O Xadrez da venda da Eletrobrás, por Luis Nassif

Seria importante que o Ministério Público Federal e a própria Controladoria Geral da União abrissem os olhos. A Eletrobrás e o Ministério de Minas e Energia estão nas mãos de uma quadrilha que, se não for detida, imporá ao país prejuízos irreversíveis para as próximas décadas.

Peça 1 – o caso Cemar e o Ministério Público da Suíça

Para entender a jogada que se arma com a Eletrobras, é bom conhecer seus antecedentes: o caso CEMAR (Centrais Elétricas do Maranhão).

Ela foi adquirida por um grupo norte-americano, um dos muitos aventureiros que vieram bicar as elétricas brasileiras, no processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso.

Esses grupos montavam empresas em paraísos fiscais, vinham ao Brasil, adquiriam as elétricas privatizadas com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) dando como única garantia as próprias ações das empresas adquiridas.

Não dispendiam um tostão e não corriam risco algum. Não dando certo – como ocorreu com a Eletropaulo e tantas outras -, entregavam as ações das próprias empresas quebradas como garantia do financiamento. Foi o que ocorreu após o “apagão”.

A CEMAR foi uma dessas empresas. Depois de ter sido devolvida pelo investidor norte-americano, houve um período de intervenção da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) que saneou a empresa.

Na privatização houve uma disputa entre a SVM (do grupo Garantia, o mesmo que controla a Equatorial, principal agente da privatização da Eletrobras) e um fundo norte-americano. Venceu a SVM, com uma proposta substancialmente inferior à do grupo norte-americano. Levou a CEMAR pelo valor simbólico de R$ 1,00. E se comprometeu a investir R$ 30 milhões na empresa.

Com os resultados operacionais do primeiro ano, a SVM conseguiu mais recursos que o dinheiro comprometido com o investimento.

Tudo indicava que, por trás dos negócios, estava a influência do senador José Sarney no recém-constituído governo Lula. Na época, escrevi várias colunas na Folha denunciando a jogada.

O caso Cemar, de 20/04/20024

A Eletrobras e a Cemar, de 22/04/20024

A novela Cermar, de 23/04/2004

De quem é a Cemar, de 27/04/20024

De graça, 29/04/2004

O principal concorrente era o Mt. Baker, fundo norte-americano, que inicialmente foi desclassificado sob a alegação não ter cumprido um conjunto de requisitos burocráticos -como a não-apresentação de certidão negativa de falência ou falta de histórico no setor. A empresa foi organizada por Tom Tribone (que trouxe para o Brasil a AES), com recursos do Franklin Templeton Fund (um dos maiores fundos de investimentos dos EUA, com US$ 700 bilhões de ativos) e do Darby Fund, do ex-secretário do Tesouro Nicholas Brady. Só. O grupo entrou com um mandado de segurança para apresentar sua proposta. Conseguiu, mas foi barrado pelas jogadas armadas para garantir a CEMAR para a SVM.

Depois disso, o Ministério Público da Suíça levantou dados sobre a propina paga, que foi depositada em bancos suíços. Logo após a privatização da CEMAR, procuradores suíços convocaram representantes do concorrente americano, para que depusessem sobre o contexto em que se deu a propina. Os depoimentos foram prestados na Embaixada da Suíça em Washington. Bastará uma solicitação da área internacional da Procuradoria Geral da República para receber esse material do Ministério Público da Suíça.

Leia também:  Caso Itaipu: Leros teve linha direta com vice-presidente do Paraguai, diz testemunha

A Equatorial  nasceu dessa operação e hoje é controlada pela Squadra Investimentos, que junta a fina flor do financismo caboclo, egressos do Opportunity, 3G, Pactual.

Peça 2 – a estratégia Eletrobrás

O mesmo grupo Equatorial tenta repetir a operação com as distribuidoras da Eletrobrás.

A jogada consiste em jogar as dívidas na Eletrobrás, deixando as distribuidoras limpas para serem vendidas de graça. Fala-se em R$ 50 mil cada, preço de num carro usado.

Ao mesmo tempo, estão sendo divulgados valores da Eletrobrás, de irrisórios R$ 12 bilhões. Para a maior empresa elétrica do mundo, em capacidade de geração, o mesmo valor conseguido recentemente pela churrascaria Fogo no Chão. E chagaram a esse valor sem avaliação técnica.

A Eletrobrás é mais estratégica do que a Petrobras. Petróleo, se importa; mas energia elétrica é só aqui dentro. O parque elétrico nacional é um sistema complexo integrados, que envolveu três gerações de grandes engenheiros, de Otávio Marcondes Ferraz, Mario Bhering, Mario Thibau entre outros, mais de 150 empréstimos de bancos multilaterais. Agora se pretende transferir todo esse acervo por metade do valor de uma única usina, a de Belo Monte. R$ 12 bilhões foi o preço de uma concessão da velha usina de São Simão, da Cemig, adquirida pelos chineses. Apenas o valor físico da capacidade de geração da Eletrobrás pode chegar a R$ 350 bilhões. Somando-se o custo imaterial das concessões, se chegaria aos R$ 700 bilhões. Empresas elétricas nacionais, de países de parque elétrico muito menor, como Espanha, Portugal e França, valem esse valor.

Em uma Carta que enviou a investidores norte-americanos, a Equatorial  passa duas informações relevantes.

A primeira, sobre a dimensão da empresa.

  • A Eletrobras é uma empresa pública controlada pelo governo brasileiro que opera no áreas de geração, transmissão e distribuição de eletricidade. A empresa possui uma grande base de ativos dentro de uma estrutura corporativa complexa (17 subsidiárias, 178 SPCs e participações minoritárias em 25 empresas) e mais de 23 mil funcionários. 
  • A participação econômica direta do governo na empresa é de aproximadamente 63%. E se adicionamos receitas fiscais, tal participação econômica seria próxima de 75%.
  • A capacidade de geração da Eletrobras, incluindo metade do poder de Itaipu, atinge 47 GW, o que corresponde a 32% da capacidade total brasileira . Essa energia é produzida por 29 usinas hidrelétricas, 20 usinas termelétricas, 6 usinas eólicas, 2 plantas termonucleares 1 planta solar. 
  • Em termos de ativos de transmissão, a Eletrobras possui 70.201 quilômetros de linhas, representando 47% das linhas totais acima de 230 kV no Brasil . 
  • A Eletrobras também opera seis empresas de distribuição no Norte e Nordeste do Brasil.

As avaliações do valor atual de mercado e do valor potencial deveria servir de prova, em um tribunal, para condenar os gestores da empresa por malversação de recursos públicos.

Leia também:  A  mais nova agressão ao MPF por parte de Bolsonaro, por Wellington Cabral Saraiva

Diz a 3G:

  • O limite de mercado atual da Eletrobras é de apenas R $ 20 bilhões , um valor muito baixo considerando todos os ativos da empresa, e é uma clara indicação da má gestão e dos problemas que tem estava enfrentando. 
  • No entanto, com as medidas de eficiência adequadas e uma melhor governança e regulamentação, esta empresa poderia valer várias vezes o atual limite de mercado – que poderia ser monetizado através de dividendos, vendas de ativos, receitas de imposto de renda, capacidade de investimento ou privatização.

E aí entra o jogo regulatório.

O modelo hidrelétrico é simples. O investimento maior é na construção da usina. Depois, há um longo período em que ocorre a depreciação do investimento – isto é, parte dele é descontada anualmente das receitas operacionais e entra no custo das tarifas. Depois que as usinas estão amortizadas, não há mais razão para o consumidor pagar a taxa de depreciação. E o custo operacional é extremamente baixo.

O que Dilma Roussef tentou foi renovar as concessões por um novo método, pelo qual os concessionários não pagariam pela renovação, mas teriam uma rentabilidade fixa, em relação ao faturamento das usinas. Como os sistemas são interligados, haveria uma redução tarifária.

O projeto falhou devido à seca do Nordeste, que reduziu a oferta de eletricidade contratada, obrigando as distribuidoras a comprarem no mercado livre. Somou-se à seca o fato das três estaduais tucanas – CESP, Cemig e Copel – não aceitarem os valores de indenização. Com isso, reduziram ainda mais a oferta de energia contratada.

O projeto em mãos do MME acaba com a energia contratada, jogando tudo no mercado livre. Liquida com qualquer veleidade de tarifas módicas, acabando de vez com a competitividade da indústria nacional. Resolve também uma série de problemas fiscais internos. O resultado será uma explosão das tarifas que arrebentou com as contas do setor.

Peça 3 – os homens da jogada

Assim como na Caixa Econômica Federal e na Petrobras, o primeiro passo foi colocar no Conselho de Administração e na presidência pessoas alinhadas com a jogada.

A figura-chave desse processo é Paulo Pedrosa,  Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, em campanha para suceder o Ministro, Paulo Pedrosa ficou com o comando geral da área da energia elétrica.

Pedrosa é egresso do mesmo grupo Equatorial que armou a jogada da CEMAR.

Na presidência do Conselho da Eletrobras colocaram José Monforte, ex-diretor de fundos do Citibank e do Bank of America Marryl Linch, vice-presidente da Asssociação dos Bancos de Investimentos e também do Conselho da Petrobrás, indicado pelos minoritários estrangeiros chefiados pelo fundo inglês Aberdden. Tem fama de truculento, mas tem um lado vulnerável, com o fundo AGENCO, que deu prejuízo de R$ 1 bilhão no mercado, queimando sua reputação.

Pela primeira vez em 55 anos a União abriu mão da presidência do Conselho de Administração.

Enquanto isto, Pinto Junior, representante da Equatorial  vendia a ideia da ineficiência da Eletrobras.

Leia também:  Bolsonaro admite que pode deixar escolha de PGR para o final de setembro

Para isso, tiraram da cadeira da presidência José Luiz Alqueres, de passado polêmico no setor, que, em que pese sua atuação no setor no governo Itamar, é egresso do setor e demonstrava responsabilidade, uma âncora de bom senso contra o desmonte.

