Ignorância, covardia e traição, por Izaías Almada
Os três substantivos acima permeiam a maior parte de notícias espalhadas pelo mundo, sejam elas falsas ou verdadeiras. Não importam aqui os meios de divulgação, se antigos ou modernos. O que importa e está por trás desse cenário é o jogo pelo poder.
A sedução pelo fascismo contemporâneo, em vigor, sobretudo na América do Sul, onde sete países são governados por partidos de direita e extrema direita, a cada dia que passa dá mostra do que vem por aí.
Tomemos um exemplo atualíssimo que aconteceu no encerramento da Copa do Mundo de Futebol de 2026.
Nunca uma copa mundial de futebol foi encerrada com tanta violência e brutalidade, atitudes que foram postas em prática pela seleção da Argentina, país já algum tempo governado e destruído pouco a pouco em sua economia e em sua vida social e política por mais um sociopata.
Bastou o juiz dar o apito final da partida, jogadores argentinos partiram para cima de jogadores espanhóis com fúria animalesca que permeou toda a festa de entrega da taça e de medalhas aos vencedores… O fascismo adora a violência.
E o Bananinha? Todo contente por ter sido contemplado com o Green Card norte americano, exibindo com a saliência dos covardes o seu grau de amor ao Brasil.
Reproduzo aqui parte de um editorial escrito por um dos mais influentes jornais ingleses, o The Guardian:
“Donald Trump, transforma a soberania do Brasil em infração comercial ao atacar o Pix, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a regulação das plataformas digitais (…) A ameaça de impor uma tarifa de 25% às importações brasileiras representa uma tentativa de pressionar o país por adotar políticas públicas que contrariam interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos”.
Quando a ignorância e a má fé assumem o comando de determinados grupos políticos, o sinal de atenção se ilumina. Lembremo-nos da ascensão de Hitler em 1933 na Alemanha e o estrago causado ao mundo por esse débil mental.
Essa atenção tem que estar presente na campanha do presidente Lula 24 horas por dia.
E só para lembrar: o tango, no caso, é melhor que o futebol. Vejam abaixo.
Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.
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