissabores: um arranjo pra ninguém botar defeito.

      Como afirma o palhaço em “Alice no País das maravilhas”:

      ‘Competição chata essa: todos chegaram juntos, quem vai receber as libras?’

  66. O que o leilão de Libra foi….

    SHALE GAS NA DIANTEIRA

    A pesquisa do “Shale Gas” está pelo menos 10 anos à frente do Pre-sal, que ainda precisa de outros 10 anos para apresentar resultados. Nestes próximos 10 anos o cenário será outro para o preço do barril diante do sucesso de novas tecnologias. Ainda mais com os campos mais promissores de “Gás de Xisto” na vizinha Argentina e o Pré-sal do México – com a Pemex em vias de ser privatizada  – ambos oferecendo maiores vantagens.

    Apostar no Pré-sal é para grandes petrolíferas que têm capacidade financeira. A Petrobras tem reconhecida experiência, mas não tem capacidade financeira, por isso precisa de grandes petrolíferas como sócias não só financeiras. È um risco muito grande para a Petrobras enfrentar sozinha.

    Se o “tsunami de dólares” barateava o combustível importado, imagina o efeito perverso da valorização que encarece o gás, gasolina e etanol importados que a Petrobras vá ter de bancar daqui pra frente.

    Não há nenhum sinal de mudança no preço dos combustíveis em véspera de ano eleitoral. Manifestações de rua pedem ao contrário a diminuição do preço de passagens.

  67. O que o leilão não foi…

    LEILAO DE LIBRA NO PAÍS DAS MARAVILHAS

    Não foi tipicamente, un leilões no conceito a que estamos habituados, com vários consórcios concorrentes. Foi um leilão de perdedores: perde o leiloeiro (união) que vai receber menos na repartição do lucro petróleo – obviamente pela falta de concorrente. Perde a Petrobras que – já tendo a garantia mínima de 30% de participação como operadora única – foi obrigada a pagar 10% a mais em um momento de dificuldade de caixa. Aquele que faz o serviço da exploração deveria receber mais e não menos lucro futuro ao contrário do “leilão português”, no qual quem oferece o menor lance “carrega o piano”.

    Um leilão na forma de concessão traria mais recursos para exploração de outros campos, diretamente pela Petrobras na forma de prestação de serviço como sugere o professor da USP Ildo Sauer. Por exemplo: no leilão de Tupy (Lula) por “cessão onerosa” rendeu o triplo de Libra, conquanto menos promissor. Claro que não entrou dinheiro em espécie. Apenas maior participação estatal no capital da Petrobras, sacaneando acionistas minoritários.

  68. LEILÃO PARA CHINÊS VER

    LEILAO PARA INGLÊS VER E PARTICIPAR

    A existência de um vencedor requer a participação física de pelo menos mais um consórcio oponente. Como pode haver vencedores se não há concorrentes? Quais foram os vencidos.

    Faz lembrar “Alice no País dos espelhos”, de Lews Carol, quando o palhaço Humpty-dumpty exclama com ar de espanto: “competição boba esta: ao final chegaram todos juntos na hora combinada e todos vão receber as medalhas!”

    CONSÓRCO ÚNICO PROCLAMADO VENCEDOR NO LEILÃO DE LIBRA

    Providencial a notícia de espionagem: foi o motivo de que precisavam para o adiamento, por falta de concorrentes. Só empresas chinesas interessam para garantir fornecimento futuro de petróleo e nem se importam em ser operadoras. Até já tinham oferecido financiamento para cobrir os 30% que cabe à Petrobras. Na inscrição só apareceram chinesas, estatais evidentemente. Na hora do leilão não apresentaram proposta por serem sócias da Petrobras. Por conta disso também deixaram de comparecer a Petrogal e Repsol, pelo mesmo motivo. Depois de tanto tempo sem leilão o adiamento seria interpretado como fracasso. Foi uma “Vitória de Pirro”.

    Mesmo com a queda de produção na bacia de Campos e apesar do insucesso das empresas “X”, as apostas visam apenas o futuro distante para manter a “mística do Pre-sal”: interessa mais presente (gift) do “bônus de assinatura”. O que importa no momento é o sucesso do 1º poço promissor. Depois virão outros e muita coisa pode ser mudada no próximo governo.

    A melhor forma de explorar petróleo é como faz Cuba: durante décadas da guerra fria “extraía” petróleo da antiga URSS. Com a perda do fornecedor, depois da queda do ‘muro’ passou “extrair” petróleo da Venezuela em troca de médicos. E o Brasil – que agora importa médicos de Cuba – talvez possa substituir a Venezuela – agora em dificuldades – com fornecimento de petróleo do Pré-sal em troca de médicos. Não só médicos como mecânicos e funileiros, atividade na qual os cubanos são especialistas, para competir com melhores carros Coreanos e japoneses.

  69. DEPOIS DE LIBRA VIRÃO OUTROS

    NÃO SÓ COMO COMBUSTÍVEL SERVE O PETRÓLEO

    O petróleo não só não acabará como preveem catastrofistas e nem se tornará um produto vulgar de baixo preço. Existem mil outros usos importantes para permanecer nesta fixação atávica do petróleo como combustível: plásticos, adubos e explosivos como uréia e nitrato de amônia dos quais o agronegócio brasileiros tanto necessita.

    A importância do gás não convencional está na utilização do gás em termelétricas de ciclo combinado que permitem a plena utilização da energia: parte energia eletromecânica no eixo da turbina e outra parte – que seria perdida – na energia do tipo térmico dos gases de escape utilizada para economizar o combustível fóssil de antigas térmicas a vapor. Uso térmico da energia é muito maior do que a energia elétrica que está sendo produzida em excesso– segundo o próprio Operador Nacional do Sistema – e utilizada indevidamente para aquecimento em dispositivos como chuveiros elétricos e eletrodomésticos. Hospitais, Shoping centers, fabricantes de bebidas, cimenteiras, vidros, cerâmicas, etc, são fortes concorrentes na utilização do gás que constitui monopólio da Petrobras.

  70. A VOLTA DAS CONCESSÕES

    Se as reservas são maiores do que a Petrobras dá conta de explorar e o governo está mais interessado no bônus de assinatura do que em resultados futuros, uma solução é angariar recursos em parte do Pré-sal no regime de concessão – cujo bônus de assinatura é maior – e utilizar estes recursos na exploração do campo de Libra recém leiloado.     

    “Na prática um bônus de assinatura maior é mais compatível com o regime de Concessão, no qual o governo nacional privilegia a antecipação de receitas e não se preocupa com a otimização da produção e da arrecadação de longo prazo. O valor de bônus fixado pode expressar a opção por maximizar a arrecadação de curto prazo e também reduzir a atratividade do leilão de um campo, a princípio, muito promissor como é o caso de Libra. Bônus de assinatura alto também comprometeria mais a disponibilidade de caixa da Petrobras”. Fonte: Thales Viegas, Blog Infopetro.

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