No período FHC, em que pese o erro da desmontagem do modelo histórico – que assegurava tarifas competitivas – pelo menos se cuidou da definição de valor, com as avaliações e modelagens sendo conduzidas por consultorias internacionais. Agora se anuncia o valor sem qualquer referencial independente.

O papel do 3G

As jogadas não param aí.

Segundo análises produzidas por técnicos críticos da operação, outra jogada consistiu em Fato Relevante, divulgado pela Eletrobrás no dia 29/11/2017. Nele, menciona o recebimento do Ofício no 817/2017 do MME, onde o Senhor Ministro de Minas Energia Fernando Coelho Filho apresenta esclarecimentos a respeito da proposta de privatização da Eletrobrás, fazendo questão de destacar que fora sugerida por Wilson Pinto Júnior (3G) tendo como base “contribuições” de estudos realizados pelos analistas do próprio Grupo 3G.

Segundo as denúncias, tratou-se de mera encenação, montada em comum acordo pelo Ministro e pela Eletrobrás. O Ministro mandou o Ofício, a Eletrobrás transformou em comunicado ao mercado. O primeiro objetivo foi pressionar o Congresso e o presidente.

O segundo objetivo é mais danoso. Segundo as denúncias, seria uma tentativa de imputar à própria Eletrobras os custos, multas e processos judiciais, com o uso de informação privilegiada, principalmente se a privatização der para trás, quando o TCU, o Ministério Público e a CVM oficializarem os gestores da Eletrobras.

Assim, os processos voltar-se-ão contra a própria Eletrobras e não contra a União ou contra os CPF’s do Ministro, do Paulo Pedrosa e do presidente da Eletrobras.

Peça 4 – as perdas para o país

Com a privatização da Eletrobras, a Chesf perde a totalidade de sua capacidade de geração. Furnas perde metade e a Eletronorte, com a perda de Tucuruí, fica sem 90% da capacidade de geração.

Mais: sem a energia contratada dessas empresas, haverá uma explosão das tarifas das distribuidoras.

Esse modelo de descontratação foi aplicado em diversos países europeus. Quase dobrou as tarifas em euros constantes em diversos países, incluindo Alemanha, Dinamarca e Grã-Bretanha.

Custou 300 bilhões de euros na Alemanha em 20 anos. Mais de 3 bilhões por ano na França. Taxas que representavam 18% do preço ao consumidor na França há 10 anos, hoje representam 35%.

Por isso mesmo, há uma revisão desse modelo nos principais países do mundo.

No Brasil, é tudo questão de negócios.

Seria conveniente que o Ministério Público Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal montassem audiências com técnicos independentes, antes que os prejuízos para o país se tornam irreversíveis.

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49 comentários

  1. Até que ponto o Ethgoyen tá

    Até que ponto o Ethgoyen tá por trás disso, uma vez que o General é que está dandos as cartas no governo fantoche,

    Bom texto do Nassif sobre a questão militar no governo Temer, tem como reprisar.

  2. Isso é o trágico do Brasil =

    Isso é o trágico do Brasil = uma quadrilha se apossou do poder e estão tomando medidas que já foram testadas e se comprovaram erradas  – seja o uso do exército no combate ao tráfico (vide México) seja esse modelo de preço da energia elétrica (vide Alemanha) quer seja adotando um Thatcherismo mais radical que a própria Thatcher. Ou seja, bons tempos em que o país estava entre os últimos ou era o último mesmo a adotar um caminho já seguido pelos principais países (como o fim da escravidão no século XIX, o divórcio em 77, quando no Uruguai ele já existia desde a década de 10 se não m’engano). Se continuarmos nessa toada, logo logo ao invés do país ganhar dinheiro legalizando a maconha (tendência mundial adotada por estados importantes da América, como California, e por nosso vizinho Uruguai, vamos adotar o raciocínio simplório dum Duteterte = se há tráfico, é porque ha consumidores de drogas; logo, se exterminarmos os consumidores de drogas, atacaremos o tráfico. Bingo! 

     

  3. A CEMAR pratica extorsão

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=5xyfpMmoNiM%5D

    O video ilustra muito bem o que acontece no MA, video de outubro de 2017….olá brasileiros, se preparem, ai o retrato do Brasil  amanhã após a privataria do temoroso…

    A CEMAR pratica extorsão contra os maranhenses, tarifas caríssimas e serviço de péssima qualidade: quando há queda de energia, o restabelecimento demora dias…

    Com aumento, energia no Maranhão é a segunda mais cara do país…

    https://oimparcial.com.br/noticias/2017/08/com-aumento-energia-no-maranhao-e-a-segunda-mais-cara-do-pais/

  4. Os brasileiros e brasileiras estamos num mato sem cachorro!

    Os brasileiros  e brasileiras estamos num mato sem cachorro! ..,…não temos para onde correr…..os golpistas estão entreando tudo: indústria aeronática, naval, petroleo, construção civil, energia…..e, antevendo tensões, o General fecha,  cada vez mais, o regime: Um General Newton Cruz ali…um Romeu Tuma acolá….

    “(…) A Aben alerta que a paralisação das obras de Angra 3, com o consequente risco de que não entre em operação, poderá agravar a crise do setor elétrico brasileiro. A usina poderia agregar quase 1.500 MW à oferta de energia num momento em que se registram baixos níveis de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas.

    Desmonte do setor nuclear exclui Brasil do jogo no mercado global

    https://www.conversaafiada.com.br/politica/golpe-dos-canalhas-tira-o-brasil-do-clube-nuclear

  5. Achar que o MPF vai correr atrás da bandidagem? Ha! Ha!

    “Seria importante que o Ministério Público Federal e a própria Controladoria Geral da União abrissem os olhos.”

    MPF só vai se mexer se puder jogar o Lula no meio.

    Ah, não tem Lula no meio?

    Então o MPF não vai se mexer.

  6. Enquanto isso os paneleiros se mandam para Portugal

    Enquanto os paneleiros se mandam para Portugal que, como se sabe é governado pelo….PT

    Gerson Carneiro: A fuga em massa dos manifestoches para Portugal

    A fuga dos manifestoches.

    Pequena amostra de como portugueses lá em Portugal estão enxergando a chegada dos manifestoches fugindo do Brasil.

    por Gerson Carneiro, especial para o Viomundo

    “Quero meu país de volta!”

    Essa foi uma das cantilenas preferidas dos manifestoches durante os seus atos.

    Após prestarem serviço de massa de manobra para derrubar a presidenta Dilma e tirar o PT do governo federal, o que se vê, a cada dia, é o Brasil ser destruído pela alcateia posta na Presidência da República.

    A mais recente perda de soberania é a entrega da Embraer para a americana Boeing, sandice que nunca presidente dos EUA cometeria.

    Já entregamos o pré-sal a preço de banana. Estamos sem direitos trabalhistas, sem emprego, sem esperança…

    Ou seja, com o velho Brasil de volta ao passado como desejado.

    Agora, pasmem!

    Está havendo fuga em massa de manifestoches principalmente para Portugal, país governado por base esquerdista e socialista.

    O ícone dessa fuga — acreditem! — é  nada menos que Luana Piovani, conhecida por seu empenho antipetista.

    Ajudaram a destruir o Brasil e agora fogem.

     

    Continue lendo

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/gerson-carneiro-a-fuga-dos-manifestoches-para-portugal-e-a-recepcao-la.html

      • kkkkkkk…..

        Os manifestoches não vão aguentar o tranco…vai doer na alma quando perceberem que em Portugal serão ralé…aqui eles se imaginavam burgueses mesmo não sendo donos de meios de produção…que loucura o que fizeram, sei lá se um dia vai cair a ficha….acho que sim, a vida ensina: eles sentirão na própria pele o que fizeram aqui para castigar os do andar de baixo: a lei do retorno é implacável: que retornem a nado….rssss

      • E se não fiazerem isso,

        E se não fiazerem isso, Porrtugal corre o risco dessas pragas se multiplicarem e, ao se darem conta de que é um governo socialista o que dirige Portugal hoje, fomentarem uma derrubada do governo e colocarem no seu lugar um Salázar 2.0 rss

         

         

    • Os Portugueses precisam

      Os Portugueses precisam urgentemente serem alertados!!!!!

      O que ocorre por lá, o desembarque dos manifestoches é semelhante ao início do filme “Enigma do Outro Mundo (John Carpenter, 1982)”:

      Na Antártida, dois noruegueses em um helicóptero perseguem um lobo dando tiros.

      Porém, o lobo chega em uma base científica dos EUA e, ante a ameaça que representaria os noruegueses armados e desesperados em matar o lobo, um dos integrantes do grupo norte-americano mata o norueguês armado e o lobo é abrigado na estação.

      O que se passa depois disso é o terror na base americana.

      Nós somos os noruegueses que precisam alertar os americanos (portugueses) sobre os lobos (manifestoches).

       

  7. Representando o papai
    O Nassif é um gentleman ao chamar o Bezerra Filho de ministro, esse moleque não passa de um preposto dos interesses antinacionais, um neófito que foi colocado num dos ministérios mais importantes do país.

      • Em relação a esse moleque não

        Em relação a esse moleque não consigo me esquecer de um post do Nassif de 22/08/2017 https://jornalggn.com.br/noticia/a-aberracao-da-venda-da-eletrobras . O último parágrafo é esclarecedor e aterrador, “Para completar o pesadelo, o Ministro de Minas e Energia é um rapaz de 33 anos, formado em administração de empresas pela FAAP, sem qualquer especialização na área e representando o histórico PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO, de ilustres nomes como João Mangabeira, que deve estar se revirando na tumba com tal iniciativa por  um “socialista” pernambucano.”

