Moro fecha acordos com órgãos de investigação dos EUA

Moro não tinha como objetivo acompanhar o mandatário Jair Bolsonaro na visita a Donald Trump. Ele buscava parcerias

Foto: Divulgação

Jornal GGN – A visita do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a Washington, não tinha como objetivo acompanhar o mandatário na visita a Donald Trump. Conforme o GGN adiantou, o interesse do ex-juiz era fechar acordos com as autoridades de investigação norte-americana.

Entre eles, a única informação que havia sido divulgada era que Moro e o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, queriam se encontrar com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) para ter uma autorização especial contra a privacidade de usuários de Facebook e WhatsApp investigados.

O GGN mostrou que o interesse de Moro ia para além do acordo de apurações que envolvia as redes sociais. Valeixo, atual diretor da PF, chegou a participar de um evento em 2017, sediado pelo país norte-americano, em que tratou de elogiar a Lava Jato e a parceria com os EUA nas apurações. Na manhã de hoje (19), o noticiário divulga que Sérgio Moro fechou outros acordos de cooperação com órgãos de investigação do país, entre eles com o FBI.

Uma dessas colaborações fechadas pelo novo ministro da Justiça e ex-juiz prevê a possibilidade de troca de informações biolmétricas de investigados em ambos os países. O objetivo, segundo Moro, é desmantelar organizações criminosas que atuem no Brasil e nos Estados Unidos.

Nessa mesma linha, outro acordo assinado estabelece uma parceria entre a PF brasileira e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos a nível da alfândega, para proteger as fronteiras, também com o intuito de evitar ameaças à segurança nas fronteiras em casos de organizações criminosas.

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Além destes dois acordos e de um terceiro que busca ter acesso a dados confidenciais de usuários das redes sociais, não se sabe se Sérgio Moro está articulando para parcerias que ultrapassem o compartilhamento biométrico, e até que ponto a Justiça brasileira, por meio da atuação de Moro, dará acesso aos norte-americanos de interferirem em apurações internas brasileiras.

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6 comentários

  1. Nenhuma novidade. No período em que atuou como juiz-político, Sérgio Moro transformou a PF num puxadinho do FBI. Agora que é agente da CIA, ele apenas formalizou a submissão do Ministério da Justiça às autoridades gringas. No linguajar dos tiras, Moro é apenas um “ganso privilegiado”.

  2. Falta transparência a estes acordos. E pergunto também sobre se estes acordos podem ser assinados pelo ministro, ou se tem que passar por outros orgãos. A legalidade destes acordos deve também ser atestada por outros orgãos do governo e do judiciário. Falar genericamente em cooperação, sem dizer de que se trata. Se envolve direitos de cidadãos brasileiros, o conflito entre legislações nos dois países, podem gerar violação de direitos num país ou noutro. Tudo isto é muito estranho. Sob a idéia de combate ao crime, quantos outras informações estão sendo passadas ,principalmente de industrias brasileiras, estatais ou não?

  3. Não há alternativa. Esse governo deve terminar. Um impeachment é muito demorado; é necessário que Bolsonaro renuncie já. Imediatamente.

    E deveremos, então, iniciar uma fase de transição, de reconstrução de nossas instituições.

    Pela primeira vez, acho que a ideia do Nassif (e do Lula) de um pacto pode ser viável se, como parece ser o caso, a própria nata do golpismo (bancos, grande imprensa, militares, etc.) se conscientizar que não há alternativa a não ser a volta ao estado de direito pleno. Alguns ainda acreditam na “bala de prata”, a reforma da previdência. É uma ilusão que aos poucos se desfaz. Os números da economia neste começo de 2.019 são desastrosos. Com este governo iremos para o caos.

  4. Como assim “não se sabe se Sérgio Moro (…) dará acesso aos norte-americanos de interferirem em apurações internas brasileiras.”?

    Esse ex-juiz já mostrou que é totalmente manipulável pelos funcionários da polícia federal dos EUA e que não tem o menor senso de patriotismo. Antes, como alguns outros brasileiros, vira-latas certamente espelhando-se em si mesmos, não acredita que seu (e o pior, nosso) país seja capaz de resolver as próprias mazelas. Na verdade pensar mal do próprio país, depreciá-lo, é a única, repito, única atitude nossa que permite que nossas riquezas, nossa soberania, nossa independência seja aviltada. Entendo o desejo de parecer elite junto aos seus de quem adota atitude como essa, mas será que não é hora de começar a repensar essa atitude? De talvez buscar atitude menos prepotente?

    – “Ah, bem que eu gostaria mas não dá. Os outros são tão prepotentes comigo, são tão mais importantes que eu… essa vida é uma selva.”

    Talvez seja hora de repensar se “os outros” são realmente tão importantes a ponto de balizarmos nossa postura no que não gostamos desses “outros”… Um líder só é líder porque há quem tope, queira, precise de alguém a quem seguir, né não? O que seria da auto-arrogada “superioridade” dos EUA se não fosse gente como Sérgio Moro?

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