Milhões de eleitores vão às urnas no Chile neste domingo (04/09) para decidir se o país adota ou não a proposta de uma nova Constituição.
As mesas de votação foram abertas em boa parte das regiões do país às 08 da manhã (horário local). Segundo dados do Serviço Eleitoral chileno, 15,076 milhões estão aptos a votar no país, e 97.239 poderão fazê-lo do exterior. O processo deve ser finalizado às 18 horas (horário local).
Para especialistas, a expectativa é que mais de 11 milhões de pessoas participem do referendo, superando os 8,3 milhões que votaram na eleição que escolheu Gabriel Boric como novo presidente do país.
Caso a opção de Aprovação saia vencedora, Boric deverá convocar o Plenário do Congresso para, em ato público, promulgue e jure respeitar e cumprir a nova Constituição.
Se a opção vencedora for a que rejeita a nova Constituição, a Carta Magna atual seguirá em vigor.
A Carta Magna que é alvo do referendo consagra um “Estado Social de Direitos”, conforme reivindicações feitas nas jornadas de outubro de 2019. Além disso, o novo texto estabelece uma série de direitos sociais em saúde, educação e previdência, além de enfatizar o meio ambiente e a proteção dos novos direitos.
Leia Também
Ataques a Boric levam Chile a convocar embaixador brasileiro
Chile terá saúde pública gratuita para todos, anuncia Boric
Chile quer desprivatizar água, permitir aborto e dar voz a índigenas na Constituição
Paulo Dantas
4 de setembro de 2022 12:26 pmNeste referendo o voto ficou obrigatório , na eleição não , então não cabe comparação.
E isto pode refletir no resultado.