5 de junho de 2026

Bloomberg: ucranianos apoiam concessões para um fim à guerra

A agência indica que os combates se tornam “mais desafiadores” para Kiev à medida que “outro inverno com escassez de munições” se aproxima
Presidente da Ucrânia visitou as trincheiras militares na região de Donetsk, no dia 17/02/22 - Foto: Gabinete Presidencial da Ucrânia

Cada vez mais ucranianos apoiam a ideia de a Ucrânia fazer concessões territoriais à Rússia para colocar um ponto final ao atual conflito, iniciada em fevereiro de 2022, relata a Bloomberg. A agência destaca, entretanto, que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ainda não pensa na estratégia de negociação para as conversações de paz.

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De acordo com os resultados das sondagens de opinião pública, um número crescente de cidadãos na Ucrânia acredita que “as concessões territoriais à Rússia podem ser um preço inevitável para a paz”, escreve a Bloomberg.

Um dos assessores mais próximos de Zelensky disse à agência que o governo ucraniano está frustrado porque alguns dos seus aliados não perceberam a magnitude do campo de batalha e subestimaram a força das linhas defensivas russas, que atolaram a contraofensiva ucraniana.

Da mesma forma, a agência indica que os combates se tornam “mais desafiadores” para Kiev à medida que “outro inverno com escassez de munições” se aproxima.

Impasse

“Fora do campo de batalha, alguns nos EUA e na Europa começam a questionar-se se poderão continuar a dedicar recursos já escassos ao que o principal general da Ucrânia admite ser um impasse”, diz o artigo. Entre outras coisas, a Ucrânia sofre de escassez de recursos humanos.

Recentemente, o comandante-chefe das Forças Armadas Ucranianas Valeri Zaluzhny admitiu em uma entrevista ao The Economist que a Rússia está numa posição melhor no conflito armado, dada a sua maior população e uma economia mais robusta e com maiores recursos, ao mesmo tempo em que reconheceu a falta de progresso na contraofensiva de Kiev.

“Tal como na Primeira Guerra Mundial, atingimos um nível de tecnologia que nos coloca num impasse”, disse ele sobre o conflito em curso.

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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  1. Jicxjo

    2 de dezembro de 2023 9:57 pm

    Só os otários que creem na mídia porca estão surpresos com esse desfecho. Os mesmos otários que devem achar que o Azov distribuía flores no Donbass e que Israel explode bombas de confete em Gaza. Que Zelensky e Netanyahu são dois grandes estadistas.

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