A crise de 2008: como Washington salvou Wall Street, por Motta Araújo

A CRISE DE 2008 : COMO WASHINGTON SALVOU WALL STREET – A crise financeira de 2008 foi produzida por ganância extrema e falta de escrúpulos de grandes firmas do mercado financeiro. A Goldman Sachs chegou ao cúmulo de vender centenas de bilhões de dólares de títulos sub-prime e depois de limpar seu estoque passou a apostar na baixa desses títulos que ela mesmo tinha inventado. Com a mega crise na rua o que fez o Governo americano?

De forma ultra rápida e sem vacilações o Presidente  assinou um decreto em 3 de outubro de 2008 colocando à disposição das empresas financeiras e industriais SETECENTOS BILHÕES DE DÓLARES do Tesouro, o dinheiro saía em 24 horas depois de solicitado. Grandes empresas industriais, como a General Motors, receberam o que precisaram, só a GM 50 bilhões de dolares, seguradoras irresponsáveis como a AIG que vendia “credit swaps”!, uma espécie de seguro de crédito dos ub-primes, foram salvas por cheques gigantescos entregues sem burocracia na boca do caixa, a AIG recebeu 75 bilhões de dólares.

No total o Tesouro desembolsou US$426,4 bilhões e até o dia do encerramento do programa, de nome TARP (em português  Programa de Resgate de Ativos Problemáticos). Em 19 de dezembro de 2014 o Tesouro recebeu de volta US$441,7 bilhões, quer dizer, teve lucro na devolução.

Quanto aos executivos malandros, nenhum foi sequer processado. O executivo-chefe de Lehman Brothers, banco que quebrou (foi o único) no ano da quebra recebu 65 milhões de dolares de bônus.

A malandragem gerou ganhos de mais de 100 bilhões de dólares para um grupo de especuladores e executivos safados, perto disso o caso Petrobras é dinheiro de lanche para o motorista.

Como e porque Washington agiu assim?  Deixou a ladroagem sair ilesa MAS salvou a economia. Se fizesse o contrário, prendesse todo mundo e deixasse a economia afundar, até hoje os EUA estariam em crise profunda.

É o modelo americano de governança, porisso eles levam tombos e levantam rápido, OLHAM PARA FRENTE E NÃO PARA TRÁS, acham que a vingança não dá dividendos. Nós nos orgulhamos de nossa origem lusitana, o mais importante é queimar a bruxa na fogueira do que fazer escolas para que ninguém mais acredite em bruxas.

42 comentários

  1. Lendo os comentários parece

    Lendo os comentários parece meio esquizofrênico a situação do Blog, pois fiéis defensores da privatização e da não intervenção estatal na economia se arvoram para defender que o Governo atue para salvar esses mesmo mercado. Por isso que defender sistemas como o Capitalismo é tão sem sentido quando defender alternativos como o socialismo.

    Não se sabe o que quer de verdade, principalmente aqueles que cobram coerência alheia.

    • O mundo está esquizofrênico

      No dia em que os EUA permitirem uma auditoria em Fort Knox, onde nem congressistas americanos entram há mais de meio século aí podemos levar alguma coisa a sério quando esses caras falam em economia, capitalismo, etc.

  2. Antitese

    Eis um método muito bom para  a defesa de qualquer tese. Vejamos.

    1 Olhe para um TODO qualquer. No caso, olhe para os Estados Unidos da América do Norte doravante denominado sistema.

    2 Escolha uma parte deste sistema.

    3 Conquanto o sistema seja aberto, feche-o para evitar a interferëncia de  entropias.

    4 Parta o sistema em pedaços à moda cartesiana para ter a “liberdade” de  fomentar sofismas por indução a seu gosto e para todos os gostos.

    5 Após a divisão deste sistema em fragmentos, siga na defesa de sua tese.

    6 O primeiro passo é COMPARAR. Compare apenas a parte que lhe interessa. Trata-se de selecionar a premissa maior que lhe interessa na conclusão a qual, vale dizer, será inevitavelmente falaciosa. Vejamos a premissa.

    Exemplo:  Como Washingnton salvou a Wall street ( essa é uma parte do “sistema”)

    Em seguida, utilize de outra parte do “sistema” para justificar o suposto “salvamento” em tela. Não se esqueça de compará-la com o sistema de destino.

    Entretanto, desconsidere, por exemplo, a parte do “sistema” que  gerou input, output e feedback  no processo de  EMISSÃO DE MOEDA PARA GERAR CONFLITO DE DISTRIBUIÇÃO noutros cantos do mundo.

