O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou as novas sanções econômicas e comerciais impostas pelos Estados Unidos contra o país e classificou as medidas como “terrorismo econômico” e “crimes contra a humanidade”.
Em meio à intensificação da campanha de pressão de Washington contra Teerã, a chancelaria iraniana destacou que as sanções atingem diretamente a população e representam a continuidade de décadas de políticas de pressão, intervenção e isolamento econômico promovidas pelos Estados Unidos. O governo de Teerã afirmou ainda que os responsáveis pela formulação e aplicação das medidas deveriam responder por seus efeitos.
A reação ocorre enquanto o governo de Donald Trump amplia sua estratégia de “guerra econômica” contra o Irã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou que Washington prepara sanções que classificou como as mais severas já aplicadas contra o país, incluindo pressão sobre empresas, instituições financeiras e governos que mantenham relações econômicas com Teerã.
Sanções como instrumento de guerra
Para o governo iraniano, a ofensiva econômica não pode ser dissociada do conflito militar entre os dois países. Em sua declaração, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que sanções e pressão econômica são “o outro lado” da agressão militar e acusou Washington de utilizar os dois instrumentos para tentar forçar a população iraniana a aceitar as exigências norte-americanas.
A estratégia de Washington, por sua vez, busca ampliar o isolamento financeiro de Teerã e dificultar suas receitas, especialmente as provenientes do petróleo. O governo Trump também ameaça aplicar sanções secundárias contra países e empresas que continuem negociando com o Irã. China e Índia estão entre os principais compradores do petróleo iraniano, o que amplia o potencial impacto internacional da medida.
Teerã afirma que a política de sanções já foi aplicada durante décadas sem alcançar o objetivo de provocar uma mudança fundamental na política iraniana. O governo diz que continuará utilizando seus recursos econômicos e diplomáticos para preservar a soberania nacional e resistir à pressão dos Estados Unidos.
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