  8. Desesperança

    “Seria conveniente que o Ministério Público Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal montassem audiências com técnicos independentes, antes que os prejuízos para o país se tornam irreversíveis.” Em 17.01.2017, em Davos, o entao PGR Janot confessou que a operacao Lava Jato, destaque midiatico  do MPF no discutivel porque seletivo “combate aa corrupcao” era pro-mercado. Os resultados praticos so confirmam a confissao. O STF, ao omitir-se da sua responsabilidade de Guardiao da Constituicao, foi peça fundamental na concretizaçao do golpe de 2016. E ate hoje, quando instado a intervir, tem apoiado por ação ou omissao as iniciativas do “governo” ilegitimo. Seria conveniente, Nassif. Mas o que podemos esperar do MPF pro-mercado e do STF ?

  9. REFERÊNCIA

    “Seria conveniente que o Ministério Público Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal montassem audiências com técnicos independentes, antes que os prejuízos para o país se tornam  (sic) irreversíveis”. (NASSSIF, 2018. Não paginado). Disponínel em: <https://jornalggn.com.br/noticia/o-xadrez-da-venda-da-eletrobras&gt;. Aceso em: 27 fev. 2018.  

    ?????????????????????????????????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    quedize, como s diz em minas, quero dizer! tamo ajuntadomaí!

  10. Resposta do povo

    Mais uma ação criminosa de um Governo ilegítimo em relação ao patrimônio público. O Governo é ilegítimo e sem representatividade popular, de modo que o povo brasileiro rejeita qualquer um destes negócios escuros, feitos no seu nome, por um grupo que não tem procuração para fazê-lo. Junto com a retomada da democracia, em eleição popular, os primeiros atos do novo Governo democrático deverão anular esse tipo de transações (incluindo Petrobrás e outras), abrindo processo de investigação criminal contra os responsáveis e pelas empresas que se prestaram para esta aquisição fraudulenta de mercadoria roubada do povo brasileiro (como diria o Roberto Requião)..

  11. Instituicoes

    Algumas nulidades investidas de poder afirmam que as instituicoes estao a funcionar. Pode ser possivel mas, se funcionassem a favor dos interesses do Brasil, os tres da foto ja estariam presos preventivamente e processados. Afinal, a tentativa de cometimento de um crime de lesa patria ja e um crime em si. P.S.: desculpem a falta de acentos e cedilha.

  12. A privatização da Cemar revelou-se um desastre

    A privatização da Cemar revelou-se um desastre, assim como também a do TO, GO, PA. 

    O Brasil está proibido de se desenvolver sem ter o controle sobre a produção e distribuição da sua energia elétrica. Os EUA mantém rígido controle sobre este setor

    Prorrogada a formalização da transferência da Cemar

    IMIRANTE.COM 28/03/2004 às 17p0

    SÃO LUÍS – O interventor da Companhia Energética do Maranhão (Cemar), Sinval Zaidan Gama, atendendo à solicitação da Aneel, comunicará ao mercado a prorrogação até o próximo dia 14 do prazo para a formalização da transferência de controle societário indireto da concessionária.

    O comunicado será feito por meio de Fato Relevante, publicado na próxima segunda-feira (29/03) no Diário Oficial do estado do Maranhão e em jornais de circulação nacional e estadual.

    O controle societário será transferido da empresa Pensylvania Power & Light Global (PPL Global, L.L.C) para a SVM Participações e Empreendimentos Ltda.

    A extensão do prazo, que terminaria na próxima terça-feira (30/03), possibilitará aos futuros controladores a finalização dos instrumentos contratuais relativos à operação. A solicitação para alterar o cronograma foi feita em ofícios enviados nesta sexta-feira à Aneel pelo Ministério de Minas e Energia e pela SVM, empresa do grupo GP Investimentos. Após considerar o pedido pertinente, a Agência decidiu pela prorrogação do prazo.

    A nova estrutura societária da concessionária maranhense foi aprovada esta semana pela Agência, com anuência prévia à transferência do controle societário indireto da Cemar. A data limite para o término da intervenção da Aneel na Cemar, iniciada em 21 de agosto de 2002, é o próximo dia 15 de abril.

    http://imirante.com/maranhao/noticias/2004/03/28/prorrogada-a-formalizacao-da-transferencia-da-cemar.shtml

  13. Celtins sob intervenção após

    Celtins sob intervenção após a quebradeira após dos altos preços de tarifas cobrados dos consumidores.

    A Celg entrou em colapso após a privatização da usina geradora de energia, sendo que atualmente os serviços prestados são péssimos, com apagões em ritmo crescente.

    Cachoeira Dourada privatizada gera lucros milionários

    10/05/2014 11h05   Por Sarah Teófilo   

    Hidrelétrica rende mais de R$ 300 milhões por ano ao grupo que a comprou do Estado 
    na última gestão do PMDB em Goiás. Em situação oposta, companhia energética goiana 
    se encontra em meio à mais grave deficiência financeira e estrutural de sua história

    Usina de Cachoeira Dourada rende hoje ao grupo privado que a comprou do Estado cerca de R$ 300 milhões anuais / Foto: Cedoc/Jornal Opção

    Frederico Vitor

    A calamitosa situação em que vive a Celg, com dívida impagável e deficiência no abastecimento de energia ao Estado — cuja indústria, o agronegócio e o setor de serviços crescem acima da média nacional —, teve raiz na privatização da usina hidrelétrica de Cachoeira Dourada. Outros fatores também colaboraram para a bancarrota da empresa, que já foi a maior do Centro-Oeste. Ao fazer uma análise histórica dos fatos, desde a venda da unidade geradora de energia aos dias atuais, fica claro que a companhia energética goiana começou a ser descapitalizada ao comprar a energia que ela própria produzia a preços 50% acima da média do mercado.

    A usina foi privatizada no dia 5 de setembro de 1997, por meio de leilão público, pelo valor de R$ 820 milhões, na época em que o atual prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela (PMDB), era governador de Goiás. Cachoeira Dourada foi construída na década de 50, no município de mesmo nome, distante 240 quilômetros de Goiânia. A usina foi arrematada pelo Grupo Endesa España — à época chilena —, uma empresa de capital fechado, que possui 99,6% do que é hoje a Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A. (CDSA).

    A CDSA é a maior supridora de energia da Celg, porém sua tarifa de fornecimento foi acordada na época de sua venda, em 53% mais cara que as demais fornecedoras — Itaipu, Furnas, CEB, Cemat e Enersul, onerando desde então o custo de aquisição de energia. Desta forma, a Celg firmou contrato de prestação de serviços bancários com o Banco Santander Brasil S.A, passando a efetuar depósitos diários variáveis de até R$ 850 mil, sem qualquer remuneração, para garantia do fornecimento de energia elétrica. Este procedimento difere daqueles adotados por Furnas e Itaipu, que recebem a sua energia somente no mês subsequente, segundo documentos obtidos pelo Jornal Opção.

    Lucro alto

    Em 2013, a CDSA gerou 2.404 Gigawatt-hora (GWh) e vendeu 3.564 GWh de energia para comercializadoras e distribuidoras de todo o País, o que lhe rendeu o lucro líquido de R$ 337 milhões, sendo que em 2012 foi de R$ 375 milhões. Hoje, a usina conta com 6,3 quilômetros de linhas aéreas de transmissão, sendo 2,8 Km de média-tensão e 3,4 Km de alta-tensão. No ano passado, foram investidos R$ 23,5 milhões (R$ 12,9 milhões em 2012) em atividades de manutenção e reforço da usina, como também em projetos relacionados à segurança e meio ambiente.

    Como se pode notar, a CDSA é superavitária. A situação da usina que, outrora pertencia ao patrimônio público estadual e era responsável pelo suprimento de mais da metade da energia requerida pela Celg, é muito diferente da atual conjuntura vivida por sua antiga proprietária. Hoje, a Celg tem uma dívida de R$ 2,5 bilhões, já que ficou de 2006 a 2010 sem pagar nenhum encargo setorial e sem pagar a energia de Itaipu que consumia.

    Governo peemedebista não buscou reestruturar a Celg após venda da usina

    Maguito Viela, governador a época em que usina de Cachoeira Dourada foi vendida por R$ 820 milhões / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

    Após a privatização da usina durante governo peemedebista, o governo estadual daquela época determinou algumas medidas de forma a manter o equilíbrio econômico e financeiro da Celg após cisão com a CDSA. Ficou decidida, a partir daquele momento, uma série de metas, dentre elas a redução em perdas de energia no sistema, de despesas com serviços de terceiros, despesas com pessoal, transferência da dívida tomada para a construção de Cachoeira Dourada e o equilíbrio do fluxo de caixa e dívida.

    Com essas medidas, estudos contratados após a privatização indicavam que a Celg voltaria a ter lucros a partir do quinto ano da cisão, ou seja, do ano 2000. De um lado, a Celg tinha a pagar uma dívida de ICMS com o governo estadual. De outro lado, tinha a receber de diversos credores, valores relativos ao fornecimento de energia e seus encargos, principalmente da Saneago, e reembolsos de despesas do Estado pagas pela Celg. Esse encontro de contas, para preservar o equilíbrio de fluxo de caixa da Celg, não foi feito.

    Além do mais, o governo estadual daquela época se comprometeu a fazer um aporte de recursos, na ordem de R$ 50 milhões, em duas parcelas, para aumento de capital, que teria como propósito o equilíbrio de fluxo de caixa da Celg. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou que esse valor não entrou no caixa da Celg, tendo sido transformado em abatimento do ICMS a ser pago. O governo simplesmente transformou a dívida de ICMS em capital da Celg, nada fazendo em relação ao que devia à companhia energética goiana.

    Em linhas gerais a Celg deixou de dever ao Estado, mas continuou com um crédito sem negociação até o encontro de contas realizado em julho de 2007, quando a dívida foi reconhecida pelo Estado, mas até hoje continua impactando negativamente o capital de giro da empresa.