    Vencida a etapa da escolha da premissa “importante” , faça a comparaçao mencionada acima.

    Por exemplo:

    Compare o “sistema” Brasil, como uma parte do sistema precitado.

    Desconsidere a falta de possibilidade de emitir papel pintado( moeda verde) para gerar conflitos de distruição noutros cantos.

    Pronto. Processo concluído.

    Aguarde o aplauso  dos desavisados seguidores.

    Eu, por outro lado, acuso a falácia exposta no post acima.

    Saudaçoes

     

  3. Concordo com Motta Araujo.

    Nesse caso concordo com Motta Araujo. Vão deixar as empresas quebrarem? Como fica o expertise acumulado?  O Lula, a própria Dilma já disseram que não havia nada no governo quando chegaram, tiveram que fazer do zero,  por isso até hoje muitos programas do governo não avançam como deveriam. E os trabalhadores, como ficam? A Dilma tem que salvar essas empresas, que exija uma contrapartida correta. Melhora na gestão e tudo mais, mas tem que salvar. Isso deve serfeito as claras, a presidenta tem que dizer,olha não dá para deixar essas empresas quebrarem, porque o país precisa delas. 

  4.   Existe um coisa nos EUA,

      Existe um coisa nos EUA, que é de causar inveja em qualquer cidadão brasileiro, é o sentimento de autopreservação do país. Cada americano se sente parte de uma nação. É esse sentimento que faz com eles atravessem crises apenas com ranhuras, mas sem racharem. Foi esse sentimento que fez com que os americanos engolissem a maior fraude eleitoral dos tempos  modernos e permitiu a elição George W. Bush. Se ocorre a recontagem do votos os EUA se desintegraria. 
    p.s.: Esse sentimento é tão forte que chega a cooptar alguns vira-latas aqui nos trópicos.

    • Somos muito engraçados….
      Muito bom seu comentário e ao me perguntar sobre sobre isso me deparo com a palavra DESCONTINUIDADE. Ai percebo que o brasileiro adoramos apressar a roda da criaçāo e destruiçao ou, noutras palavras, acabar com tudo para recomeçar do zero. Parece que continuar algo då tedio. Sofreriamos nós de uma espécide déficit de atençao coletivo algo parecido com a criança que se encanta com o brinquedo que recebeu de mamae mas que nao demora joga-lo no mato para deleite de uma outra crianca de olho naquele brinquedo? Seriamos nós entao eternos meninos tolos…alias este termo foi usado por Bresser Pereira para se referir a Privataria Tucana quando nossos brinquedos foram desvalorizados ao maximo para o deleite dos abutres de olho nas nossas riquezas: George Soros ta salivando…Ah…ainda sobre descontinuidade…enquanto os EUA tem ferrovias seculares na decada de 90 as nossas foram transformadas em ferro velho e hoje o pais esta parado e com risco de desabastecimento patrocinado pela greve politizada dos caminhoneiros que estao sendo usados para derrubar Dilma. Quando foi mesmo a ultima vez que os EUA destituiram um presidente la..
      La ne pq cá pelo menos a partir daria dėcada de 50 nao temos ultrapassado a barreira dos 30 anos sem derrubar o presidente e sempre com as mãos invisiveis do Tio Sam
      …ca sr …
      Vai ai um recadinho de Soros…me passa logo esse brinquedo fedido chamado Petrobras..sigam os conselhos de vossa imprensa..alias o q vcs tem feito a partir de 1954 quando os baroes da midia passaram a se imiscuir nos vossos destinos…tio George Soros agradece candidamente caso vcs nao queiram mais esse brinquedinho chamado Petrobras….de coraçao a Globo ja deu seu premio a Moro por causa da Lava Jato uma especie de montanha construida com muito estardalhaço e intensa exposição na midia para ao final parir um rato ….afinal de contas a emenda ficou pior que o soneto: os ladroes roubaram 2.1 bi da Petrobras….mas os prejuizos causados ao pais por causa do show do Lava Jato ja chegam perto de 1 trilhao de reais…e com a agravante de que as causas da corrupcao serao mantidas intactas…vide bloqueio do Congresso aos mecanismos legais da democracia participativa…vide PEC da bengala…vide pec do financiamento privado de campanhas eleitorais…vcs brasileiros sao tao engraçados…kkkkk…diria Obama…,
      Ou no minimo incoerentes….quem nos fez assim ou melhor: Que espertalhoes nos molda assim nós bobinhos no dia-a-dia? Quem nos torna assim? Que interessem movem a fabrica de modelagem que nos fazem assim
      Ah sim…apoiemos sem pestanejar e no primeiro clique da midia incluido aqui o whatsup os rodoviarios que, nos proximos rounds virarao esse pais de cabeça pra baixo para que a nossa malha ferroviaria nao entre em operação….concordo tio Jorge…realmente somos um povo pra la de estranho….e poe esquisitice nisso…ou seria apenas ignorancia e a pio delas: Aquela que nos impede de abrir a cachola para o conhecimento pq estar atento pode ser muito perigoso….

