Daniel Alves “agarrou”, “atirou-a no chão” e “estuprou” a vítima, comprova Justiça espanhola

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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O ex-jogador brasileiro deverá ficar preso em regime fechado 4 anos e meio e mais 5 anos de liberdade vigiada

Foto: Reprodução/Twitter/GloboNews

Daniel Alves “agarrou abruptamente” a jovem de 24 anos de Barcelona, “a atirou no chão, impedindo-a de se mexer” e procedeu com o estupro, “apesar de ela ter dito que não queria”. Assim ficou comprovado, segundo o Superior Tribunal de Justiça da Catalunha, o crime do ex-jogador de futebol.

A Corte confirmou as provas do crime com lesões no joelho da vítima, o comportamento da mulher após sofrer a violência e sequelas psicológicas:

“Lesões no joelho são produto da violência usada pelo Sr. Alves para dominar a denunciante e, assim, colocá-la no chão. É claro que a lesão ocorreu naquele momento”, escreve a peça, que completa: “Nós temos provas suficientes que comprovem o estatuto da vítima logo após sair do banheiro na cabine.”

A justiça espanhola ainda ressalta que ainda que não seja “necessário que ocorram lesões físicas, nem que haja provas de oposição heróica por parte da vítima” para se caracterizar o crime, “no presente caso, encontramos também lesões na vítima que tornam mais do que evidente a existência de violência para forçar a sua vontade, com posterior acesso carnal que não é negado pelo réu”.

A condenação e prisão

Em decisão divulgada nesta quinta (22), o brasileiro foi condenado à prisão de 4 anos e meio de regime fechado pela Justiça espanhola. Após esse período, ele ficará 5 anos em liberdade vigiada.

A condenação foi inferior aos pedidos da defesa da mulher, a 12 anos, e do Ministério Público Espanhol, que solicitava 9 anos de prisão. A Justiça diminuiu os anos de prisão pelo valor de R$ 900 mil de indenização pagos por Daniel Alves, com a ajuda da família de Neymar.

Ele também ficará impedido de trabalhar ou exercer cargo público ou privado com qualquer menor de idade, pelo período de 5 anos. E está proibido de se aproximar da vítima, mantendo uma distância de pelo menos 1 quilômetro ou se comunicar, pelo período de 9 anos e meio.

O julgamento foi concluído no início de fevereiro, em Barcelona, mas a Justiça de Catalunha divulgou o resultado hoje (22). Ainda há espaço para recurso, e a defesa do ex-jogador disse que ainda tentará a sua absolvição.

“Neste momento, só posso dizer que vamos recorrer da sentença. Continuo acreditando na inocência do Sr. Alves. Tenho que estudar a sentença, mas já adianto que vamos recorrer. Alves está inteiro. Quatro anos e seis meses é melhor que nove e 12 que a acusação pedia, mas acredito na inocência de Alves e vamos recorrer”, afirmou a advogada Inés Guardiola.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

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