4 de junho de 2026

Americanos fizeram de Trump um ‘super homem’, diz NYT

Controle republicano no Senado e na Câmara coloca presidente reeleito como o homem com mais poder em 248 anos de história dos EUA
Foto: RS/Fotos Públicas

O republicano Donald Trump deixou claro ao longo da campanha o que pretendia fazer no governo dos Estados Unidos, e o eleitorado deu em suas mãos um poder nunca antes visto em 248 anos de história da democracia norte-americana.

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“Após derrota a vice-presidente Kamala Harris, que se tornaria a primeira mulher presidente dos EUA, Trump trará seus próprios primeiros históricos para a Casa Branca”, diz a jornalista Lisa Lerer, correspondente política do jornal The New York Times.

Em sua análise, Lisa Leres lembra que Trump é “o único presidente condenado por dezenas de crimes, acusado de dezenas de outros e duas vezes acusado de impeachment”. Porém, ao contrário da vitória surpreendente vista em 2016 (quando venceu entre os delegados, mas perdeu no voto popular para Hillary Clinton), o republicano agora será capaz de reivindicar um amplo mandato.

A analista afirma que Donald Trump começará seu segundo mandato vinculado a poucas normas políticas, depois de uma campanha onde pareceu desafiar todas elas: ele venceu em pelo menos cinco dos sete “battleground states”, e estava próximo de vencer também o voto popular, sendo o primeiro republicano a conseguir tal façanha desde George W. Bush em 2004.

Além disso, seu partido tomou o controle do Senado, estava próximo de manter o controle da Câmara dos Representantes e, em estados tradicionalmente democratas, ele obteve parte importante do eleitorado.

“A América nos deu um mandato poderoso e sem precedentes”, disse Trump aos seus apoiadores na Florida. “Vou governar por um lema simples: promessas feitas, promessas cumpridas”.

Lisa lembra que, entre as promessas feitas por Trump ao longo da campanha, está a demissão de servidores públicos de carreira; deportar milhões de imigrantes em operações militares; esmagar a independência do Departamento de Justiça; uso do governo para promover conspirações de saúde pública e o abandono de aliados dos EUA no exterior.

“Ele transformaria o governo em uma ferramenta de suas próprias queixas, uma maneira de punir seus críticos e recompensar ricamente seus apoiadores”, lembra Lisa.

“Ele seria um ‘ditador’ – mesmo que apenas no primeiro dia. E, quando solicitado a dar a ele o poder de fazer tudo isso, os eleitores disseram sim. Esta foi uma conquista da nação não pela força, mas com uma autorização. Agora, a América está à beira de um estilo autoritário de governança nunca antes visto em seus 248 anos de história”, pontuou a articulista.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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4 Comentários
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  1. José de Almeida Bispo

    6 de novembro de 2024 5:48 pm

    Devem estarem de saco cheio de almofadinhas: Reagan, Clinton, Obama… e até os Bushes, pai e filho. Só não sei se Biff Tannen, ops, Trump (Zemeckis profético, em 1985) é o herói que querem, com gente como Zucka e Musk dando as cartas. Barco pra frente!

  2. Paulo Dantas

    6 de novembro de 2024 6:31 pm

    Os erros dos democratas se acumularam e deram em Trump

    Os erros dos republicanos fizerem Trump dono do circo dos elefantes.

    Os “liberais” mais uma vez pavimentaram o caminho do arbítrio.

  3. Rui Ribeiro

    6 de novembro de 2024 7:46 pm

    Fizeram de um pigmeu um superhomem mas um superhomem que não fará os EUA grande novamente, pelo contrário. O que fazia os EUA grande eram as guerras de rapina e o livre comércio. As guerras agora não dão mais lucro, só dão prejuízos. Gastos astronomicos para alimentar Usrael e a Ucrania de armas e munição. A guerra do Iraque, do Afeganistão e da Líbia foram muito custosas. Os tempos são outros. O protecionismo agora reina. É possível que o Malinha apequene cada vez mais os EUA. Ele poderia se tornar um líder mundial se se empenhasse em reduzir a fome, a ignorância, as desigualdades sociais e combater as mudanças climáticas. Se ele assumisse a sua pigmice, talvez ele se tornaria um líder histórico. Mas não é possível ordenhar pedras

  4. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    7 de novembro de 2024 7:46 am

    Com a vitória dos repugnantes o império já tem um novo capataz.Se ele puder cumprir as promessas de campanha, certamente vai acelerar o declínio do OCIDECADENTE. Resta saber, se houve alguma mudança no grupo que realmente manda no império, a ponto de permitir a aceleração da catástrofe. Mas até lá, vamos ver e ouvir muita asneira dos comentaristas regiamente remunerados da nossa imprensa livre de isenção. Não adianta se assustar com a degradação das democracias de araque, toda sociedade em decomposição exala gases tóxicos. No processo para obtenção do álcool, o caldo da cana tem que apodrecer primeiro, para que surja a nova substância.

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