      • Excelente comentário! “Triste de um povo que esquece a sua histó

        Excelente comentário! “Triste de um povo que esquece a sua história”.

        A frase exata é levemente diferente, ainda que seu significado seja o mesmo: “Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Ela foi escrita por George Santayana, pseudônimo de Jorge Agustín Nicolás Ruiz de Santayana y Borrás, um filósofo, poeta e ensaísta espanhol que fez fama escrevendo em inglês.

        O aforismo aparece em A Vida da Razão, livro publicado em 1905. Mais precisamente no volume I, ali no capítulo XII, bem neste seguinte parágrafo: “O progresso, longe de consistir em mudança, depende da capacidade de retenção. Quando a mudança é absoluta, não permanece coisa alguma a ser melhorada e nenhuma direção é estabelecida para um possível aperfeiçoamento; e quando a experiência não é retida, como acontece entre os selvagens, a infância é perpétua. Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”.

        Na realidade, quis fazer essa introdução para postar esse texto retirado de um blog portugues e que em muito se assemelha com uma certa república das bananas. Pode-se até fazer um exercício de trocar palavras de certos eventos.

        “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”

        Posted on 04/10/2012 | 6 Comentários

        “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, disse há cerca de 50 anos Ernesto Ché Guevara. Há 50 anos, Portugal era um país no seio de uma ditadura. O povo queixava-se. Eramos “atrasados” e a nossa cultura era fraca. Reinavam os “3 éffes” – Fátima, Fado e Futebol. Veio uma revolução, a ditadura caiu. De forma atabalhoada, é certo. Em 38 anos tivemos 19 governos: Em média, isto significaria um governo por cada dois anos. Durante a 3ª Républica, o FMI actuou duas vezes em Portugal, em 77 e 83. Passados 30 anos, voltámos a deixar que a história se repetisse e voltamos a ter o FMI no nosso país. Criticou-se Salazar durante anos, mas acabámos por colocar o país nas mãos de quem nos levou à bancarrota, quando, apesar de tudo, Salazar nos deixou um país moderadamente rico. Era um povo pobre, num país rico. Hoje, somos um povo pobre num país pobre…

        Passadas quase 4 décadas da revolução dos militares, somos um povo livre… um povo livre que escolheu continuar a ser “preso”. Preso na cultura, preso no pensamento. Os 3 éffes, Fátima, Fado e Futebol continuam: Futebol – O país pára para ver o Benfica e a Selecção jogar. E se ganharem, adeus crise!; Fado (música) – Portugal é um dos países da europa com mais festivais de música e todos eles estiveram cheios este ano, um dos anos em que mais se falou de crise; Fátima – talvez o ponto onde o decréscimo foi maior, mas continuamos a nos “distrair” bastante com isto. No fim de contas, um país já endividado parou em 2010 para receber o Papa com custos e implicações astronómicas.

        A somar a tudo isto, continuamos a não nos querer cultivar. Somos um povo cujos governantes ponderam agora fechar a RTP2, o único canal em sinal aberto que emitia programas culturais, e ainda assim isso não nos faz confusão. Dos restantes 3 canais… venha o diabo e escolha. Somos um povo que prefere ver “Big Brothers”, “Casas dos segredos” e telejornais sensacionalistas da TVI (mas que muda de canal quando o Marcelo Rebelo de Sousa nos dá uma aulinha semanal de cultura). E digo prefere e reitero esta palavra porque é o que de facto se passa, por mais que nos queiramos enganar com a célebre frase “não há nada melhor para ver”, quando gastámos quase 50€ para ter em casa mais de uma centena de canais. Fala-se de quem entrou, quem saiu e do que se fez nesses programas sensacionalistas. Vivemos demais a pensar na vida dos outros… Toda a noite vemos telenovelas. Horas e horas de histórias de encantar e não só, talvez para tentar fugir a este nosso mundo triste e desesperante. Há 50 anos não tínhamos computadores e queixávamo-nos de não ter acesso à informação. Hoje usamos os nossos computadores super-rápidos, com maravilhosas ligações à internet para jogar aos quintais no facebook e para partilhar a fotografia bonita do cãozinho e do gatinho. Cultivarmo-nos? Náaa…

