10 de junho de 2026

Teerã sobe o tom, ameaça corrida nuclear e desafia ultimato de Trump

Parlamento iraniano avaliará enriquecimento bélico de urânio caso EUA retomem ofensiva militar na região
Foto de Akbar Nemati na Unsplash

▸ Irã avalia enriquecer urânio a 90% se os EUA retomarem ofensiva militar, elevando tensão nuclear na região.

▸ Trump rejeita proposta iraniana e sinaliza possível retomada de bombardeios após trégua iniciada em abril.

▸ Disputa pelo controle do Estreito de Ormuz eleva preços do petróleo e intensifica impasse entre Irã e EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O regime do Irã elevou o tom das ameaças nucleares nesta terça-feira (12), ao anunciar que o Parlamento do país avaliará o enriquecimento de urânio a 90% de pureza, patamar necessário para a fabricação de ogivas atômicas, caso os Estados Unidos retomem a ofensiva militar. A declaração ocorre em um momento de paralisia diplomática, após o presidente norte-americano Donald Trump rejeitar os termos de Teerã para o fim das hostilidades no Oriente Médio.

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“Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no parlamento”, afirmou Ebrahim Rezaei, porta-voz do Legislativo iraniano, em publicação na rede social X.

Atualmente, o país possui cerca de 440 kg de urânio a 60%, nível já muito acima dos 20% permitidos para fins civis pelo Tratado de Proliferação Nuclear (TNP). Segundo especialistas, a transição de 60% para os 90% bélicos levaria apenas poucas semanas.

Diplomacia sob tensão

O ultimato de Teerã surge como resposta direta à postura de Washington. Donald Trump classificou a contraproposta iraniana como “lixo” e “totalmente inaceitável”, afirmando no Salão Oval que o cessar-fogo atual “respira por aparelhos”.

O republicano, que busca uma “vitória completa”, sinalizou a possibilidade de retomar os bombardeios, interrompidos pela trégua iniciada em 8 de abril.

O governo iraniano, por sua vez, classificou seu próprio texto como “legítimo e generoso”. Entre as exigências de Teerã para encerrar o conflito estão o fim do bloqueio naval, a liberação de ativos congelados em bancos estrangeiros e o pagamento de indenizações de guerra pelos americanos.

Impasse no Estreito de Ormuz

Um dos pontos centrais da discórdia é o controle do Estreito de Ormuz, via por onde escoa 20% do petróleo mundial. O Irã exige o reconhecimento de sua soberania sobre o canal, enquanto os EUA demandam supervisão internacional e garantias de que a rota não será fechada.

A instabilidade política já reflete na economia global. Os preços do petróleo subiram quase 3% nesta segunda-feira (11), impulsionados pelo receio de que o “Projeto Liberdade” — operação militar anunciada por Trump para liberar navios no estreito e depois suspensa — seja reativado.

Crise interna e nuclear

Apesar da retórica de força, o regime dos aiatolás enfrenta severa pressão doméstica. Estima-se que a guerra tenha causado a perda de um milhão de postos de trabalho em território iraniano. No campo nuclear, o país aceita suspender temporariamente o enriquecimento, mas rejeita desmantelar usinas, como exige a Casa Branca.

Sem uma nova rodada de concessões, as negociações entram em sua fase mais crítica desde o início da trégua, com o risco iminente de uma escalada nuclear que alteraria definitivamente o equilíbrio de forças na região.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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