    Contrato obrigava Celg a comprar energia de Cachoeira Dourada privatizada

    A Celg já foi a maior empresa do Centro-Oeste e uma das maiores distribuidoras do País; hoje, seu caixa está debilitado / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

    Em 1956, no governo de José Ludovico de Almeida, foi deflagrado o projeto da construção da usina hidrelétrica de Cachoeira Dourada, cuja motorização ocorreu em 1959, com 32 MegaWatt (MW) de potência instalada. Entre 1965 e 1970 entrou em operação a segunda etapa de Cachoeira Dourada, com 156 MW. Na década de 70, construiu-se a terceira etapa de Cachoeira Dourada, agregando 255 MW ao sistema, e um conjunto de obras de grande porte em 138 e 230kV, principalmente no Sul e médio Norte. Na década de 90, foi concluído o aproveitamento de Cachoeira Dou­rada com a construção da quarta etapa, acrescentando 200 MW ao sistema.

    Para entender os fatos que culminaram na privatização da usina, primeiramente, deve-se ressaltar o panorama histórico daquela época, começando pelo período anterior a 1994. Naquela época, não existia a Lei de Responsabilidade Fiscal nem Plano Real e a taxa de inflação no País aumentava a ritmo galopante. Maguito Vilela é empossado governador em 1995 e seu governo foi fortemente caracterizado por um lado pela atração de empresas e indústrias para Goiás, e por outro por políticas assistencialista, como distribuição de cesta básica.

    Celg superavitária

    Neste período, havia dentro da Celg uma po­lítica denominada de sobreinvestimento. Este modelo consistia na seguinte forma: o Estado construía uma obra que necessitava de abastecimento de energia e, no final das contas, a Celg atendia a so­li­citação além da de­manda desejada. Inusitada­mente, esta prática era lucrativa à companhia energética goiana, sendo que o caixa da empresa não registrava déficits. Isso porque o País vivia uma era inflacionária, e no sistema elétrico existia a Conta de Resultados a Compensar(CRC). Ou seja, a Celg ganharia cerca de 10% a mais com o retorno do investimento feito independentemente da eficiência do empreendimento. Isso porque os sobreinvestimentos colocados no sistema (sempre a mais para atender a lógica dos empreteiros) ia para a CRC.

    Depois de 1994, houve a im­plantação do Plano Real e da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exigiu dos governos estaduais mais austeridade, controle de gastos e disciplina fiscal. A Celg sentiu esta adequação. O Plano Real extinguiu este mecanismo de compensar os sobreinvestimentos. Deste modo, a empresa que vivia na irrealidade desequilibrou-se.

    Diante deste novo panorama, em que não mais havia liquidez no caixa da Celg como anteriormente, surgiu a iniciativa do governo estadual comandado pelo PMDB de privatizar o que foi um dos maiores patrimônios do povo goiano: a Usina Hidre­lé­trica (UHE) de Cachoeira Dou­rada. Para se ter ideia da importância desta unidade geradora de eletricidade, quase 60% da energia consumida em Goiás era produzida pela usina. A outra metade a Celg negociava em outros mercados — como Furnas, Eletronorte e Eletrosul por exemplo.

    O maior de todos os problemas, entretanto, não foi privatização em si, mas a assinatura do contrato que obrigava a Celg a comprar da CDSA o mesmo porcentual de energia que a usina fornecia quando ainda fazia parte de seu patrimônio, porém com o preço de atacado 53% mais caro do que a energia ofertada por outras geradoras. Ou seja, a Celg tinha a oportunidade de comprar energia mais barata de outros supridores, mas não poderia levar adiante porque estava amarrada contratualmente com a empresa que adquiriu Ca­choeira Dourada. O resultado disto é refletido hoje em seu caixa debilitado, baixa qualidade de serviços e deficiência em suprir a atual demanda de energia no Estado.

    Se não fosse a venda de Cachoeira Dourada, Celg poderia ser uma Cemig

    Professor Carlos Barreira Martinez: “O que ocorreu na Celg é parecido com o que está ocorrendo na Petrobrás” / Foto: Chris Okamoto/UFMG

    Muitos especialistas da área do sistema energético afirmam que se não fosse a privatização da usina de Cachoeira Dou­ra­da, guardada as devidas proporções, possivelmente, a Celg poderia ser hoje uma Cemig, a empresa estatal mineira que é a primeira do País em distribuição de energia. Diferentemente da Celg, a Cemig é um expoente de como uma boa gestão calcada no planejamento pode render bons resultados.

    Além de possuir participações em 120 sociedades e 16 consórcios e um fundo de participação, com ativos em 23 Estados, incluindo o Distrito Federal, atualmente a Cemig possui mais de 120 acionistas em 40 países. Suas ações são negociadas nas Bolsas de Valores de São Paulo, Madri e Nova York. Atual­mente, a empresa mineira é uma referência na economia global tendo sido classificada pela revista Forbes como a 914ª maior empresa do mundo em universo global de 2000.

    Hidrelétrica da Cemig localizada no Rio Paranaíba, em São Simão (GO): empresa mineira é a maior distribuidora do País / Foto: Cemig

    O grupo Cemig no segmento de distribuição de energia elétrica abastece cerca de 30 milhões de consumidores em 805 municípios dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. A companhia energética mineira também é a maior comercializadora do País, responsável por 25% do mercado de consumidores livres. A Cemig é de­tentora de um parque gerador de energia formado por 63 usinas hidrelétricas — de pequena, média e grande porte —, três térmicas e quatro eólicas.

    Para fazer um paralelo entre as empresas goianas e mineiras, o Jornal Opção consultou um dos maiores especialistas brasileiros no tema, radicado em Minas Gerais, que conhece a fundo a situação de ambas as companhias energéticas. Professor do Centro de Pes­quisas Hi­dráu­licas e de Recursos Hídricos da Univer­sidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carlos Bar­reira Mar­tinez afirma que tanto a Cemig quanto a Celg eram empresas que tiveram o Estado como o principal indutor. Mas que, no decorrer dos anos, as empresas tiveram os objetivos diferenciados pelas ações políticas.

    Respeito aos princípios

    Segundo Carlos Martinez, a diferença é que a empresa de Minas Gerais continuou atuando dentro dos princípios em que ela foi criada, isto é, gerar e fornecer energia para o Estado sem que houvesse a necessidade de privatizar parte de seu patrimônio. “Há alguns desvios, naturais em todos os processos, mas a Cemig continua sendo uma empresa indutora do crescimento do Estado. A Celg optou por ser um instrumento político”, diz o professor.
    Carlos Martinez aponta que o início da derrocada da Celg não se deveu a problemas técnicos ou financeiros, mas sim político. Segundo ele, o que aconteceu em Goiás, respeitadas as devidas proporções, não é diferente do que vem incidindo com a Petrobrás. Ou seja, uma grande empresa pública utilizada para finalidades políticas. “A Cemig tem um corpo técnico muito vivo e opina nos rumos da empresa. A maior parte dos cargos de direção é ocupada por profissionais de carreira, que querem que a empresa cumpra com a função dela”, diz.

    Estratégia de Estado

    Outra questão que deve ser ressaltada é que a Cemig também teve parte de sua empresa privatizada, entretanto, diferentemente da Celg, essas operações não afetaram a saúde financeira da companhia. Pelo contrário. O governo mineiro manteve o controle acionário do grupo. A Cemig, com seu corpo técnico fortalecido e atuante conseguiu construir nestes últimos anos uma grande estrutura que lhe confere o título de maior distribuidora de energia do Brasil.

    Isso porque a direção da empresa sempre se manteve preocupada e interessada com os destinos socioeconômicos de Minas, segundo Carlos Marti­nez. “O problema que vejo na Celg é que ela foi mal direcionada e fez maus negócios. Ela sofreu um processo de investimentos predatórios monstruoso.”

     

    https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/cachoeira-dourada-privatizada-gera-lucros-milionarios-3754/

     

  14. Nassif, seria conveniente vc

    Nassif, seria conveniente vc fazer uma reportagem investigativa sobre o que esta occorrendo nos correios. E algo semelhante ao setor eletrico, porem nao sendo os Correios uma empresa estrategica e de seguranca nacional, tudo esta se passando na calada da noite.

    • O que não falta é assunto prá pauta,

      O que não falta é assunto prá pauta,

      Vale privatizada por 3 bi, provoca prejuizo de mais de 20 bi ao ambiente e aos moradores da região afetada: e não paga sequer 1 centavo de multa como penalidade

      só mesmo uma grande equipe de repórteres investigativos para dar conta dessa bomba que foi a privataria: temos o caso da Vale, que valia mais de 100 bi mas foi vendida(melhor dizer doada) por 3 bi, isso quando FHC colocu 1 dólar valendo 1 real para facilitar a rapinagem….a União herdou encargos fiscais e trabalhistas, os tais esqueletos da privatização….no setor das teles não é diferente: os lucros e dividendos vão para as matrizes no exterior: o povo brasileiro que se contente com o papel de homens-placas e mulheres-placas da Oi, Vivo, Claro, Tim…

      ANATEL TEM RELATÓRIO DE INTERVENÇÃO NA OI PRONTO E O INTERVENTOR É ISAAC AVERBUCH

      MIRIAM AQUINO — 24 DE ABRIL DE 2017

      A MP da Oi deve sair esta semana, antes da AGO da operadora, marcada para dia 28. A intenção do governo é ainda a de ter a lei como uma espada, para que a empresa acelere o acordo com os credores. Mas os preparativos para a intervenção estão acelerados. A agência já tem o relatório pronto com possíveis razões para isso ocorrer e o nome escolhido para ser o interventor deverá sair de seus próprios quadros, ou melhor, do gabinete do conselheiro Igor de Freitas, o mais envolvido com esse processo.