        Não lemos! Sim. Não lemos. Por um lado, como dizia um professor universitário meu, “ler o jornal do metro não conta!”. Por outro, lemos livros que são… como o António Lobo Antunes disse, “livros maus que as pessoas compram às grosas”. Maltratamos todos os dias a nossa língua portuguesa e quando isto acontece, ainda introduzimos um acordo ortográfico de carácter duvidoso. Mas continuamos a maltratá-la e nem sequer nos preocupamos em corrigir.

        Mas tal como comecei esta minha “divagação”, um povo que não se preocupa em saber a sua história, está condenado a repeti-la. Em tempos, perguntaram-me o porquê de ensinarem história na escola básica e secundária, “o que é que ganhamos com isso?”. Ora bem, é com a história que aprendemos a não cometer os mesmos erros. É com a história que sabemos como foi o nosso caminho até agora, e o porquê de existirem certas situações. Mas atenção! Há que a ensinar como deve ser. No meu tempo, repetíamos a história da carochinha dos Romanos, dos Gregos… e depois a lengalenga dos Reis de Portugal. Mas curiosamente chegávamos à nossa história mais recente, aquela que importa para sabermos o porquê de estarmos como estamos, e nos poderá ajudar a ser cidadãos mais capazes e… subitamente, em 3 ou 4 frases os últimos 70 anos da nossa história tinham sido resumidos. Estado novo? Ditadura? 25 de Abril? 25 de Abril foi uma revolução bonita, aquela, a dos cravos. Ah, e foi no dia 25! E o pós-25 de Abril? Demasiado tabu, este assunto? Pois claro! Ao fim e ao cabo, quem escolhe os programas curriculares do ensino? Aqueles para quem a cultura do povo é mais apavorante, os políticos. Já alguém dizia por aí que “um povo culto é um povo ingovernável”.

        Continuamos a não aprender com quem devemos! Com os bons exemplos! Eles existem, mas continuamos a ignorá-los. Sim, porque todos sabemos quem é o plantel do Benfica e sabemos a “história” de todos aqueles que participam na Casa dos segredos. Mas ninguém sabe a história dos grandes. Ninguém se lembra que temos um Rui Nabeiro que diz que não pensa pela cabeça da Troika e de cuja boca nunca se ouviu falar da palavra crise. Bem perto de nós, temos um Álvaro Santos Silva, que após um incêndio na sua empresa em 2011, que os telejornais sensacionalistas apressaram a ditar como o fim para a mesma e para um grande número de postos de trabalho, foi homem para arregaçar as mangas e reconstruir tudo, sem perder um único posto de trabalho. Temos que deixar de ser pessimistas. E temos que deixar de ficar à espera dos subsídios do governo. Temos que deixar de ficar à espera do governo.

        Somos os primeiros a ir para a rua para manifestações bonitas, aos solarengos sábados à tarde, para lisboa, para ouvir os Homens da Luta a tocar umas canções, e beber umas “jolas” pelo caminho. Pois eu, eu sempre duvidei destas manifestações. Porquê? Perguntam? Primeiro de tudo, porque a maioria das pessoas que para lá vai, não sabe nem o que vai reivindicar nem como o vai fazer. Só se vai mandar umas bocas para o ar. Em segundo lugar, porque somos um país de calões: quando é para assinar o livro de reclamações de determinado estabelecimento que nos está a prejudicar, quando é para fazer força perante determinado problema, ninguém o faz. “ah, dá muito trabalho”. “ah, hoje não me dá jeito”. Porque somos os que agora pedimos empregos, mas fomos os primeiros a comprar os produtos dos chineses, aqueles que recebem 2€ por dia para trabalhar num cubículo de 4×4 onde milagrosamente cabem 40 pessoas a trabalhar, e não nos lembrámos que talvez… talvez isso pudesse levar a uma repercussão nas condições de trabalho e nos postos de trabalho em si em Portugal, bem com à falência de empresas. E depois de tudo já ter acontecido, continuamos a não comprar produto português. Mas a culpa não foi nossa… nós eramos incultos e não nos apercebemos disso. Nunca ninguém nos tinha ensinado ou alertado. Preocuparam-se mais em nos ensinar factos, em vez de nos ensinarem a pensar um pouco.

