10 de junho de 2026

Trump rejeita proposta do Irã e ameaça cessar-fogo entra em colapso

Troca de ataques entre Washington e Teerã eleva tensão no Golfo e dispara temor de nova guerra regional
Casa Branca - Flickr

▸ Negociações entre EUA e Irã sobre cessar-fogo no Oriente Médio enfrentam impasse após rejeição de Trump à proposta iraniana.

▸ Irã exige fim do bloqueio naval, liberação de ativos e soberania no Estreito de Ormuz, rejeitando desmantelar programa nuclear.

▸ Tensão afeta mercado global; alta no preço do petróleo reflete temor de retomada de hostilidades no Golfo Pérsico.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

As negociações para encerrar o conflito armado no Oriente Médio atingiram um novo ponto de saturação nesta segunda-feira (11). Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rechaçar duramente os termos propostos por Teerã, o governo iraniano subiu o tom, defendendo seu plano como uma “oferta generosa” e acusando a Casa Branca de manter uma postura unilateral e fora da realidade.

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O atrito público ocorre pouco mais de um mês após o cessar-fogo estabelecido em 8 de abril, que visava interromper as hostilidades iniciadas em fevereiro. No domingo (10), Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para demonstrar descontentamento: “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”.

A contraproposta de Teerã

O Ministério das Relações Exteriores do Irã rebateu as críticas, afirmando que o texto enviado por meio de mediadores paquistaneses é legítimo. Segundo o porta-voz Esmail Baghaei, a proposta foca no fim do bloqueio naval, na liberação de ativos congelados em bancos estrangeiros e na garantia de soberania sobre o Estreito de Ormuz.

“Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, disse Baghaei. Ele ainda acrescentou que a manutenção da segurança regional e no Líbano faz parte de uma postura “responsável” do país.

Divergências no programa nuclear

O maior entrave, contudo, reside na questão atômica. Enquanto Washington flexibilizou sua exigência inicial, passando a pedir a suspensão do enriquecimento de urânio por um prazo de 12 a 20 anos e a desativação de usinas, Teerã rejeita o desmantelamento de suas instalações.

A proposta iraniana prevê a diluição de parte do urânio altamente enriquecido ou a transferência para um terceiro país, mas exige uma “cláusula de devolução”. Por esse mecanismo, o material retornaria ao controle de Teerã caso os EUA abandonem o acordo futuramente — um reflexo da desconfiança gerada pela ruptura de tratados anteriores.

Economia e segurança regional

No campo econômico, o Irã pleiteia a suspensão imediata das sanções sobre a venda de petróleo por 30 dias e o pagamento de indenizações pelos danos de guerra. No campo militar, o país exige o fim das operações em todas as frentes, incluindo o apoio a Israel no embate contra o Hezbollah, no Líbano.

A agência semioficial Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, minimizou a reação de Trump, afirmando que “ninguém no Irã escreve propostas para agradar Trump”. A fonte citada pela agência disparou: “Trump, de modo geral, não gosta da realidade; é por isso que está constantemente sendo derrotado pelo Irã”.

Com o endurecimento dos discursos, o mercado global reagiu prontamente. O preço do barril de petróleo registrou alta nesta segunda-feira, refletindo o temor de que o impasse diplomático resulte na retomada das hostilidades em larga escala no Golfo Pérsico.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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