       

      A Medida Provisória para a intervenção na Oi deverá ser publicada esta semana, antes da Assembleia Geral Ordinária (AGO), marcada pela operadora para a próxima sexta-feira dia 28. Embora o quadro político não apontasse para mais esse flanco a ser aberto, devido à carregada pauta do Congresso Nacional desta semana (quando pretende votar a reforma trabalhista) , é forte a pressão para que a MP saia antes do dia 28 e o mais provável é que isso deverá mesmo ocorrer. O ministro Kassab disse hoje, em coletiva em São Paulo, que a MP deverá sair “nos próximos dias”.

      Ele confirmou ainda o que já se sabia nos corredores de Brasília: que a sanha intervencionista da versão elaborada pelo MCTIC e Fazenda – que abarcava todas as concessões existentes no país – desde as de infraestrutura, passando pela de radiodifusão, conforme o documento publicado com exclusividade pelo Tele.Síntese –   se arrefeceu. Na verdade, a intenção intervencionista não mudou, mas ela não ocorrerá mais sobre os serviços de radiodifusão, seetor que acabou convencendo o governo a deixá-lo de fora.

      O governo ainda  mantém a intenção de publicar a MP inicialmente como um mecanismo de alerta para a Oi acelerar o seu processo de negociação com os credores. E decidiu que ela irá englobar os demais serviços concedidos – não só o de telecomunicações, como também os de energia elétrica, portos, aeroportos, etc. – porque dessa maneira, a MP ganha mais embasamento constitucional. (Embora existam  muitos juristas que questionam a legalidade dessa medida provisória)

      Com a MP, a Anatel ganha poderes para, principalmente:

      -intervir em toda a Oi, e não apenas a concessão

      -acabar com questionamento sobre a dívida tributária com a AGU – ela poderá ser transformada em investimentos;

      – e parcelar en até 20 anos os cerca de R$ 4 bilhões que a Oi tem em débitos tributários (e não contestados pela empresa)

      Intervenção

      Com a carta branca que passa a ter, a Anatel precisará justificar os motivos que poderão levar a uma intervenção, se ela chegar a decidir por essa medida. E a agência já está pronta para ela.

      Conforme fontes que tiveram acesso ao documento, a Anatel elaborou um relatório de mais de 100 páginas, com os argumentos do porquê da intervenção. A linha mestra da justificativa é a má administração da empresa, que colocaria em risco a prestação do serviço.  A Medida Provisória a ser publicada,  autoriza a intervenção  sempre que a “situação econômica-financeira da empresa coloque em risco a prestação dos serviços à população”.

      Para aqueles que pensavam que a agência iria contratar uma empresa para gerir a Oi durante o processo de intervenção,para não colocar em seu colo tamanha responsabilidade, o nome que surge no relatório, surpreendentemente, vem de seus próprios quadros: É o de Issac Pinto Averbuch. Ele é  assessor do conselheiro Igor de Freitas.

      Averbuch já teve experiência em outra intervenções, embora não possa ser comparável a empresa onde atuou no passado com os desafios que poderão estar em sua frente,com a Oi,  caso se confirme mesmo a sua indicação. Enquanto integrava a Aneel, ele foi interventor da Celtins – Central Elétricas de Tocantis, hoje do grupo Energisa. Essa foi uma das credenciais para a sua escolha ao novo papel, se tiver que assumir.

      A MP dará poder ao interventor para destituir toda a diretoria e o conselho de administração da Oi atuais.

        

      http://www.telesintese.com.br/anatel-tem-relatorio-de-intervencao-pronto-e-o-interventor-escolhido-e-issac-averbuch/

    • Os bens reversíveis que deveriam voltar à União

      https://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/no-proximo-17-de-abril-e-aniversario-de-2-anos-do-golpe-recordar-e-viver

      Os bens reversíveis que deveriam voltar ao controle da União englobam muitos prédios em capitais e cidades do interior, cujos valores ultrapassam 100 bilhões de reais, patrimônio que as teles, privatizadas por algo em torno de 14 bi, com a União assumindo encargos fiscais e trabalhistas, querem abocanhar…a propósito:

      A disputa(política) pelos bens resersíveis das teles, por Lia Ribeiro Dias  — 18 DE JANEIRO DE 2017, no TeleSintese, portal de Telecomunicações, internet e TICs

      O que está por trás da diferença entre os valores atuais dos bens reversíveis das concessões de telefonia fixa não são metodologias diferentes de cálculos, porque não existe multiplicação de pães. Mas a defesa de modelos diferentes para o setor de telecom. A oposição e outros segmentos da sociedade usam o mantra dos R$ 100 bilhões – valor do patrimônio à época da venda das empresas do Sistema Telebras atualizado – para pressionar por alterações no PL 79, que mexe na LGT. O que está em disputa não é a telefonia fixa virar autorização. É um novo modelo para a banda larga.

      Graças às denúncias da oposição no Senado, especialmente aos pronunciamentos da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e do senador Roberto Requião (PMDB/PR), no final do ano passo, e sua repercussão na mídia e nas redes sociais, até motoristas de táxi em São Paulo passaram a comentar que o governo queria dar, de graça, R$ 100 bilhões para as teles.

      De onde saíram esses R$ 100 bilhões que corresponderiam aos bens necessários à prestação do serviço de telefonia fixa, reversíveis à União pelo contrato de concessão, que ficariam para as operadoras se o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) for transformado de concessão em autorização, como propõe o PL 79/2016? E por que cálculos do governo falam em algo em torno de R$ 20 bilhões? Afinal, quanto valem os bens reversíveis?

      Em setembro de 2012, quando tornou pública, pela primeira vez, em sua página na internet a relação dos bens reversíveis das concessionárias, a Anatel avaliou em R$ 108,3 bilhões o valor atualizado de aquisição de todos os bens móveis e imóveis à época da privatização do Sistema Telebras. Esses bens tinham valor contábil (depois de depreciação e amortização), naquela data, de R$ 17,3 bilhões. Em nota técnica publicada em seu site em 11 de maio de 2016, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ao defender o fim da reversibilidade dos bens e sua troca por investimentos, estimava o valor em R$ 17, 7 bilhões (base 2014). E o Relatório de Bens Reversíveis de 2015, disponível no site da Anatel, soma um total de R$ 19, 8 bilhões (veja tabela). Os valores do RDB variam ano a ano, pois há bens que são substituídos por outros da mesma tecnologia, caso dos cabos de pares metálicos, ou de novas tecnologias.

       

      Relatório de Bens Reversíveis – 2015ConcessionáriasEm milhões de reaisOiR$ 7.954,1TelefônicaR$ 7.855,8Claro (NET+Embratel)R$ 3.793,2Algar TelecomR$ 217,5SercomtelR$ 19,8

      Fonte: Site da Anatel

       

      Tanto os documentos da Anatel quanto os de TCU mencionam os R$ 100 bilhões (na verdade, R$ 108,3 bi) como o valor à época da privatização atualizado. Ou seja, os R$ 100 bilhões contidos no discurso oposicionista não são resultado de nenhum outro cálculo com outra metodologia. São os valores da época da privatização atualizados, sem depreciação e amortização dos ativos.

      Em audiência na Câmara dos Deputados em outubro de 2016, para discutir o PL que lá tramitava com o número 3453/2015, a advogada Flavia Lefèvre, representando a Proteste, entidade de defesa dos consumidores, disse que os bens valeriam mais de R$ 100 bilhões, referindo-se aos valores divulgados pela Anatel. “Em 2012, a distribuição dos bens reversíveis pelo valor de aquisição, conforme a Anatel, era de R$ 108,3 bilhões. Em 2013, a Anatel estimou o valor das redes de transporte e de acesso em R$ 71 bilhões. Entretanto, agora fala em R$17 bilhões a título de trocar os bens reversíveis por investimentos em redes privadas, desvinculadas de obrigações de universalização, continuidade e modicidade tarifária”, lamentou ela na ocasião.

      Disputa de conceitos

      Por trás da guerra dos números, o que existe, na verdade, é uma disputa em torno do novo modelo de telecomunicações. A Coalização Direitos na Rede, integrada por um grande número de entidades da sociedade civil e uma das divulgadoras dos R$ 100 bilhões, é contra o PL/79 por ele transformar a concessão do STFC em autorização, alegando que isso vai reduzir os direitos dos consumidores e elevar os preços, comprometer a universalização da banda larga, reduzir o poder regulatório do Estado, sem a garantia de efetiva ampliação dos investimentos.

      A Coalização conta com muitos dos integrantes da Campanha Banda Larga para Todos, defensora da universalização da banda larga e de sua transformação em serviço público. Portanto, o que está em disputa é a banda larga. Mas há outras questões que preocupam a oposição e segmentos da sociedade que se manifestaram contra o PL.

      Ao proferir seu voto em separado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o deputado Helder Salomão (PT/ES), pediu a rejeição do projeto , pelo fato de uma matéria de tal relevância social e possíveis impactos negativos aos cofres públicos estar sendo discutida de forma açodada.

      De fato, depois que o governo Temer, tão logo assumiu, decidiu patrocinar o projeto, com a coordenação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, ele tramitou em ritmo acelerado, como corrida de obstáculos. Para um assunto de tal importância, que altera a Lei Geral de Telecomunicações, transforma concessão em autorização, reduz o poder do Estado de controlar a prestação do serviço,- como fixar tarifas -, mexe com patrimônio público, e pode ter consequências para os direitos do consumidor, é inacreditável que a Câmara tenha realizado apenas uma audiência pública.

      E isso só aconteceu em outubro de 2016, quando o substituto ao PL 3453/2015, já estava aprovado com todas as mudanças introduzidas  pela Comissão de Desenvolvimento Econômico. Nessa audiência pública, o procurador da República José Paulo Rocha Jr alertou sobre o risco da inconstitucionalidade do projeto, podendo vir a ser questionado pela Procuradoria Geral da República. “O que nos preocupa é a falta de licitação. Como é possível reverter uma oportunidade de negócio para um agente privado e não oferecer para outro?” indagou o procurador.