        Em 1963, Zeca Afonso entoava que os “vampiros” “comem tudo e não deixam nada”. Vivíamos então em ditadura. 50 anos depois, hoje, continuamos com vampiros. Quem são eles? Para onde vão? E para onde nos levam…? E nós? Que papel temos no meio disto tudo? Somos um país de aparências, de palmadinhas nas costas e continuamos a deixar-nos comer por parvos. Somos uns… “portuguesinhos”…

        Fontes:

        1. http://super.abril.com.br/blogs/superblog/frase-da-semana-aqueles-que-nao-conseguem-lembrar-o-passado-estao-condenados-a-repeti-lo/

         

        2. https://pedromoliveira.wordpress.com/2012/10/04/um-povo-que-nao-conhece-a-sua-historia-esta-condenado-a-repeti-la/

         

         

         

  5. O Brasil tem que parar de ser governado pela mídia.

    O que vemos nesses últimos 12 anos de governo petista é a mídia governando o país, e sempre para o pior. Isso tem que acabar, o partido do governo tem que governar o país, para frente e não para trás, para a bancarrota em meio a tanta riqueza.

     

    Pois é, a mídia que nos fazer miserável em meio a riquezas descobertas.

  6. Exemplo de quê?

    EUA foram exemplo em 2008? Caríssimo MA, AA – ou como queira ser chamado -, já falei disse aqui em outra ocasião, como pode ser constatado nos links abaixo.

    http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/crise-europeia-mecanismos-economicos-e-crise-politica;

    http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-responsabilidade-da-crise-de-2008.

    São minha análise dos eventos, baseados nos fatos ocorridos – sujeitas à questionamentos e dúvidas, mas mesmo assim bem embasados e abertos a quem quiser debater. Só uma coisa precisa ficar clara a vc e a todos os leitores do blog: não dá pra vc distorcer de forma tão acintosa a realidade dos fatos, afirmando ser vitória uma ação tão absurdamente amadora como foi a resposta dos EUA à crise – e a transformação de um déficit privado em público com dinheiro dos contribuintes!

     Abs.

    • Não é ação amadora transformar débito privado em público

       

      Waldyr Kopezky (quinta-feira, 26/02/2015 às 19:08),

      Não sei a sua formação, que me pareceu de um economista historiador. Eu sou leigo em economia, embora carregue mais de quarenta anos de acompanhamento constante da economia brasileira e mundial.

      Não compreendi ou talvez devesse dizer mais diretamente tenho críticas ao seu questionamento expresso na frase a seguir:

      “Só uma coisa precisa ficar clara a vc e a todos os leitores do blog: não dá pra vc distorcer de forma tão acintosa a realidade dos fatos, afirmando ser vitória uma ação tão absurdamente amadora como foi a resposta dos EUA à crise – e a transformação de um déficit privado em público com dinheiro dos contribuintes!”

      Você acusa Andre Araujo ou Motta Araujo de distorcer propositadamente a realidade dos fatos. E o que seria essa distorção proposital? A transformação de uma ação amadora em ação a ser glorificada. E por que não caberia louvar a ação dos Estados Unidos como resposta a crise de 2008? Porque a ação americana, que, na sua opinião, deve ser considerada como ação amadora, transforma dívida privada em dívida pública.

      Bem, eu não havia visto no texto de Andre Araujo ou Motta Araujo alguma distorção proposital. E quando comecei a ler o seu texto achei forte essa sua acusação ao Andre Araujo ou Motta Araujo de ele “distorcer de forma tão acintosa a realidade dos fatos”. E sair à espera da demonstração da distorção. E você a mostrou logo em seguida. Simplificando poderia dizer que para você é distorção proposital porque qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento sabe que transformar déficit privado em déficit público é ação amadora a que se deve fazer críticas e não ação a merecer elogios. Não concordo com você, e fico temeroso da minha discordância ser fruto de eu não ter esse mínimo de conhecimento.

