O Irã enviou neste domingo (10) uma resposta formal à proposta de paz apresentada pelos Estados Unidos, utilizando o Paquistão como intermediário. A informação foi confirmada pela agência de notícias estatal iraniana IRNA, que não revelou os termos discutidos.
Do lado americano, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, reafirmou que Washington mantém exigências inegociáveis. “O presidente Trump deixou claro que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear e que não pode manter a economia mundial refém”, declarou Waltz em entrevista ao Fox News Sunday, descrevendo a posição como uma “linha vermelha muito clara”.
Apesar do avanço nas tratativas, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian adotou um discurso de confronto. “Nunca curvamos a cabeça diante do inimigo. Se há conversas sobre diálogo ou negociação, isso não significa rendição nem recuo”, publicou no X.
vale destacar ainda que o bloqueio de internet imposto pelo governo iraniano completou três meses, segundo a organização de monitoramento NetBlocks. Já são mais de 1.700 horas sem conexão, sem previsão de encerramento.
Já o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que ainda há “trabalho a ser feito” no Irã. Segundo ele, Teerã não entregou seu urânio enriquecido, não desativou instalações nucleares, não cortou apoio a grupos armados aliados e não aceitou limites ao programa de mísseis balísticos.
Os Emirados Árabes Unidos informaram que suas defesas aéreas derrubaram dois drones iranianos no domingo, sem vítimas. O Kuwait também relatou a entrada de “drones hostis” em seu espaço aéreo.
Enquanto isso, o exército israelense anunciou novos ataques no sul do Líbano, afirmando ter atingido posições do Hezbollah, movimento armado apoiado pelo Irã.
China
O Teerã quer a China como fiadora de um eventual acordo com os Estados Unidos. O embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahman Fazli, defendeu a ideia neste domingo (10) em publicação no X.
“Qualquer acordo potencial deve, necessariamente, contar com garantias das grandes potências e ser levado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas”, escreveu Fazli.
O diplomata destacou o papel especial de Pequim na região. “A China e a Rússia são potências grandes e influentes. Dado o peso que a China tem para o Irã e para outros países do Golfo Pérsico, Pequim pode atuar como garantidora de qualquer entendimento.”
Ambos os países ocupam assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU.
*Com informações da CNN.
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