      Pela LGT, ao término da concessão os bens seriam licitados para os mesmos ou outros concessionários. Por esse novo projeto, afirmou, “parece mais uma venda a prazo, e não há qualquer garantia de que os investimentos serão realizados.”

      O alerta caiu em ouvidos moucos. Por 36 a 11 o projeto foi aprovado na CCJ no dia 9 de novembro e o no dia 30 daquele mês, encaminhado ao Senado. Se na Câmara o PL 3453/2015 foi aprovado com pouca repercussão dos movimentos da oposição, que chegou a perder o prazo para requerer sua votação em plenário, no Senado o cenário foi outro. A Coalização forneceu munição para os senadores, que entraram com três requerimentos para que o PL, rebatizado 79/2016, fosse debatido em plenário e não aprovado de forma terminativa em comissão especial. O tema foi parar no STF e, no final do recesso, em 2 de fevereiro, a mesa do Senado vai decidir o encaminhamento. Mas outros atores se movimentaram, como o Ministério Público.

      O atropelo da base governista, que quis aprová-lo no tapetão, em apenas uma semana, deu à opinião pública mais um motivo para criticar duramente o “projeto das teles” pelo “presente de R$ 100 bilhões”. O verdadeiro presente de grego.

      Como será a conta

      Se o PL 79/2016 for aprovado, e tudo indica que sim, dada à correlação de forças no Senado, ainda haverá um longo caminho pela frente até que seja definido o valor que as teles terão que investir em infraestrutura de rede como contrapartida à transformação da concessão do STFC em autorização. E para onde esses investimentos deverão ser dirigidos . Os investimentos não virão antes de 2018.

      Em sua primeira reunião do ano, o presidente da Anatel, Juarez Quadros, anunciou que quer contratar duas consultorias externas para avaliar o valor da concessão e uma auditoria, mesmo modelo adotado à época da privatização. “Estamos tratando de patrimônio público”, insiste.

      Frente às críticas do ministro relator do TCU, Bruno Dantas, Quadros foi direto: “Concordo com ele”. O presidente da Anatel referia-se, não às críticas do TCU sobre as fragilidades do regulador, ao longo dos anos, para controlar os bens reversíveis e garantir sua autenticidade no momento atual, mas à metodologia proposta para avaliar o valor da concessão. A Anatel, seguindo a mesma metodologia adotada em todas as revisões de Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), propôs que a avaliação pelo fluxo de caixa descontado fosse feita a partir da migração da concessão para autorização até o final da concessão (2025).

      De acordo com o relatório do ministro Bruno Ramos, o período a ser avaliado deveria começar após a privatização e ir até 2025, para não penalizar eventualmente a União.  “Se o argumento para revisar o modelo é a insustentabilidade das concessões, era de se esperar que a concessão fosse avaliada como um todo, desde o seu princípio, com todas as receitas, despesas e obrigações associadas.”

      O TCU ressalta que, em alguns casos, em contratos com longa duração, os ganhos auferidos inicialmente podem compensar prejuízos ocorridos posteriormente, especialmente frente à diferença temporal no fluxo de caixa.

      Os argumentos do ministro do TCU convenceram Quadros. Como o PL 79/2016 estabelece apenas o que são bens reversíveis – a parte deles necessária à prestação do STFC -, e não diz a partir de quando deve se começar o cálculo, Anatel e TCU parecem se colocar em acordo. Da mesma forma, Quadros garante que o alerta do TCU em seu relatório sobre os prejuízos para a União caso a Anatel deixe de cobrar o valor da outorga (hoje paga a cada dois anos) sobre a concessão não tem razão de ser. Quadros disse que todas as outorgas, sejam de autorizações do STFC sejam de posições satelitais ou frequências serão onerosas.

      Como tudo indica, Anatel e TCU caminham para uma composição para aprovar o fim das concessões do STFC. A pergunta que fica é como será estabelecida a política de banda larga e qual o poder de enforcement que o regulador terá sobre ela, mesmo que esteja garantido que os investimentos serão prioritariamente dirigidos para as regiões desassistidas.

      http://www.telesintese.com.br/disputa-politica-em-torno-do-valor-dos-bens-reversiveis-r-20-bi-ou-r-100-bi/

        

  15. Privatização levou caos e corrupção à Celtins

    “Privatização da Celtins foi um grande equívoco do governo”

    15/03/2014 10p4   Por Nathália Barros   

    Presidente da CPI da Celtins, que investiga rombo de R$ 50 milhões que levou a empresa à falência, afirma que a privatização foi lesiva ao patrimônio público e é a principal responsável pelos tocantinenses pagarem uma das energias mais caras do País

    Deputado José Roberto Forzani: “O Estado tem 49% das ações da Celtins, mas não tem nenhum poder na empresa”

    Ruy Bucar

    O deputado José Roberto Forzani (PT), que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Celtins, que investiga um rombo de mais de R$ 50 milhões que levou a empresa de energia elétrica do Estado à falência, está convicto de que a privatização da companhia foi um equívoco do governo. O deputado explica que o modelo da privatização é altamente lesivo ao patrimônio público do Estado e que levou a um prejuízo incalculável, que além do rombo inclui o pagamento da segunda energia mais cara do país.

    “O Estado, que é dono de 49% da Celtins, não tem nenhum poder dentro da empresa, isso é um absurdo”, denuncia o parlamentar, que diz que o grande problema da Celtins é o defeito de origem. A privatização seguiu um modelo ultrapassado que atribui todo poder à empresa privada e nenhum ao sócio público. “Como você é dono praticamente da metade da empresa e não manda em nada? Isso é o erro que permitiu o Grupo Rede fazer o que quis com o dinheiro, fazer o que quis com os investimentos, não discutiu com o Estado, tomou as decisões e levou a Celtins à bancarrota”, ressalta o deputado, atribuindo ao governo a responsabilidade por todo o processo.

    No campo político, o deputado observa que o quadro das eleições ainda está indefinido. Avalia que nem governo nem oposição têm candidato. “Eu creio que o governo do Estado não tem candidato. O secretário Eduardo Siqueira Campos, pela sua rejeição, não demonstra nenhuma possibilidade de candidatura. O governador Siqueira Campos, que na minha visão seria o candidato, parece-me que também não está em condições”, avalia, incluindo o deputado Sandoval Cardoso como válvula de escapa do siqueirismo no caso de desistência de pai e filho.

    José Roberto reitera que o PT terá candidato próprio ao governo e o nome referendado pelo diretório depois da desistência do empresário Nicolau Esteves é do ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão. O deputado descarta aliança com o PMDB e nega que a direção nacional do PT tenha feito exigência de coligação no Estado, a não ser a recomendação de composição com partidos da base da presidente Dilma Rousseff.

    O que já foi possível à CPI da Celtins levantar em relação ao rombo de R$ 42 milhões que levou à falência da empresa?
    Estamos na reta final, fizemos bastantes oitivas e análise de documentos e já temos algumas conclusões. Primeiro, a maneira como foi feita a privatização trouxe grandes prejuízos para o Estado, que é dono de 49% da Celtins, mas não tem nenhum poder de voto, no máximo de opinião. O Grupo Rede, que era dono de uma série de concessionárias de energia e de outras empresas, administrou a Celtins como sendo parceira ou muita das outras empresas, e muito dinheiro da Celtins foi colocado para outras empresas, o que trouxe prejuízo para a companhia do Estado do Tocantins. E esse patrimônio não é do grupo Rede, é um patrimônio do governo do Estado, ou seja, do povo tocantinense. Então há dívidas de outras cessionárias com a Celtins que até hoje não foram pagas e muito provavelmente não serão pagas, e outras serão pagas a longo prazo. É uma gestão temerária no nosso entender, que traz grandes prejuízos.

    Outra coisa que é importante afirmar é sobre as taxas da energia, a Celtins adquire energia mais cara que as outras e essa é a principal razão para que a energia seja cara aqui no Estado. Ela adquire no mercado porque o governo coloca o teto máximo das aquisições através dos leilões e a Celtins sempre está no teto máximo. Em média, o que a gente pode analisar, a Celtins paga pela energia 20% mais caro que os outros e não deu para ter certeza se isso faz parte de um jogo contábil ou não, mas o fato é que paga mais caro que os outros e esse é um dos motivos que faz com que a nossa energia seja mais cara.

    Isso tem relação com o fato do grupo ter empresa que comercializa energia?
    Há indicativos nesse sentido. Nós não conseguimos aprofundar nisso, mas o preço da energia é composto por essa energia comprada mais cara e por uma despesa operacional, o que é muito confusa, nem o técnico do TCE conseguiu decifrar, que também eleva a nossa energia. Então uma das recomendações que vamos fazer para a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] é que essa fórmula, que são diversos itens a compor o preço, seja mais clara, diminua isso para que a gente tenha uma clareza. Não tem como justificar na economia de hoje uma inflação de 4 a 6% no máximo e todo ano um aumento de 12, 13%. Não há custo operacional, não há preço de energia que justifique. Então detectamos isso e vamos fazer essas recomendações, vamos encaminhar para o Ministério Público e fazer as recomendações à Aneel para que mude essa maneira de calcular, porque fica difícil acompanhar e fica muito na mão das empresas essa composição da Aneel.