      Por motivos que eu não saberia explicar, às vezes o blog de Luis Nassif dá algum tilt e não se consegue acessar os endereços indicados. Você deixou dois endereços nos seus comentários e imaginei que lá iria encontrar mais informações sobre a razão para você ter considerado como amadora uma ação que transforma déficit privado em déficit público. Nas duas tentativas que fiz, apareceu a informação de que aquele endereço não mais existia. Tive que sair a cata dos dois endereços que você deixou para completar a leitura. Não vi nos endereços indicados algo que pudesse dar mais fundamento a sua frase. Hoje o problema não apareceu e eu pude ir direto nos posts para os quais você deixou os links e os li com mais atenção. Não mudei de opinião.

      O primeiro endereço é para o post “Crise européia, mecanismos econômicos e crise política” de domingo, 20/05/2012 às 09:00, aqui no blog de Luis Nassif e consistindo de comentário seu enviado para o post “G8 e a saída para a crise na Europa” de sábado, 19/05/2012 às 16:10, aqui no blog de Luis Nassif com a transcrição da matéria do Correio Braziliense “G8 quer uma zona do euro ‘forte’ com a Grécia e estimular o crescimento” reproduzindo reportagem da France Presse sobre reunião dos líderes dos países do G8, em que eles se comprometeram a “estimular o crescimento”.

      Seu comentário enviado domingo, 20/05/2012 às 00:01, e transformado no post “Crise européia, mecanismos econômicos e crise política” é denso, bastante longo e historia bem em 8 longos itens o que os países desenvolvidos tinham feito para enfrentar a crise.

      Só que não há nada que possa contribuir para fundamentar sua afirmativa de que as ações tomadas pelos governos sejam ações amadoras. O que justifica sua afirmação é sua convicção de que transformar déficit privado em déficit público é ação amadora.

      E quanto ao segundo endereço ele é referente ao post “A responsabilidade da crise de 2008” de segunda-feira, 21/05/2012 às 08:02, aqui no blog de Luis Nassif e também com um texto de sua autoria, sendo que o seu também ótimo texto é originário da resposta que você dá aos comentários de Roberto São Paulo e Flávio Reis junto ao post “Crise européia, mecanismos econômicos e crise política”, tendo apenas sido retirado do seu comentário a referência que você faz aos dois comentarista.

      Concordo com praticamente todos os itens do seu comentário que virou o post “Crise européia, mecanismos econômicos e crise política” e concordo com quase tudo que você diz no comentário enviado domingo, 20/05/2012 às 19:15, para junto do post “Crise européia, mecanismos econômicos e crise política” e que foi transformado no post “A responsabilidade da crise de 2008”. O único aspecto de que eu discordo é o que você diz no penúltimo parágrafo que transcrevo a seguir, utilizando como original o comentário e não o post, repartindo o parágrafo em quatro. No primeiro trecho você diz:

      “Flávio Reis, não se engane: os Estados nacionais não tiveram NADA que ver com a crise de 2008, em termos de rombo por má gestão ou prática temerária. Prova disso é que vários países (mesmo desenvolvidos) viveram décadas com oscilações constantes em seus fluxos de liquidez – um ano no azul, outro no vermelho – e isso jamais causou uma crise econômica no mundo. E menos ainda uma como a de 2008, pior do que a de 1929”.

      Concordo com você, tendo transcrito o trecho acima apenas para mostrar a sua linha de argumentação.

      Em seguida você diz:

      “Se há que se identificar uma responsabilidade dos Estados nacionais nessa crise, ela seria a da total falta de percepção no perigo de um processo (gradual) de desregulamentação das economias e dos fluxos de capitais (privados e migrantes), que vão e vêm nesse (novo) ambiente de economia globalizada”.

      Mais uma vez concordo com você. Esse segundo trecho deveria vir com frase seguinte que eu preferir separá-la para apresenta-la isoladamente a seguir. Nela você diz:

      “À miopia do Obama e do Bernanke somaram-se anos de governos (Reagan, Clinton, Bush) implementando políticas econômicas que destruíram qualquer capacidade de inferência ou mínimo controle nas ações dos players de seu mercado financeiro”.

      Aqui eu identifiquei uma discordância. É uma discordância de conteúdo, mas que eu apresento primeiro como discordância de forma. O problema diz respeito à apresentação de duas críticas englobadas em uma só, mas se referindo a dois aspectos distintos. Em meu entendimento é certo dizer que “anos de governos (Reagan, Clinton, Bush) implementando políticas econômicas que destruíram qualquer capacidade de inferência ou mínimo controle nas ações dos players de seu mercado financeiro” permitem atribuir “uma responsabilidade dos Estados nacionais nessa crise”. Então o trecho final da frase com a qual eu tenho discordância se refere ao que fora dito no período anterior.

