No dia de hoje… em 10 de junho de 1952

A Revolução Cubana foi um movimento armado e guerrilheiro que destituiu Fulgêncio do poder, sob a liderança do então revolucionário Fidel Castro e do médico argentino Ernesto Che Guevara. 

da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos

No dia de hoje… em 10 de junho de 1952

Em 10 de junho de 1952, Fulgêncio Batista liderou mais um golpe de Estado em Cuba e se nomeou “presidente provisório”, cargo em que permaneceu até 1959.

Em 1898, o governo de Cuba foi entregue aos Estados Unidos. Em 1902, os Estados Unidos aparentemente permitiram que os cubanos exercessem sua soberania sobre a ilha. Mas graças a emendas constitucionais aprovadas sob forte pressão norte-americana, Cuba permaneceu sendo um protetorado estadunidense ao menos até 1933, tanto que o país ficaria conhecido como o “Quintal dos Estados Unidos”, chamada pejorativamente de mais uma das Repúblicas das Bananas.

Em todo esse período, o país foi alvo de revoltas e golpes de Estado que levavam ditadores ao poder.

Em 1933, Fulgêncio Batista, militar e mulato (pela primeira vez na história cubana os afrodescendentes chegavam ao poder) derrubou o ditador Gerardo Machado da presidência e governou Cuba em dois períodos – de 1933 a 1944 e de 1952 a 1959 -, sempre apoiado pelos EUA. Seu governo foi marcado por atos de corrupção, encarceramento de oponentes e uso de métodos terroristas.

Isto gerou e fortaleceu movimentos internos contrários ao seu governo e ao domínio norte-americano, que acabaram por eclodir com a chamada “Revolução Cubana”.

A Revolução Cubana foi um movimento armado e guerrilheiro que destituiu Fulgêncio do poder, sob a liderança do então revolucionário Fidel Castro e do médico argentino Ernesto Che Guevara.

Após a tomada do poder, os revolucionários tiveram o apoio soviético, o que trouxe um caráter anticapitalista e também antiamericano à Revolução. Fidel Castro declarou-se presidente e instituiu um governo autoritário, mas que se notabilizou pela implantação de uma série de programas sociais e econômicos, especialmente alfabetização e acesso universal à saúde.

A ditadura militar implantada no Brasil em 1964 teve como mote evitar que o Brasil se tornasse uma “grande Cuba”. Por isso, é importante enfatizar esse histórico anterior à Revolução Cubana para se constatar que a histórico brasileiro era absolutamente diferente do cubano, nada justificando a quebra da legalidade imposta no Brasil em 1964.

“Para que não se esqueça, para que nunca mais se repita.”

Obs.: Esse texto é de responsabilidade das pessoas que administram a página da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. É, baseado em fontes como Wikipedia e Relatórios finais de Comissões da Verdade, e faz parte de um conjunto de publicações que serão feitas diariamente entre 10.06 e 24.06.2019,, na página do evento “Vozes do Silêncio contra a Violência de Estado”, como forma de divulgação e preparação para o ato.

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