    E em relação ao sumiço de R$ 42 milhões, motivo da apresentação da CPI? Qual foi o destino deste dinheiro?
    Na realidade foram mais de 42 milhões. São dois depósitos que a Celtins tinha, R$ 10,5 milhões no Banco Daicoval e R$ 41,5 milhões no Big Banco de Investimentos. Esse dinheiro foi tirado por esses bancos exatamente por causa da holding. O Grupo Rede dava uma carta branca para os bancos para poder cobrar o dinheiro de quem tinha. A Celtins não tinha dívida, a Celpa (Cia de Energia Elétrica do Pará) tinha dívidas, o banco foi lá e pegou o dinheiro. A própria Celtins, depois da intervenção, entrou na Justiça, não recebeu o dinheiro ainda, mas já tem a primeira decisão favorável do Tribunal Regional para que o Banco Daicoval devolva esse montante corrigido, esses R$ 10,5 milhões. E o maior, os R$ 41,5 do BIG Banco, também deve trilhar por esse caminho. Esse dinheiro foi retirado para pagar a conta da empresa no Pará e não podia fazer isso. A lei não permite esse tipo de coisa. Conseguimos identificar, foi esclarecido. Então a intervenção na Celtins entrou com a ação e a gente espera este ano ainda receber o dinheiro de volta.

    O Tocantins foi o primeiro Estado a privatizar a energia elétrica e 20 anos depois o que foi vendido como medida estratégica para alavancar investimentos para o setor virou rombo que levou a empresa à falência. Faltou fiscalização, ou foi algo criado para transferir dinheiro público para particulares, ou seja, com defeito de origem?
    Eu creio que na origem foi feito tudo errado. O Estado, que é dono de 49% da Celtins, não tem nenhum poder dentro da empresa, isso é um absurdo. Como o Estado, há 20 e tantos anos, faz uma privatização e não tem poder? Delegam o patrimônio público a empresas (privadas) e outras pessoas fazem o que querem? Não tenho dúvida que a privatização trouxe grande prejuízo para o Estado. E não era foco dessa CPI, mas nós vamos fazer uma recomendação para reavaliar esse processo de privatização. Ele foi equivocado, trouxe prejuízo para o Estado, que não tem condições de fazer nada porque o Grupo Rede domina tudo. Como você delega, se você é dono praticamente da metade e não manda em nada? Isso é um erro e o Grupo Rede fez o que quis com o dinheiro, fez o que quis com os investimentos, não discutiu com o Estado, tomou as decisões e levou a Celtins à bancarrota, levou a Celtins ao prejuízo. Hoje é uma empresa quebrada e está funcionando por causa da intervenção. Com a venda agora, que provavelmente vai ser consolidada para a Energiza, vai ter incremento de dinheiro para retomar a Celtins. Se não tivesse ocorrido a intervenção talvez estivéssemos sem energia, porque a empresa não tinha nenhuma condição de cumprir o trabalho mínimo de manutenção da rede de energia elétrica nas nossas casas.

    O que o sr. espera de resultado da CPI?
    Muitas vezes as pessoas pensam que a CPI pune, a CPI não pune. Ela só faz o levantamento e encaminha as conclusões para o Ministério Público, que tem condições de levar as ações. A CPI fez esse levantamento e eu achei muito interessante, nós escutamos bastante e através da CPI temos muito mais conhecimento de como funciona o sistema elétrico do Estado, a maioria das leis são federais, mas que dá base para discutirmos um modelo do Estado, um modelo que seja menos traumático e menos prejudicial à população. Isso é um enriquecimento que fica para a Assembleia e para o povo tocantinense e eu creio que a CPI cumpriu o que ela se propôs a fazer. Descobrir desvios, compreender um pouco, ver a questão das tarifas, ver o impacto disso nos programas do governo federal. Vamos chegar a conclusões em todos os pontos e encaminhar para que o Ministério Público tome as ações, para a Aneel, e a gente vai ajudar o Ministério Público para resolver o problema grave da Celtins.

    Como o sr. avalia a promessa do governador Siqueira Campos de reduzir o preço da tarifa de energia? Se quisesse teria condições ou não é tão fácil assim?
    Quando falou isso, o governador falou por ignorância ou para enganar o povo do Tocantins, só existem essas duas opções. Mas só há uma razão já que o Estado não tem nenhum domínio sobre a Celtins, se tivesse poderia estar contribuindo para abaixar os preços, como ele não tem controle nenhum pela privatização a única maneira seria reduzir o ICMS e isso parece que ele se nega a fazer. Então como ele não controla a empresa, ela quem fala quanto é o custo o Estado ele só tem um jeito, diminuir o ICMS, que é um dos itens que compõem o preço da energia.

    Mudando para política, como estão as articulações do PT, o primeiro partido a ir para as bases, ouvir, consultar, mas está hoje sem candidato depois que o empresário Nicolau Esteves saiu da disputa?
    O PT nesses últimos oito meses tem discutido e é decisão partidária a candidatura própria. Essa decisão já foi tomada pela grande maioria, quase 100% do partido. Nós temos dois pré-candidatos, o Nicolau (Esteves) e o Paulo Mourão. Se o Nicolau não for candidato por razões pessoais, o nosso será o Paulo Mourão. E queremos levá-lo até a eleição e buscamos acertar isso antes, e o PT não vai esperar julho. Na reunião da Executiva e os movimentos sociais que vamos fazer este mês é exatamente para decidir a nossa posição e para trabalharmos. Visitamos 74 municípios pela caravana e partir das decisões que vamos tomar reiniciaremos as visitas os outros municípios que faltam.

    A direção nacional tem recomendado não só para o Tocantins, mas no Brasil todo que nos Estados a preferência é o PT fazer uma aliança com o PMDB. Aqui a direção tem dito que não é possível, mas dentro do diálogo ainda é viável falar dessas possibilidades, ou está definitivamente descartado?
    Não, não, o que há são conversas, mas a direção nacional em nenhum momento colocou que o PT daqui tem de coligar com o PMDB. Dirigentes nacionais conversaram com dirigentes do Estado, estamos agendando uma reunião e aí se saberá a posição daqui. O Tocantins é uma célula do tecido petista e nós estamos dentro da mesma estratégia. As conversas que estamos tendo são com partidos da base da presidente Dilma. Temos grandes dificuldades em nos aproximar do PMDB pela presença da senadora Kátia Abreu e pela bagunça que está o partido, o clima de indefinição lá. Agora está o Leomar Quintanilha na presidência, não sei como ele está conseguindo conduzir, mas o PT daqui não tem ne­nhum contato com o PMDB. Nós temos muitas dificuldade e diria que quase 100% do partido tem forte resistência em ter qualquer aproximação com senadora Kátia Abreu.

    Como vai ser a disputa eleitoral?
    O governo do Estado não tem candidato. O secretário Eduardo Siqueira Campos, pela sua rejeição, não demonstra nenhuma possibilidade de candidatura. O governador Si­queira Campos, que na minha visão seria o candidato, parece-me que também não está em condições. Por parte do governo o candidato será o governador Siqueira ou o Sandoval Cardoso. Dos outros partidos devem sair mais uns dois ou três candidatos. Posso afirmar é que o PT terá candidatura própria e nós iremos com essa candidatura com partidos aliados. Talvez a configuração colocada hoje não seja a que vai se dar em julho, mas uma coisa é certa: o nosso partido terá candidatura própria.

     

    https://www.jornalopcao.com.br/tocantins/privatizacao-da-celtins-foi-um-grande-equivoco-governo-60/

     

  16. No MT, privatização provoca desvio de 1.7 bi e consumidor paga

    No MT, privatização provoca desvio de 1.7 bi e consumidor paga o pato:

    Cemat deve R$1,7 bi, mas não sabe origem;

    luz pode subir 10% Distribuidora do Grupo Rede sofre intervenção desde o dia 31 de agosto LAÍS FERREIRA As Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat) tem uma dívida que passa R$1,7 bilhão, mas não sabe os motivos do endividamento, segundo o interventor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na Cemat, Jaconias de Aguiar.

    Em meio à crise financeira, a Rede Energia, que controla a Cemat, tem prazo de 60 dias para apresentar propostas a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a fim de equacionar o problema. A diretoria colegiada da agência está tentando definir um possível reajuste na conta de energia, que pode chegar  perto dos 10%.

    “Enquanto o Grupo Rede faz a elaboração das propostas, nós (Cemat) tentaremos descobrir o direcionamento desse recurso. Por falar em recurso, estaremos reunidos amanhã (11) com representantes de bancos para que consigamos verbas”, ressaltou o Jaconias de Aguiar.

    Além da Cemat, outras sete empresas do Grupo Rede estão sob intervenção, entre elas, Celtins (TO), Enersul (MS), CFLO (Guarapuava, PR), Caiuá, Bragantina, Vale Paranapanema e Nacional -essas três últimas atendem cidades de São Paulo.  A dívida total do grupo é de R$ 5,7 bilhões.

    A intervenção é estabelecida por um prazo de um ano, podendo ser prorrogada ou podendo ser suspensa, caso a empresa apresente plano de recuperação em dois meses e o plano seja aprovado pela Aneel.

    As Centrais Elétricas Matogrossenses sofreram uma intervenção administrativa no dia 31 de agosto do mês passado.

    Segundo o interventor , durante reunião realizada no mês de abril  a Aneel decidiu que o reajuste seria de 2,79% para a classe de consumo de baixa tensão (abaixo de 2,3kW), ou seja, residências.Já para classe de consumo de alta tensão (de 2,3 a 230kW), isto é, para as industrias o tarifa seria de 2,17%. Porém, após análise da própria Aneel decidiu elevar o valor.

    O valor é modificado anulamente e tem como base de cálculo a variação de custos que a empresa teve no decorrer do período de referência. O próximo deverá ser feito em abril de 2013.

    http://www.reportermt.com.br/cidades/cemat-deve-r-1-7-bi-mas-nao-sabe-origem-luz-pode-subir-10/17880

     

  17. “Seria conveniente que o

    “Seria conveniente que o Ministério Público Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal montassem audiências com técnicos independentes, antes que os prejuízos para o país se tornam irreversíveis.”

    Qual Ministério Público vai defender a Eletrobrás?