      Assim teria sido melhor que esta sua crítica viesse separada da sua referência “à miopia do Obama e do Bernanke”, pois a miopia dos dois é uma crítica voltada para o aspecto da ação tomada pelo governo e que será o assunto tratado no restante do parágrafo. Então, a referência à miopia do Obama e do Bernanke deveria vir no final da frase e não no início. Esta é, entretanto, mas uma crítica de forma.

      A crítica de conteúdo diz respeito a você fazer referência a uma suposta miopia de Obama e Bernanke na sua avaliação sobre a ação tomada pelo governo para enfrentar a crise como se pode observar na quarta parte do penúltimo parágrafo. Transcrevo essa quarta parte a seguir:

      “Coisa [A miopia de Obama e de Bernanke] que não ocorreu no Brasil, já que BB e CEF são empresas que atuam competindo no mercado com seus pares privados e pressionaram estes a uma liberação de crédito que mantivesse o aquecimento da economia – por decisão POLÍTICA do Governo Lula, que apostou em uma ação de risco maior e lucro incerto (mas não improvável) e contra toda a opinião (insidiosa, pois ensaiada com os agentes privados) de seu staff econômico encabeçado pelo Henrique Meirelles”.

      Antes de comentar o quarto trecho transcrito acima transcrevo o último parágrafo do seu comentário e com o qual não teria muito mais razões para discordar além das que apresentarei em relação ao quarto trecho do seu penúltimo parágrafo:

      “Tudo o mais é ilusão que obnubila (adoro essa palavra!) a realidade dos fatos. Abs”

      O que eu discordo do seu comentário é você não considerar as distinções entre o Brasil e os Estados Unidos e nem considerar a semelhança das ações brasileiras e americanas diante da crise.

      No primeiro momento o governo dos Estados Unidos simplesmente comprou as dívidas privadas dos Bancos. Na sequência é que eles utilizaram o QE1, 2 e 3. Utilizaram o mecanismo do Quantitative Easing porque não adiantava incentivar os bancos a abrir linha de crédito porque o nível de endividamento do setor privado era muito elevado. No Brasil esse nível era baixo.

      E há mais diferenças. Nos Estados Unidos a inflação já era reduzida desde antes da crise de 2008, sendo que 2007 foi um ano de pequeno crescimento econômico e, portanto, sem problemas inflacionários apesar do aumento do preço de commodities. Então eles tinham espaço para no primeiro momento aumentar o déficit. E tanto via TARP quanto via QE, o efeito monetário com a maior disponibilidade de dólar na economia, em que as famílias tinham reduzido a propensão a gastar, foi a desvalorização do dólar em relação às outras moedas.

      O Brasil vinha de taxas de crescimento da economia crescentes, quando se considera a comparação de um trimestre com o trimestre imediatamente anterior desde 2006. Se não houvesse a crise de 2008, o crescimento de 2008 seria próximo de 6%. O governo reagiu bem à crise, mas não era a única opção a ser tomada, embora fosse a mais adequada para a eleição da candidata Dilma Rousseff. A outra opção era deixar que o câmbio a 2,4 que ele chegara permitisse a recuperação econômica do Brasil via comércio exterior. Penso que o governo temeu que esse crescimento não se efetivasse de imediato e partiu para o incentivo do mercado interno que rapidamente levou o país a crescer a taxas maiores do que as taxas de final de 2007 e início de 2008 e que tiveram como grande retorno a eleição da Dilma Rousseff. Agora para fazer isso o governo teve que ir valorizando o real e Lula entregou o câmbio a 1,7 para a presidenta recém eleita. E cresceu a dívida pública.

      Faço aqui um parêntese. O grande mérito da presidenta Dilma Rousseff foi fazer o controle do crescimento que já começara a gerar bolha na construção civil (Segundo o Banco Central indícios de bolha apareceram em 2009) sem que a bolha estourasse. Foi um processo lento de reversão do crescimento até que a economia volta a crescer com taxas ínfimas em 2011. Assim a partir do segundo semestre de 2012, a economia voltou a crescer apresentando altas taxas de crescimento do investimento no final de 2012, e nos dois trimestres iniciais de 2013. Tudo parecia que a economia iria se relançar quando houve uma tremenda reversão no terceiro trimestre de 2013, e a partir dai com o problema da pressão do dólar em 2014 que afetou os países emergentes, a economia brasileira perdeu o ritmo.

      Agora a semelhança dos dois modelos de enfrentamento da crise foi que o Estado também criou déficit público ao capitalizar os bancos estatais para os permitir aumentar a oferta de crédito.

      O cerne de minha crítica consiste em não ver validade em você qualificar como “uma ação . . . amadora . . . a transformação de um déficit privado em público”. Ao que me parece você sofre ai do mesmo mal que acomete Andre Araujo ou Motta Araujo e ponto em que eu centrei foco no comentário que eu enviei quarta-feira, 25/02/2015 às 14:16, para ele e coloquei junto ao meu comentário enviado enviei quarta-feira, 25/02/2015 às 21:19, aqui para este post “A crise de 2008: como Washington salvou Wall Street, por Motta Araújo” de quarta-feira, 25/02/2015 às 18:30 (Originalmente de 10:30).

      O mal que eu vejo nessas análises que de certo modo eu considero corretas é que elas idealizam o Estado. Para vocês o Estado é um ente neutro e que deve aplicar as políticas públicas sem nenhum viés. Ora, antes de tudo o Estado é um instrumento de dominação. Sem Estado não há capitalismo. É o Estado que permite o crescimento interminável da economia. Quando o Estado não mais cumprir esta tarefa e o capitalismo estagnar-se economicamente, por certo que o capitalismo terá que se superar.

      No momento atual não há ação do Estado que possa ser contra o capitalismo. Contraditoriamente, o capitalismo caminha para a sua superação via o Estado, não significa essa contradição que Estado e capitalismo sejam antagônicos. Tirar a dívida do setor privado e levar a dívida para o setor público quando isso for necessário para recuperar a economia é demonstração de profissionalismo e não de amadorismo.

      De certo modo, a frase de Timothy Geithner que eu transcrevi no meu comentário enviado quarta-feira, 25/02/2015 às 14:16, post “A crise de 2008: como Washington salvou Wall Street, por Motta Araujo” e que volto a transcrever a seguir explica bem este papel do Estado. Ao dizer da necessidade de um Estado tomar mais empréstimso, gastar mais e expor os contribuintes a mais risco de curo prazo, ele acrescenta “mesmo se isso parecer uma recompensa à incompetência e à corrupção, mesmo se alimentar percepções de um governo tirânico, perdulário, explorador, emiissor exagerado de dinheiro e alucinaldo por operações de socorro”.

      Bem quanto ao débito público ou privado eu recomendaria entrar no google com a seguinte expressão: Paul Krugman Debt is money we owe to ourselves. Se tiver tempo dá para ir até 2010 nos links que aparecem para aprender um tanto com Paul Krugman ou se quiser com os críticos de Paul Krugman. Aliás, se não fosse o fato de Luis Nassif ter retirado da internet os posts da época de Projetobr, fazendo um desserviço à disseminação da informação, eu deixaria para você como uma oportunidade de ouro o link para o post “O problema é o BC” de domingo, 03/02/2008 às 23:58, no antigo blog de Luis Nassif Projetobr em que ele transcreve a entrevista de Marcio Pochmann, do IPEA, a Lu Aiko Otta, do Estadão de domingo, 03/02/2008. Diante da seguinte pergunta de Lu Aiko Otta: “Como se pisa no freio, já sabemos. Como se pisa no acelerador?”, Marcio Pochmann respondeu:

      “Estamos vivendo um ciclo de expansão da economia fundado nos investimentos. Temos hoje uma poupança enorme. A dívida pública no Brasil é de 43%, 44% do PIB (Produto Interno Bruto). É dívida, mas é crédito”.

      E diz mais, mas o trecho aqui que me interessa é só esse principalmente na parte que diz “É dívida, mas é crédito”. Aliás, “Thomas Malthus defendeu, em 1820, a idéia de que era necessário aumentar os gastos públicos para estimula a demanda agregada e o crescimento econômico”. Coloquei esta frase entre aspas, porque a retirei da página 3, numerada 235, em nota ao pé da página do texto “Gastos Públicos no Brasil são Produtivos?” de autoria de José Osvaldo Cândido Júnior, e que obtive no endereço a seguir:

      http://www.ipea.gov.br/ppp/index.php/PPP/article/viewFile/77/88

      É claro que os gastos públicos só podem ser financiados por emissão de dinheiro, receita tributária ou empréstimos. Enfim, aumentar a dívida pública é uma forma de aumentar o crescimento econômico.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 26/02/2015

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