    Vejamos. Os que falsificaram o sistema drousys da Odebrecht? O do Dallagnol que desmontou a Petrobrás e deu uma facilitada que iria custar 5 milhões para o Tacla Duran? O do procurador Castor de Mattos cujo irmão “montou” a defesa do João Santana e da Monica Moura? O do De Grandis do escaninho trensalão tucano? O da Raquel Dodge do encontro noturno do Temer?

    Qual STF vai defender a Eletrobrás?

    O STf que não julgou até hoje o mérito do impeachment mantendo a quadrilha no poder para justamente vender a Eletrobrás? O da roleta viciada que distribui processos conforme a facilitada e relações comerciais do ministro? O da $antarrona das farmacêuticas? O do Marco Aurélio Neves Aécio cidadão exemplar? O do Fachin do Cunha? O da Rosa Weber Moro condeno porque posso? O do Gilmar Dantas Nunes Barata Neves Serra Preto? O do Toffoli Dias Mendes? O do Celso Sarney de Mello? O do Fux Anselmo Cabral? O do Alexandre de Moraes Temer? O do Luiz Barroso Marinho? 

    Sei que nessas instituições tem profissionais como Ela Wiecko e Lewandovski. Mas… do outro lado tem o maior balcão de negócios do mundo hoje. 

    PS. O Nassif continua otimista. Mas é maneiro para dar informação.

     

    • qual entidade e quem…

      De acordo com suas ótimas colocações exceto o tal Levandovski que presidiu o senado: ficou calado e apoiou aqueles senadores cara-de pau e corruptos que fingiram ver crime onde sabiam que não existiu. Ainda continuo favorável à anulação imediata do impeachment e eleições em outubro 2018.

    • O Supremo dos sorteios do

      O Supremo dos sorteios do Gilmar Mendes em casos que demandam salvar tucanos ou ferrar petistas?

      O MPF dos “caros” Dalagnóis, Castores, Limas e Pozzobons?

      Ou seria o MPF do Ailton Benedito de Souza, aquele um da convocação de jovens do Brasil para brigadas bolivarianas na Venezuela?

      Poderíamos contar com os MPEs dos 3 patetas de Marx e Hegel?

      Poderíamos contar com a CGU, que foi extinta e dando lugar a Ministério da Transparência do Torquato Jardim?

      Ou contar com o TCU do Augusto Nardes?

      Ou com a PGR que está lá para livrar a cara do Temer e ferrar o Lula?

      Não temos mais com quem contar.

      • Eu nunca estive em Brasilia

        Eu nunca estive em Brasilia mas sabe qual a impressão que tenho assistindo tudo o que ocorre no Brasil? Que não tem um só funcionário público de alto escalão que é honesto. Do Exercito a Receita Federal, da CGU ao TCU, da PF ao Tribunais Superiores, da PGR a AGU. 

        No Legislativo e Executivo tem desonestos. Tem e bastante mas ao corpo administrativo do governo brasileiro cabe o controle sobre os desmandos. Já os controladores são descontrolados  hipócritas e corruptos sugadores do país. Que ainda contam com os salários, os pinduricos e as carteiradas do cargo.

    •  
      Seu comentário disse tudo

       

      Seu comentário disse tudo Vera Venturini. Restou apenas, pedir permissão para o assinar também.

      Orlando

  18. “Seria conveniente que o

    “Seria conveniente que o Ministério Público Federal e o próprio Supremo Tribunal Federal montassem audiências com técnicos independentes, antes que os prejuízos para o país se tornam irreversíveis.”

    Devemos lembrar do “Grande acordo nacional, com Supremo, com tudo …”.

    Acho que a solução para este roubo a céu aberto do país é outra mais radical e que venha da turba.

  19. Rede de Fibras Ópticas Continental

    Nassif,

    Além de toda a capacide de geração e transmissão de energia citadas, há uma outra jóia, valiosíssima, dentro do baú Eletrobras. Estou falando da rede de fibras ópticas que interliga o Brasil de norte a sul. A rede Eletronet, que em 2009 voltou a ser propriedade da Eletrobras (http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2010-02-25/eletrobras-afirma-que-e-unica-dona-de-rede-de-fibra-optica-de-16-mil-quilometros)

    São mais de 16.000km de cabos ópticos que estão dentro dos cabos para-raios das linhas de transmissão. Estes cabos, dependendo dos trechos, tem de 24 a 48 fibras óticas cada um, constituindo assim uma capacidade de transmissão de dados praticamente ilimitada.

    Além da rede de fibras ópticas, que formam este gigantesto backbone nacional, há uma infinidade de links de rádio para transmissão de dados, que capilarizam a rede de dados da Eletrobras por mais alguns milhares de km por todo o Brasil, levando o sistema para os locais mais inóspitos do País.

    Esta rede, que faz brilhar os olhos das empresas de Telecomunicações, e que somente ela já valeria algumas dezenas de bilhões de reais, irá de graça, se confirmada a privatização da Eletrobras.

    Eduardo Clasen Back
    Secretário Geral
    Sinergia – Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região
    eduardo@sinergia.org.br

     

  20. Não a privatização.
    Não a privatização. Tem muito espertalhão querendo se dar bem com a compra da Eletrobras. Grupo de mafiosos tanto da iniciativa privada quanto aos facilitadores do governo. Enquanto houver financiamento privado, haverá sim troca de favores. As eleições estão chegando… É chegada hora de demitir vários políticos.

  21. E as tarifas elétricas
    E as tarifas elétricas praticadas hoje no Brasil já são altíssimas, consequência da privatização só da distribuição.
    Imagine se privatizarem toda a infraestrutura elétrica do país.

  22. Não consigo entender que o
    Não consigo entender que o exército tão atento e vigilante em revistar mochilas de criancinhas pretas indo para escola nas comunidade do RJ, não tenha a mesma atenção e preocupação com o desmonte do estado emocional.

    Acho que não fazem a defesa do desmonte do estado nacional, porque é uma bandeira e discurso do PT/Lula. Não querem serem confundidos com petralha mortadela. Preferem deixar o país à deriva nas mãos dos golpistas.

    É impressionante a omissão da FFAA sobre o estrago que os golpistas vem fazendo no país.

    • Mas com o pais falindo por
      Mas com o pais falindo por conta do golpe, a proletarizaçāo e empobrecimento das FFAA serå irreversivel

  23. Prezados camaradas
    1 – Com

    Prezados camaradas

    1 – Com suas estampas sinistras e mal -acabadas (como a ruindade deforma!), seu apetite voraz (o dinheiro nunca é suficiente) e sua inteligência reduzida; esses três sujeitos descritos pelo Nassif não passam de  INSTRUMENTOS do verdadeiro bandido

    2 – Quem maneja os instrumentos são figuras dissimuladas em sua violência e maldade, e estão em todos os golpes desde a Era das Trevas (que foi inaugurada por este velho sem – vergonha, fhc): Opportunity (daniel dantas), Garantia Partners, BTG, 3G; e suas figuras maléficas: jp lemann (uma critura desprezível, insuperável em sua ganância), carlos sicupira, andres esteves, aquele puxa -saco do lemann (que é especialista em cortar empregos, destruir empresas e aumentar a rentabilidade. São seres humandso tão desprezíveis que vem afanar aqui seu dinheiro e declaram-se suíços paar não pagar impostos devidos. Mas estes caras são AS CORDAS, quem os manipula são outros

    3 – Quem manipula as cordas são grupos internacionais (hidras financeiras) que controlam os fluxos de dinheiro e preço de commodities (ver: LADISLAO DOWBOR, A Era do capital Improdutivo).  Cerca de 50 empresas dos EUA, Europa e Japão controlam 70% do fluxo financeiro mundial – e inventam paraísos fiscais, derivativos e outras formas de especular e enganar patos paneleiros; transferindo o ganho de capital da produção para e especulação na veia.

    4 – E temos os aspirantes a cordas, que mimetizam o comportamento rançoso destes milionários, na esperança de serem aceitos no clube (ou fornecer uma película intelectual, uma vez que muitos magnatas são broncos). Estes seres abjetos que justificam esse discurso de meritocracia, eficiência e empreendedorismo; todos dogmas neoliberais para justificar suas roubalheiras. Aqui há elena landau (a bruxa das privatizações), pérsio arida, e todos economistas de mídia. 

    Concluímos que o neoliberalismo não é só asqueroso (como produtor e indutor da desigualdade), nocivo (destrói laços sociais e de solidariedade por incentivar um egoísmo individualista extremo) e raso (seus resultados desmentam o discuso). Também é apenas e tão somente um discurso vazio, para justificar a roubalheira que fazem com o patrimônio público (todos estes empresários safados que detonam o Estado adoram uma teta estatal para mamar)

    Que queimem todos no Mármore do Inferno, e levem junto seus funcionários da “justissa” (porque juiz, promotor, procurador; todas essas porcarias, adoram abanar o rabo e lamber a sola de quem tem dinheiro. São empregados deles, porque com exceções honrosas, fazem o que o Capital determina)

  24. Quando eu leio essas coisas

    Quando eu leio essas coisas tenho vontade de morrer, só para poder pedir satisfações a Deus. Ele tem muitas explicações a dar. E tem a eternidade para fazer isso, além do que o céu será um lindo lugar desabitado, com o Todo Poderoso reinando sobre nada. Todo o povo que ele diz que criou estará aos cuidados do Outro, aquele um.

    Só uma guerra sangrenta nos salvará. Chegamos ao ponto do não retorno.

    • Seu eu fosse você ficava com

      Seu eu fosse você ficava com um pé atrás. Quem tem o dominio de fato sobre Deus atualmente é o Dallagnol de Curitiba. Tem havido boatos de que a Lava jato prepara um power point que vai derrubar definitivamento Deus do firmamento: a convicção é que a permissão para Lula existir liga Deus com a corrupção da Petrobrás, o triplex do Guarujá e o sitio de Atibaia. 

      E assim será dada  a luz para o Lemann do grupo Garantia.

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